A FUGA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA

1808 – Laurentino Gomes (uma resenha)
FAMILIA

“Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”

1808 – Laurentino Gomes (A Fuga da Família Real para o Brasil)

Depois de uma exaustiva pesquisa em fontes as mais diversas durante mais de 10 anos, Laurentino Gomes nos brinda com esta narração definitiva sobre a fuga da Família Real Portuguesa para o Brasil, sob a escolta da Marinha Britânica.

Antecedentes

Portugal – uma das nações mais atrasadas da Europa em inícios do século XIX – encontrava-se freqüentemente diante da possibilidade concreta, estimulada e aconselhada por muitos a ter a sede de seu governo transferida para o Brasil, colônia da qual se tornara totalmente dependente. A cada crise no Continente Europeu a idéia se renova, mas somente a partir dos ecos da Revolução Francesa, mais particularmente em seu período Napoleônico, a idéia ganhou força e premência. Com maior vigor a partir de 1801 a idéia freqüentemente era cogitada. No entanto o Príncipe Regente D. João era fraco demais – inclusive fisicamente – medroso demais e indeciso demais para adotar medida de tão graves monta e repercussão.

Os monarcas “perdem a cabeça”

O Rei Jorge III, da Inglaterra, tinha ataques constantes de demência, amplamente relatados: trazia ao colo uma almofada que informava ser uma criança; criou uma “Nova Teoria da Santíssima Trindade” incluindo a si mesmo e a um criado, além de Deus; passava por vezes 3 dias sem dormir, tempo durante o qual passava a maior parte do tempo falando sem parar – e poucos compreendiam bem o que exatamente estava ele a dizer.

Em Portugal, D. Maria I, a Rainha Mãe, informava ver o fantasma de seu pai com freqüência, ensangüentado e clamando vingança; seus gritos – talvez a palavra “urros” expresse melhor o volume em que se expressava durante os ataques de demência – eram tão lancinantes que ela foi recolhida a um convento, declarada demente e seu segundo filho, despreparado para assumir o trono, D. João, foi nomeado Príncipe Regente.

Na França e em outros pontos da Europa reis e rainhas eram decapitados. Como bem o enfatiza Laurentino Gomes, “era um tempo em que os monarcas, literal e metaforicamente, perdiam a cabeça”

Decisão às pressas

Somente quando pressionado pelo avanço das tropas napoleônicas do General Junot, em fins de 1807 e pressionado pela Inglaterra, a decisão foi tomada de maneira tão apressada e atabalhoada que muitos bens dos fugitivos para o Brasil ficaram empilhados no cais: bagagem, livros da Real Biblioteca, prataria saqueada de igrejas, etc. Além disso, as embarcações vieram todas apinhadas de gente, sem os cuidados técnicos necessários a uma tão longa travessia (levaria cerca de 3 meses para atravessar o Atlântico nas rústicas naus da época): pelo menos dois navios sequer conseguiram zarpar e o suprimento dos que zarparam no dia 29 de novembro de 1807 mal eram suficientes para 2 ou 3 semanas. Foi sem dúvida uma fuga apressada e decidida às pressas e, sem a escolta britânica a prover quase tudo o que faltava, a viagem estaria fadada a uma tragédia.

Napoleão Bonaparte – imbatível durante 2 décadas – Gênio Militar e uma Força da Natureza

Travessia conturbada e escala em Salvador

Enfrentando as saunas em que os navios selados da época se transformavam nos Trópicos, com água e refeições racionadas, condições sanitárias precaríssimas, a Corte e seus inúmeros lacaios e bajuladores – de ministros a clérigos e oportunistas com suas numerosas famílias – penou 3 meses de céu e mar. O escorbuto (falta de vitamina C) e outras moléstias ceifaram vidas, uma infestação de piolhos obrigou a todos a raspar a cabeça, uma tormenta provocou um desvio de rota que a muito custo foi retificada – sempre com o apoio logístico da Marinha Britânica – e finalmente, a 22 de janeiro de 1808 os navios aportaram em Salvador.

Um fato curioso é que a princesa Carlota Joaquina, suas filhas e damas da corte desembarcaram com uns turbantes rústicos enrolados na cabeça para disfarçar a calva a que foram reduzidas pela infestação de piolhos. As damas da sociedade soteropolitana consideraram ser aquela uma moda européia e aderiram com tal entusiasmo que até hoje as Baianas usam a indumentária…

A escala em Salvador proporcionou momentos de repouso após viagem tão longa e penosa e, aconselhado pelos seus ministros, D. João decidiu receber autoridades do Norte-Nordeste Brasileiro para as esquisitas cerimônias de “beijão-mão”: filas de fidalgos esperando a vez para oscular as extremidades dos braços do Príncipe Regente – uma constante na vida de D. João, que exigia estas demonstrações de fidelidade e submissão com regularidade enquanto governou. Era preciso fortalecer os vínculos entre as províncias do Brasil colônia que, aos poucos, viria a se transformar numa nação, sede do governo português no exílio.

Um príncipe indeciso, medroso, fraco que, no entanto, enganou Napoleão…

A chegada ao Rio de Janeiro

No dia 7 de março de 1808 a esquadra de D. João chega à Baía de Guanabara, mas o desembarque ocorre somente no dia seguinte. Os puxa-sacos que sempre cercam esse tipo de acontecimento no Brasil prepararam uma recepção retumbante, com muitos tiros de canhão, fogos de artifício e festas populares para saudar “a chegada do primeiro monarca Europeu a terras americanas”.

Portugal foi saqueada pelos fugitivos de Napoleão antes de embarcar para o Brasil, mas mesmo assim os recursos eram insuficientes para sustentar uma das maiores cortes que qualquer monarca da época ousava manter em torno de si. Todos dependentes dos cofres governamentais e sequiosos de um enriquecimento rápido por aqui para uma volta a Portugal à primeira oportunidade.

Casas foram requisitadas pela coroa portuguesa que nelas colava cartazes com as iniciais P.R. (casa requisitada pelo Príncipe Regente) que a irreverência carioca rapidamente entendeu como “Ponha-se na Rua!” Os impostos foram aumentados a níveis até então inusitados; nada comparável aos 40% que os brasileiros pagam hoje para os mensaleiros e sanguessugas e portadores de cartões corporativos de Lula da Silva, mas uma taxação severa para a época e, tal qual hoje, todos desconfiavam que os impostos não seriam empregados para o bem público e sim para o benefício privado dos dependentes do governo.

Um príncipe frouxo e uma princesa irascível: uma união com tudo para jamais dar certo…

Medidas progressistas

Uma vez que a sede do governo português situava-se no Rio de Janeiro, foram necessárias algumas medidas – muitas das quais adrede acertadas com a Inglaterra pela “cortesia” da escolta – progressistas para a época, como a Abertura dos Portos às Nações Amigas, decreto Régio de 28 de janeiro de 2008. “Nações Amigas” eram basicamente Portugal e a Inglaterra. Pelo acordo acertado com antecedência, o Brasil seria o principal escoadouro do excedente comercial britânico e a Inglaterra contava com benefícios alfandegários ainda superiores aos dos portugueses. Em pouco tempo os cais brasileiros estavam atulhados de coisa absolutamente inúteis para nosso clima tropical: patins para gelo, aquecedores de colchões e outras bugigangas caríssimas que muitos acabavam empregando em outras finalidades – um viajante da época informa que percebeu uma maçaneta de uma casa modesta modelada a partir de um patim para gelo, por exemplo…

Foi necessário ainda criar um órgão para cunhar a moeda que circularia por aqui: o Banco do Brasil. Como foi criado na base do compadrio e muita corrupção, teve vida efêmera. Em 1820 teve seus cofres saqueados pela Família Real de volta para Portugal, faliu e acabou sendo liquidado em 1829. Somente em 1835, já no governo de D. Pedro II o Banco do Brasil foi recriado.

Hábitos esquisitos

Havia as esquisitíssimas e regulares cerimônias de beija-mão, acima relatadas.

D. João VI era gordo, flácido e devorador voraz de franguinhos que trazia fritos e desossados nos bolsos de seus uniformes sempre sujos e engordurados. Não conseguia caminhar a pé mais de alguns metros sem sentir extrema fadiga e era, na mais completa acepção do termo, um dos homens mais fracos que já governaram esta nação, mas, surpreendentemente, logrou ser o único a enganar Napoleão Bonaparte e realizou um governo medianamente satisfatório.

Uma vez encontrar-se já em situação de separação definitiva de corpos da princesa Carlota Joaquina, o Autor Tobias Monteiro, apontado por Gomes na obra hora em análise, informa que D. João mantinha relações homossexuais “de conveniência”, particularmente com um de seus camareiros, Francisco Rufino de Souza Lobato cuja função primordial era masturbar o príncipe com regularidade, atividade pela qual Rufino foi recompensado regiamente: recebeu títulos, pensões portentosas e promoções sucessivas.

Numerosas salvas de canhão eram ordenadas a cada entrada de navio na Baía de Guanabara. Um estadunidense surpreso comenta o quanto os portugueses gostavam de gastar sua pólvora, a ponto de se ouvir o troar dos canhões à entrada da Baía ao longo de todos os dias.

Sem esgoto sanitário o lixo era invariavelmente jogado às ruas pelas janelas e, não raro, um passante recebia o “batismo” de dejetos humanos. Classes mais abastadas contavam com escravos encarregados de levar seus dejetos acumulados para despejar na Baía de Guanabara. Ficavam conhecidos como “carijós” pois quando o ácido de urina misturada com fezes caía sobre suas costas deixava em suas peles negras algumas manchas brancas.

Imprensa

Enquanto a Europa se encaminhava a passos largos para a ampliação dos Direitos da Pessoa Humana e do Cidadão, o Brasil recebia um dos mais atrasados representantes do Antigo Regime…

Como a oposição ao governo era um crime gravíssimo, o único jornal com alguns eivores críticos que, mais tarde, contudo, precisou ceder ao governo português, era o Correio Braziliense, que Hipólito da Costa editava em Londres.

Legado

Com todas as fraquezas, todo o medo e covardia, além de toda a corrupção que cercou a fuga da Família Real para o Brasil, devemos o princípio de nossa emancipação política (vulgarmente conhecida como “Independência”) a este episódio, a esta travessia de 1808.

Através de brutais repressões e da concentração autocrática o Brasil – ex-colônia portuguesa – manteve sua integridade territorial, lingüística e, em alguns aspectos “cultural”, ao contrário do Império Colonial Espanhol que se fragmentou em dezenas de Nações distintas.

Quando as cortes em Portugal, já livres de Napoleão Bonaparte e de seus “protetores” ingleses exigiram a volta da Família Real para o Continente além do juramento a uma constituição com alguns lustros de republicanismo, D. João VI – já então na posição de Monarca Português após o falecimento de D. Maria I, “a louca” – deixou o Brasil a cargo de seu filho D. Pedro com a recomendação de, em caso de revolta ou tentativas mais autonomizantes que o desejavam as cortes portuguesas, D. Pedro tomasse a coroa “antes que algum aventureiro o fizesse”. Assim, o Brasil simplesmente passou de pai para filho sem grandes azedumes em 1822. Por incrível que pareça – se é que a palavra “incrível” pode se aplicar a alguma situação no Brasil – os únicos problemas armados envolvendo o episódio conhecido como “Independência”, o 7 de setembro de 1822, quando D. Pedro rompeu com as cortes portuguesas, foram de alguns portugueses e brasileiros nativos que se rebelaram contra a autonomia desejosos de continuar mamando nas tetas de Portugal. Estes foram repelidos, novamente, com a ajuda de mercenários ingleses contratados pois nossa Marinha estava ainda em projeto…

De mais a mais, como Portugal devia 2 milhões de libras esterlinas à Inglaterra, para reconhecer a autoridade de D. Pedro I sobre o Brasil a ex-metrópole exigiu o repasse da dívida para a nova Nação Brasileira, dando o pontapé inicial em nossa interminável dívida externa – que hoje Lula da Silva “internalizou”: em 2008 devemos mais de 1 Trilhão e 400 Bilhões de Reais “internamente” a empresas como o Grupo Santander, o Citibank, a Monsanto – fabricante do desfolhante “Agente Laranja” -, a IBM – fabricante das máquinas gravadoras de números nos braços dos judeus nos campos de concentração nazistas -, a Ford, a Chrysler… Nossa dívida foi deixando de ser considerada “externa” mas avolumou-se de maneira descontrolada e nossos credores “brasileiros” têm suas matrizes bem longe daqui. Como diz na paródia de nosso hino (também conhecido como “ouvirundum ou “nó suíno”): “o sol da liberdade em raios fugidios brilhou em outra pátria muito distante!”

1808 – Laurentino Gomes (A Fuga da Família Real para o Brasil)

416 páginas – Ed. Planeta

A DISPUTA POLÍTICA ENTRE CARLOTA JOAQUINA E D. PEDRO I (CLIQUE AQUI PARA LER)

60 responses

16 12 2008
João Mauro

Valeu professor gostei muito!

16 12 2008
Raíssa

ótimo texto!!

16 12 2008
luan talles

só ratificando o texto acima.
Em 1807,frança e espanha assinavam o tratado de FONTAINEBLEAU,decidindo invadir portugal e dividir entre si suas colônias.enquanto isso, a inglaterra forçava portugal a ratificar a convenção secreta ,o que se deu em novembro de 1807, apesar das fortes pressões de setores favoravéis à frança. conta-se que a única mostra de lucidez foi dada por D.maria l,alouca,mãe de D.joão. depois de 16 anos enclausurada devido à sua demência, a rainha-mãe gritava aos condutores
dos coches que conduziam:”não corram tanto! querem que pensem que estamos fugindo?”
MUITO BOM O ASSUNTO,POIS RESGATA UM PERÍODO IMPORTANTE DE NOSSA HISTÓRIA.

12 06 2009
jisselericas

Muito legal o texto !!
vou fazer um trabalho sobre isso
Vlw pela ajuda

12 06 2009
jisselericas

luan talles (19:05:57) :

só ratificando o texto acima.
Em 1807,frança e espanha assinavam o tratado de FONTAINEBLEAU,decidindo invadir portugal e dividir entre si suas colônias.enquanto isso, a inglaterra forçava portugal a ratificar a convenção secreta ,o que se deu em novembro de 1807, apesar das fortes pressões de setores favoravéis à frança. conta-se que a única mostra de lucidez foi dada por D.maria l,alouca,mãe de D.joão. depois de 16 anos enclausurada devido à sua demência, a rainha-mãe gritava aos condutores
dos coches que conduziam:”não corram tanto! querem que pensem que estamos fugindo?”
MUITO BOM O ASSUNTO,POIS RESGATA UM PERÍODO IMPORTANTE DE NOSSA HISTÓRIA.
{2}

25 06 2009
deborahtays

Adorei…. nã so pelo fato de ser o fto mais importante da nossa historia, mais pelo jeito que foi narrado, acabou se tornando um texto, engrassado, sendo assim agradavel de ler e facil entendimento. agradeço… farei uma boa prova dependendo deste texto…

1 12 2009
talyta

AQUI TEM SÓ TEXTO
AFF!

9 12 2009
Gabriel

Gostei muitoo isso vai me ajudar muito no trabalho de historia que tenho que fazer,
Muito Obrigado

20 03 2010
bhrenna lorrany

adorei
e valeu

12 05 2010
raissa

que texto ótimo

19 05 2010
Luciana Inácio

Gostei muito de ler a chegada dessa “louca” família no Brasil. Poderia ocorrer o lançamento através de história em quadrinhos. Iria ficar melhor ainda para as crianças do 5o ano entender essa parte da nossa história.

15 07 2010
fernanda

gostei foi super interessante

23 08 2010
Eulalia

Gostei muito do texto , achei muito fácil de se compreender . Gostei também do jeito que abordou esse tema sem parecer chato .
Esse texto vai me ajudar muito no trabalho de história que eu tenho que fazer de ultima hora .

9 10 2010
Advaldo

Vi você no programa do Jô Soares, e gostei muito do seu jeito simples de explicar algo tão complicado que é a historia do nosso Brasil, parabéns.
Tudo de bom para você!

Advaldo

9 11 2010
RODRIGO

muito bom esse texto esta muito bem detalhado, parabens

13 03 2011
rivia

este texto vai me ajudar bastante na escola

15 03 2011
Leticia

Parabens,o texto é otimo,muiito bom,adorei,agora acho q vou tirar uma nota boa na prova!Valeuu

17 05 2011
michelly

Nossa , adoreiii!!! super interessante neh!! Quebrou um galho pro trabalho de historiaa…Kkkkkk
Valew… =-)

7 09 2011
Aline

Adorei o texto ele me ajudou muito no trabalho que vou entregar amanha

10 09 2011
carolina bortolozzo gutierrez

amei o texto, precisava de uma informação para um trabalho da escola e aqui encontrei tudo o que precisava. Um texto explicativo sem muita enrolação.

30 09 2011
marcos

eu tive esse texto na escola e achei muit legal

30 09 2011
thalyta

“Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”

1808 – Laurentino Gomes (A Fuga da Família Real para o Brasil)

Depois de uma exaustiva pesquisa em fontes as mais diversas durante mais de 10 anos, Laurentino Gomes nos brinda com esta narração definitiva sobre a fuga da Família Real Portuguesa para o Brasil, sob a escolta da Marinha Britânica.

Antecedentes

Portugal – uma das nações mais atrasadas da Europa em inícios do século XIX – encontrava-se freqüentemente diante da possibilidade concreta, estimulada e aconselhada por muitos a ter a sede de seu governo transferida para o Brasil, colônia da qual se tornara totalmente dependente. A cada crise no Continente Europeu a idéia se renova, mas somente a partir dos ecos da Revolução Francesa, mais particularmente em seu período Napoleônico, a idéia ganhou força e premência. Com maior vigor a partir de 1801 a idéia freqüentemente era cogitada. No entanto o Príncipe Regente D. João era fraco demais – inclusive fisicamente – medroso demais e indeciso demais para adotar medida de tão graves monta e repercussão.

Os monarcas “perdem a cabeça”

O Rei Jorge III, da Inglaterra, tinha ataques constantes de demência, amplamente relatados: trazia ao colo uma almofada que informava ser uma criança; criou uma “Nova Teoria da Santíssima Trindade” incluindo a si mesmo e a um criado, além de Deus; passava por vezes 3 dias sem dormir, tempo durante o qual passava a maior parte do tempo falando sem parar – e poucos compreendiam bem o que exatamente estava ele a dizer.

Em Portugal, D. Maria I, a Rainha Mãe, informava ver o fantasma de seu pai com freqüência, ensangüentado e clamando vingança; seus gritos – talvez a palavra “urros” expresse melhor o volume em que se expressava durante os ataques de demência – eram tão lancinantes que ela foi recolhida a um convento, declarada demente e seu segundo filho, despreparado para assumir o trono, D. João, foi nomeado Príncipe Regente.

Na França e em outros pontos da Europa reis e rainhas eram decapitados. Como bem o enfatiza Laurentino Gomes, “era um tempo em que os monarcas, literal e metaforicamente, perdiam a cabeça”

Decisão às pressas

Somente quando pressionado pelo avanço das tropas napoleônicas do General Junot, em fins de 1807 e pressionado pela Inglaterra, a decisão foi tomada de maneira tão apressada e atabalhoada que muitos bens dos fugitivos para o Brasil ficaram empilhados no cais: bagagem, livros da Real Biblioteca, prataria saqueada de igrejas, etc. Além disso, as embarcações vieram todas apinhadas de gente, sem os cuidados técnicos necessários a uma tão longa travessia (levaria cerca de 3 meses para atravessar o Atlântico nas rústicas naus da época): pelo menos dois navios sequer conseguiram zarpar e o suprimento dos que zarparam no dia 29 de novembro de 1807 mal eram suficientes para 2 ou 3 semanas. Foi sem dúvida uma fuga apressada e decidida às pressas e, sem a escolta britânica a prover quase tudo o que faltava, a viagem estaria fadada a uma tragédia.

Napoleão Bonaparte – imbatível durante 2 décadas – Gênio Militar e uma Força da Natureza

Travessia conturbada e escala em Salvador

Enfrentando as saunas em que os navios selados da época se transformavam nos Trópicos, com água e refeições racionadas, condições sanitárias precaríssimas, a Corte e seus inúmeros lacaios e bajuladores – de ministros a clérigos e oportunistas com suas numerosas famílias – penou 3 meses de céu e mar. O escorbuto (falta de vitamina C) e outras moléstias ceifaram vidas, uma infestação de piolhos obrigou a todos a raspar a cabeça, uma tormenta provocou um desvio de rota que a muito custo foi retificada – sempre com o apoio logístico da Marinha Britânica – e finalmente, a 22 de janeiro de 1808 os navios aportaram em Salvador.

Um fato curioso é que a princesa Carlota Joaquina, suas filhas e damas da corte desembarcaram com uns turbantes rústicos enrolados na cabeça para disfarçar a calva a que foram reduzidas pela infestação de piolhos. As damas da sociedade soteropolitana consideraram ser aquela uma moda européia e aderiram com tal entusiasmo que até hoje as Baianas usam a indumentária…

A escala em Salvador proporcionou momentos de repouso após viagem tão longa e penosa e, aconselhado pelos seus ministros, D. João decidiu receber autoridades do Norte-Nordeste Brasileiro para as esquisitas cerimônias de “beijão-mão”: filas de fidalgos esperando a vez para oscular as extremidades dos braços do Príncipe Regente – uma constante na vida de D. João, que exigia estas demonstrações de fidelidade e submissão com regularidade enquanto governou. Era preciso fortalecer os vínculos entre as províncias do Brasil colônia que, aos poucos, viria a se transformar numa nação, sede do governo português no exílio.

Um príncipe indeciso, medroso, fraco que, no entanto, enganou Napoleão…

A chegada ao Rio de Janeiro

No dia 7 de março de 1808 a esquadra de D. João chega à Baía de Guanabara, mas o desembarque ocorre somente no dia seguinte. Os puxa-sacos que sempre cercam esse tipo de acontecimento no Brasil prepararam uma recepção retumbante, com muitos tiros de canhão, fogos de artifício e festas populares para saudar “a chegada do primeiro monarca Europeu a terras americanas”.

Portugal foi saqueada pelos fugitivos de Napoleão antes de embarcar para o Brasil, mas mesmo assim os recursos eram insuficientes para sustentar uma das maiores cortes que qualquer monarca da época ousava manter em torno de si. Todos dependentes dos cofres governamentais e sequiosos de um enriquecimento rápido por aqui para uma volta a Portugal à primeira oportunidade.

Casas foram requisitadas pela coroa portuguesa que nelas colava cartazes com as iniciais P.R. (casa requisitada pelo Príncipe Regente) que a irreverência carioca rapidamente entendeu como “Ponha-se na Rua!” Os impostos foram aumentados a níveis até então inusitados; nada comparável aos 40% que os brasileiros pagam hoje para os mensaleiros e sanguessugas e portadores de cartões corporativos de Lula da Silva, mas uma taxação severa para a época e, tal qual hoje, todos desconfiavam que os impostos não seriam empregados para o bem público e sim para o benefício privado dos dependentes do governo.

Um príncipe frouxo e uma princesa irascível: uma união com tudo para jamais dar certo…

Medidas progressistas

Uma vez que a sede do governo português situava-se no Rio de Janeiro, foram necessárias algumas medidas – muitas das quais adrede acertadas com a Inglaterra pela “cortesia” da escolta – progressistas para a época, como a Abertura dos Portos às Nações Amigas, decreto Régio de 28 de janeiro de 2008. “Nações Amigas” eram basicamente Portugal e a Inglaterra. Pelo acordo acertado com antecedência, o Brasil seria o principal escoadouro do excedente comercial britânico e a Inglaterra contava com benefícios alfandegários ainda superiores aos dos portugueses. Em pouco tempo os cais brasileiros estavam atulhados de coisa absolutamente inúteis para nosso clima tropical: patins para gelo, aquecedores de colchões e outras bugigangas caríssimas que muitos acabavam empregando em outras finalidades – um viajante da época informa que percebeu uma maçaneta de uma casa modesta modelada a partir de um patim para gelo, por exemplo…

Foi necessário ainda criar um órgão para cunhar a moeda que circularia por aqui: o Banco do Brasil. Como foi criado na base do compadrio e muita corrupção, teve vida efêmera. Em 1820 teve seus cofres saqueados pela Família Real de volta para Portugal, faliu e acabou sendo liquidado em 1829. Somente em 1835, já no governo de D. Pedro II o Banco do Brasil foi recriado.

Hábitos esquisitos

Havia as esquisitíssimas e regulares cerimônias de beija-mão, acima relatadas.

D. João VI era gordo, flácido e devorador voraz de franguinhos que trazia fritos e desossados nos bolsos de seus uniformes sempre sujos e engordurados. Não conseguia caminhar a pé mais de alguns metros sem sentir extrema fadiga e era, na mais completa acepção do termo, um dos homens mais fracos que já governaram esta nação, mas, surpreendentemente, logrou ser o único a enganar Napoleão Bonaparte e realizou um governo medianamente satisfatório.

Uma vez encontrar-se já em situação de separação definitiva de corpos da princesa Carlota Joaquina, o Autor Tobias Monteiro, apontado por Gomes na obra hora em análise, informa que D. João mantinha relações homossexuais “de conveniência”, particularmente com um de seus camareiros, Francisco Rufino de Souza Lobato cuja função primordial era masturbar o príncipe com regularidade, atividade pela qual Rufino foi recompensado regiamente: recebeu títulos, pensões portentosas e promoções sucessivas.

Numerosas salvas de canhão eram ordenadas a cada entrada de navio na Baía de Guanabara. Um estadunidense surpreso comenta o quanto os portugueses gostavam de gastar sua pólvora, a ponto de se ouvir o troar dos canhões à entrada da Baía ao longo de todos os dias.

Sem esgoto sanitário o lixo era invariavelmente jogado às ruas pelas janelas e, não raro, um passante recebia o “batismo” de dejetos humanos. Classes mais abastadas contavam com escravos encarregados de levar seus dejetos acumulados para despejar na Baía de Guanabara. Ficavam conhecidos como “carijós” pois quando o ácido de urina misturada com fezes caía sobre suas costas deixava em suas peles negras algumas manchas brancas.

Imprensa

Enquanto a Europa se encaminhava a passos largos para a ampliação dos Direitos da Pessoa Humana e do Cidadão, o Brasil recebia um dos mais atrasados representantes do Antigo Regime…

Como a oposição ao governo era um crime gravíssimo, o único jornal com alguns eivores críticos que, mais tarde, contudo, precisou ceder ao governo português, era o Correio Braziliense, que Hipólito da Costa editava em Londres.

Legado

Com todas as fraquezas, todo o medo e covardia, além de toda a corrupção que cercou a fuga da Família Real para o Brasil, devemos o princípio de nossa emancipação política (vulgarmente conhecida como “Independência”) a este episódio, a esta travessia de 1808.

Através de brutais repressões e da concentração autocrática o Brasil – ex-colônia portuguesa – manteve sua integridade territorial, lingüística e, em alguns aspectos “cultural”, ao contrário do Império Colonial Espanhol que se fragmentou em dezenas de Nações distintas.

Quando as cortes em Portugal, já livres de Napoleão Bonaparte e de seus “protetores” ingleses exigiram a volta da Família Real para o Continente além do juramento a uma constituição com alguns lustros de republicanismo, D. João VI – já então na posição de Monarca Português após o falecimento de D. Maria I, “a louca” – deixou o Brasil a cargo de seu filho D. Pedro com a recomendação de, em caso de revolta ou tentativas mais autonomizantes que o desejavam as cortes portuguesas, D. Pedro tomasse a coroa “antes que algum aventureiro o fizesse”. Assim, o Brasil simplesmente passou de pai para filho sem grandes azedumes em 1822. Por incrível que pareça – se é que a palavra “incrível” pode se aplicar a alguma situação no Brasil – os únicos problemas armados envolvendo o episódio conhecido como “Independência”, o 7 de setembro de 1822, quando D. Pedro rompeu com as cortes portuguesas, foram de alguns portugueses e brasileiros nativos que se rebelaram contra a autonomia desejosos de continuar mamando nas tetas de Portugal. Estes foram repelidos, novamente, com a ajuda de mercenários ingleses contratados pois nossa Marinha estava ainda em projeto…

De mais a mais, como Portugal devia 2 milhões de libras esterlinas à Inglaterra, para reconhecer a autoridade de D. Pedro I sobre o Brasil a ex-metrópole exigiu o repasse da dívida para a nova Nação Brasileira, dando o pontapé inicial em nossa interminável dívida externa – que hoje Lula da Silva “internalizou”: em 2008 devemos mais de 1 Trilhão e 400 Bilhões de Reais “internamente” a empresas como o Grupo Santander, o Citibank, a Monsanto – fabricante do desfolhante “Agente Laranja” -, a IBM – fabricante das máquinas gravadoras de números nos braços dos judeus nos campos de concentração nazistas -, a Ford, a Chrysler… Nossa dívida foi deixando de ser considerada “externa” mas avolumou-se de maneira descontrolada e nossos credores “brasileiros” têm suas matrizes bem longe daqui. Como diz na paródia de nosso hino (também conhecido como “ouvirundum ou “nó suíno”): “o sol da liberdade em raios fugidios brilhou em outra pátria muito distante!”

1808 – Laurentino Gomes (A Fuga da Família Real para o Brasil)

416 páginas – Ed. Planeta

A DISPUTA POLÍTICA ENTRE CARLOTA JOAQUINA E D. PEDRO I (CLIQUE AQUI PARA LER)

11 10 2011
emilly

eu amo historia e vai min ajudar no meu trabalho

11 10 2011
emillaine gatissima

EU amo muito historia e eu nao consigo para de ler historia entao uma amiga minha min falou deste site e eu entrei em tao parabens por esta historia maravilhosa e eu li toda entao parabens xau Beijos emillaine gatissima

12 11 2011
Jorge

Ola
Normalmente não perderia tempo a comentar um artigo destes mas como vejo que alguns jovens estudantes, se servem dele como base para realizar trabalhos academicos, nāo consegui evitar…
A retirada da familia real portuguesa para a sua colonia brasileira permitiu a Portugal manter a sua independencia e o seu império e evitou a queda da armada portuguesa mas mãos de Napoleão (que desesperadamente precisava de navios e tripulações experientes para uma possível invasāo da Inglaterra) quanto a viagem em si, iniciou-se no 29 de novembro 1807 e desenbarcaram a 22 de janeiro 1908 em Salvador! Logo é só fazer as contas para verificar que mesmo com uma tempestade pelo meio e escala na Madeira nāo durou três meses! Quanto a escolta britanica que segundo o autor asseguraria a segurança da armada portuguesa, era apenas formada por quatro navios! A armada Portuguesa era constituida por 16! O motivo dessa escolta era obviamente assegurar a realizaçāo dos acordos comerciais que se sucederam apos a chegada da familia real ao brasil !
Quanto a cobardia da familia real portuguesa e implicitamente como é insinuado dos portugueses, quem sabe de historia e conhece o papel das tropas portuguesas nas guerras peninsulares, sabe que as inumeras vitorias alcançadas contra os exercitos do pais mais poderoso e evoluido militarmente á época (frança) falam por si. Se lhe restam duvidas aconselho-lhe a pesquisar a opiniāo do general Wellington acerca dos “batalhões de caçadores Portugueses”

15 11 2011
ana paula

amei vai me ajudar muito na minha prova

22 11 2011
milena

valeu pelo texto
minha nota foi 10
no trabalho**

^_^

22 03 2012
isaias

podia ter umas perguntas

10 04 2012
Tayssa

adorei o texto,é muito interessante.
vou fazer um trabalho agora sobre isso.

1 08 2012
flavinha

muito bom gostei do texto,, valeu pela a ajuda

25 09 2012
eduarda

aqui so tem texto aff!

16 11 2012
Luis Gazeta

Títulos são herdados mas muitos não se utilizam de suas honrarias ; como Dom Márcio Luís da Gama Cavalheiro, que decende de Vasco da Gama, Vasco Luís da Gama, possuidores do paço dos Gamas e dos direitos concedidos pela nobreza, este sucessor dos Gamas tem em suas raizes; Luis da Gama, Nabor da Gama Filho, Manoel da Gama D’Almada, Manuel da Gama, Nabor da Gama Jr.
D.Marcio Luis da Gama Cavalheiro é o Senhorio de terras no estado do Pará e possui projetos como seu antecessor Manuel da Gama Lobo D’Almada e espírito e ideais desbravadores na Amazônia, possui outros antecessores que contribuiram nos movimentos abolicionistas e de direitos humanos, o renomado Médico militar Paraense Manoel da Gama Lobo, o primeiro oftalmologista do Brasil;
Manuel Jacinto Nogueira da Gama,[1] primeiro visconde com grandeza e marquês de Baependi[2] (São João del-Rei, 8 de setembro de 1765 – Rio de Janeiro, 15 de fevereiro de 1847), foi um militar, político e professor brasileiro, doutorado em matemática e filosofia pela Universidade de Coimbra; Luís Gama: ex-escravo, autodidata, advogado, poeta, maçom, republicano e abolicionista radical; E tantos outros “GAMA” que fizeram a história imperial em Brasil e Portugal, com títulos da coroa portuguesa, deixaram a comodidade para desbravar o mundo como outro Gama da mesma linhagem “Vasco da Gama” Terceiro filho de dom Estêvão da Gama e Isabel Sodré, que pertenciam à nobreza de Portugal, Vasco da Gama foi inicialmente destinado à vida eclesiástica, mas preferiu trocá-la pela carreira militar e pela navegação.

Na verdade, pouco se sabe sobre a vida de Vasco da Gama antes de ser nomeado capitão-mor da frota que descobriria o caminho marítimo para as Índias. Aliás, a nomeação cabia a seu irmão mais velho, Paulo, que cedeu-lhe o lugar, contentando-se em comandar uma das embarcações da esquadra.

Vasco da Gama deixou Lisboa em 8 de julho de 1497, dobrou o Cabo da Boa Esperança em 18 de novembro, mas só atingiu a Índia em maio do ano seguinte, quando aportou em Calicute, enfrentando hostilidade do governante local. A viagem de volta teve início em 5 de outubro. Dos 155 homens que partiram, só 55 chegaram a Lisboa. Entre os mortos, estava Paulo da Gama, o irmão de Vasco.

Recebido em triunfo pelo rei, Vasco da Gama recebeu o título de dom, de “Almirante dos Mares da Arábia, Pérsia, Índia e de todo o Oriente” e uma pensão de 300 mil réis anuais para ele e seus descendentes. Em 1502, obteve o comando de sua segunda viagem à Índia. Dessa vez, tinha o dever de estabelecer feitorias e entrepostos comerciais na África e na Índia e revidar os maus tratos sofridos pela esquadra de Cabral, que lá chegara em fins de maio de 1500, e perdera 40 marinheiros em combate com o rei de Calicute. D.Marcio Luís da Gama Cavalheiro, vem com a mesma filosofia de sua linhagem, de fidalgo e cidadão brasileiro vai coroar a Amazônia com a sua presença.

Luis Gazeta.

12 12 2012
Sérgio Sodré

Mas qual fuga? O que houve foi uma brilhante retirada estratégica para o Brasil e assim continuar a resistência até à vitória final com a entrada das forças lusas em Bordéus e Toulouse e ocupação da Guiana francesa.

20 06 2013
vivi

eu quero saber se a amilia real estava pensando em fiar no Brasil

5 08 2013
emilly thayane

não entendi! só queria a resposta para isso:Em 1808qual foi o motivo da mudança da família real portuguesa para sua colônia na America?

5 08 2013
emilly thayane

eu ao gostei<3

5 08 2013
emilly thayane

xaauuuuu!

6 08 2013
ALINE OLIVEIRA FERREIRA

Huau muito bom, em adorei o texto,. vai me ajudar muitisimo no trabalho de história!

16 08 2013
Lucas Rodrigues

Parabéns, ótimo texto! Gostaria de saber um pouco mais sobre o bloqueio continental, mas pude conhecer outros fatos interessantes e curiósos da nossa História. Valeu !!!

30 08 2013
BRUNA PIRES

o marco namora a nathalia

12 09 2013
jessica

muito legal

12 09 2013
jessica

kkkkkkkkkkkkkkk

12 09 2013
jessica

nossa essa tau de Emilly Thayane escreve bem hein…. :)

12 09 2013
jessica

xauuuuuuuuuuuuuuu

23 10 2013
imaeli

mim ajudou muito no trabalho de historia

24 01 2014
Luiz Marques

Agora sabemos o porque de estarmos nesta situação. É nossa infeliz herança. E ainda comemoramos descoberta do Brasil por Portugal. Que droga.

3 04 2014
larissaevan

grasas a deus que temos liberde hoje

14 05 2014
marcelo augusto

esse texto é ótimo

19 05 2014
alexandre

naw gostei

24 05 2014
John

Ótimo texto, parabens! Eu li tudo

8 06 2014
Sebastião Fortes

Parabéns pela bela iniciativa de resenhar este livro, para mim, a melhor compilação de fontes sobre a vinda da família real para o Brasil que já foi feita. Laurentino Gomes conseguiu aliar a simplicidade e o detalhamento como ninguém. Ótima leitura pra quem é curioso.

4 08 2014
Anthonny

Eu nao li nada huehuehuehue

14 08 2014
Larissa silva

como eles chegou no brasil

25 08 2014
Ali Misaki

isso irá me ajudar muito em um trabalho de história que tenho a fazer muito obrigado!!

1 09 2014
Mhyleny

Oi! estou aprendendo este assunto super legal agora na 8 série. Para mim é um dos assuntos mais legais na aula de HISTÓRIA!!!!!!!!! ; )

1 09 2014
Mhyleny

Mim ajudou dou bastante na prova e na redação. VELUUUUUUUUU!!!!!!!!!

8 09 2014
Lucia

Abertura dos Portos às Nações Amigas, decreto Régio de 28 de janeiro de 2008.?
Como assim?

8 09 2014
cecilia

estou procurando quatro perguntas faz horas

12 10 2014
Maria Sylvia Toledo

Laurentino Gomes prestou um desserviço à verdadeira História do Brasil e de Portugal. Embora diga que pesquisou duante 10 anos, sua “história ” se resume a uma colcha de retalhos, costurada com a ajuda amadorística de seus diversos colaboradores, copiadas de autores que copiaram de outros autores, sem, na verdade, consultarem documentos que comprovem a veracidade de suas afirmações. Faz uma descontrução pejorativa da verdadeira História. Hoje em dia, com a digilitação de documentos, poderá se comprovar que muitas das informações pejorativas de nossa História e de seus personagens que se faz e se copia, foram na verdade jogadas pelos detratores da realeza que queriam derubar a Monarquia, usando os métodos mais vis, como ainda hoje os políticos o fazem. Que os jovens aprendam: pesquisa histórica se faz baseada e comprovada por documentos e não “por ouvir dizer”.

16 12 2014
Mychelly

Nossa !!!! Valeuuu !!!! Pela a explicação.Aprendi muito.E passei na prova de História !!!!

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