Foi muito diferente o papel exercido pela religião e pelas igrejas nos movimentos abolicionistas dos Estados Unidos e do Brasil. O mais forte componente dos abolicionismos britânico e norte-americano foi justamente a convicção religiosa. Os quakers foram pioneiros na luta contra a escravidão na Grã-Bretanha. Esse grupo religioso puritano, conhecido como Sociedade dos Amigos, engajou-se na luta desde o final do século XVII. Apesar de não haver condenação da escravidão na Bíblia, eles decidiram que sua prática era incompatível com o princípio da igualdade de todos os homens perante Deus. Aliados a outros religiosos, organizaram-se em sociedades abolicionistas, mobilizaram a opinião pública e pressionaram o Parlamento para aprovar medidas contra a escravidão. Em 1807, esses militantes conseguiram sua primeira grande vitória quando o Parlamento decretou o fim do tráfico de escravos. A atuação dos quakers estendeu-se aos Estados Unidos, onde a luta foi muito mais dura, pois lá a escravidão estava dentro do país. Mesmo assim, na década de 1830 já funcionavam várias sociedades abolicionistas, todas movidas por valores puritanos e organizadas por quakers, metodistas e batistas. A mais importante foi a American Anti-Slavery Society, criada em 1833. Esse contraste ajuda a entender por que, nos Estados Unidos, a abolição foi seguida de forte ação a favor dos ex-escravos, sobretudo nos campos da educação, dos direitos políticos e do acesso à propriedade da terra. Entre nós, nada foi feito, nem pelo Estado, nem pela Igreja, nem pelos particulares. José Murilo de Carvalho é professor titular da UFRJ e autor de Dom Pedro II: Ser ou não ser (São Paulo: Companhia das Letras, 2007). FONTE: http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=1683
Em nome de Deus
José Murilo de Carvalho
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No Brasil, nem o pensamento abolicionista se baseou na religião, nem a Igreja Católica se empenhou na causa. Pelo contrário, padres e ordens religiosas eram coniventes e cúmplices da escravidão. A Bíblia, argumentava-se, não proibia a escravidão e, afinal, o que importava era a liberdade da alma livre do pecado, e não a liberdade civil. Além disso, padres eram empregados do Estado, cujos interesses tinham dificuldade em contrariar. Nosso abolicionismo baseou-se antes em razões políticas e humanistas.
ARTIGO
30 11 2008Comentários : Deixar um comentário »
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COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DE DOM HÉLDER CÂMARA
27 11 2008Comentários : Deixar um comentário »
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IGARASSU – PERNAMBUCO/BRASIL
27 11 2008Histórico O local onde hoje fica o município de Igarassu era habitado por índios Caetés que levavam uma vida tranqüila até1535, quando o donatário Duarte Coelho desembarcou no local para tomar posse de sua capitania (doada pela Coroa Portuguesa) e iniciou uma série de combates com os índios. Por ordem de Duarte Coelho, ali foi instalado um marco de pedra, para servir de ponto divisório entre as capitanias de Pernambuco e de Itamaracá, dando início ao processo de colonização no Brasil. Em 1537, foi fundada a Vila de Iguarassú, e hoje o município é considerado o primeiro núcleo de povoamento do país. O Distrito foi criado em 1550, sob a denominação de Iguarassú. Pela lei estadual nº 130, de 28/06/1895, o Distrito foi elevado à condição de Cidade, sob a mesma denominação de Iguarassú. Pelo decreto-lei estadual nº 235, de 09/12/1938, o município de Iguarassú mudou o nome para Igarassu, sem o “u” depois do “g”. De origem indígena, nome Iguarassú significa “canoa grande”. Quem nasce em Igarassu é chamado igarassuano ou igarassuense ou iguarassoura. Dados gerais Localização: Litoral Norte, Microrregião Itamaracá e Mesorregião Metropolitana do Recife, distante 28 km do Capital. Base econômica: Agroindústria, voltada para os setores de açúcar e álcool. SAIBA MAIS: http://www.pe-az.com.br/municipios/igarassu.htm

Área: 302,9 km²
Clima: do tipo Tropical Chuvoso com verão seco
Precipitação pluviométrica média anual: 2.226,4 milímetros
População: 86.519 habitantes
Eleitorado: 58.283 eleitores (TRE 2006)
Data de comemoração da emancipação política: 27 de setembro
Padroeiros: Santos Cosme e Damião
Dia de feira: sábado
Prefeito: Severino de Souza (Ninho)
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MEMÓRIAS REVELADAS
24 11 2008O Arquivo Público do Estado de São Paulo deu início no dia 7 de novembro a sua participação no projeto Memórias Reveladas – Centro de Referência das Lutas Políticas, 1964-1985, uma iniciativa da Casa Civil da Presidência da República, com a coordenação do Arquivo Nacional. Segundo o Arquivo Público de São Paulo, o projeto pretende catalogar acervos e colocar à disposição do público, pela internet, os registros documentais sobre as lutas políticas no Brasil durante a ditadura militar. O Centro de Referência das Lutas Políticas conta com mais de 13 mil páginas de documentos. Em 2005, a Casa Civil determinou que as instituições federais transferissem toda a documentação sobre a ditadura militar para o Arquivo Nacional. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), por exemplo, teve recolhidos todos os arquivos do Conselho de Segurança Nacional (CSN), da Comissão Geral de Investigações (CGI) e do Serviço Nacional de Informações (SNI). Com esse grande volume de documentos, o Arquivo Nacional aumentou em mais de dez vezes o seu acervo sobre a ditadura militar. A participação paulista na primeira fase do projeto terá duração de oito meses. Dentre as atividades previstas está a microfilmagem de 2 mil pastas com dossiês. Para isso, será adquirida uma microfilmadora com a qual o Arquivo Público também irá atender aos pedidos de microfilmagem dos centros de pesquisa de São Paulo. O projeto prevê ainda a digitação de 420 mil fichas temáticas do Arquivo Geral do Deops. Nessa fase, apenas essas fichas poderão ser consultadas pelo público. O Estado de São Paulo mantém registros do Deops abertos para consulta pública desde o início da década de 1990, mediante a assinatura de um termo de responsabilidade pelo pesquisador. Desde então, os arquivos do Deops são os mais procurados no Arquivo Público do Estado, principalmente por pesquisadores e por pessoas investigadas durante a ditadura militar. Trata-se do maior acervo do gênero no país, com 150 mil prontuários, 1,1 milhão de fichas e 9 mil pastas com dossiês, 1,5 mil pastas de Ordem Política e 2,5 mil pastas de Ordem Social. Documentos secretos Este ano foi firmado um acordo de cooperação técnica entre 25 instituições e o Arquivo Nacional para a implantação de uma política pública de integração em rede de acervos e instituições. De acordo com o projeto, será criado o banco de dados Memórias Reveladas, alimentado on-line pelas instituições parceiras com informações dos acervos do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops), referentes ao período de 1964-1985. Também fará parte desse banco de dados a documentação do Arquivo Nacional sobre a ditadura militar. O banco de dados estará disponível na internet para a livre consulta e permitirá recuperar e identificar informações sobre a repressão no Brasil. Apenas os documentos sigilosos não serão disponibilizados na internet. A classificação de documentos como “ultra-secretos” era comum no passado, com sigilo de 10, 15 ou até 30 anos, renováveis pelo mesmo período. Os documentos cujo prazo de sigilo já tenha expirado e aqueles que não possuem qualquer classificação poderão ser livremente consultados. Também está prevista no projeto uma linha de financiamento para organização e tratamento de acervos de diversos fundos documentais sob a guarda de arquivos públicos estaduais e centros de documentação em universidades.
Ditadura escancarada
Coleção de documentos sobre o regime militar será disponibilizada na internet
Agência FAPESP
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HISTÓRIA HOJE: O QUE PARTE DA IMPRENSA DO BRASIL NÃO MOSTRA SOBRE A VENEZUELA
22 11 2008Os planos sociais, conhecidos como Misiones, desenvolvem-se em amplos setores populares e em, no mínimo, um terço da classe média. Tais planos constituem-se de medidas sociais e emergenciais, dentre as quais se podem destacar três de curto e médio prazo e uma de longo prazo.
Os principais planos de curto e médio prazos são: o programa de Saúde Bairro Adentro, no qual médicos, cubanos em sua maioria, prestam consultas diárias e permanecem em estado de prontidão durante as 24 horas do dia nas regiões mais pobres do país – 18,3 milhões de habitantes são atendidos.
O programa Mercal, composto de feiras populares, visa a garantia da segurança alimentar nas quais mais de vinte produtos da cesta básica podem ser compradas a preços subsidiados pelo governo, criou em todo território nacional mais de 16 mil estabelecimentos, beneficiando aproximadamente 16 milhões de venezuelanos e, também, com distribuição gratuita de alimentação pronta a setores populares que vivem em condições de quase indigência.
Leia mais http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=9&i=2793
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CONVITE
21 11 2008Comentários : Deixar um comentário »
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CAMPANHA CONTRA O TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL
15 11 2008
Mais de 1,8 mil pessoas já assinaram o abaixo-assinado eletrônico e outras milhares firmaram o documento em papel pedindo a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001, que prevê o confisco da terra onde for constatada a exploração de trabalho escravo. Assine você também!
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COMEMORAÇÃO DOS 60 ANOS DA JOC DO BRASIL
15 11 2008Juventude Operária Católica Brasileira- 60 Anos
Transformando a vida e realidade da Juventude Trabalhadora! !!
A Juventude Operária Católica Brasileira(JOCB) Convida a todos e todas antigos/as militantes, organizações sociais parceiras e amigas, igrejas, militantes atuais, amigos e amigas, que acreditam em sua luta como Movimento de formação e organização da Juventude Trabalhadora do Brasil e do Mundo para festejar e celebrar seus 60 anos de história, arraigada na construção de uma nova sociedade.
Data: 06 e 07 de Dezembro de 2008
Local: Sede da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus
Endereço: Rua Francisco Lacerda, 455, Várzea. Recife-PE
Fone: 3271-1398
Programação:
Dia 06 – Chegada dos participantes de outras cidades
Dia 07 – Comemoração dos 60 anos da JOC-B
1º Momento (09:00 as 12:00)
DEBATE: CONSTRUINDO HISTÓRIA ATRAVÉS DE SUAS AÇÕES
MESA REDONDA SOBRE EXPERIÊNCIAS DAS AÇÕES DA JOCB EM DIFERENTES PERÍODOS
- ASSESSOR: RETROSPECTIVA HISTÓRICA DA JOC ENVOLVENDO ANALISE DA CONJUNTURA PASSADA E ATUAL
- ANTIGO MILITANTE: MINHA MILITANCIA E A IMPORTANCIA DA JOC EM MINHA VIDA
- MILITANTE ATUAL: MINHA ENTRADA NA JOC
- CONTATO: UM MOMENTO MARCANTE NA JOC EM MINHA VIDA
2º Momento (12:00 as 14:00)
ALMOÇO DAS GERAÇÕES DE JOC
3º Momento (14:00 as 15:00)
DESAFIOS E AVALIAÇÃO
Durante a atividade haverá:
- Exposição de fotos de vários períodos de JOC ao longo destes anos
- Cartazes das Campanhas de Ações Nacionais
- Vídeo sobre do 4º Congresso Nacional de Jovens Trabalhadores
VIVA A JOCB!!! VIVA A JOCI!!! VIVA A JUVENTUDE TRABALHADORA!!!
VIVA A CLASSE TRABALHADORA!!!
Para conhecer a história da JOC, clique aqui http://www.agencia.ecclesia.pt/ecclesiaout/joc/origem.html
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RESENHA: CALDEIRÃO: uma comunidade igualitária nos sertões do CE, por Edson Hely Silva (UFPE) – Clique em Caldeirão
14 11 2008Comentários : Deixar um comentário »
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ARTIGO: FREI BETO
14 11 2008 Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois modelos produz felicidade?” LEIA MAIS: http://www.correiocidadania.com.br/content/view/1902/55/ Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de “O desafio ético” (Garamond), entre outros livros. 
Do mundo virtual ao espiritual



ESCRITO POR FREI BETTO
06-JUN-2008
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O SIMBOLISMO DAS ELEIÇÕES NOS EUA
14 11 2008
Menos humanos O racismo está intrinsecamente ligado à história dos Estados Unidos. A escravidão dos negros no período após a independência do país, em 1776, e as discussões sobre a abolição foram estopins para a guerra civil, oito décadas depois. Em uma luta pelo poder político da jovem nação, os estados do norte defendiam o fim do trabalho escravo, e os do sul queriam manter sua “propriedade”, levando a um enfrentamento que deixou um saldo de 600 mil mortos. Para o professor Hall, esta idéia de “propriedade” mostra que o racismo norte-americano está ligado à mesma ética protestante que é usada para explicar parte do sucesso econômico do país no sistema capitalista. “O racismo sempre foi um assunto econômico nos Estados Unidos. Ele é discutido como um fenômeno moral, mas é basicamente econômico”, disse. Para ele, a religião é o que diferencia o preconceito norte-americano do existente no resto do continente. “Na América do Sul, a escravidão era um status, uma situação. Nos EUA, o escravo, o negro, não era considerado humano, era uma propriedade. Filhos de escravos na América Latina colonial eram considerados humanos, por causa da religião católica, desde então predominante. Por causa do protestantismo que dominava a América do Norte, os filhos de escravos não eram reconhecidos como humanos, apenas como propriedade, sem nenhum direito. Isso fez com que o racismo nos Estados Unidos seja mais forte e entranhado na cultura. Não havia mestiçagem, a segregação era real.”
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O ROUBO DA HISTÓRIA
12 11 2008O roubo da história tem como objetivo examinar o modo como a Europa “roubou a história do Oriente”. Não apenas suas criações artesanais e artísticas, instituições, invenções científicas e tecnológicas, enfim todas as grandes contribuições para a humanidade de regiões do chamado Oriente, mas sua própria história. Isto é, o lugar das sociedades não-européias na explicação do mundo contemporâneo.
A historiografia européia, ao criar periodizações, como aquela que divide a história em Antigüidade, Feudalismo, Renascença e Capitalismo, contribui consideravelmente para a exclusão dos povos do chamado Oriente. Cria, como defende o autor, a falsa idéia de um desenvolvimento exclusivamente europeu, desde a civilização grega e romana até o advento do capitalismo e a dominação européia do mundo a partir do século XIX, esquema este que relega a Ásia, África e América Latina à posição de exceção, estudadas à parte, quando muito.
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MEA CULPA
10 11 2008No século XVIII, Liverpool era conhecida como a capital do tráfico transatlântico de escravos. Como emmea culpa, em 2007, a cidade inglesa inaugurou o Museu Internacional da Escravidão. O local pretende lançar um novo olhar sobre a história da África e demonstrar as raízes econômicas do processo que sujeitou milhões de pessoas a condições subumanas. A exposição é dividida em três seções. A primeira parte prima por desconstruir mitos antigos, como a noção de que as tribos da África eram bárbaras e os colonizadores europeus, civilizados. Este julgamento é fruto do estranhamento dos primeiros aventureiros portugueses e espanhóis frente à cultura daquele local. A organização social baseada em outras estruturas que não a familiar, por exemplo, era motivo suficiente para taxa-los de selvagens. Exposta no Museu, a frase do escritor político Frantz Fanon sintetiza esta interação desigual: “A Europa assumiu a liderança do mundo com ardor, cinismo e violência”. Neste primeiro momento, os visitantes podem conferir uma réplica de parte de um vilarejo Igbo, grupo étnico africano que vive na Nigéria. Além das construções domiciliares, são expostos também artesanatos e outras produções culturais daquele povo. Devido à descoberta da América pelos europeus no século XV e XVI, as relações com os africanos ganham contornos mais drásticos. De meros selvagens, eles tornam-se um produto capaz de gerar muito dinheiro com trabalhos forçados nas imensas plantações de açúcar, café e algodão do Novo Mundo. A força de trabalho indígena não era capaz de dar conta da cobiça dos europeus porque muitos deles morreram em guerras ou pelo contágio de doenças para as quais não tinham imunidade. O Museu não hesita em mencionar os culpados nos painéis informativos: “Inicialmente, Portugal e Espanha tomaram a liderança nesta questão e foram seguidos mais tarde pela Inglaterra, França e Países Baixos”. Famílias tradicionais, como os Gladstones, e o Banco da Inglaterra são citados nominalmente. Durante 400 anos, aproximadamente 12 milhões de africanos foram transportados a força. No entanto, os efeitos da escravidão atingiram um número bem maior de pessoas e seus desdobramentos ainda são sentidos nos dias atuais. “A África ajudou a desenvolver a Europa Ocidental na mesma proporção que esta ajudou a não desenvolver a África”, diz uma frase do historiador Walter Rodney. As condições dos navios negreiros também são retratadas no Museu Internacional da Escravidão. Há não só informações sobre as revoltas, suicídios e estupros que aconteciam a bordo, mas também filmes projetados em telões com simulações das viagens em direção à América. A última sessão aborda o legado deixado pela escravidão. O fim desta prática é recontada em detalhes, assim como a luta pela igualdade de direitos civis no século XX. Novamente, a motivação econômica é evidenciada. A Revolução Industrial criou a necessidade de consumidores para a avalanche de produtos fabricados. Os donos de escravos das colônias inglesas receberam recompensas bilionárias pela mudança de orientação política. Os escravos, nada. A terceira parte da exposição abrange ainda as lutas por igualdade de direitos no século XX e figuras como Luther King e Malcom X. Em sintonia com estes líderes, o Museu Internacional da Escravidão cumpre seu objetivo de não deixar que uma das maiores atrocidades já cometidas pelo homem caia no esquecimento. FONTE: www.revistadehistoria.com.br
Museu da escravidão
Em Liverpool, exposição relembra os quatro séculos de comércio transatlântico de escravos e mostra como a Europa tirou proveito econômico do subdesenvolvimento africano.
Adriano Belisário
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A transferência de mão-de-obra de um continente para o outro era algo custoso. Tratava-se de um investimento de alto risco, mas capaz de gerar lucros pomposos. A operação geralmente era organizada por um grupo de mercadores, banqueiros e políticos que se uniam para dividir os lucros e prejuízos. Colocando em valores atuais, o custo de um empreendimento como este em 1790 poderia chegar a quase R$ 2 milhões.
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FIQUE POR DENTRO DA SUA HISTÓRIA
10 11 2008Comentários : Deixar um comentário »
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ARTIGO: POR PROF. EDSON HELY SILVA ( UFPE)
8 11 2008Comentários : Deixar um comentário »
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