REVOLUÇÃO PRAIEIRA EM PERNAMBUCO

3 07 2008

Rebelião Praieira (1848 – 1850)

Origens do movimento – Assim como as revoluções de 1848 na Europa representaram o encerramento de um ciclo revolucionário iniciado em 1789 com a Revolução Francesa, a Praieira, em Pernambuco, correspondeu à última etapa das agitações políticas e sociais iniciadas com a emancipação.
Pernambuco era, no século XIX, a mais importante província do nordeste, graças ainda ao açúcar, e seus políticos gozavam de grande influência no Rio de janeiro.
Entretanto, a concentração fundiária em Pernambuco era tal, que um terço dos engenhos era propriedade de uma única família: a dos Cavalcanti. Desse modo, a totalidade dos pernambucanos dependia direta ou indiretamente de um punhado de famílias que conduzia a sociedade tendo em vista exclusivamente os seus interesses. Dada a importância de Pernambuco desde a época colonial, ali se concentrava um numeroso grupo de comerciantes, na maioria portugueses, que monopolizavam as trocas mercantis.
A concentração da propriedade fundiária e a monopolização do comércio pelos portugueses foram os fatores de permanente insatisfação das camadas populares em Pernambuco.

Surge o Partido da Praia. Como em outras partes do Brasil, em Pernambuco existiam dois partidos: o Liberal e o Conservador. Os Cavalcanti dominavam o Partido Liberal e os Rego Barros, o Conservador. Apesar de pertencerem a partidos diferentes, essas duas famílias costumavam fazer acordos políticos com muita facilidade.
Assim, Francisco de Paula Cavalcanti tornou-se presidente da província em 1837, através de um acordo com os Rego Barros. Em 1840, foi a vez de Francisco Rego Barros (barão da Boa Vista) assumir a presidência da província.
Porém, em 1842, membros do Partido Liberal se rebelaram e fundaram o Partido Nacional de Pernambuco – que seria conhecido como Partido da Praia. Esses inconformados pertenciam a famílias que haviam feito fortuna em época recente, ao longo da primeira metade do século XIX, e tinham como eleitores senhores de engenho, lavradores, comerciantes e bacharéis. Eles deixaram claro o motivo de sua atitude: acusavam o presidente da província Rego Barros de distribuir os melhores cargos administrativos somente entre os membros do Partido Conservador e a cúpula do Partido Liberal, isto é, os Cavalcanti e seus aliados mais próximos. E, segundo os praieiros, faziam o mesmo com os contratos de obras públicas, inúteis e dispendiosas.
Em suma, o Partido da Praia se formou como protesto pela exclusão dos benefícios do poder.
Mas havia razões mais profundas para essa dissidência. A Inglaterra fazia enormes pressões pela extinção do tráfico, cujo efeito imediato foi a crescente escassez de escravos e a elevação de seu preço. Para as poderosas famílias ligadas aos Rego Barros e Cavalcanti não havia problemas. O contrabando de escravos acobertado pelas autoridades policiais era garantia de suprimento permanente e a baixo custo para aquelas famílias. Quanto aos demais, eram obrigados a pagar o preço de mercado para obter os escravos de que necessitavam. E isso também foi denunciado pelos praieiros.
As denúncias eram reveladas pelos jornais, de modo que a luta política desenrolava-se através da imprensa: do lado dos conservadores, também chamados de “gabirus” (“gabiru” é o nome de um tipo de rato que, em sentido figurado, significava “ladrão”), estava o Diário de Pernambuco e, do lado dos praieiros, o Diário Novo, impresso na Tipografia Imparcial, que ficava na rua da Praia (daí o nome do partido). O duelo jornalístico durou, basicamente, até 1844, embora os conflitos políticos começassem a se tornar violentos de lado a lado.
LEIA MAIS http://www.culturabrasil.org/praieira.htm

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21 09 2009
Samuel

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