100 ANOS DE LUIZ GONZAGA – O REI DO BAIÃO

24 06 2012


CRONOLOGIA DA VIDA DE LUIZ GONZAGA
1912
Dia 13 de dezembro, sexta-feira. Nasce LUIZ GONZAGA DO NASCIMENTO, na Fazenda Caiçara, em Exu, situada junto a Serra do Araripe, Pernambuco. Segundo dos nove filhos do casal Januário José dos Santos, o Mestre Januário, sanfoneiro de 8 baixos afamado na região, e Ana Batista de Jesus, conhecida por Santana.

1920
O filho do Mestre Januário recebe seu primeiro cachê ao tocar substituindo o sanfoneiro em festa tradicional na fazenda: 20$000 (vinte mil réis). Ainda adolescente, torna-se conhecido em boa parte das regiões vizinhas.

1926
Aos treze anos, Luiz Gonzaga compra sua primeira sanfona, na cidade de Ouricuri, graças ao empréstimo concedido pelo coronel Manoel Ayres de Alencar: um 8 Baixos, Koch, marca veado, igual ao do Mestre Januário, ao preço de 120 mil réis. Quando saldou sua dívida, anunciou ao coronel Ayres que não iria mais trabalhar com ele, pois a partir de então, seria sanfoneiro profissional.

1929
Participa de um grupo de escoteiros e conhece Nazarena, por quem se apaixona e com quem namora às escondidas. Rejeitado pelo pai da moça, de família importante, aproveita o dia da feira e vai tirar satisfações da desfeita armado com uma faquinha, após uns goles de cana. Leva uma surra de Santana e foge de casa para o Crato, no Ceará, onde vende sua sanfoninha de 8 baixos.

1930
Luiz Gonzaga aumenta sua idade para sentar praça no Exército, na cidade de Fortaleza. Com o advento da Revolução de 30 segue em missão militar pelo Brasil como soldado Nascimento. Mestre Januário consegue reaver a sanfona vendida no Crato por 80 mil réis, através de um amigo, o Sr. José Lindolfo.

1931
Após o término do tempo legal de serviço militar, o soldado Nascimento escolhe continuar servindo no Exército, instituição que representou o papel de uma grande e importante escola. Nas horas vagas acompanhava, pelos programas de rádio, os sucessos musicais da época.

1933
Por não conhecer a escala musical, é reprovado num concurso para músico numa unidade do exército, em Minas Gerais. Vira tambor-corneteiro e ganha o apelido de “bico de aço”.

1936
Gonzaga aprende a tocar sanfona de 120 baixos em Minas Gerais, com um soldado de polícia chamado Domingos Ambrósio. Para treinar, adquire uma sanfona de 48 baixos e aproveita as folgas da caserna para tocar em festas.

1938
Gonzaga é ludibriado por um caixeiro-viajante, a quem paga 500 mil réis em prestações mensais para adquirir uma sanfona branca, Honner, de 80 baixos. Foge do quartel, em Ouro Fino (MG), para ir buscar a sanfona em São Paulo. Lá chegando, descobre que não vendiam sanfona no endereço que o caixeiro lhe dera. Ao retornar ao hotel onde se hospedara, acaba comprando uma sanfona igualzinha à que tinha ido buscar, pelo valor das prestações que faltavam pagar, 700 mil réis, e que ele havia arrecadado com a venda da sanfona de 48 baixos.

1939
Luiz Gonzaga dá baixa das Forças Armadas, impulsionado por um decreto que proibia para os soldados um engajamento superior a dez anos no Exército. Desembarca no Rio com bilhetes comprados para Recife, de navio, e Exu, de trem. Enquanto aguardava a chegada do navio que o levaria ao Recife, resolve conhecer o Mangue, o bairro boêmio vizinho. E lá, com sua sanfona Honner branca, faz sucesso tocando valsas, tangos, choros, foxtrotes e outros ritmos da época. Através de um músico amigo, o baiano Xavier Pinheiro, casado com uma portuguesa, Gonzaga vai morar no morro de São Carlos, à época tranqüilo reduto português no Rio.

1940
Luiz Gonzaga modifica o seu repertório, pressionado por estudantes cearenses, e consegue tirar nota máxima no programa Calouros em desfile, de Ary Barroso, na Rádio Tupi, executando a música Vira e Mexe, um “xamego” (chorinho) lá do seu pé-de-serra. Pouco tempo depois vai trabalhar com Zé do Norte no programa A hora sertaneja, na Rádio Transmissora. Chega ao Rio seu irmão José Januário Gonzaga, fugindo da seca devastadora e trazendo um pedido de ajuda por parte de Santana. Zé Gonzaga passa a morar com o irmão.

1941
5 de março. Data da primeira participação de Luiz Gonzaga numa gravação da Victor, atuando como sanfoneiro da dupla Genésio Arruda e Januário França, na “cena cômica” A viagem de Genésio. Seu talento chama a atenção de Ernesto Augusto Matos, chefe do setor de vendas da Victor. E no dia 14 de março Luiz Gonzaga grava, assinando pela primeira vez como artista principal, e exclusivo da Victor, quatro músicas que são lançadas em dois 78 rotações. É publicada a primeira reportagem sobre Luiz Gonzaga na revista carioca Vitrine, com o título Luiz Gonzaga, o virtuoso do acordeom. Ainda em 41, Gonzaga grava mais dois 78 rotações. O sucesso havia chegado, e Gonzaga já era chamado como “o maior sanfoneiro do nordeste, e até do Brasil”.

1944
O apelido “Lua”, invenção de Dino 7 Cordas pelo rosto arredondado de Gonzaga, é divulgado pelo radialista Paulo Gracindo na Rádio Nacional.

1945
11 de abril. Luiz Gonzaga grava o 25º disco de sua carreira como sanfoneiro, e o primeiro como cantor, com as músicas Dança Mariquinha, mazurca de sua autoria com letra de Miguel Lima, e Impertinente, polca também de sua autoria, instrumental. Mas a afirmação como intérprete só chega com o 31º disco, lançado em novembro, pelo sucesso estrondoso da mazurca Cortando o pano, uma parceria com Miguel Lima e Jeová Portella. Em 22 de setembro nasce Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, Gonzaguinha, fruto de um relacionamento com a cantora Odaléia Guedes. Desejoso de encontrar o parceiro certo para expressar sua musicalidade sertaneja, Luiz Gonzaga procura o cearense Lauro Maia. Este apresenta-lhe o cunhado, também cearense, advogado e poeta, Humberto Teixeira. Era o mês de agosto. Esse primeiro encontro rendeu a primeira parceria, No meu pé de serra, xote que só seria gravado em novembro do ano seguinte.

1946
No mês de outubro o conjunto Quatro Ases e um Coringa, da Odeon, acompanhado pela sanfona de Luiz Gonzaga, grava a segunda parceria de Gonzaga e Humberto Teixeira, a música Baião, sucesso em todo país. Depois de receber a visita de Santana, Gonzaga volta à sua terra, Exu, após 16 anos ausente. No retorno para o Rio, passa pela primeira vez no Recife, participando de vários programas de rádio e muitas festas. Nesse momento conhece Sivuca, Nelson Ferreira, Capiba e Zédantas, estudante de medicina, músico por vocação, apaixonado pela cultura nordestina.

1947
Luiz Gonzaga grava em março o 78 rpm que se tornaria um clássico da música brasileira: a toada Asa Branca, sua terceira parceria com Humberto Teixeira, inspirado no repertório de tradição oral nordestino. A partir desse ano, Luiz Gonzaga adota o chapéu de couro semelhante ao usado por Lampião, a quem tinha verdadeira admiração, à sua apresentação artística, – embora a Rádio Nacional ainda não o permitisse apresentar-se ‘como cangaceiro’ nos seus programas – assumindo, ao mesmo tempo em que também plasmava, a identidade nordestina no cenário nacional. Num domingo de julho, Gonzaga conhece na Rádio Nacional, a contadora Helena das Neves Cavalcanti, e a contrata para ser sua secretária. Rapidamente o namoro acontece, e Gonzaga pensa em casar.

1948
No dia 16 de junho Luiz Gonzaga e Helena casam-se no Rio de Janeiro, e passam a morar, juntamente com a mãe de Helena, dona Marieta, no bairro de Cachambi.

1949
Aproveitando uma folga entre as gravações, Luiz Gonzaga leva a esposa e sogra para conhecerem o Araripe, e sua terra Exu. Porém, interrompem a viagem quando estavam no Crato, por causa das desavenças e mortes entre os Sampaio e os Alencar. A grande violência que marcava a disputa entre os clãs rivais ameaçava sua família, ligada aos Alencar. Preocupado, Gonzaga aluga uma casa no Crato, para onde leva seus pais e irmãos, enquanto preparava a mudança de sua família para o Rio de Janeiro, o que ocorreu ainda em 49.

1950
Em janeiro, o médico formando Zédantas chega ao Rio, a fim de prestar residência no Hospital dos Servidores, para alegria de Gonzaga, que vai esperá -lo na plataforma da estação de trem. Nesse ano, Luiz Gonzaga lançou, gravando ou cedendo para outros intérpretes, mais de vinte músicas inéditas, a maioria parcerias com Humberto Teixeira e Zédantas que se tornariam clássicos da MPB. Em junho lança a música A dança da moda, parceria com Zédantas que retratava a febre nacional pelo baião.

1951
Luiz Gonzaga já era o consagrado ‘Rei do Baião’, e o advogado Humberto Teixeira o ‘Doutor do Baião’! Em maio Luiz Gonzaga sofre um grave acidente de carro, junto com seus músicos: João André Gomes, apelidado Catamilho, do zabumba, e Zequinha, do triângulo. Humberto Teixeira candidata-se a Deputado Federal, e recebe o apoio do parceiro. Durante todo o ano de 51 Gonzaga foi convidado permanente da série No Mundo do Baião, produzido por Zédantas, parte das atrações do Departamento de Música Brasileira da Rádio Nacional, cuja direção era de Humberto Teixeira. Gonzaga havia aproximado os dois parceiros, mas essa convivência era difícil e durou pouco tempo. Foi No Mundo do Baião que Luiz Gonzaga coroou, com chapéu de couro, Carmélia Alves como Rainha do Baião. Ela interpretava o baião com acompanhamento de orquestra, e levava a música do Rei para as boates e ambientes da elite. Luiz Gonzaga e Helena adotam uma menina: Rosa Maria.

1952
Outubro de 1952, data do 71º disco da carreira de Gonzaga, o último 78 rpm com Humberto Teixeira, músicas já lançadas em anos anteriores. Hervê Cordovil é apresentado à Gonzaga por Carmélia Alves, e tornam-se parceiros.

1953
Catamilho é afastado por Gonzaga do seu conjunto, e Zequinha o acompanha. Gonzaga contrata Jurai Nunes, o Cacau, para tocar zabumba, e Oswaldo Nunes Pereira, o Xaxado para o triângulo. Mais tarde, por causa de sua baixa estatura, Xaxado seria apelidado de Salário Mínimo.

1954
Luiz Gonzaga conhece Neném, mais tarde Dominguinhos, aos 14 anos, na cidade de Garanhuns. Nesse mesmo ano seu primo, o vaqueiro Raimundo Jacó, é assassinado na região do Araripe.

1955
1955 Luiz Gonzaga apresenta o trio formado por Marinês, Abdias e Chiquinho, que ficou conhecido como Patrulha de Choque Luiz Gonzaga.

1956
Marinês é coroada Rainha do Xaxado na Rádio Mayrink Veiga. A cantora japonesa Keiko Ikuta grava as músicas Baião de Dois e Paraíba.

1960
11 de junho: morre Santana, vitimada pela doença de Chagas, no Rio de Janeiro. 05 de novembro: Januário, aos 71 anos, casa-se com Maria Raimunda de Jesus, 32 anos, no Exu. Gonzaga participa, gratuitamente, da campanha de Jânio Quadros à Presidência da República.

1961
Gonzaguinha vai morar com o pai em Cocotá, Rio de Janeiro. Luiz Gonzaga torna-se maçom, e sofre outro acidente de carro que lhe desfigura o lado direito do rosto, ferindo gravemente o seu olho.

1962
11 de março: morre Zédantas, aos 41 anos. Luiz Gonzaga conhece João Silva.

1963
Luiz Gonzaga teve sua sanfona Universal, preta, roubada. Antenógenes Silva, seu amigo e afinador, lhe empresta uma sanfona branca. A partir de então, adota a cor branca para suas sanfonas, e a inscrição “É do povo” em todos os seus instrumentos. Luiz Gonzaga conhece o poeta cearense Patativa do Assaré.

1964
Gonzaga compra terrenos em Exu, onde irá construir o Parque Aza Branca.

1968
Carlos Imperial, apresentador de programas de rádio e televisão, espalha o boato de que The Beatles gravara a toada Asa Branca. Luiz Gonzaga conhece Edelzuíta Rabelo, advogada, numa festa junina em Caruaru.

1971
A Missa do Vaqueiro é celebrada pela primeira vez, em memória de Raimundo Jacó. Desde então passa a ser anualmente celebrada, tornando-se evento tradicional em Pernambuco.

1972
Gonzaga apresenta o espetáculo Luiz Gonzaga volta para curtir, no Teatro Tereza Rachel, no Rio, produzido por Capinam, para uma platéia formada maciçamente por estudantes. Nesse ano, rompe o contrato de 32 anos com a RCA.

1973
Gonzaga é levado para a EMI-Odeon por Fernando Lobo, onde permanece por dois anos. Recebe o título de Cidadão Paulista, e inicia a reforma dos imóveis que havia comprado na entrada da cidade de Exu.

1975
Luiz Gonzaga reencontra Edelzuíta, o grande amor da fase final de sua vida.

1976
Luiz Gonzaga assina novamente contrato com a RCA Victor.

1978
11 de junho: morre o Mestre Januário.

1979
No mês de outubro morre Humberto Teixeira.

1980
Luiz Gonzaga canta para o Papa João Paulo II na capital cearense. Inicia, em parceria com Gonzaguinha, a turnê do show Vida do Viajante, que percorre várias cidades brasileiras, estendendo-se até o ano seguinte, quando é lançado o álbum duplo da gravação do show, ao vivo.

1982
Luiz Gonzaga viaja para Paris, onde se apresenta na casa de espetáculos Bobino, na noite de 16 de maio, a convite da cantora amazonense Nazaré Pereira. A partir desse ano, Luiz Gonzaga passa a assinar como Gonzagão quase todos os seus disco, forma como havia sido chamado por ocasião de sua turnê com Gonzaguinha.

1984
Gonzaga recebe o primeiro disco de Ouro com o LP Danado de Bom, no qual tinha João Silva por principal parceiro, e que receberia um segundo Disco de Ouro em seguida. João Silva seria seu grande parceiro, a partir de então. Morre Jackson do Pandeiro. Gonzaga recebe o Prêmio Shell.

1985
Gonzaga recebe o prêmio Nipper de Ouro, homenagem internacional da RCA a um artista de seu quadro. Luiz Gonzaga recebe dois discos de ouro para o LP Sanfoneiro Macho.

1986
Luiz Gonzaga participa do festival de música brasileira na França, Couleurs Brésil, evento que inaugura o programa dos anos Brasil-França 86-88. O Rei do Baião apresentou-se na Grande Halle de La Villette no show de encerramento, junto com outros artistas brasileiros, para um público aproximado de 15 mil pessoas. O LP Forró de Cabo a Rabo, deu a Luiz Gonzaga dois discos de ouro e um de platina.

1988
Em junho pede o desquite, separa-se de Helena, e assume o relacionamento com Edelzuíta Rabelo. Neste ano também desliga-se definitivamente da RCA.

1989
Luiz Gonzaga grava pela Copacabana Records seus últimos discos. 21 de junho: é internado no Hospital Santa Joana, no Recife. 02 de agosto: morre Luiz Gonzaga, aos 76 anos de idade.

Fonte: Memorial Luiz Gonzaga

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O NAZISMO EM PERNAMBUCO

31 07 2011

A ligação com a família Lundgren.
“Não somos nazistas”
Por Suetoni Souto Maior
Descendentes da família Lundgren, que construiu um império econômico, negam ligação com nazismo

Entrevista com o empresário

Primos Lundgren abriram o casarão para contar a história da família e negar relação com o Partido Nazista. Passados 66 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, são quase inevitáveis
as referências à família Lundgren, uma das mais poderosas do Brasil no século
XX, sem que alguém lembre a proximidade dela com os alemães e, em alguns
casos, façam referências a uma suposta ligação do clã com o nazismo. Uma pecha
combatida sem trégua pelos descendentes, mas que ganhou força, recentemente,
com a abertura dos arquivos da Delegacia de Ordem Política e Social (Dops). As
referências, é fácil imaginar o porquê, são odiadas pela família.

“Os Lundgren não são, nunca foram e nunca serão simpáticos ao nazismo”,
garantem dois representantes da terceira geração da família de origem sueca
e dinamarquesa, radicada no Brasil, Nilson Nogueira Lundgren, 74, e Albenita
Lundgren Illi, 73. O objetivo deles é pôr fim a uma acusação que se arrastou ao
longo de praticamente todo o século passado e que ganhou fôlego em referências
feitas através de prontuários e fotos arquivadas pelo Dops.

Os documentos, fruto da espionagem feita pelo temido serviço secreto brasileiro
durante a Era Vargas (1930-1945), trazem relatos sobre reuniões do Partido Nazista em Pernambuco a partir de 1932 e que ocorreram com regularidade até 1938. O roteiro de encontros, segundo o Dops, incluía as instalações da Companhia de Tecidos Paulista e a própria casa grande, pertencentes à família. Uma informação negada veementemente pelos Lundgren.

“Olhei as fotografias. Desafio qualquer um a percorrer todos os cômodos dessa
casa e provar que aqui existe esse piso”, disse de forma enfática Nilson Lundgren,
apontando para reportagem publicada no Diario de Pernambuco, no dia 10 de julho, ilustrada com a foto de uma reunião do Partido Nazista, que teria ocorrido na casa grande, residência oficial da família. Uma informação tratada como errônea pela família.

O envolvimento com o nazismo é contestado pelos Lundgren, que se referem à
relação com os alemães apenas como o trato entre empregadores e empregados.
A informação, inclusive, conta com uma concordância do diretor do Arquivo Público
do estado, Paulo Moura. Ele assegura, no entanto, com base nos arquivos do Dops, que apesar de não haver registros sobre a participação da família nas reuniões, elas corriam, sim, em Paulista.

Os prontuários do Dops, pontua Moura, revelam que a fotografia da reunião do Partido Nazista, publicada pelo Diario, teria sido feita no escritório da Fábrica de
Tecidos Paulista. Uma informação contestada por Nilson Lundgren. “Não conheço,
mas arriscaria dizer que essa foto foi feita no consulado alemão. Não temos esse
piso por aqui”, enfatizou, sem fazer referência à arquitetura germânica também presente no casarão.

Na verdade, a relação dos Lundgren com os alemães é bastante antiga e remonta
à chegada do patriarca da família, Herman Theodor Lundgren, ao Recife, em 1852.
Fluente em quatro idiomas (sueco, inglês e alemão) e já dominando o português,
ele logo tornou-se cônsul dos países nórdicos em Pernambuco. Daí, fundou um
Ship Chandlers (abastecedora de navios) e, com isso, deu início à construção do
império da família no Brasil.

Um sucesso que teve seu maior impulso com a construção de uma fábrica
de pólvora, ainda no século XIX, a primeira da América Latina e que surgiu
da sociedade com um alemão. De terras germânicas vieram o maquinário e o
conhecimento técnico para o projeto. “A Alemanha era a maior potência do mundo.
Tudo o que era maquinário vinha de lá”, lembrou Nilson Lundgren, ao falar da
Pernambuco Powder Factory.

A afinidade com os alemães não acabou por aí. Com a morte de Herman, em
1907, Frederico João Lundgren assumiu os negócios da família e deu início, em
1908, ao plano para criar, a partir de Pernambuco, o maior grupo fabril da América
Latina. E tudo começou com a compra da Companhia de Tecidos Paulista, na
cidade que deu nome à fábrica. O plano, para sair do papel, exigia três coisas:
dinheiro, maquinário e mão de obra altamente especializada.

O dinheiro para financiar o projeto veio do Bank of London and South America. Já
o maquinário e a mão de obra vieram da Alemanha. Eram engenheiros, mecânicos, operadores de caldeira, etc. Eles montaram as máquinas, construíram as fábricas de Paulista, em Pernambuco, e Rio Tinto, na Paraíba. Depois ficaram para manter a operação. Uma imigração incrementada após a derrota da Alemanha na Primeira Guerra, que deixou a economia do país destruída.

O número de alemães trabalhando na fábrica era pequeno dentro do universo
de 30 mil operários das duas unidades fabris. Girava em torno de 100, todos em
funções técnicas. Eles, inclusive, tinham participação ativa na sociedade. Os cargos
de direção ficavam com os ingleses. O presidente da companhia, após a sua
fundação, era inglês. “Era mister Donald Valentine”, lembra Nilson. Havia também
cerca de 100 britânicos na empresa. Apesar da paridade entre alemães e britânicos nas fábricas, por causa do nazismo e da entrada do Brasil na Segunda Guerra, a presença alemã passou a ser vista com desconfiança. E sua imagem ligada aos Lundgren. Inclusive com muita carga negativa. “Ainda hoje somos abordados por pessoas que nos dizem: ‘Ah! Você é Lundgren. Sua família é alemã?’ Aí digo: de alemã eu não tenho nada. A origem da minha família é de suecos e dinamarqueses. Falo alemão porque meu marido é suíço. Só isso”, enfatizou Albenita Lundgren.

Saiba mais

Companhia de Tecidos Paulista

Hierarquia na fábrica

Ingleses cargos de direção

Alemães cargos técnicos

Italianos área comercial

Portugueses área comercial

Brasileiros áreas menos especializadas

Total de empregados

15 mil Paulista (PE)

15 mil Rio Tinto (PB)

Outros números

200 km de ferrovia própria

20 mil hectares para o plantio de 150 milhões de pés de eucaliptos usados para gerar energia nas caldeiras

6 milhões de metros de tecido por mês eram produzidos
na fábrica

CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS.

Fonte: Diário de PE.





A HISTÓRIA DAS COISAS

23 06 2011

CLIQUE NO LINK ABAIXO E VEJA ESTE VÍDEO MUITO INTERESSANTE E ESCLARECEDOR ( EM PORTUGUÊS ).
http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-7568664880564855303&hl=pt-BR&fs=true





HISTÓRIA DO BRASIL EM FILMES PELA INTERNET

17 06 2011


O Instituto Claro, em parceria com a Conspiração Filmes, apoia a série “Histórias do Brasil”, que mostra fatos importantes do país nos últimos cinco séculos a partir de uma mescla de dramaturgia e documentário. Unindo cenas de ficção a entrevistas com alguns dos maiores estudiosos da vida brasileira, o projeto reconta passagens da trajetória dos brasileiros através dos hábitos, costumes e “pequenas histórias” dos cidadãos de cada época retratada.

Clique aqui para ver.





A COLONIZAÇÃO DA ÁFRICA DO SUL

10 06 2010

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OS CÃES TAMBÉM TÊM HISTÓRIA

18 05 2010


O melhor amigo
Companheiros há cerca de 13 mil anos, os cães ganharam centenas de formatos
por Tiago Cordeiro

Há 135 mil anos, alguns lobos cinzentos do leste asiático ganhavam características diferentes. Logo eles passariam a acompanhar os hominídeos, ajudando-os na busca de alimentos – e, claro, deliciando-se com as sobras. Com o passar do tempo, no entanto, os cães foram totalmente integrados à rotina humana. De acordo com estimativas mais conservadoras, há 13 mil anos (no mínimo) eles estão completamente domesticados. “A parceria entre seres humanos e cães é uma das mais bem-sucedidas da natureza. É algo extremamente vantajoso para ambos”, diz a pesquisadora americana Karen Overall, do Centro de Neurologia e Comportamento da Universidade da Pensilvânia.

Os cachorros acompanharam a humanidade desde as primeiras viagens exploratórias – há quem diga que a travessia pelo estreito de Bering (entre Ásia e América) só foi possível com o suporte deles. São caçadores, protetores e policiais. Ao longo do tempo, desenvolveram a capacidade de se moldar às necessidades do amigo bípede. “Nenhum outro mamífero existe com tal variação de cores, tamanhos, pesos e tipos de pelo”, afirma Adam Miklosi, chefe do departamento de Etologia da Universidade Eötvös, na Hungria. São 701 diferentes linhagens (o termo “raças” é incorreto). E o futuro promete que esse número se multiplique exponencialmente.

Para todos os gostos
As principais linhagens e a época em que elas surgiram

5000 a.C. – Força e rapidez
Existem alguns candidatos a primeiro tipo de cão conhecido. O mais forte deles é uma versão do greyhound. Variedades desse animal forte e rápido (corre até 65 km/h) foram localizadas no Egito antigo, no Oriente Médio e no atual Afeganistão.

4000 a.C. – Apoio e comida
Na China, o chow chow é companheiro nas caçadas e o sharpei é colocado em rinhas de luta – ambos também vão para o prato (hoje, de 11 milhões a 13 milhões são consumidos na Ásia por ano). Cerca de 2 mil anos depois surgiriam os pequineses.

3500 a.C. – Nobreza árabe
Cerâmicas do Irã documentam a existência do saluki – cuja imagem está presente em tumbas egípcias de 2100 a.C. Seu porte nobre e sua agilidade na caça conquistaram povos avessos ao animal, como os árabes. Na Índia, os saluki deram origem aos kanni.

1000 a.C. – Companhia no gelo
Fundamentais para os primeiros moradores da região gelada da Sibéria, os huskies siberianos são uma das poucas linhagens ligadas diretamente aos mais antigos antepassados. O nome vem de “eskie”, como eram chamados pelos inuits, tribo que habitava a região.

800 a.C. – Moradores de mosteiros
No Tibete, os lhasa apso eram usados como cães de guarda dos monges. Séculos depois, viajantes europeus encontrariam outra linhagem, que batizaram de “terrier tibetano” – ele não é um terrier, mas uma linhagem que remonta aos antepassados da raça.

Século 4 a.C. – Latidos mitológicos
A mitologia grega fala de Cérbero, o cão infernal de três cabeças. Homero cita Argus em sua Odisseia. Os gregos são considerados os primeiros povos ocidentais a tratar os cachorros como parte da família. Platão dizia que o seu era um “amante do aprendizado”. Os cães antigos da Grécia dão origem ao atual mastim espanhol.

Século 1 – No pastoreio
As legiões romanas usavam o rottweiler no pastoreio. Em viagens para os recantos da Europa, também descobriram as variedades de hounds e mastifes dos britânicos. Essas linhagens dariam origem a várias outras conhecidas. Dos hounds, por exemplo, saem os beagles.

1000 – Linhagens nobres
Os reis do fim da Idade Média valorizam as raças consideradas puras, cujo cruzamento é estritamente controlado. Os bloodhounds (nome que vem de “sangue puro”) ganham coleiras de ouro. Misturados ao mastife e ao antigo buldogue, eles iriam gerar o fila brasileiro.

1880 – Bom companheiro
O labrador começou a surgir no Canadá, na província que ganharia o nome da linhagem. Era uma mistura de cães de origem europeia, incluindo o mastim. Um dos cachorros foi levado à Inglaterra, onde nobres ingleses continuaram fazendo cruzamentos até chegar a esse animal dócil.

1890 – Cão de guarda
O alemão Karl Friedrich Dobermann (1834-1894) tinha um emprego perigoso (coletar impostos) e queria um animal que o defendesse. Ele cruzou pelo menos quatro raças para gerar o dobermann, uma versão gigante do pincher – que existe desde pelo menos o século 15.

1899 – Sob medida
A fim de gerar e identificar novas linhagens, a Sociedade Phylax busca novas espécies para isolar e reproduzir. Um de seus líderes, Max von Stephanitz (1864-1936), anuncia a descoberta mais famosa do grupo: o pastor alemão, criado a partir da mistura de diferentes animais.

2010 – Sem limite
Fazendeiros norte-americanos fazem cruzamentos para criar (e vender) novas raças. A atividade deu origem a labradoodles (labrador com poodle) e cookerpoos (cocker spaniel americano com poodle miniatura).





A ANOREXIA NA HISTÓRIA

18 05 2010


Anorexia
Anorexia: A magreza já foi santa
Se hoje as mulheres param de comer para atingir um padrão de beleza, na Idade Média as anoréxicas procuravam a comunhão com Deus
por Álvaro Oppermann
A adolescente italiana Catarina Benincasa, filha de um artesão da Toscana, não conseguia mais comer. Magérrima e extremamente pálida, ingeria por dia um pedaço de pão com ervas cruas. Às vezes, o estômago não suportava nem esse pouco e ela vomitava. Catarina não era obcecada por um corpo esbelto. Longe disso – estava se lixando para a beleza física. Mais tarde, ficou conhecida como Santa Catarina de Sena (1347-1380). E virou uma das jejuadoras mais ilustres da história.
Por toda a Idade Média, centenas de moças, como Catarina, deixaram de comer para sofrer como Jesus Cristo. Caso, por exemplo, das mulheres que ficaram conhecidas como Santa Clara de Assis (1193-1253) e Santa Rosa de Lima (1586-1617), esta última peruana. Só assim acreditavam entrar em comunhão com Deus.
Hoje, historiadores denominam esse tipo de comportamento de “anorexia santa”, que tem sintomas parecidos com os da moderna anorexia nervosa. A doença, atualmente, é considerada um transtorno do comportamento alimentar que se caracteriza por uma grave restrição de ingestão de alimentos, pela busca incessante da magreza, distorção da imagem corporal (a pessoa acha todo mundo magro, menos ela), medo mórbido de engordar e ausência de fluxo menstrual. “Através dos séculos, os médicos depararam com sinais e sintomas similares, mas suas interpretações foram coloridas pelas crenças da sociedade em que viveram”, diz o médico inglês J.M. Lacey, autor de um artigo sobre o tema para o British Medical Journal.
O hábito de jejuar existe na história ocidental desde pelo menos o Egito antigo. Lá, quem quisesse ser iniciado nos mistérios dos deuses Ísis e Osíris tinha de passar antes uns bons dias sem comer. A Bíblia está repleta de casos de jejuns voluntários, praticados, por exemplo, por Moisés e Jesus Cristo. Até no Oriente, reza a lenda que Sidharta Gautama, o Buda histórico, jejuou intensamente antes de atingir a iluminação. Mesmo quem desconhecia o jejum para fins místicos, como os gregos, o adotavam: Hipócrates (460-370 a.C.) o receitava como tratamento de doenças.
Segundo a psicanalista Cybelle Weinberg e o psiquiatra Táki Cordás, autores do livro Do Altar às Passarelas – Da Anorexia Santa à Anorexia Nervosa, depois da Idade Média a Igreja começou a ver com maus olhos os casos das santas jejuadoras – poderia ser possessão diabólica, e não santidade – e o hábito caiu em desuso. Nos conventos, bem entendido, porque o jejum migrou para as feiras populares. No século 17, várias moças que, garantia-se, passavam semanas sem comer, se apresentavam para o povão. Eram as “virgens jejuadoras”. Uma delas, a inglesa Martha Taylor, de 19 anos, dizia ter jejuado por 13 meses. No século 19, outra virgem, Sara Jacobs, teve um fim trágico. Aos 10 anos, foi posta pelos pais como atração de circo nos Estados Unidos, mas acabou morrendo aos 12 de inanição. Os pais de Sara, considerados culpados de negligência, foram condenados a trabalhos forçados.

Greve de fome
Conheça algumas mulheres famosas que tiveram a doença
Santa Vilgefortis (século 8)
Diz a tradição que, quando o pai a prometeu em casamento para um nobre dissoluto, a portuguesa Vilgefortis – que queria entrar para o convento – fez um jejum rigoroso. Pediu também para Deus que a enfeasse. Dito e feito. Pêlos teriam começado a crescer em seu corpo cadavérico. O nobre, assustado, pulou fora.
Santa Clara de Assis (1193-1253)
A italiana não comia nada durante três dias da semana. Nos outros, passava quase sempre a pão e água. Para as irmãs da sua ordem, porém, recomendava moderação.
Santa Rosa de Lima (1586-1617)
A peruana comia apenas três dias por semana. O cardápio nunca mudava: batatas com ervas amargas.
Santa Verônica Giuliani (1660-1727)
Na sexta-feira, esta italiana só comia cinco sementes de laranja, em memória às cinco chagas de Cristo.
Sara Jacobs (1857-1869)
A irlandesa começou a jejuar cedo. Virou atração de circo, mas morreu aos 12 anos de inanição.
Santa Catarina de Sena (1347-1380)
Também italiana, a moça, além dos jejuns rigorosos que fazia, só dormia uma hora a cada dois dias.
Mary Stuart (1542-1587)
Herdeira do trono inglês, suspeita-se que teve anorexia – mas morreu executada, a mando da rainha Elizabeth I.
Katherine Anne Porter (1890-1980)
Escritora americana anoréxica, foi a primeira a tratar do tema na ficção, no romance Old Mortality, de 1937.
Juliette Greco (1927)
A cantora francesa teve anorexia – dizem que após o jazzista Miles Davis acabar um romance com ela, em 1949.
Jane Fonda (1937)
A atriz americana lutou contra a anorexia dos 15 aos 40 anos.
Sally Field (1946)
Quando a americana fazia A Noviça Voadora, nos anos 60, pesava 45 quilos para 1,70 metro.
Karen Carpenter (1950-1983)
A americana da dupla pop The Carpenters era gordinha na infância e ficou obcecada com a magreza ao se tornar famosa. Morreu em 1983, de anorexia.
Diana Spencer (1961-1997)
A princesa de Gales confessou que teve anorexia e bulimia (comia e provocava o vômito).
Victoria Désirée Bernadotte (1977)
A princesa é filha do rei Gustaf da Suécia e da rainha brasileira Silvia. Em 1997, veio à tona o seu distúrbio alimentar.
Keira Knightley (1985)
A atriz inglesa, do filme Piratas do Caribe, teve avó e a bisavó anoréxicas. Ela garante que não é…
Ana Carolina Reston (1985-2006)
A modelo Ana Carolina Reston Macan morreu em novembro do ano passado por causa de problemas decorrentes da anorexia. Ela tinha 19 anos e pesava 42 quilos – e reacendeu a polêmica da ditadura da magreza.





HISTÓRIA DAS COPAS DO MUNDO

28 04 2010


PROMETI PARA ALGUNS ALUNOS, DISPONIBILIZAR INFORMAÇÕES SOBRE A HISTÓRIA DAS COPAS DO MUNDO E ENCONTREI UM SITE DE DOCUMENTÁRIOS CONFIÁVEL ( BBC DE LONDRES ), QUE É UM DOS MAIORES E MELHORES DO MUNDO NO RAMO.

CLIQUE AQUI E PESQUISE À VONTADE.

DURANTE A COPA, PUBLICAREI HISTÓRIAS E CURIOSIDADES SOBRE ALGUNS PAÍSES E POVOS ENVOLVIDOS, NO MAIOR EVENTO FUTEBOLÍSTICO DA TERRA.





HIPÁCIA, MORTA POR INTOLERÂNCIA

3 04 2010


Em época de Páscoa (passagem), é sempre bom lembrar que a arrogância e a intolerância religiosa negam historicamente o sacrifício de Jesus. Um desses momentos se deu em Alexandria (Egito), num mês de março, no ano de 415.

Uma mulher foi arrastada pelas ruas, despida, descarnada dentro de uma igreja e seus membros foram arrancados e queimados por ser pagã. Ou melhor, por não ser Cristã. Hipácia é o nome desta filósofa, matemática, professora, conselheira política e belíssima mulher. Que certamente não foi morta apenas por questões religiosas, mas também por questões políticas e ser uma mulher que se destacava num mundo controlado pelo masculino.

Clicando aqui, o leitor/ra será conduzido/a a uma página que tratará do assunto com bastante propriedade.

Boa leitura!





Joaquim José, o Tiradentes

27 03 2010


Herói, idealista e líder que demonstrou caráter ímpar em face do julgamento e da morte, ou simples figurante numa conspiração de ricos e poderosos?
por F. G. Yazbeck
Manhã de 21 de abril de 1792. O condenado é conduzido pelas ruas do Rio de Janeiro, cercado pela tropa, desde a prisão até o patíbulo instalado no largo da Lampadosa. A cabeça e a barba raspadas, coberto por uma túnica grosseira e portando um crucifixo, sobe calmamente os degraus, acompanhado do frei encarregado de lhe dar o amparo de orações na hora da morte. A multidão reunida assiste a tudo consternada. Ao atingir o patamar, o homem dirige-se ao carrasco e pede-lhe que abrevie seu sofrimento, ao que este responde pedindo perdão, pois apenas cumpria o que mandava a lei. Tão logo o corpo ainda vivo do Tiradentes projetou-se no espaço vazio, o carrasco Capitania jogou-se sobre seus ombros, firmando-se na corda e forçando seu peso sobre o do enforcado para apressar sua morte.

Cumpria-se assim a sentença pronunciada três dias antes, que condenava o réu “a com baraço e pregão ser conduzido pelas ruas publicas ao lugar da forca e nella morra morte natural para sempre, e que depois de morto lhe seja cortada a cabeça e levada a Villa Rica aonde em lugar mais publico della será pregada, em um poste alto até que o tempo a consuma, e o seu corpo será dividido em quatro quartos, e pregados em postes pelo caminho de Minas” (sic).

SAIBA MAIS. CLIQUE.





O JESUS HISTÓRICO

25 03 2010


Estamos bem próximos da Semana Santa e tantas “vias crucis” serão realizadas pelo mundo afora. E tantas opiniões e polêmicas devem circular acerca deste homem (?) e ou mito (?) chamado Jesus Cristo, cuja história comove milhões.
O Mania de História para não ficar de fora desta polêmica boa, deixamos o link abaixo para os curiosos e insatisfeitos de plantão darem uma pesquisada e quem sabe, chegarem a alguma conclusão.
Boa Leitura!

CLIQUE AQUI.





BREVE HISTÓRIA DO CARNAVAL DE PERNAMBUCO

14 02 2010


A História do Carnaval
de Pernambuco, Brasil.

A História do Carnaval

Os festejos carnavalescos foram trazidos pelos portugueses com o nome de entrudo. Era uma brincadeira violenta, onde os foliões lançavam farinha, tinturas e até água suja. Foi proibida oficialmente e aos poucos as batalhas passaram a usar confete e serpentina.

No século XIX, surgem o frevo e o passo, dando ao carnaval de Pernambuco uma identidade única no Brasil. A partir de então, operários urbanos organizaram as primeiras agremiações nos bairros populares.

No início, muitas corporações mantiveram identidade profissional: os caiadores desfilavam juntos, assim como os lenhadores. Mas, com o tempo, foram sendo criados clubes mais abertos, com nomes engraçados: Canequinhas Japonesas, Marujos do Ocidente, Toureiros de Santo Antonio.

Ao lado dos maracatus, dos ursos, dos caboclinhos, das escolas de samba, estes clubes, troças e blocos, unindo as influências européias, africanas e indígenas, transformaram o carnaval de Pernambuco no maior caldeirão cultural do Brasil.

Para saber mais da História do Carnaval

A palavra carnaval deriva do latim carnem levare (abstenção da carne) – pois a festa sempre foi comemorada no período que antecede a quaresma, quando se praticava a abstinência da carne. Como diversão popular, o carnaval assume as peculiaridades dos lugares onde ocorre. Todos os carnavais são reminiscências das festas dionisíacas da Grécia Antiga, das bacanais de Roma e dos bailes de máscara do Renascimento.

Se você quer saber mais sobre o Carnaval de Pernambuco, visite a Casa do Carnaval. Ela fica no Pátio de São Pedro, casa 52, bairro de São José, e possui um belo acervo de máscaras, estandartes, roupas de antigas agremiações, além de documentos e mais de mil partituras carnavalescas. Os telefones são: 0055 – 081 – 3424.4942 e 0055 – 081 – 3424.1561.





A FORÇA DOS NATIVOS

28 11 2009


O retorno dos incas

Depois de quase cinco séculos, os índios voltam a ganhar espaço na vida política da América Latina
por Fred Linardi

No ano 1533, o assassinato do rei Atahualpa marcou a queda do Império Inca, que havia surgido no século 13 e rapidamente alcançado o posto de maior território unificado da América pré-colombiana, com 1,8 milhão de quilômetros quadrados de extensão. Depois que os espanhóis dominaram a região, passaram-se quase 500 anos sem que os nativos tivessem espaço na política da América Latina. E, de fato, ainda hoje vários países de grande população indígena têm poucos representantes no governo – entre eles, o Peru, onde fica Cuzco, a antiga capital dos incas. Nos últimos anos, essa situação começou a mudar, pelo menos em um local: a Bolívia.

“Antes, os indígenas bolivianos só trabalhavam como carregadores em supermecados ou como empregados domésticos. Agora é possível encontrá-los diante de uma mesa de escritório”, afirma Vivian Urquidi, professora do Observatório de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo. Essas alterações começaram em outubro de 2005, quando o descendente de índios Evo Morales foi eleito presidente. Além de declarar como oficiais as 36 línguas faladas em território nacional, ele levou os nativos a cargos políticos de grande responsabilidade. A ministra da Justiça, Casimira Rodríguez, que era líder sindical da etnia quíchua, é um desses casos. A vereadora Gumercinda Quisbert, o ministro da Água, Abel Mamani, e o deputado Ricardo Díaz são outros nomes locais situados em importantes gabinetes.

Mas não é só a eleição de Morales que explica essa mudança. “O contingente indígena da Bolívia é bem mais politizado que em outros países vizinhos. Há décadas essas pessoas se organizam em sindicatos”, diz a professora Vivian. Desde que o país se tornou uma república independente, em 1825, a população índia, que hoje soma 85% do total, organiza protestos contra a política de distribuição de terras, que, segundo os manifestantes, é discriminatória. Em meados do século 20, os nativos chegaram a ocupar o poder por poucos anos. Foi em 1952, quando uma revolução levou o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR) ao governo. O grupo nacionalizou as minas bolivianas, iniciou uma reforma agrária e instituiu o voto universal – até então, mulheres e índios não votavam. Também nessa época surgiram os movimentos campesinos, formados por plantadores de coca, uma planta muito consumida por etnias locais, que a usam para fazer chá ou mastigar sua folha. A grande importância cultural dos “cocaleros” deu força política à Federação do Trópico de Cochabamba. Em 1997, a entidade levou seu presidente, Morales, a conquistar uma vaga no Congresso. Como mandatário do país, em 2007 ele elaborou uma nova Constituição. Entre as leis que encontram mais resistência estão a que obriga todo presidente boliviano a falar pelo menos um dialeto indígena e a que cria tribunais locais com juízes nascidos na região onde atuam. A Carta precisa ser aprovada em plebiscito.

FORÇA NATIVA
A situação dos índios no continente

EQUADOR
População indígena: 25%
Situação: Lideram uma grande entidade social, a “Confederación de Nacionalidades Indígenas del Ecuador”. Em 1990, paralisaram o país com confllitos por terra. Em 1997, ajudaram a derrubar o presidente Abdalá Bucaram

PERU
População indígena: 40%
Situação: Na terra de Cuzco e Machu Picchu, os poucos índios que alcançam cargos políticos evitam assumir publicamente a condição de mestiços

CHILE
População indígena: 5%
Situação: No início deste ano, o assassinato de um estudante de ascendência mapuche causou forte pressão contra o governo, que reagiu criando às pressas uma coordenadoria de políticas indígenas.

GUATEMALA
População indígena: 40%
Situação: Depois de forte repressão nos anos 70 e 80, hoje o país conta com quase 20 deputados indígenas e uma ministra descendente de maias.

BRASIL
População indígena: 0,2%
Situação: Em 2005, o índio José Nunes se tornou o primeiro prefeito a governar um município brasileiro. O local é São João das Missões, aldeia ao norte de Minas Gerais, que também passou a ter dois vereadores descendentes.





CARLOS MARIGHELLA

3 11 2009

Este homem não pode cair no esquecimento.
Nas escolas praticamente não se ouve falar dele. Saiba que este Brasileiro morreu pelo seu País, e principalmente por uma causa ainda maior, pela emancipação do nosso povo.
clique aqui e saiba tudo sobre a vida e a obra de Carlos Marighella.
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2009: O ANO DA FRANÇA NO BRASIL

29 10 2009

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Como a França moldou o Brasil

Apesar do fracasso em ocupar o território da antiga colônia portuguesa, os franceses exerceram uma influência decisiva na formação brasileira

por Laurentino Gomes

Este é o Ano da França no Brasil. De 21 de abril até novembro, brasileiros de 15 cidades poderão ver o que os franceses têm de melhor. A lista inclui exposições de arte, concertos musicais, espetáculos de dança, teatro e cinema, debates e celebrações. É parte de um projeto ambicioso de intercâmbio, que começou em 2005, comemorado como o Ano do Brasil na França, com o objetivo de mostrar as novidades da cultura dos dois países.

Essa história é bem mais antiga do que se imagina. Envolve uma relação de confronto e sedução de parte a parte, que acabaria por moldar de forma decisiva a identidade brasileira. Nos bistrôs e cafés parisienses, a música brasileira é onipresente. Os franceses adoram o samba, o carnaval, a literatura e o cinema brasileiros. O escritor Paulo Coelho é mais celebridade nas ruas de Paris que no Rio de Janeiro. Mas a França já era obcecada pelo Brasil antes mesmo da chegada de Pedro Álvares Cabral à Bahia. A recíproca se provaria verdadeira ao longo dos cinco séculos seguintes. Atualmente, os brasileiros fazem negócios com os Estados Unidos, mas cultuam a gastronomia, a moda, a arte e os prazeres da vida franceses.

No período colonial, o Brasil deixou de ser francês por pouco. Foram os franceses que precipitaram a decisão do rei dom João III (1502-1557) de criar, em 1534, o sistema de capitanias hereditárias, o primeiro esforço de povoamento do Brasil. Nas primeiras décadas do século 16, franceses exploravam pau-brasil no litoral do Nordeste como se fossem donos do território. Há evidências de que já conheciam a costa brasileira bem antes de 1500. Um deles, Jean de Cousin, teria tentado se estabelecer na Amazônia em 1488.

A guerra entre França e Portugal pela posse do Brasil durou mais de dois séculos. O primeiro confronto de que se tem notícia aconteceu em novembro de 1529, quando a nau La Pellérine invadiu a feitoria do rio Igaraçu, em Pernambuco, onde os portugueses tinham uma pequena fortaleza. Os franceses foram expulsos em 1532 pelo comandante Pero Lopes de Sousa (1497-1539). Meio século mais tarde, em 1550, Nicolas Durand de Villegaignon (1510-1571) ocupou o Rio de Janeiro por 12 anos, até ser derrotado por Mem de Sá (1500-1572). Em 1612, outra tentativa de ocupação, dessa vez no Maranhão, reconquistado após dois anos por Jerônimo de Albuquerque (1510-1584). No começo do século 18, haveria ainda mais duas investidas de corsários franceses contra o Rio. A última ocorreu em 12 de setembro de 1711. Ao amanhecer, encobertas pelo denso nevoeiro, 18 embarcações comandadas por René Duguay-Trouin (1673-1736) tomaram a cidade. Trouin foi embora em troca de um grande resgate pelos bens que havia saqueado.

Marcas culturais

Cessada a luta pela ocupação territorial, a influência francesa no Brasil se daria no campo das artes, dos costumes e das ideias. As consequências seriam profundas e duradouras. Seu marco foi a transferência da família real portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte (1769-1821). Ao chegar ao Brasil, dom João VI (1767-1826) iniciou um acelerado período de transformações. O esforço não foi apenas administrativo. Enquanto mandava abrir estradas, construir fábricas e organizar a estrutura de governo, dom João também se dedicava ao que o historiador Jurandir Malerba chamou de “empreendimentos civilizatórios”. Nesse caso, a meta era promover as artes e a cultura e tentar infundir algum traço de refinamento e bom gosto nos hábitos atrasados da colônia.

A maior dessas iniciativas foi a contratação, em Paris, da famosa Missão Artística Francesa. Chefiada por Joaquim Lebreton (1760-1819), secretário perpétuo da seção de belas-artes do Instituto de França, a missão chegou ao Brasil em 1816 e era composta por alguns dos mais renomados artistas da época, incluindo o pintor Jean-Baptiste Debret (1768-1848), Auguste Taunay, escultor (1791-1687), e Grandjean de Montigny (1776-1850), arquiteto.

Oficialmente, o objetivo da missão francesa era a criação de uma academia de artes e ciências. O plano nunca saiu do papel, mas alguns historiadores consideram a chegada da missão o início efetivo das artes no Brasil. Na época da corte, a influência francesa era marcante no Rio de Janeiro. As lojas estavam repletas de novidades que chegavam de Paris. Incluíam vestidos e chapéus da última moda, perfumes, água-de-colônia, luvas, espelhos, relógios, tabaco, livros e uma infinidade de mercadorias até então proibidas e ignoradas na antiga colônia.

Mas foi no campo das ideias que os franceses mais ajudaram a transformar o Brasil. Elas estavam por trás da Inconfidência Mineira, da Revolta dos Alfaiates na Bahia, da Revolução Pernambucana de 1817, da Confederação do Equador, em 1824, e de inúmeros outros movimentos de rebelião. Nos Autos de Devassa da Inconfidência foi encontrada uma coleção dos enciclopedistas francesas na casa de um dos conspiradores. Isso num tempo em que a circulação dessas obras era reprimida. O movimento da Independência, em 1822, foi tramado, em boa parte, dentro das Lojas Maçônicas, que tinham seu berço na França.
Em resumo: às vésperas de sua independência, o Brasil dormia com o autoritário e conservador Portugal, mas sonhava mesmo era com a charmosa e libertária França.

Saiba mais

LIVROS

Capítulos da História Colonial, Capistrano de Abreu, Civilização Brasileira, 1976
Descreve a sociedade brasileira em formação.

Brasil 5 Séculos, Hernâni Donato, Academia Lusíada de Ciências, Letras e Artes, 2000
Um passeio pela história do Brasil até os dias atuais.

A Corte no Exílio, Jurandir Malerba, Companhia das Letras, 2000
Relata o encontro dos nobres com os comerciantes locais.

Versalhes Tropical, Kirsten Schultz, Civilização Brasileira, 2008
Analisa o impacto da mudança da corte para o Brasil.

Dicionário do Brasil Colonial (1500-1808), Ronaldo Vainfas (org.), Objetiva, 2000
Descreve os hábitos públicos e privados do Brasil Colônia.





NÚMEROS DA HISTÓRIA

10 10 2009

memoria
Para pesquisadores, estudiosos e curiosos em geral, este site reúne documentos raros sobre memória estatística e econômica brasileira. Clique aqui.





INDEPENDÊNCIA DO BRASIL: A MAIS CONSERVADORA DAS AMÉRICAS

10 09 2009

INDEPENDENCIA
1822: a Independência escravizada
ESCRITO POR MÁRIO MAESTRI do Correio da Cidadania
08-SET-2009

Em janeiro de 1821, no Rio Grande do Sul, Auguste de Saint-Hilaire anotava em seu diário que o Brasil perigava ser “perdido pela casa de Bragança” e que “suas províncias” podiam explodir em nações independentes, “como as colônias espanholas”, considerando-se a tamanha diferença entre elas. Escrevia enfaticamente o arguto naturalista: “Sem falar do Pará e de Pernambuco, a capitania de Minas e do Rio Grande, já menos distanciadas, diferem mais entre si que a França da Inglaterra”.

Desde sua origem, a América portuguesa foi mosaico de regiões semi-autônomas, de frente para a Europa e África, de costas umas para as outras. As diversas colônias exportavam seus produtos e importavam os manufaturados e cativos que consumiam pelos portos da costa. Eram muito frágeis os contatos entre as capitanias e, mais tarde, as províncias, inexistindo o que hoje definimos como mercado nacional.

Nas diversas regiões, os grandes proprietários controlavam o poder local e viviam em associação subordinada às classes dominantes portuguesas metropolitanas. Os proprietários luso-brasileiros sentiam-se membros do império lusitano, possuíam laços de identidade regional e desconheciam sentimentos ‘nacionais’, impensáveis devido à inexistência de entidade nacional .

Quando do projeto recolonizador da Revolução do Porto, em 1820, as classes dominantes provinciais mobilizaram-se por independência restrita aos limites das regiões que controlavam. O Brasil seguia sendo entidade sobretudo administrativa, sem laços econômicos e sociais objetivos e subjetivos. A construção do Estado-nação brasileiro esboçou-se no II Império e foi sobretudo produto do ciclo nacional-industrialista dos
anos 1930.

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PROJETO CONHECENDO PERNAMBUCO: O CICLO DO AÇÚCAR

30 08 2009

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A parceria entre a Escola Monsenhor e a Empresa Norte-Sul vem rendendo bons frutos!
Várias foram as viagens promovidas a partir do desejo de ambas as instituições em promover a educação e a cultura entre jovens estudantes desta Escola da Rede Pública Estadual.
Desta vez, nosso destino foram as ladeiras do Sítio Histórico de Olinda ( Patrimônio Histórico da Humanidade ) e o Museu do Homem do Nordeste. O objetivo: estudar o impacto provocado pela colonização portuguesa em Pernambuco no contexto do “ciclo da cana-de-açúcar”. As mudanças foram muitas e profundas. As imagens retratam muito bem este acontecimento histórico.





EUCLIDES DA CUNHA – 100 ANOS

15 08 2009

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Num dia de agosto, exatamente 15 deste mês fatídico no ano de 1909, tombou vítima de um tiro e por amor (e ciúmes ), um dos maiores escritores de nossa história. O autor do grande clássico, OS SERTÕES, Euclides da Cunha.

Em sua homenagem, Mania de História traz dados biográficos e coloca à disposição de nossos leitores informações a perder de vista sobre o consagrado escritor, extraídas de sua página na ABL – Academia Brasileira de Letras.

Dados biográficos

Euclides Rodrigues da Cunha nasceu em Cantagalo, 20 de janeiro de 1866. Foi escritor, sociólogo, repórter jornalístico, historiador e engenheiro brasileiro. Órfão de mãe desde os três anos de idade, foi educado pelas tias. Freqüentou conceituados colégios fluminenses e, quando precisou prosseguir seus estudos, ingressou na Escola Politécnica e, um ano depois, na Escola Militar da Praia Vermelha.

Cadete republicano
Contagiado pelo ardor republicano dos cadetes e de Benjamin Constant, professor da Escola Militar, atirou durante revista às tropas sua espada aos pés do Ministro da Guerra Tomás Coelho. Euclides foi submetido ao Conselho de Disciplina e, em 1888, saiu do Exército. Participou ativamente da propaganda republicana no jornal O Estado de S. Paulo.

Proclamada a República, foi reintegrado ao Exército com promoção. Ingressou na Escola Superior de Guerra e conseguiu ser primeiro-tenente e bacharel em Matemáticas, Ciências Físicas e Naturais.

Euclides casou-se com Ana Emília Ribeiro, filha do major Frederico Solon de Sampaio Ribeiro, um dos líderes da República.

Ciclo de Canudos
Em 1891, deixou a Escola de Guerra e foi designado coadjuvante de ensino na Escola Militar. Em 1893, praticou na Estrada de Ferro Central do Brasil. Quando surgiu a insurreição de Canudos, em 1897, Euclides escreveu dois artigos pioneiros intitulados “A nossa Vendéia” que lhe valeram um convite d’O Estado de S. Paulo para presenciar o final do conflito. Isso porque ele considerava, como muitos republicanos à época, que o movimento de Antonio Conselheiro tinha a pretensão de restaurar a monarquia e era apoiado pelos monarquistas residentes no País e no exterior.

“Tragédia da Piedade”
Morreu em 1909. Ao saber que sua esposa, mais conhecida como Ana de Assis, o abandonara pelo jovem tenente Dilermando de Assis, que aparentemente já tinha sido ou era seu amante há tempos – e a quem Euclides atribuía a paternidade de um dos filhos de Ana, “a espiga de milho no meio do cafezal” (querendo dizer que era o único louro numa família de tez morena) -, saiu armado na direção da casa do militar, disposto a matar ou morrer. Dilermando era campeão de tiro e matou-o. Tudo indica que o matou lealmente, tanto que foi absolvido na Justiça Militar. Ana casou-se com ele.

O corpo de Euclides foi examinado pelo médico e escritor Afrânio Peixoto, que também assinou o laudo e viria mais tarde a ocupar a sua cadeira na Academia Brasileira de Letras.

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AGOSTO NA HISTÓRIA

8 08 2009

Juscelino Kubitschek
Presidente entre 1956 e 1960, morre vítima de acidente de carro entre Rio de Janeiro e São Paulo, Jucelino Kubitschek. A morte do ex-presidente é envolta em mistério até hoje, pois suspeita-se que o líder político não perdeu a vida por uma fatalidade e sim, por ação secreta das forças militares, que governavam o Brasil naquele período através de uma ditadura.

Para saber mais sobre o Político e sua Obra, acesse o Memorial JK. Clique aqui.





AGOSTO NA HISTÓRIA

3 08 2009

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O MÊS DE AGOSTO É SOMBRIO, ESPECIALMENTE PARA O MUNDO DA POLÍTICA BRASILEIRA. É MÊS DE ACONTECIMENTOS MARCANTES, PARA O BEM OU PARA O MAL. ESPERA-SE ATÉ QUE SARNEY CAIA JUSTAMENTE NO MÊS QUE MORREU TANCREDO NEVES.

FOI NUM MÊS DE AGOSTO QUE SUICIDOU-SE ( ?) O EX-PRESIDENTE GETÚLIO VARGAS E EM SUA MEMÓRIA REPRODUZIMOS AQUI UMA MATÉRIA DA REVISTA HISTÓRIA VIVA, PARA DELEITE DE NOSSOS LEITORES/AS.

As duas cartas de Getúlio Vargas
A história ainda não tem um veredicto sobre as mensagens atribuídas ao presidente, deixadas como testamento político, por ocasião de seu suicídio

ACERVO ÚLTIMA HORA/ AESP

O adeus: foto publicada em jornais, em agosto de 1954, para anunciar o suicídio/ Enterro em São Borja (RS): comoção popular varreu o país
Antes de se suicidar com um tiro no peito, Getúlio Vargas (1882-1954) escreveu uma carta-testamento ainda hoje polêmica, pois existem dela duas versões: uma manuscrita, bastante concisa, e outra mais longa, datilografada, que foi distribuída para a imprensa como a mensagem oficial do político ao povo brasileiro. Em ambas, porém, Getúlio informa que deu cabo à própria vida em virtude de pressões de grupos internacionais e nacionais contrários ao trabalhismo – ou seja, criou sua versão das “forças ocultas” que algumas vezes leva a rupturas no poder.

Os dois documentos são ainda um libelo pró-nacionalismo e recendem personalismo, uma das marcas registradas do político. Getúlio se colocou, até na hora da morte, como defensor do povo e líder martirizado justamente para libertar os brasileiros. “Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco”, registra a versão datilografada. No manuscrito, há um trecho com recado semelhante. “Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.”

Há quem atribua o estilo do texto “oficial” ao redator dos discursos de Vargas, o jornalista José Soares Maciel Filho. De fato, Maciel Filho confirmou à família do presidente que datilografou a versão lida para a imprensa, mas nada disse sobre tê-la modificado. De todo modo, por causa da carta-testamento, Maciel Filho é conhecido como o ghost-writer que saiu da sombra habitual do redator de aluguel para entrar para a história.

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WOODSTOCK 40 ANOS

24 07 2009

WOOD
AGITADÍSSIMA FOI A DÉCADA DE 60. ÉPOCA DE GUERRA FRIA, CHEGADA NA LUA, GUERRA DO VIETNÃ, MORTE DE LUTERKING, REVOLUÇÃO ESTUDANTIL (MAIO DE 68) E DO MAIOR FESTIVAL DE MÚSICA DA HISTÓRIA: WOODSTOCK.

EM MERECIDA HOMENAGEM PELOS 40 ANOS DE HISTÓRIA DO FESTIVAL HIPPIE, REPRODUZIMOS ESTA MATÉRIA PARA DELEITE DE NOSSOS/AS LEITORES/AS CONTANDO O QUE FOI, COMO ACONTECEU E O QUE REPRESENTOU O ACONTECIMENTO HISTÓRICO.

Toda História de Woodstock 69…

Texto e direito autorais de: The Times Herald-Record – 1994.
Tradução: Helen Dias.
Adaptação e texto final: Mário Santos.

O último fã encharcado de lama deixou o pasto de Max Yasgur a mais de 25 anos atrás. Isso foi quando o debate sobre o significado histórico de Woodstock começou. Verdadeiros crentes na cultura hippie chamam Woodstock de “o marco final de uma era dedicada ao avanço humano”. Os cínicos dizem que foi “o fim adequado e ridículo de uma era de ingenuidade”. Há ainda os que dizem que tudo aquilo foi apenas uma festa dos infernos!
A Feira de Arte e Música de Woodstock, em 1969, trouxeram mais de 450.000 pessoas para um pasto no Condado de Sullivan. Durante quatro dias, o local se tornou uma mini-nação contra-cultural na qual as mentes estavam abertas, drogas eram o que havia de mais legal e o amor era “livre”. A música começou na tarde de 15 de agosto, sexta-feira, às 17:07h e continuou até a metade da manhã do dia 18 de agosto, segunda-feira. O festival fechou a via expressa do Estado de Nova Iorque e criou um dos piores engarrafamentos da nação. Também inspirou um monte de leis locais e estatais para assegurar que nada como isto jamais aconteceria novamente.
Woodstock, como poucos eventos históricos, se tornaram uma espécie de herança cultural, para os EUA e para o mundo. Assim como “Watergate” representa uma crise nacional e “Waterloo” representa derrota, “Woodstock” se tornou um adjetivo imediato que denota o poder dos jovens e os excessos dos anos 60.

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TEMPO PRESENTE: MICHAEL JACKSON

4 07 2009

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Da SuperInteressante

Na noite de 16 de maio de 1983, 3 mil celebridades norte-americanas lotaram um teatro em Los Angeles para assistir a uma apresentação comemorativa dos 25 anos da gravadora Motown. De suas casas, 50 milhões de norte-americanos acompanharam pela TV a apresentação dos vários artistas negros até que Michael Jackson se viu sozinho no palco. Ele começou a cantar “Billie Jean”, sucesso do álbum que havia lançado seis meses antes. De repente, Jackson parou de cantar, andou até o canto esquerdo do palco e voltou… deslizando de costas. A cena, que ficou gravada para a posteridade, é impressionante: são 3 mil queixos caídos.
Naquela noite, mais do que mostrar pela primeira vez o passo que batizou como moonwalk (algo como “andando na Lua”), Michael Jackson foi dormir consagrado como nada menos que o Rei do Pop. “Foi aquele momento que cristalizou o status de celebridade de Michael Jackson”, cravou a prestigiada revista americana Rolling Stone. “Moonwalk, no mundo do entretenimento, só é comparável ao andar de vagabundo de Chaplin, à seqüência de Gene Kelly em Dançando na Chuva e aos passos de Fred Astaire no filme Núpcias Reais”, compara o jornalista britânico Nick Bishop em Freak (“Esquisito”, inédito no Brasil), uma das várias biografias não autorizadas do cantor. Pois depois daquela apresentação, tanto Fred Astaire quanto Gene Kelly foram atrás de Jackson para parabenizá-lo. “Kelly veio à minha casa. Depois, ensinei o passo a Astaire”, conta o astro em sua autobiografia, não por acaso chamada Moonwalk (1988).
Hoje é seguro dizer: 16 de maio de 1983 foi a primeira noite do resto da vida de Michael Jackson. A partir daquele momento, ele nunca mais seria esquecido (mas também não poderia andar sozinho nas ruas), nunca mais deixaria de realizar seus sonhos (mas também passaria a ser ridicularizado por cada um deles), nunca mais deixaria de ser adulado pelos fãs (mas também teria passaporte vip para as manchetes sensacionalistas de todo o mundo). Nunca mais, enfim, teria vida normal. E por isso acabaria se refugiando no único lugar onde poderia ser ele mesmo: a Terra do Nunca, nome em português do rancho Neverland.

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COMO MICHAEL JACKSON FICOU BRANCO





A ORDEM DOS ILUMINADOS

4 07 2009

anjos
A ordem dos iluminados
A illuminati, sociedade secreta que aparece no enredo do filme Anjos e demônios, surgiu na Baviera, no século XVIII, e já foi alvo de tantas teorias da conspiração que chegou a ser relacionada com a Revolução Francesa e o processo de independência dos estados Unidos

Por Sérgio Pereira Couto de Leituras na História

Perigosos e dominadores. Assim são lembrados os membros da sociedade secreta Illuminati. Muito antes de surgirem nas telas de cinema no filme Anjos e demônios (Estados Unidos, 2009), baseado no livro homônimo do escritor norte-americano Dan Brown, os participantes desse misterioso grupo já eram relacionados com teorias conspiratórias que se referem à dominação do mundo. A Illuminati parece ter sido tão poderosa, que a escritora norte-americana Shelley Klein, autora de As sociedades secretas mais perversas da história, chegou a dizer: “de todas as sociedades secretas que pesquisei, essa é a mais vil”.

A palavra “illuminati” vem do latim e significa “iluminado” (no plural, illuminatus). Pesquisar sobre a história da Illuminati não é fácil, já que a maioria dos textos existentes sobre o assunto são artigos de pouca ou nenhuma base acadêmica e que fazem a festa de “conspirólogos”. Mesmo assim é possível usar as poucas fontes existentes para estabelecer uma origem para a ordem.

ILLUMINATUS DA BAVIERA

A seita Illuminati foi fundada em 1° de maio de 1776 pelo alemão Adam Weishaupt (1748- 1830), filósofo e professor de lei canônica da Universidade de Ingolstadt, localizada na Baviera, Estado federal da Alemanha. Weishaupt era adepto do Iluminismo, movimento do século XVIII que buscava o conhecimento por meio da razão e da Ciência, contradizendo os dogmas da Igreja Católica.

Para fugir do controle imposto pelos católicos, homens como Weishaupt fundaram diversas sociedades secretas. Além da Illuminati, apare- ceram outras como a Estrita Observância (ligada à maçonaria e à tradição templária) e a Rosacruz (que propaga o mito de Christian Rosenkreuz, personagem lendário que teria vivido entre os séculos XIII e XIV).

O objetivo inicial de Weishaupt era que sua organização servisse para que as pessoas pudessem entrar em contato com ideias do progresso e da razão. Para isso, ele buscou a adesão de intelectuais e membros da maçonaria e elaborou um esquema em que o iniciado no grupo passaria por um processo de adesão em três passos: no- viciado, minerval e minerval iluminado, também chamado de illuminatus minor. A cada etapa, as pessoas deveriam ter contato com ideias de auto- res como o escritor Gotthold Ephraim Lessing (1729-1781), o filósofo Johann Gottfried von Herder (1744-1803) e o poeta Christoph Martin Wieland (1733-1813).

Diferente das demais sociedades secretas, que utilizavam um sistema de aprendizado contínuo para revelar informações ocultas, o projeto de Weishaupt era mais ambicioso: ele faria que os interessados ampliassem seu conhecimen- to por meio de leituras acessíveis e, assim, se subvertessem à sua causa.

A finalidade era minar a autoridade da Igreja Católica. A sociedade de Weishaupt ficou conhecida como a Illuminati da Baviera, tendo em vis- ta que existiram outros grupos que também se chamavam de “ilumina- dos”, em latim.

Weishaupt utilizou toda uma nova nomenclatura para definir a hierarquia da Illuminati. Até mesmo rebatizou as cidades onde os membros de sua sociedade estavam ativos. Para isso, ele se inspirou em nomes das pólis gregas. Assim, Ingolstadt ficou conhecida com o codinome de Elêusis; Muni- que se tornou Atenas; Ravensberg virou Tebas, e assim por diante. Já os apelidos dos membros tinham origem na mitologia: o líder tornou-se conhecido como Spartacus e os outros membros assinavam com nomes clássicos como Tibério, Ájax e Agaton.

Porém, apesar de todo o trabalho de Weishaupt, até 1780 a Illuminati só contava com cerca de uma centena de membros. Foi nessa época que o ale- mão tentou ampliar o poder e influência do grupo, voltando-se para a loja maçônica em que havia sido iniciado por volta de 1777, em Munique, chamada Zur Behutsamkeit (“A Prudência”, em português). Weishaupt esperava que, com a aproximação entre a Illuminati e a maçonaria, ele pudesse usar a rede de contatos maçônica para difundir seus ideais.

MUDANÇA DE ORDEM

Placa em memória à illuminati, localizada na Universidade de ingolstadt
Um dos primeiros maçons que aderiram tam- bém à organização de Weishaupt foi o escritor Adolf Von Knigge (1752-1796), até então mem- bro da Estrita Observância. Um dos motivos que o levaram a se juntar à Illuminati foi o desejo de encontrar um grupo que permitisse realizar ex- periências alquímicas. Não demorou muito para que Adolf Von Knigge se tornasse um membro quase tão influente quanto o próprio Weishaupt, a quem ele acusava de ser exagerado em seu sen- timento anticlerical.

O envolvimento de Von Knigge com a Illuminati deixou a Estrita Observância, que era profundamente cristã, em estado de alerta. O que não adiantou muito, já que a Illuminati, codiri- gida por Weishaupt e Von Knigge, tirou proveito dessa competição de uma maneira mais agressiva. Como primeira provocação, Von Knigge criou três altos graus na hierarquia da Illuminati e deu a eles títulos originalmente maçônicos: franco- maçom, illuminatus major e illuminatus dirigens. Pouco depois é acrescentada uma segunda classe de altas posições: sacerdote, regente e magnus rex.

Essa hierarquia fez que a Illuminati conquis- tasse centenas de maçons que se mostravam insatisfeitos com a Estrita Observância. Não demorou muito para que a seita fundada por Weishaupt chegasse ao impressionante número de 3 mil membros e se tornasse influente não apenas na Ba- viera, mas também em regiões da Áustria e Hungria. Logo o processo de seleção para ingressar na sociedade tornou-se mais exigente e a Illuminati passou a aceitar apenas banqueiros, mercadores em franca ascensão financeira, militares de altas patentes e, por incrível que pareça, até mesmo alguns membros do clero que entram por causa da fachada maçônica que a ordem divulgava.

AS MARCAS DO DÓLAR

Para aqueles que acreditam que os membros da Illuminati sempre estiveram infiltrados no governo dos Estados Unidos, as provas estão nos símbolos da moeda norte-americana

Estariam os adeptos da illuminati infiltrados no governo dos estados Unidos desde a formação do país? apesar de essa ideia parecer mirabolante demais para a maioria das pessoas, há quem acredite nela, incluindo pesquisadores como paul H. Koch e Robert Goodman.

A teoria conspiratória foi divulgada no livro La conspiración de los Illuminati, do jornalista espanhol santiago camacho. segundo ele, para verificar a influência da illuminati no governo norte-americano, basta analisar a nota de 1 dólar. Vire-a e observe a figura da pirâmide, do lado esquerdo da nota, com um triângulo em seu ápice e um olho brilhante. esse é o famoso “olho que tudo vê”, um símbolo que os pesquisadores creem que seja originalmente da illuminati e que os maçons tenham se apropriado, já que representa o olho de deus. na visão dos “conspirólogos”, o olho significa uma mensagem da illuminati: “estamos em todos os lugares e vemos tudo o que acontece ao nosso redor”

A base da pirâmide é cega e feita de tijolos de tamanhos e formas iguais, que sim- bolizariam a população que a ordem quer controlar. abaixo da pirâmide, há a inscrição “novus ordo seclorum”, que significa “nova ordem dos séculos” e que os “conspirólogos” afirmam ser uma alusão à “nova ordem mundial”, o conceito de domínio mundial da illuminati.

A base da pirâmide é cega e feita de tijolos de tamanhos e formas iguais, que sim- bolizariam a população que a ordem quer controlar. abaixo da pirâmide, há a inscrição “novus ordo seclorum”, que significa “nova ordem dos séculos” e que os “cons- pirólogos” afirmam ser uma alusão à “nova ordem mundial”, o conceito de domínio mundial da illuminati.

Esse progresso todo acabou atraindo muitos inimigos importantes, como membros da realeza. Um deles foi Frederico Guilherme II (1744-1797), da Prússia, que já era um iniciado na Rosacruz.

Foi o apoio dele que demarcou o conflito entre as lojas maçônicas de Berlim, adquiridas pela Rosa- cruz, e a Illuminati, acusada de minar a religião cristã e fazer da sociedade um sistema político.

O pesquisador brasileiro A. Tenório de Albu- querque descreveu em sua obra Sociedades secretas o pensamento de Weishaupt: “Adam Weishaupt negava a legitimidade política e religiosa, jul- gando que o melhor meio para alcançar resul- tados a que se propunha era cercar os príncipes de pessoas idôneas, capazes de dirigi-los com os seus sábios conselhos, induzindo-os a confiar o exercício da autoridade em mãos de homens de provada pureza e retidão”.

O trecho do livro de Tenório de Albuquerque reflete a ideologia da Illuminati. Foi por causa dessa forma de agir e pensar que a sociedade ganhou a fama de tentar se envolver com os grandes líderes mundiais a fim de assumir o controle da situação e dominar o panorama social e político. No entanto, os membros da Illuminati nunca se identificavam como tais e agiam sorrateiramente

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CONHECENDO PERNAMBUCO

22 06 2009

O “Projeto Conhecendo Pernambuco”, coordenado pelo Prof. Luís Carlos Lins da Escola Monsenhor João Rodrigues de Carvalho e a Empresa de Viação Norte Sul, através do “Projeto Viagem Solidária”, empreenderam mais uma aula-passeio.

Desta vez o destino foi o Alto do Moura, localizado em Caruaru no agreste Pernambucano.

O Alto do Moura (Caruaru/PE) é considerado o maior Centro de Arte Figurativa das Américas ( segundo a UNESCO) e foi o ambiente de morada e de trabalho do Mestre Vitalino, que se vivo estivesse, estaria completando 100 anos.

Abaixo, algumas imagens ilustrativas da viagem, que foi considerada pelos alunos/as e professores presentes, um verdadeiro sucesso!
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 043
A viagem contou com o apoio muito agradável e competente do Motorista da Empresa Norte Sul, Zé Mário
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 041
Os estudantes do “2º A”, os Professores Luís Carlos, Elionais Alves, Akassi e Dayse Rufino, no ponto de partida da viagem
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 044
Posando para foto com muita ansiedade antes da partida
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 046
Professoras Akassi e e Dayse Rufino, em clima de festa
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 048
Portal de entrada do Alto do Moura em Caruaru, cidade considerada a Capital do Agreste Pernambucano
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 049
Casa onde morou o Mestre Vitalino, totalmente preservada e transformada em Museu
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 050
Busto em homenagem ao Mestre Vitalino, que além de artesão, era um exímio tocador de pífano
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 051
Os alunos/as da Escola Monsenhor fazem registro fotográfico do Museu Mestre Vitalino
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 053
Olaria onde trabalhava o Artista Mestre Vitalino
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 054
O senhor à esquerda de chapéu é o filho mais velho (74 anos) de Vitalino, Amaro Vitalino
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 056
Trabalho artesanal feito em barro (reprodução do trabalho de Vitalino)
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 060
O Alto do Moura é um grande pólo de arte feita em barro e que mobiliza muitas pessoas, herdeiras do Mestre Vitalino
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 057
Área interior do Museu Mestre Vitalino com recepção de Severino Vitalino, filho e herdeiro do Mestre e em plena atividade


Vitalino de barro e luz Caruaru
Com fotos de Helder Ferrer e instalação de um casario, exposição celebra o centenário do ceramista
André Dib
andredib.pe@diariosassociados.com.br – Do Diário de PE

No próximo 10 de julho, Mestre Vitalino completa cem anos de nascimento. Uma das comemorações já começou e

Fotógrafo optou por privilegiar detalhes das peças que pertencem ao Museu do Homem do Nordeste e à coleção particular do senador Jarbas Vasconcelos. Foto: Helder Ferrer/Divulgação
se chama 100 Olhares de Vitalino, exposição fotográfica em cartaz em Caruaru, terra natal do ceramista. Os realizadores montaram uma estrutura que privilegia a imagem fotográfica e vai além ao reproduzir o ambiente das antigas moradias à base de taipa. Todo o barro usado pela exposição foi retirado do Ipojuca, rio onde Vitalino brincava quando criança e, anos depois, retirava a matéria-prima que deu forma à sua arte. A exposição segue até 10 de julho, na antiga Estação Ferroviária de Caruaru, hoje conhecida como Galpão das Artes.

Como o nome sugere, 100 Olhares de Vitalino apresenta uma centena de fotos produzidas por Helder Ferrer, dispostas nas fachadas de um casario cenográfico, como fossem portas e janelas iluminadas por trás (backlight). A força dessas imagens, literalmente sustentadas pelo barro, é amplificada por uma “instalação” formada por lamparinas e cercas de ripa. Tudo contribui para provocar uma experiência sensorial-afetiva incomum, até mesmo para os visitantes acostumados com esse tipo de paisagem. “As pessoas da região se encantam, e beliscam o barro para ver se é de verdade”, diz a idealizadora Lina Rosa, da Aliança Comunicação e Cultura. Desde que foi inaugurada, a exposição promovida pela Prefeitura de Caruaru precisou refazer o acabamento algumas vezes.

Frente aos inúmeros registros existentes do trabalho de Vitalino, Hélder Ferrer optou por retratar não somente os bonecos internacionalmente famosos, mas o universo em que eles foram produzidos: fornos de queima de barro, bandas de pífano e outros artesãos na lida com o barro. Os bonecos fotografados são do acervo do Museu do Homem do Nordeste e da coleção particular do senador Jarbas Vasconcelos. “Em vez de retratar peças inteiras, busquei os detalhes. Levei as peças para o estúdio, onde usei luz ‘dura’ e alguns planos desfocados. Isso gerou sombras de expressão que me surpreenderam”, explica Ferrer.

Rosa ainda explica que, para chegar ao conceito final, foi necessário fazer um levantamento da trajetória pessoal e profissional do mestre. “Queria fazer algo que não fosse baseado somente nas fotos, mas no diálogo com a arte de Vitalino, ou seja, entre o tradicional e o contemporâneo”.

Por isso, além de trazer um texto sobre Vitalino assinado por Joaquim Cardozo, a exposição convidou o músico Ortinho (que também é de Caruaru) para compor uma trilha sonora baseada em sons de pífano e depoimentos de “herdeiros” do artista popular, como Manoel Eudócio, Luis Antonio da Silva, Zé Galego, Elias Francisco e os familiares Maria e Severino Vitalino.

Serviço

100 Olhares de Vitalino
Onde: Galpão das Artes – Antiga Estação
Ferroviária – Rua Frei Caneca, s/n, Centro, Caruaru
Quando: Hoje, 28 e 29/06 e 10/07, das 17h à 0h; nos demais dias, das 18h às 23h. Até 10 de julho
Quanto: Entrada franca





LUIZ GONZAGA

6 06 2009

Não tem jeito não!

É chegar a época das “Festas Joaninas (juninas)” que vem na lembrança o arrasta-pé, a fogueira ( que em tempos de aquecimento global, precisamos rever), as comidas gostosas de milho, brincadeiras diversas, os fogos de artifício e muita musicalidade.

O Nordeste brasileiro é berço de “Monstros Sagrados” de ontem e de hoje, porém o velho Gonzagão é inesquecível e singular.

Em homenagem ao leitor – Luiz Gonzaga já é mais do que venerado -,publicamos aqui, uma pequena história da vida do homem que melhor cantou a “alma” do povo nordestino e deixamos um link – no final do artigo – para que vocês escutem as melhores e insuperáveis canções do Rei do Baião.

luiz_gonzaga
Fonte: Fundação Joaquim Nabuco

Conhecido como o rei do baião, Luiz do Nascimento Gonzaga nasceu no dia 13 de dezembro de 1912, na fazenda Caiçara, município de Exu, localizado no sopé da Serra do Araripe, Pernambuco. Filho de Januário José dos Santos, sanfoneiro e consertador de instrumentos e Ana Batista de Jesus.
Passou toda a sua infância ao lado do pai, acompanhando-o desde os oito anos de idade aos bailes, onde o ajudava a tocar sanfona. Trabalhou também na roça, nas feiras e tomando conta de rebanhos de bode.

Em 1924, aos doze anos, comprou sua primeira sanfona, fole de oito baixos, da marca Veado e aos quinze já tinha adquirido prestígio na região como sanfoneiro.

Em 1930, por causa de uma paixão frustrada, desentendeu-se com a família e fugiu à pé até o Crato, no Ceará, alistando-se no Exército. Com a eclosão da Revolução de 30 viajou por todo o país com sua tropa. No Exército, ficou conhecido como o Corneteiro 122.

Quando recebeu baixa do serviço militar, em 1939, foi para o Rio de Janeiro, na época a capital da república e passou a cantar e se apresentar no Mangue, zona de prostituição da cidade, onde havia muitos cabarés e gafieiras.

Apresentou-se no programa de auditório de Ary Barroso, bastante popular na época, cantando música nordestina e conquistou a nota máxima, sendo depois contratado pela Rádio Nacional. Em 1941, gravou seu primeiro disco pela RCA.

Em 1945, nasceu o seu filho, Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha, e no mesmo ano ele inicia sua parceria com Humberto Teixeira.

Casou-se, em 1948, com a professora pernambucana Helena Cavalcanti que havia conhecido nos bastidores da Rádio Nacional.

Como Humberto Teixeira resolveu dedicar-se à carreira de deputado, Luiz Gonzaga encerrou sua parceria com ele, passando a compor com o médico pernambucano José de Souza Dantas, o Zédantas, seu outro grande parceiro. Com Humberto Teixeira, Zédantas e outros, compôs uma grande quantidade de baiões, toadas, xotes, polcas, mazurcas, valsas, deixando registrada na discografia brasileira mais de 600 músicas. Muitos desses discos podem ser encontrados no acervo da Coordenadoria de Fonoteca, do Centro de Documentação e Estudos da História Brasileira Rodrigo Mello Franco de Andrade, da Fundação Joaquim Nabuco.

Em 1980, cantou para o Papa João Paulo II, em Fortaleza, quando da sua visita ao Brasil. Nessa ocasião, retirou da cabeça o seu chapéu de cangaceiro, que se tornara sua marca registrada e colocou-o, respeitosamente, na cabeça do Papa que o abençoou e disse Obrigado, cantador!

Luiz Gonzaga tornou-se um símbolo cultural brasileiro: subiu em palanques de presidentes da República, animou jantares de reis e chegou, inclusive, a se apresentar no Olimpia de Paris, em 1986.

Morreu no dia 2 de agosto de 1989, às 15h15, no Hospital Santa Joana, no Recife, onde estava internado há 42 dias. Seu corpo foi velado na Assembléia Legislativa de Pernambuco e enterrado na capela do Parque Asa Branca, em Exu, sua cidade natal.

Entre suas composições mais conhecidas estão:

Asa Branca, Juazeiro, Assum preto, Cintura fina, A volta da asa branca, Boiadeiro, Paraíba, Respeita Januário, Olha pro céu, São João do carneirinho, São João na roça, O xote das meninas, ABC do sertão, Riacho do Navio, O cheiro da Carolina, Derramaro o gai, A feira de Caruaru, Dezessete e setecentos, A morte do vaqueiro, Ovo de codorna, Forró nº 1.

Quando ôiei a terra ardendo
Quá fogueira de São João
Eu perguntei, ai, pra Deus do céu, ai
Pruquê tamanha judiação

Qui braseiro, qui fornáia
Nem um pé de plantação
Pru falta d´água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a Asa Branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe muitas légua
Numa tristea solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortá pro meu sertão

Quando o verde dos teus óio
Se apoiá na prantação
Eu te asseguro, num chore não, viu?
Que eu vortarei, viu, meu coração!

Asa Branca, toada de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1947

Fontes consultadas:
CÂMARA, Renato Phaelante da. Luiz Gonzaga e o cantar nordestino: memória. Recife: UFRPE, [199-]
FERRETTI, Mundicarmo Maria Rocha. Baião dos dois: Zédantas e Luiz Gonzaga. Recife: FJN, Ed. Massangana, 1988.
A VIDA e os 60 maiores sucessos do rei do baião Luiz Gonzaga. Recife: Coqueiro, [199-].

ESCUTE MÚSICAS DE LUIZ GONZAGA AQUI.





SITE INDÍGENA PARA CRIANÇAS

5 06 2009

ISA lança site de povos indígenas para o público infanto-juvenil
[03/06/2009 16:59]

Destinado à pesquisa escolar, o novo site Povos Indígenas no Brasil (PIB) Mirim mostra a diversidade cultural desse povos de forma didática e em linguagem acessível. Uma das formas encontradas pela equipe do ISA para despertar o interesse das crianças foi a criação da Aldeia Virtual – jogo online com referências reais sobre diferentes etnias com o qual eles podem interagir e se sentir parte daquele ambiente.

Ilustração do jogo Aldeia Virtual criado especialmente para as crianças

indios
O site PIB Mirim entra no ar com conteúdo preparado especialmente para as crianças sobre as culturas dos povos indígenas no Brasil. Por meio de material destinado à pesquisa escolar, no qual temas centrais se desdobram em uma série de questões organizadas pela equipe do Instituto Socioambiental (ISA), e do espaço Aldeia Virtual – jogo online situado em uma aldeia circular no Cerrado brasileiro – pretende-se apresentar a diversidade de povos, romper com a idéia do “índio genérico” e despertar o interesse e o respeito das crianças às culturas indígenas existentes no Brasil. Tudo isso escrito em linguagem acessível para o público infanto-juvenil.

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PESQUISADORES INDÍGENAS SE REÚNEM NA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA. LEIA MAIS…

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PEQUENA HISTÓRIA DAS FESTAS JUNINAS

2 06 2009

festas
Nasceram com a fogueira, as celebrações da colheita. Portugueses juntaram-se a índios e africanos, e as festas viraram coisa nossa, as festas “joaninas”.

Texto: Ronaldo Evangelista
Produção e Fotos: Laura Huzak Andreato

Das comemorações brasileiras, as festas juninas estão entre as mais antigas e mais recheadas de histórias. Em nosso País, figuram ao lado do Natal e do Carnaval em popularidade. Ressaltemos seu caráter tão festivo, a animação e a quantidade de costumes e rituais. Fogueiras, bandeiras, danças, fogos de artifício, comidas, quermesses, pau-de-sebo, correio elegante, casamento caipira, balões, quentão, mil superstições.

De onde vêm tantas tradições? Por que dançamos quadrilha? Por que passamos a noite ao redor do fogo? Como tudo na história de nosso País, as festas juninas misturam rituais que se perdem nos confins da história, assimilados e adaptados ao jeito brasileiro.

Cai, cai, balão!
Você não deve subir
Quem sobe muito
Cai depressa sem sentir.
Cai, Cai, Balão (Assis Valente, 1956).

“Essas canções são diabólicas!”

O folclorista Gustavo Barroso (1888-1959), em O Sertão e o Mundo, escreve que a comemoração a que tradicionalmente chamamos festa de São João não é brasileira e muito menos católica. Ela é tudo o que há de mais profundamente humano e de mais visceralmente pagão. Velha como o mundo, se tem transformado ao sabor de cada meio e ao gosto de cada povo.

As milenares festas remontam a tempos bem anteriores à rememoração católica dos santos a cada dia de cada mês. Fontes apontam como provável origem dos festejos a celebração dos solstícios de verão, na França, em meados do século 12.

Gustavo Barroso, no livro citado, defende que devemos levar em consideração também as mais antigas festas em louvor de Agni, deus hindu do fogo (segundo o dicionário Houaiss, Agni é o fenômeno e a divindade do fogo, na mitologia védica).

A festa de São João é a festa de Agni, do fogo, a festa que comemora o solstício do verão, escreve Barroso. Lembra que, no século 7, antes de a Igreja popularizar o lado cristão das comemorações juninas, Santo Elói, em plena Idade Média, condenava aquelas festas “pagãs”:

“Não vos reunais”, dizia ele, numa encíclica aos diocesanos, na época dos solstícios. “Nenhum de vós deve dançar, ou pular em torno do fogo, nenhum de vós deve cantar no dia de São João. Porque essas canções são diabólicas!”

No Brasil, trazidas pelos portugueses com seus costumes europeus, as festas ganham ares de regozijo igualmente pelo período das colheitas, início do ano agrícola. O solstício de verão deles se torna o nosso solstício de inverno. A isso, somam-se aos poucos o sentido religioso introduzido pelo cristianismo, os costumes dos indígenas e os dos escravos africanos.

Assim, as festas juninas constituem produto único e nacionalíssimo, resultado de toda essa mistura de influências.

Capelinha de melão
É de São João
É de cravo, é de rosa
É de manjericão
São João está dormindo
Não me ouve, não
Acordai, acordai
Acordai, João.
Capelinha de Melão (domínio público).

Um mês (ou mais) de festa para três santos

Dizemos “as festas”, no plural. Concentram-se em três dias dedicados a santos cristãos: Antônio (13), João (24), o mais festejado -o povo até diz “festas joaninas”-, e Pedro (29). Mas em certas regiões a festa vara o mês e entra pelo começo de julho.

Antônio

Casamenteiro e encontrador de coisas perdidas

Santo Antônio é conhecido principalmente pela fama de casamenteiro. Na véspera do dia 13, instituiu-se entre nós o Dia dos Namorados, o que reforça a simbolização do santo como cupido. São comuns as simpatias feitas por fiéis em busca de um amor.

Também se atribui a Santo Antônio a fama de encontrador de coisas perdidas – tarefa que divide com São Longuinho. Mas, enquanto Longuinho ganha três pulinhos, Antônio sofre: sua imagem fica de cabeça para baixo até atender ao pedido.
Santo da fartura. Todo 13 de junho, fiéis vão à igreja receber o pãozinho de Santo Antônio. Dispõem o pão bento e sagrado junto das comidas para não faltar nada em casa.

Chamado às vezes de Antônio de Lisboa ou Antônio de Pádua, nasceu em Lisboa, em 1195, e morreu em Pádua, Itália, aos 35 anos. Português, o culto foi introduzido com força pela colonização.

Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse matrimônio
São João disse que não
São João disse que não
Isso é lá com Santo Antônio.
Isso É Lá com Santo Antônio (Lamartine Babo, 1934).

João

Fogueira anuncia o nascimento do primo de Cristo

João Batista, historicamente, é um dos santos mais próximos de Cristo – inclusive parente de sangue: sua mãe, Isabel, era prima de Maria, a Nossa Senhora, e estavam grávidas ao mesmo tempo.

Em Didática do Folclore, Corina Maria Peixoto Ruiz conta a história, segundo a qual Isabel visita Maria e conta que também daria à luz em breve. As duas combinam: Isabel, assim que seu filho chegasse ao mundo, acenderia fogueira bem grande para que Maria ficasse sabendo e fosse visitar o recém-nascido.

João pregava, como Cristo, e sempre reconheceu o primo como o Messias, divulgava Sua vinda. Adultos, João batizou humildemente Jesus no Rio Jordão. Daí ter no nome o Batista (do grego, através do latim, “aquele que batiza”).

Foi numa noite igual a esta
Que tu me deste teu coração
O céu estava assim em festa
Pois era noite de São João
Havia balões no ar
Xote e baião no salão
E no terreiro o seu olhar
que incendiou meu coração.
Olha pro Céu (Luiz Gonzaga e José Fernandes, 1951).

Pedro

“Farei de ti um pescador de homens.”

Pedro, o pescador, tem especial importância para a religião cristã: um dos fundadores da Igreja Católica, é considerado o primeiro papa. Foi um dos 12 apóstolos escolhidos pessoalmente pelo Cristo para criar sua Igreja:
“Segue-Me e farei de ti um pescador de homens”, é a famosa frase do Filho de Deus.

A presença de São Pedro é repetidamente afirmada ao longo do Livro Sagrado. Segundo a história, morreu também crucificado. Mas pediu para que o pusessem de ponta-cabeça: declarou-se indigno de morrer da mesma maneira que Jesus Cristo.

Vibram nossas almas

Gustavo Barroso escreve: No nosso interior, essa comemoração assume aspectos maiores e muito mais interessantes. Ela recorda todo o nosso passado de costumes singelos e profundamente nacionais. Nela vibram todas as almas rudes dos nossos matutos.

Foram muitos os costumes que viraram coisas novas, coisas nossas. Como fazemos com tudo que nos aparece, pegamos as tradições e os rituais e os recheamos de novos sentidos, relevantes à nossa
realidade. Talvez os dois principais e mais conhecidos ritos das festas juninas sejam a fogueira de São João e a dança da quadrilha.

O balão vai subindo
Vem caindo a garoa
O céu é tão lindo
E a noite é tão boa
São João! São João!
Acende a fogueira
No meu coração
Sonho de Papel (Alberto Ribeiro e João de Barro, 1935).

Com a filha de João
Antônio ia se casar
Mas Pedro fugiu com a noiva
Na hora de ir pro altar.
Pedro, Antônio e João (Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago, 1939).

Saruê! Anavã! Anarriê!

No Dicionário de Folclore, de Mário Souto Maior e Rúbia Lóssio, lemos que a quadrilha é dança palaciana francesa do século XIX que se popularizou no Brasil depois que os mestres da orquestra Millet e Cavalier trouxeram-na para o Rio de Janeiro, onde causaram muito sucesso.

E Maria Amália Corrêa Giffoni, em Danças Folclóricas e Suas Aplicações Educativas, diz que a quadrilha surgiu em Paris, no século XVIII e é derivada da contredanse française, que por sua vez é uma adaptação da country danse, inglesa, introduzida na França. No Brasil, acrescenta, esta dança ultrapassou os salões e a sua difusão foi tamanha que deu origem a outras danças no mesmo estilo, como a quadrilha caipira. Quanto à sua música, os compositores brasileiros deram-lhe colorido nacional.

As quadrilhas francesas se abrasileiraram. Os comandos do animador do baile ganharam muito charme. Soirée (reunião social noturna, ordem para todos se juntarem no centro do salão) virou “saruê”; en arrière (para trás) virou “anarriê”; en avant (para frente) virou “anavã”.

Cerimônia ancestral: atear fogo à lenha

Há muitas explicações para a indispensável fogueira. Dançar em torno do fogo é ritual antiqüíssimo, quem sabe tão antigo quanto a própria descoberta do fogo. A fogueira atual é uma soma de várias histórias e já ganhou um sentido só seu, adaptado aos nossos rituais. Comemoração da chegada do solstício, do ano agrícola, do nascimento de São João, revivificação, tudo já faz parte do folclore brasileiro.

O historiador e pesquisador Alceu Maynard Araújo (1913-1974), no livro Folclore Nacional, conta que a fogueira é em geral acesa logo que o Sol se põe. Sempre antes da meia-noite. Em geral quem acende é o dono da festa, ou melhor, o dono da casa. Nos lugares onde há abundância de lenha é costume fazê-la a mais alta possível, pois tal dará prestígio a quem a armou.

(© Almanaque Brasil de Cultura Popular)

AS FESTA JUNINAS NASCERAM NO ANTIGO EGITO (SAIBA MAIS CLICANDO AQUI)

FONTE: NORDESTE WEB

PARA QUEM QUISER CONHECER CARUARU, A CAPITAL DE FORRÓ E DO AGRESTE PERNAMBUCANO, CLIQUE AQUI.

ARTISTAS DE CARUARU. LEIA MAIS…





ESTAMOS TODOS DE PARABÉNS!

1 06 2009

Mês a Mês acompanhamos o desenvolver do Mania de História, os assuntos mais lidos, os comentários com críticas e sugestões dos leitores, e claro, a quantidade de visitas que recebemos.

E é com muita satisfação que detectamos uma crescente em números de acessos por parte daqueles que utilizam a internet como fonte de pesquisa e informação histórica.

De dezembro de 2008 ao mês de maio deste ano, foram mais de 54 mil acessos, num espaço que não tem propaganda, não visa o lucro de nenhuma forma e que se presta única e exclusivamente à (in) formação.

Estamos todos de parabéns! Nós que fazemos o Mania de História e você, que tem este espaço virtual para seu enriquecimento cultural.

Abraços,
- Equipe Mania de História -





TEMPO PRESENTE: INJUSTIÇA CONTRA OS ÍNDIOS XUKURU DO ORORUBÁ

30 05 2009

marcos
Parece hilário, para não dizer trágico! Após a colonização portuguesa -macomunada com a Santa Igreja Católica Apostólica Romana -, ter dizimado (mediante armas brancas, de fogo e biológicas), milhares de índios em terras brasileiras, o poder econômico e a truculência continuam tentando dar às cartas pelas bandas do sertão -onde resistem bravamente os Xukurus de Ororubá. Incriminando as vítimas da luta perversa pelo DIREITO SAGRADO A TERRA E A CULTURA e contra a negação da identidade dos povos autóctones. Mas apesar da violência que se arrasta desde tempos remotos, a articulação e o poder de mobilização dão o tom neste momento em que querem punir com a prisão o cacique Marcos, filho do saudoso cacique Xicão.
Cartas, Manifestos, Religiosos, Intelectuais, Personalidades de vários recantos deste imenso Brasil, têm prestado apoio não só à causa do Cacique Marcos, mas acima de tudo, à causa dos povos primeiros de nossa terra.
Abaixo, reproduzimos várias dessas manifestações que nos foram enviadas pelo Professor e Pesquisador da UFPE, Edson Hely Silva e o Mania de História se soma a essa corrente de luta por justiça ao Cacique Marcos e os Xukurus.

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO POVO XUKURU DO ORORUBÁ

Nós Pesquisadores, Professores e Estudantes do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/FIOCRUZ, da Universidade de Pernambuco, da Universidade Federal Rural de Pernambuco e da Universidade Federal de Pernambuco, que trabalhamos com a temática da Saúde e Ambiente na Etnia Indígena Xukuru do Ororubá:

Conhecemos os processos históricos de esbulhos, perseguições, violências, assassinatos e prisões de lideranças do povo Xukuru que se organiza, se mobiliza e se articula para reivindicar e garantir seu território e seus direitos;
Sabemos que apesar da demarcação de considerável parte do território tradicional Xukuru, continuam as perseguições àquele povo;
E, em razão dos 43 indígenas processados, dos 31 condenados, dois presos e da recente condenação judicial de seis xukurus, incluindo o Cacique Marcos, expressamos a nossa grande indignação pelas contínuas ingerências externas de grupos e forças econômicas e políticas que objetivam a desmoralização do povo Xukuru e de suas lideranças, provocando conflitos e procurando impedir o pleno desenvolvimento desse povo.
Identificamos a criminalização como um problema de saúde pública que acarreta, além das repercussões psicológicas e psicossomáticas das lideranças, de seus familiares e de outros membros da etnia, o grande aumento de medicalização de antidepressivos constatado inclusive pelas autoridades sanitárias.

Vimos manifestar publicamente a nossa solidariedade ao povo Xukuru do Ororubá, diante do contínuo processo de criminalização de suas lideranças.

Esperamos que as decisões judiciais levem sempre em conta o amplo e livre direito de defesa, os processos históricos, os contextos políticos e as atuais situações vivenciadas pelo povo Xukuru.

Por fim, reafirmamos o nosso propósito de continuar colaborando com o povo Xukuru para conquista, garantia e consolidação de seus direitos junto à comunidade científica, os poderes públicos e a sociedade em geral, que devem ter em consideração as formas socioculturais próprias Xukuru.

Recife, 28 de maio de 2009

André Monteiro Costa

Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/FIOCRUZ – Pesquisador Doutor e Chefe do Departamento de Saúde Coletiva

Idê Gomes Dantas Gurgel

Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/FIOCRUZ – Pesquisadora Doutora
Paullete Cavalcanti de Albuquerque

Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/FIOCRUZ e Universidade de Pernambuco – Pesquisadora e Professora Doutora

Edson Hely Silva

Colégio de Aplicação e Centro de Educação/UFPE – Professor Doutor
Rafael da Silveira Moreira

Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/FIOCRUZ – Pesquisador Mestre

Tatiane Fernandes Portal de Lima

Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/FIOCRUZ – Colaboradora/Assistente de pesquisa Mestre
Ederline Suelly Vanini Brito

Universidade de Pernambuco – Enfermeira, colaboradora/Assistente de pesquisa
Ana Lucia Martins de Azevedo

Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/FIOCRUZ – Doutoranda

Ludimila Raupp de Almeida

Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/FIOCRUZ – Bióloga, colaboradora/Assistente de pesquisa
Angélica Sá

Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/FIOCRUZ – Odontóloga, residente em Saúde Coletiva
Ana Catarina Veras Leite

Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/FIOCRUZ – Mestranda

Juliana Siebra

Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/FIOCRUZ – Residente em Saúde Coletiva
Marcondes Pacheco

Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/FIOCRUZ – Sociólogo, colaborador/Assistente de pesquisa
Simone Brito

Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/FIOCRUZ – Psicóloga, colaboradora/Assistente de pesquisa

Carlos Fernando dos Santos Júnior

Universidade Federal de Pernambuco – Bacharelando em História
Alyne Isabelle Ferreira Nunes

Universidade de Pernambuco – Licencianda em História

Luiz Paulo Pontes Ferraz

Universidade Federal de Pernambuco – Licenciando em História

Bruna Fernandes Teixeira Cavalcanti

Universidade Federal de Pernambuco – Licencianda em História

Júlia Ribeiro da Cruz Gouveia

Universidade Federal de Pernambuco – Licencianda em História

Edmundo Cunha Monte Bezerra

Universidade Federal Rural de Pernambuco – Licenciado em História
Denise Batista de Lira

Universidade Federal Rural de Pernambuco – Licenciada em História

DECLARAÇÃO DO BISPO DE PESQUEIRA

APÓS A CONDENAÇÃO DO CACIQUE MARCOS LUIDSON, LÍDER DO POVO XUKURU

Lamento muito a condenação do cacique Marcos Luidson, líder do povo Xukuru, assim como a prisão “preventiva” de Rinaldo Feitosa Vieira e a criminalização de várias lideranças do povo Xukuru.

Por exercermos a cidadania, respeitamos as decisões da justiça e a autoridade dos delegados e das polícias. A pergunta que surge, após esta afirmação de respeito, é se a justiça é exercida de forma isenta e imparcial e se as ações policiais são realizadas de forma respeitosa dos direitos humanos fundamentais, também a respeito das minorias, entre as quais incluímos os indígenas.

Não é um chavão repetir a afirmação que sempre são presos, punidos e condenados os mais pobres e os mais indefesos: é uma realidade! Como é possível condenar sumariamente uma liderança sem antes ter ouvido as testemunhas, cerceando assim o direito de defesa? Como é possível prender antecipadamente um acusado sem provas, só com o “pretexto” de que se trata de uma pessoa “perigosa”? Já declarei por escrito e reafirmo que o Rinaldo é uma das pessoas mais pacíficas que tenha conhecido e de boa família. Desde o direito romano vale o princípio que uma pessoa é considerada inocente de qualquer crime até que seja provado o contrário! Trata-se de um princípio universal, aceito em todos os códigos e em todas as culturas.

Temos a impressão que a justiça no nosso país seja um poder dentro do poder, exercido em certos casos arbitrariamente e sem nenhum controle social! Ainda numa sociedade que se proclama democrática, como a nossa, a violência policial e o desrespeito dos direitos humanos acontecem à luz do sol, deixando-nos pasmos e impotentes! Só a imprensa, às vezes denuncia de forma eclatante alguns desses abusos, e normalmente, passado o impacto da notícia, depois de uma semana a própria denúncia cai no esquecimento!

Costumo dizer, até brincando, que também os índios, como os brancos, não são isentos do “pecado original”! Se houve crimes, seja de índios como de brancos, seja de pobres como de ricos que sejam averiguados e punidos, atendendo a todas as formalidades da lei que garante para todos, brancos e índios, liberdade, defesa e apresentação de provas!

Criminalizar uma nação indígena significa minar a sua auto estima, exercer a tentativa da divisão interna de um povo e, portanto, enfraquecer a sua luta diminuindo a sua resistência diante da cultura dominante.

Há quase seis anos conheço cada dia mais profundamente o povo Xukuru. Preparamos um padre e um diácono, através de cursos especializados no conhecimento da cultura indígena a fim de atender pastoralmente e de forma inculturada esta nação indígena e sempre mais estou convicto de que a alma deste povo é pacífica, orgulhosa de resgatar a sua cultura, altaneira na defesa de seus direitos.

Por isso cheguei à conclusão que a criminalização sistemática de suas lideranças não passa de uma armação de elites incomodadas com a sua organização ou até de autoridades que, tendo encontrado limites no exercício arbitrário de seu poder, estão retribuindo desta forma, que considero desumana, injusta e prevaricatória, às atitudes que o povo Xukuru tomou, na defesa de seus direitos e de suas prerrogativas.

Faço votos que as autoridades competentes tomem as providências cabíveis e que a justiça seja exercida de acordo com os cânones do direito, isenta de todo tipo de interesses a fim de estabelecer um clima de paz e de concórdia entre a sociedade civil de Pesqueira e a nobre nação Xukuru.

Pesqueira, 28 de maio de 2009

+ Dom Francisco Biasin

Bispo de Pesqueira

Peço a vocês do CIMI que façam chegar a nossa mensagem até o Marquinho.

Pedro Casaldáliga

——————————————————————————–

Querido povo Xukuru, povo do patriarca Xikão, mártir dos direitos do
seu povo; e do meu afilhado Marcos, o Marquinho, tão admirado.

Me associo ao testemunho de milhares do Brasil e do exterior, que
respaldam vossa luta pelos direitos fundamentais de terra, cultura,
justiça e paz. Denunciamos os fraudes, a corrupção comprada e a
insensibilidade de certas autoridades estaduais e federais.

Com vocês e com esses milhares de irmãos e irmãs solidários, louvamos
de coração a declaração tão certeira do Bispo de Pesqueira, Dom
Francisco e renovamos nosso compromisso de vivenciar a causa indígena,
e concretamente a causa Xukuru, em uma solidariedade fraterna.

O sangue dos nossos mártires e o testemunho dos nossos patriarcas e
matriarcas nos batizam de coragem e de esperança.

Recebam um forte abraço de comunhão e um beijo no coração de cada um e
na terra Xukuru mesmo.

Pedro Casaldáliga

LIBERDADE PARA O POVO XUKURU!

Como professores e alunos da Universidade Federal da Paraíba, vimos de público manifestar nossa solidariedade ao Povo Xukuru do Ororubá, em Pesqueira – PE, que vem sofrendo seguidos ataques e violações dos seus direitos sociais, por parte da ganância do latifúndio e da insensibilidade da Justiça, que tem penalizado seguidamente diversas lideranças e outros membros do Povo Xukuru.

Até o presente, tem-se conhecimento de 43 Indígenas processados, 31 condenados, dois presos, ao que se soma a recente condenação de mais seis, inclusive o Cacique Marcos Kukuru, sempre com o aval e a ingerência de poderosas forças econômicas e políticas da região, como numa orquestrada do processo de criminalização dos movimentos sociais e da pobreza, em curso no País.

Reivindicamos que a Justiça cumpra seu papel, inclusive assegurando ampla defesa aos acusados, o que nem sempre tem ocorrido.

João Pessoa, 30 de maio de 2009

Alder Júlio Ferreira Calado

Marcos Antônio Freitas de Araújo

Eízia de Assis Romeu

Thayse Carla Barbosa Ribeiro

Ana Maria Fernandes da Silva

Glaucineth C. de Albuquerque Lima

Cristiane Cavalcanti Freire

Elismar Maria Nunes de Sousa

Márcio de F. Lucena Lira

Almira Almeida C.

Jussara F. de Sousa

Fernanda Wachesi

Juliana Carneiro do Nascimento

Enyjeanny Machado

Surya A. de Barros

Marcelo Xavier de Oliveira

João Paulo da Silva

Amanda M. Vaz de Lima

Waldomiro Cavalcanti da Silva

Alexandre Gadelha Reis

Edvaldo Carvalho

Rejane G. Carvalho

Edilane A. Heleno

Rubens Elias da Silva

Rolando Lazarte

Flávio Nascimento

Gabriela de Souza Arruda

Henry Tavares de Araújo

Wanessa Belarmino de Morais

Giulia Carolina de Melo

Francisco Xavier Pereira da Costa

Yure Silva Lima

Mara Edilara B. de Oliveira

Shousne Itoinhora Freire Nunes

Paula A. Coelho

Márcio Marciano

Jacqueline Alves Carolino

Ariana N. R. Oliveira

Adathiane Farias de Andrade

Emanuel Luiz Pereira da Silva

Josefa Adelaide Clementino Leite

Ângela Maria Pereira

Custodia Brito de Araujo

Felipe Baunilha T. de Lima

Paulo Jorge Barreira Leal

Maria de Fátima Pereira Alberto

Coralina Morais

Jailton dos Santos Silva

Cleonice Lopes

José Inaldo Chaves Jr

Jonathan Elias Teixeira Lucena

Nilza Maria Fernandes Barreto

Raissa Vale Miranda Cavalcante

Kelly Samara do N. Silva

Francisco Ramos de Brito

Anselmo de Oliveira Nunes

Edgard Afonso Malagodi

Maria Patrícia ? Pereira

Tâmara Ramalho de Sousa

Gabriel Pereira de Sousa

Tamires R. Sousa

Melissa R. G. Sousa

Laís Azeredo Alves

Eymaral Mourão Vasconcelos

Bruno Pontes da Costa

Ana Elvira S.S. Raposo

Isabelle Maria Mendes de Araújo

Thiago F. de Castro

Maria Socorro Silva Miranda

Maria Rosangela da Silva

Abrahão Costa Andrade

Ivana Silva Bastos

Nathália Aquino de Carvalho

Arturo Gouveia de Araújo

Maria de Lourdes S. Leite

Marilene Inácio Pereira

Fernanda Gomes Mattos

André Berquó

Fellipe Souza

Artur Cavalcanti

Núbia Roberta A. da Costa

Francisca Rodrigues

Josimery Amaro de Melo

Kallyne Lígia Dantas e Dantas

Rebeca Medeiros da S. Santos

Lívia Lima Pinheiro

Lucas Trindade da Silva

Artur Barbosa L. Maia

Serge Katembera

Romero Antonio de M. Leite

Lucicléa Teixeira Lins

Maria Costa

Jorge Mário Fernandes

Marlene Eduardo dos Santos

Solange P. Góes Silva

Camila Maria Gomes Pinheiro

Mayk Andrade do Nascimento

Emilia de Rodat F. Moreira

Janilson Nóbrega

Araújo Nascimento

Janaína Brasileiro Formiga

Maria do Socorro Xavier Batista

/Luiz Gonzaga Gonçalves

Ernandes de Queiroz Pereira

Maria da Conceição Miranda Campelo

Romero Venâncio Júnior

Germana Alves Menezes

Maria do Socorro Xavier Batista

Luiz Gonzaga Gonçalves

Ernandes de Queiroz Pereira

Maria da Conceição Miranda Campelo

Romero Venâncio Júnior

Germana Alves Menezes

Senhores e Senhoras,

Eu sou Domilto Inaruri Karajá, estudante de direito na Universidade Federal do Tocantins, licenciado em Ciencias Matematicas pela Universidade do Estado do Mato Grosso, atualmente, eu estou fazendo o curso de especializaçao em Povos Indígenas, Direitos Humanos e Cooperaçao Internacional na Universidade Carlos III de Madrid em Espanha, sou membro da Uniao dos Estudantes Indígenas do Tocantins, Membro do Iny Mahadu Coordenaçao (Organizaçao Karaja), Instituto Teribre (organizaçao na aldeia Teribre).

O que acontecendo com os povos indígenas no Brasil, o fato é preocupante, qual pela estou se preparando melhor com intuito de enfrentar nos tribunais, estamos na era de enfrentamento ou de luta pelo qual os indigenas estao nao preparados. Pelos quais os jovens indigenas estao se aventurando em buscando dos conhecimentos juridicos e de outras areas que atendem necessidades dos povos.Entendo que a educaçao a melhor forma de preparar os jovens para enfrentarem novos desafios nas atualidades…

Os povos indigenas tem garantia constitucional no artigo 231 e que preveleça a favor, que nao acontecer de outra forma de colonizaçao, se refere as instituiçoes ou a administaçao de justiça no Brasil esta sendo usado pelos descedentes dos colonizadores ou matadores indígenas ,porque as instituiçoes foram os produtos de politica colonial. Espero que se aplicar a justiça historica, devolvendo a terra aos povos indígenas dessas terras e assim manter a dignidade humana como necessidade basica e o Estado garante a Paz para esse povo dando o direito a terra ja permanencia há muitos seculos antes da chegando dos colonizadores que mataram os indígenas aos defenderem as suas terras, esse tempo ja estrategia da resistencia dos povos indígenas.

E mantenha seguridade juridica e valores dos povos indigenas nos seus habit natural, e organizaçoes indigenas vem lutando intensamente na proteçao dos direitos indigenas, podemos considera isso descolonizaçao, democratizando o acesso a universidade federais e estaduais e desmercantizaçao, devemos buscar a emancipaçao, autonomia, democracia e a justiça social…

E que se aplique a justiça historica, chegar de matança dos lideranças indigenas…

Bom, eu vou elaborar carta de apoio junto colegas indigenas do Chile, Peru, Venezuela, Equador, Panama, Guatemala, Honduras,Colombia e Bolivia. Peço as informaçoes endereço eletronico para distribuir o apoio a esse Povo Indigena.

Saudaçoes Indígenas

Bill Karaja

PARA SABER MAIS SOBRE OS XUKURU DE ORORUBÁ, CLIQUE AQUI, E LEIA EXCELENTE ARTIGO DO PROF. EDSON HELY SILVA.





MAIO NA HISTÓRIA

23 05 2009

invasao_holandesa
TEM HOLANDÊS NA BAHIA

“Não se ouviam por entre as matas senão os gemidos lastimosos das mulheres que iam fugindo; as crianças choravam pelas mães, e elas pelos maridos, e todos, segundo a fortuna de cada um, lamentavam sua sorte miserável” – Padre Antonio Vieira
O breve relato do ainda noviço, Pe Vieira, nos dá uma noção do impacto causado pela invasão holandesa na cidade de Salvador, em 2 de maio de 1624, que chegaram com 26 navios, comandados pelo almirante Jacob Willekens.
Para saber mais sobre os reais interesses que cercaram a invasão e a posterior presença holandesa no Nordeste do Brasil, clique aqui.

guerra

GUERRA CONTRA O PARAGUAI

No dia 1º de maio de 1865, reunidos em Buenos Aires, os representantes da Argentina, Brasil e Uruguai, assinam o Tratado da Tríplice Aliança, com o intuito de combater e derrotar o Presidente Paraguaio Solano López.

Saiba mais sobre este episódio, os interesses envolvidos, e que marca até os dias de hoje as relações entre Brasil e Paraguai. Clique aqui.

SÍMON BÓLIVAR, O LIBERTADOR (CLIQUE AQUI)





O PASSADO NO PRESENTE, O PRESENTE NO FUTURO.

20 05 2009

dedo de deus
Muitas pessoas já devem ter refletido sobre como projeções do passado tornaram-se realidade. O que era apenas ficção, ganhou concretude, ficou presente em nossas vidas.
Sobre este tema, o programa Espaço Aberto da Globo News, fez um documentário muito esclarecedor, que abre nossas perspectivas inclusive, em relação a um futuro cada vez mais acelerado e próximo. Um professor de hipermídia da Universidade de Westminster e o cientista-chefe da IBM no Brasil avaliam as ideias que pareciam ser ficção científica no passado e que hoje convivemos com elas em nosso dia-a-dia.

Clique aqui e assista o vídeo. Imperdível!

HISTÓRIA DA TECNOLOGIA. CLIQUE AQUI.





RECONHECIMENTO

20 05 2009

Vez por outra alguns de nossos visitantes deixam comentários e críticas que são todas levadas em muita consideração. Tanto as elogiosas, quanto as que sugerem mudanças e fazem críticas mais severas.
Porém, não poderíamos deixar de publicar esta opinião (reproduzia logo abaixo), que pela área de atuação de quem escreveu – uma agência de publicidade de uma grande editora – tem obviamente um peso e ressonância muito grande.
Nós, que fazemos o Mania de História, agradecemos, e nos cobrimos de uma responsabilidade ainda maior.

Luís Carlos Lins
– Editor -

Olá, tudo bem? Sou a Cecília e trabalho na Edelman, que é a agência de comunicação da Jorge Zahar Editor. Excelente blog, com bastante informação relevante. Muitos dos temas dos posts têm sincronia com a linha editorial da Zahar. No livro “Escravidão e abolição no Brasil”, os autores fazem uma revisão completa sobre diversas obras publicadas sobre o assunto. Pode ser de interesse – http://www.zahar.com.br/catalogo_detalhe.asp?id=0138&ORDEM=A
Abraços!





ENEM – FIQUE POR DENTRO

17 05 2009

enem2009

FIQUE POR DENTRO DO ENEM 2009. CLIQUE AQUI.





DIA INTERNACIONAL DO MUSEU – 18 DE MAIO

16 05 2009

museu do homem
O propósito principal de um museu é de salvaguardar e preservar o patrimônio como um todo. Os museus realizam estudos científicos necessários à compreensão e o estabelecimento do significado e da posse desse patrimônio. Neste sentido, os museus colaboram para gerar uma ética global baseada na prática da conservação, proteção e difusão dos valores do patrimônio cultural. A missão educacional de um museu, seja ele de qualquer natureza, é tão importante quanto sua missão científica. Os museus também são locais onde as relações entre cultura e natureza são mostradas: há um número crescente de museus enfocando seus interesses nas ciências, na natureza e na tecnologia.
Fonte: Unesco

Conheça alguns dos principais Museus com seus endereços e telefones para contato e agendamento de visitas no estado de Pernambuco/Brasil.

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA (MAC)
Rua treze da maio, 149, Varadouro – Olinda
Fone: 3429-2587

MUSEU DO HOMEM DO NORDESTE
Av. 17 de agosto, 2187, Casa Forte – Recife
Fone: 3073-6363

MUSEU DO BARRO DE CARUARU
Pça. Coronel José de Vasconcelos, 100, Centro – Caruaru
Fone: 3701-1533

MUSEU REGIONAL DE OLINDA
Rua do Amparo, 128, Amparo – Olinda
Fone: 3493-0018

MUSEU DE ARTE SACRA DE PERNAMBUCO
Rua Bispo Coutinho, 126 – Olinda
Fone: 3429-0032

INSTITUTO ARQUEOLÓGICO, HISTÓRICO E GEOGRÁFICO
Rua do Hospício, 130, Boa Vista – Recife
Fone: 3222-4952

MUSEU OFICINA DE FRANCISCO BRENNAND
Propriedade Santos Cosme e Damião, s/n, Várzea – Recife
Fone: 3271-2466

CASA DO CARNAVAL
Cais da Detenção, s/n, Santo Antonio – Recife
( Em frente ao Pátio de São Pedro)

MUSEU DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Av. Rui Barbosa, 960, Graças – Recife
Fone: 3427-9322

INSTITUTO CULTURAL BANCO REAL
Av. Rio Branco, 23, Bairro do Recife – Recife
Fone: 3224-1110

MUSEU DO MAMULENGO
Espaço Tiridá – Olinda
Rua de São Bento, 144, Varadouro
Fone: 3493-2753

MUSEU DA CIDADE DO RECIFE
Forte da Cinco Pontas, s/n, Bairro de São José – Recife
Fone: 3232-2812

MEMORIAL CHICO SCIENCE
Pátio de São Pedro, casa 21, Bairro de São José – recife
Fone: 3232-2492

MEMORIAL LUIZ GONZAGA

Pátio de São Pedro, casa 35, Bairro de São José – Recife
Fone: 3232-2965

MUSEU DE ARTE POPULAR DO RECIFE
Pátio de São Pedro, casas 45 e 49, Bairro de São José – Recife
Fone: 3232-2492

INSTITUTO RICARDO BRENNAND
Alameda Antônio Brennand, s/n, Várzea – Recife
Fone: 2121-0352

MUSEU FORTE DO BRUM
Pça. Luiz-Brasileira, s/n, Bairro do Recife – Recife
Fone: 3224-4620

MUSEU MURILLO LA GRECA
Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 366, Parnamarim – Recife
Fone: 3232-4276

MUSEU DA ABOLIÇÃO
Rua Benfica, 1150, Madalena – Recife
Fone: 3228-3248

MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL LOUIS JACQUES BRUNET
Rua da Aurora, 703, Santo Amaro – Recife
Fone: 3303-5315





POVO NEGRO, POVO MARCADO

10 05 2009

1. Foram 350 anos de trabalho forçado, humilhação, de fugas, mas também de resistências, assimilações e trocas culturais ;
2. A maior leva de negros/negras escravizados de toda a América do Sul; Somos o 2º maior País negro do Planeta atrás apenas da Nigéria ;
3. A última abolição a ser declarada e oficializada no mundo dito “moderno” e em plena Revolução Industrial e posteriormente abandonados pelos que levantaram a bandeira da “liberdade”;
4. Um dos países mais racistas do planeta em face da desigualdade entre seus semelhantes e em especial, entre os oriundos da raça negra;
5. São infindáveis os mecanismos de discriminação e aviltamento da pessoa humana cometidos até hoje contra o povo negro em terras brasileiras, a contar pelos que morrem primeiro, pelos mais suspeitos, pelos que estão fora das universidades e superlotam as penitenciarias;
6. Os índices sociais e econômicos apontam para um sofrimento e um apartheid ainda fortemente presentes entre aqueles ligados a Mãe África ou os afrodescendentes;
7. O Brasil se apresenta para o mundo como uma democracia racial e talvez, por isso, seja uma das formas mais sorrateiras e maldosas de se punir os herdeiros da escravidão pela sua “liberdade” forçada pela Revolução Industrial e pelas lutas desde a colonização dos quilombolas e posteriormente abolicionistas.

O 13 de maio não é uma data comemorativa para o povo negro e seus descendentes, é verdade. Mas não podemos deixá-la passar, sem reflexão, sem discussão, sem análise da realidade presente e principalmente sem o vislumbro do que poderemos ser de melhor como fruto de nossas ações.

Como singela contribuição apresentamos uma sólida análise do Prof. Dr. Ubiratan Castro de Araújo, que a partir da realidade baiana, traça uma panorâmica dos efeitos da escravidão do ponto de vista histórico em terras brasileiras e aponta-nos alguns caminhos de reparação necessários àqueles que sofreram/sofrem um dos maiores atentados aos direitos humanos da civilização moderna e pós-moderna.

PARA LER O EXCELENTE ARTIGO DO HISTORIADOR UBIRATAN CASTRO DE ARAÚJO, CLIQUE AQUI.

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O TRÁFICO DE SERES HUMANOS HOJE. CLIQUE AQUI.

OPINIÃO DO LEITOR

Olá,boa tarde, fico feliz em ver espaços como estes, de temas tao relevantes em especial ao Povo Negro Povo marcado,onde faz brilhatimente referencia academica de um grande Dr .Ubiratan Castro de Araujo.
Aproveito o tema sem me aproveitar, de forma particular,mas se faz nessesario lucidar a ocorrencia do que esta acontecendo ,com referencia ao 13 de maio eo sentido da data em especial ao Bembé do mercado em Santo Amaro,que corre o risco de perder o sentido memorial do evento socioreligioso,para folclorizaçao e comercializaçao. de costumes.
Cidadão.compositor,negro e candomblecista.
Agradecemos também a D.Zilda Paim,Maria Mutti,Ana Rita Araújo ,D.Canô e Ubiratan Castro Araújo, que enriquecem de forma oral ou acadêmica, a memória na resistência da cultura respeitando as tradições.
Ass;
Josenilson Aragão Cerqueira Ney Didan

Santo Amaro, Ba.Faz Historia no 13 de maio de 1889 no Bembé do Mercado, quando a cidade foi palco, relevante, das primeiras expressões de manifestações apos a abolição, de cunho sociocultural e religioso no Brasil,evento este proferido liturgicamente em praça publica. Ao longo dos anos o sentido real da festa,se perdeu,em alguns períodos, ficando mais no imaginário popular de forma oral aos que praticavam,e os que ouviam falar,e sem registros oficiais,provavelmente pela resistência imposta por toda uma classe social, que ainda inseridas no contesto da cidade “NAQUELA ÉPOCA “ obvio pelas elites, os brancos e capitães mestiços do mato,que não aceitavam os abolidos,como gente cidadã, marginalizando excluindo da sociedade e evidenciando o não interesse por coisa de preto, em todos segmentos,mesmo porque, ate os pro pios,brancos e negros militantes abolicionistas,da bahia não fizeram referencia da festa,como marco,exaltando o sentido da grandeza minuciosa deste
evento.Por tanto, 13 de maio de 2009 foi o dia `D´ da reflexão ou do inicio de uma nova abolição, de idéias,impostas e encravadas na memória dos afro-descendentes,culturalmente colonizados, que nada sabe ainda da avalia do seu povo, e que esse evento, saibamos diagnosticar lucidamente os interesses e motivos reais de sua evidencia hoje na sociedade, depois de 120 anos, sendo reconhecida pela sociedade, que antes oprimida e esquivada o nosso Bembé,que mts anos foi sucumbida,pela historia da Bahia, á sua notoriedade e sua grandeza na historiografia brasileira,tenhamos cuidado para que a festa não se transforme nada mais, de um canal de interesses avessos ao do sentido real, e seja desviado para interesses políticos,interesses financeiros,etc.e assim seja apenas fonte de promoção para uma pequena parcela da sociedade dominante que se beneficie mais uma vez da coisas de preto,e novamente provocar-mos, equívocos históricos,perdendo nossas referencias do que á nos é de
direito,a nossa cultura a nossa crença,a nossa fé,e erroneamente poderemos criar o folclore do Bembé do Mercado,pra turista ver!!! Já é chegado a hora do povo mudar, e façamos dos nossos saberes armas, contra a exclusão de nossa historia,que não deixemos folclorizar a memória á fé, do nosso povo tão sofrido mais vibrantemente cheios de axé!.Assim o tema pautado no 13 de maio 2009 foi“Qual o sentido real da Festa do Bembé“ á tão genuína e relevante,festa do Bembé do Mercado,abordado em mesa redonda,compreendida por convidados especiais,expuseram assim suas interpretações sobre a festa de 120 anos.
Veja o vídeos da festa,que revela dois entendimentos e discurso da festa.O poeta e compositor Caetano Veloso.fala do Bembé.

O discurso dos demais convidados exibidos pelo Mosaico Baiano.
,em especial Ana Rita Araújo Machado,historiadora,negra cidadã, santamarensse ,que pesquisou o Bembé.

E viva “O candomblé do Mercado“Viva o Bembé!!
Viva todos aqueles que fizeram e faz desta festa a continuidade da historia, para toda posteridade, mostrando a tradição de Fé cultura e resistência do negro de ontem do negro ao hoje
Cidadãos genuinamente brasileiros.
Em especial damos Viva tds ORIXAS,viva a mãe OXUM a YEMANJA,que espiraram aos idealizadores voduncis q fez fé com tradições cidadania
VIVA.Ao Zé de Obá !Ao Tidu do Pilar!!Ao Nôca de Jacó.!
E agradecimentos dos afrodecendentes,aos mantenedores da tradição.
A Ya mãe Donalia!A Ya mãe Belinha!A Ya mãe Lídia!Ao Pai Poty José Raimundo,Agradecendo também a todos os 30 Terreiros que participaram MaesYas,Ogans,Equedis,Yaos,apreciadores.Viva ao povo negro.
Agradecemos também a D.Zilda Paim,Maria Mutti,Ana Rita Araújo ,D.Canô e Ubiratan Castro Araújo, que enriquecem de forma oral ou acadêmica, a memória na resistência da cultura respeitando as tradições históricas.

Ass;
Josenilson Aragão Cerqueira Ney Didan,
Cidadão.compositor,negro e candomblecista.





CURIOSIDADES SOBRE A ESCRAVIDÃO NEGRA NO BRASIL

8 05 2009

escravidão i
Favor não tomar estes escritos como uma romantização da escravidão negra no Brasil. O sofrimento dos escravos perdura até os dias atuais em seus descendentes, e quase são inesgotáveis, as formas de percepção do preconceito que se abate sobre os herdeiros daqueles que outrora – com sangue, suor e vidas perdidas – constribuiram decisivamente para as bases do desenvolvimento econômico, cultural e social deste país.

Seguem publicadas aqui, algumas curiosidades do cotidiano dos escravos/as no período colonial brasileiro que podem nos dar uma vaga idéia da dureza e crueza da vida dessas pessoas no seu fazer diário.

1. Terra de branco, a Casa Grande era fortaleza, banco, escola e hospedaria;

2. Na sala, as orações eram feitas em latim. Os africanos reinterpretavam: RESURREXIT SICUT DIXIT ( ressuscitou, como havia dito), que virou, na prática, “reco-reco Chico disse”;

3. Crianças brancas e negras andavam nuas e brincavam até os 5 ou 6 anos anos de idade. Tinham os mesmos jogos, baseados nos mesmos personagens fantásticos do folclore africano. Mas aos 7 anos, a criança negra enfrentava sua condição e precisava começar a trabalhar;

4. Não havia escola para escravos e forros, mas, algumas poucas vezes, aqueles que trabalhavam na casa-grande, bilingues na prática, ia à sala de aula;

5. A cozinha era muito valorizada na casa-grande. Conquistou o gosto dos europeus e brasileiros para os pratos de origem africana como vatapá e caruru, comuns na mesa patriarcal do Nordeste. A cozinha ficava num anexo da casa, separada dos cômodos principais por depósitos ou áreas internas ;

6. A senzala, um único espaço se destinava ao lazer e sono de todos os escravos;

7. Normalmente, divisões internas da senzala separavam homens e mulheres. Mas, algumas vezes, era permitido aos poucos casais aceitos pelo senhor morarem em barracos separados, de pau-a-pique, cobertos com folhas de bananeira;

8. Aos domingos, os escravos tinham direito de cultivar mandioca e hortaliças para consumo próprio. Podiam, inclusive, vender o excedente na cidade. A medida combatia a fome do campo, pois a monocultura de exportação não dava espaço a produtos de subsistência;

9. Quando a noite caia, o som dos batuques e dos passos de dança dominava a senzala. As festas e outras manifestações culturais eram admitidas, pois a maioria dos senhores acreditava que isso diminuia as chances de revolta;

10. Em Salvador, primeira capital do Brasil, quase a metade da população era escrava;

11. Com a expansão das cidades, multiplicam-se escravos urbanos em ofícios especializados, como pedreiros, vendedores de galinhas, barbeiros e rendeiras. Os carregadores zanzam de um lado a outro, levando baús, barris,, móveis e, claro, brancos.

12. Forras quituteiras faziam doces de tabuleiro e rivalizavam com as receitas das escravas que pilotavam as cozinhas das senhoras. Além de atrair clientes, elas tinham de cuidar dos filhos, brincando à sua volta. Pelas ruas das cidades, haviam crianças aos montes e muito barulho;

13. Nas esquinas, forros e escravos de mesmas etnias ou ofícios se reuniam à espera de clientes. Eram “cantos”, agrupamentos estimulados pela administração pública, que instigaca hostilidades entre os negros para evitar a associação em massa contra a elite branca.

Fonte: Aventuras na História.

No espaço para “comentários”, o leitor/leitora pode contribuir com suas análises, criticando, aprofundando e acrescendo o texto com mais riqueza de informações. Estes comentários podem ser publicados aqui no Mania de História, a depender da qualidade e pertinência dos mesmos.
joaquim

Nota: O Pernambucano Joaquim Nabuco foi e é tido por muitos como um dos grandes abolicionistas do Brasil. De fato, a história não pode negar-lhe esta bandeira, mas em sua trajetória de vida são encontradas muitas fissuras e contradições que são explicadas como: “era um homem de seu tempo”.
Clicando aqui, você encontrará um artigo da revista Veja (2005) com observações bem postas a respeito da formação e das idéias do renomado embaixador e defensor do fim da escravidão no Brasil.

O fator Nabuco (Revista Continente Multicultural)

Quem quiser saber sobre a vida da Princesa Isabel, clique aqui.





13 DE MAIO?

7 05 2009

escravidão
Há um bom tempo que o Movimento Negro no Brasil vem desconstruindo a imagem de “salvadora dos negros” da Princesa Isabel. Aquela mesmo que assinou a famosa Lei Áurea. A grande experiência que serve de modelo de luta por libertação das agruras impostas pela escravidão negra foi o Quilombo dos Palmares, e Zumbi, é a figura mais emblemática dessa passagem histórica.
Nas proximidades de comemoração do 13 de maio (o renegado) e da Princesa Isabel como a mãe do acontecimento – reinterpretado e revisto por diversos olhares e especialistas -, publicamos a matéria abaixo e colocamos ao seu dispor um link que lhe guiará à diversas outras fontes de pesquisa sobre o tema.

Zumbi, esse desconhecido

Ninguém sabe detalhes da vida do último e mais importante líder do Quilombo dos Palmares

por Reportagem Reinaldo Lopes

O nome dele era Zumbi, mas talvez o certo fosse Zambi. Ele pode ter nascido na África e ter sido trazido para cá à força, mas há quem diga que ele era brasileiro e livre. Nem temos certeza de que ele era filho de africanos – se ele nasceu no Brasil, é possível que seu pai fosse africano e sua mãe, índia. Sua morte também é envolta em mistério. Só não existem dúvidas a respeito de uma coisa: até seus adversários o definiam como um homem forte, orgulhoso, inconformado com sua condição social, que resolveu enfrentar seus algozes e libertar seu povo. E ele foi longe nesse objetivo. O Quilombo dos Palmares deu trabalho ao governo de Portugal.
O quilombo foi construído na serra da Barriga, uma área que hoje faz parte do estado de Alagoas. O terreno era uma espécie de fortaleza natural: tinha barrancos que dificultavam o acesso e palmeiras fazendo uma espécie de muralha. Palmares surgiu por volta de 1580, quando escravos que fugiam de Pernambuco e da Bahia construíram uma pequena vila fortificada, onde eles podiam ser livres e estavam protegidos dos soldados que capturavam e matavam os fugitivos dos engenhos de cana-de-açúcar do litoral. No auge da ocupação, em 1670, o quilombo teria chegado a 30 mil moradores – talvez esse número seja um exagero. Mesmo depois da morte de Ganga-Zumba e de Zumbi, seus dois maiores líderes, os escravos ainda resistiram até o ano de 1710.
Se os criadores do quilombo realmente vieram de um engenho, a grande maioria deveria ser homem, pois as fazendas abrigavam poucas mulheres. Talvez por isso, já nos primeiros anos de organização, o aglomerado de fugitivos virou uma pedra no sapato dos portugueses. Volta e meia, os habitantes de Palmares invadiam engenhos para libertar escravos, roubar comida e armas e, principalmente, raptar mulheres. Em 1602, o governador-geral do Brasil, Diogo Botelho, mandou uma expedição contra eles. Foi a primeira das mais de 40 missões de ataque. Era difícil vencer os escravos porque, quando as tropas chegavam, eles abandonavam a cidade e se escondiam no mato.
Quando os holandeses invadiram o Nordeste, os engenhos de açúcar perderam o controle sobre seus escravos e as fugas aumentaram. Palmares recebeu milhares de novos moradores e, em 1654, quando os holandeses foram expulsos, a vila tinha virado uma potência formada por vários aglomerados populacionais, que vendiam e compravam produtos das cidades vizinhas. Nessa fase, pode ser que até brancos tenham vivido dentro do quilombo. E com certeza havia índios morando lá dentro ou por perto. Escavações arqueológicas têm encontrado cerâmica indígena, provavelmente da mesma época de Zumbi.
Crescimento
Essa confederação de povoados escolheu como chefe um guerreiro conhecido como Ganga-Zumba, que morava em Macaco, a principal vila do refúgio. Não se sabe se “Ganga-Zumba” seria nome próprio ou um título dado ao líder. “A palavra ganga significava ‘poder’ ou ‘sacerdote’ em várias sociedades da África central”, diz o historiador Flávio Gomes, professor do Departamento de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Para a maioria dos especialistas, foi nessa época de relativa calmaria que Zumbi teria crescido em Palmares. Um dos motivos para sustentar que o líder nasceu ali mesmo e não chegou depois, fugindo da escravidão, é o fato de que ele seria sobrinho de Ganga-Zumba. Mas o parentesco também não é garantido, já que a palavra “sobrinho” podia ter um sentido simbólico.
Não há relatos confiáveis sobre a juventude de Zumbi. É em um relatório do comando militar da capitania de Pernambuco, escrito por volta de 1670, que seu nome aparece citado pela primeira vez. Ele seria o homem de confiança do chefe Ganga-Zumba, uma espécie de general dos exércitos de Palmares. Outros documentos da mesma época destacam a capacidade militar de Zumbi. Um deles diz que, ao enfrentar uma expedição liderada por Manuel Lopes Galvão, Zumbi levou um tiro na perna que o teria deixado manco, mas ele continuou lutando mesmo assim.
Missões de ataque
Por volta de 1670, matar Ganga-Zumba e Zumbi virou questão de honra para o governo português. Mas, em 1678, a raiva já tinha passado um pouco. Cansado das derrotas seguidas, o governador-geral propôs um acordo de paz. Ganga-Zumba aceitou, e deixou Palmares com algumas centenas de seguidores. Ele morreu pouco tempo depois, e há quem diga que foi Zumbi que mandou envenená-lo por ter abandonado seu povo. O novo líder do quilombo não quis saber de trégua. Em 1690, o governo enviou o bandeirante Domingos Jorge Velho para atacar a região. Apanhou na primeira tentativa, mas voltou em 1692, com 9 mil homens e alguns canhões. Depois de semanas de luta, os bandeirantes invadiram a capital de Palmares. Zumbi fugiu. Ele só viveria mais um ano, até ser traído e morto por um companheiro, Antônio Soares. Os bandeirantes deram ao corpo de Zumbi o destino de várias outras pessoas que na época eram consideradas traidoras da pátria. Seus olhos foram arrancados, sua mão direita foi cortada e seu pênis foi decepado e enfiado em sua própria boca. Já a cabeça foi salgada e levada para Recife, onde apodreceu em praça pública.

A lenda do suicídio coletivo
Logo depois de se aproximar de Zumbi e cumprimentá-lo, o traidor Antônio Soares o matou com uma punhalada. É assim que os historiadores acreditam que o líder dos Palmares foi assassinado. Mas, antigamente, existia uma outra explicação, bem mais dramática. “Até o início dos anos 60, os historiadores diziam que Zumbi e seus seguidores tinham cometido suicídio ao se atirar dos penhascos da serra da Barriga”, diz o historiador Flávio Gomes. Não é verdade, mas essa lenda pode ter surgido por causa de uma das últimas batalhas da guerra de resistência. O bandeirante Jorge Velho construiu uma muralha de apoio, em diagonal, para levar seus canhões para perto do quilombo. A única forma de atacá-la era subir por um barranco. Alguns quilombolas tentaram usar essa estratégia para fazer um ataque-surpresa contra o bandeirante. Quem era baleado rolava pelo barranco, o que pode ter dado a falsa impressão de suicídio.
Saiba mais
• A Hidra e os Pântanos, Flávio Gomes, Unesp, 2005. Compara os quilombos do Brasil com outros grupos de rebeldes em outros países do continente
• Palmares, Ontem e Hoje, Pedro Paulo Funari e Aline V. de Carvalho, Jorge Zahar, 2005. Ótima introdução à história do quilombo. O professor Funari trabalhou nas primeiras escavações feitas no local

Fonte: Aventuras na História.
Para saber mais, disponibilizamos pra você um endereço com diversos outros links de acesso. Clique aqui.

OPINIÃO DO LEITOR

Olá,boa tarde, fico feliz em ver espaços como estes, de temas tao relevantes em especial ao Povo Negro Povo marcado,onde faz brilhatimente referencia academica de um grande Dr .Ubiratan Castro de Araujo.
Aproveito o tema sem me aproveitar, de forma particular,mas se faz nessesario lucidar a ocorrencia do que esta acontecendo ,com referencia ao 13 de maio eo sentido da data em especial ao Bembé do mercado em Santo Amaro,que corre o risco de perder o sentido memorial do evento socioreligioso,para folclorizaçao e comercializaçao. de costumes.
Cidadão.compositor,negro e candomblecista.
Agradecemos também a D.Zilda Paim,Maria Mutti,Ana Rita Araújo ,D.Canô e Ubiratan Castro Araújo, que enriquecem de forma oral ou acadêmica, a memória na resistência da cultura respeitando as tradições.
Ass;
Josenilson Aragão Cerqueira Ney Didan

Santo Amaro, Ba.

Faz Historia no 13 de maio de 1889 no Bembé do Mercado, quando a cidade foi palco, relevante, das primeiras expressões de manifestações apos a abolição, de cunho sociocultural e religioso no Brasil,evento este proferido liturgicamente em praça publica. Ao longo dos anos o sentido real da festa,se perdeu,em alguns períodos, ficando mais no imaginário popular de forma oral aos que praticavam,e os que ouviam falar,e sem registros oficiais,provavelmente pela resistência imposta por toda uma classe social, que ainda inseridas no contesto da cidade “NAQUELA ÉPOCA “ obvio pelas elites, os brancos e capitães mestiços do mato,que não aceitavam os abolidos,como gente cidadã, marginalizando excluindo da sociedade e evidenciando o não interesse por coisa de preto, em todos segmentos,mesmo porque, ate os pro pios,brancos e negros militantes abolicionistas,da bahia não fizeram referencia da festa,como marco,exaltando o sentido da grandeza minuciosa deste
evento.Por tanto, 13 de maio de 2009 foi o dia `D´ da reflexão ou do inicio de uma nova abolição, de idéias,impostas e encravadas na memória dos afro-descendentes,culturalmente colonizados, que nada sabe ainda da avalia do seu povo, e que esse evento, saibamos diagnosticar lucidamente os interesses e motivos reais de sua evidencia hoje na sociedade, depois de 120 anos, sendo reconhecida pela sociedade, que antes oprimida e esquivada o nosso Bembé,que mts anos foi sucumbida,pela historia da Bahia, á sua notoriedade e sua grandeza na historiografia brasileira,tenhamos cuidado para que a festa não se transforme nada mais, de um canal de interesses avessos ao do sentido real, e seja desviado para interesses políticos,interesses financeiros,etc.e assim seja apenas fonte de promoção para uma pequena parcela da sociedade dominante que se beneficie mais uma vez da coisas de preto,e novamente provocar-mos, equívocos históricos,perdendo nossas referencias do que á nos é de
direito,a nossa cultura a nossa crença,a nossa fé,e erroneamente poderemos criar o folclore do Bembé do Mercado,pra turista ver!!! Já é chegado a hora do povo mudar, e façamos dos nossos saberes armas, contra a exclusão de nossa historia,que não deixemos folclorizar a memória á fé, do nosso povo tão sofrido mais vibrantemente cheios de axé!.Assim o tema pautado no 13 de maio 2009 foi“Qual o sentido real da Festa do Bembé“ á tão genuína e relevante,festa do Bembé do Mercado,abordado em mesa redonda,compreendida por convidados especiais,expuseram assim suas interpretações sobre a festa de 120 anos.
Veja o vídeos da festa,que revela dois entendimentos e discurso da festa.O poeta e compositor Caetano Veloso.fala do Bembé.

O discurso dos demais convidados exibidos pelo Mosaico Baiano.
,em especial Ana Rita Araújo Machado,historiadora,negra cidadã, santamarensse ,que pesquisou o Bembé.

E viva “O candomblé do Mercado“Viva o Bembé!!
Viva todos aqueles que fizeram e faz desta festa a continuidade da historia, para toda posteridade, mostrando a tradição de Fé cultura e resistência do negro de ontem do negro ao hoje
Cidadãos genuinamente brasileiros.
Em especial damos Viva tds ORIXAS,viva a mãe OXUM a YEMANJA,que espiraram aos idealizadores voduncis q fez fé com tradições cidadania
VIVA.Ao Zé de Obá !Ao Tidu do Pilar!!Ao Nôca de Jacó.!
E agradecimentos dos afrodecendentes,aos mantenedores da tradição.
A Ya mãe Donalia!A Ya mãe Belinha!A Ya mãe Lídia!Ao Pai Poty José Raimundo,Agradecendo também a todos os 30 Terreiros que participaram MaesYas,Ogans,Equedis,Yaos,apreciadores.Viva ao povo negro.
Agradecemos também a D.Zilda Paim,Maria Mutti,Ana Rita Araújo ,D.Canô e Ubiratan Castro Araújo, que enriquecem de forma oral ou acadêmica, a memória na resistência da cultura respeitando as tradições historicas.

Ass;
Josenilson Aragão Cerqueira Ney Didan,
Cidadão.compositor,negro e candomblecista.





OPERARIADO

2 05 2009

marx
Em tempos de crise econômica e superexploração de mão-de-obra, é fundamental lembrar da obra daquele que melhor pensou, escreveu e sonhou com uma classe operária unida e revolucionária em todo o planeta: KARL MARX.

ARQUIVO MARXISTA (CLIQUE AQUI).





AGRADECIMENTOS

1 05 2009

Chegamos ao final de Abril com uma intensa e crescente participação de visitantes e comentaristas em nosso blog. Desde dezembro até agora (final de abril), foram exatamente “30.881 acessos” e isso não é pouca coisa considerando que nosso espaço não trata de sexo explicito ou futebol – as grandes manias da internet – e sim, de História.
Por isso, além de agradecer, reproduzimos abaixo alguns comentários de nossos/as leitores sobre o que têm achado dos artigos aqui publicados e do Mania de História. Ah! Vale lembrar que alguns deixaram críticas também, só que com expressões desrespeitosas e que não merecem ser amplificadas.

Obrigado pelas visitas e das próximas vezes deixem sugestões para continuarmos aprimorando nosso blog!

Luís Carlos Lins
- Editor -

- Caramba, muito legal esse blog!

Vou adicionar nos meus favoritos do iGoogle :D

Abraços,

Juanna

- Sempre tive curiosidade em saber um pouco mais da história de Lampião e após ler aventuras na história, tirei todas as minhas dúvidas e matei a minha curiosidade. Realmente vocês são maravilhosos e dominam o que escrevem, parabéns.

Veruska

-
Concordo que existe falta de interresse sobre um assunto tão importante que é a “história indigena”, principalmente no contexto do perodo colonial. Sinto falta de mais trabalhos academicos sobre o assunto. Estou cursando o 3º semestre de Liçenciatura em História e pretendo fazer minha monografia sobre essa temática nesse periodo.
Caso os senhores disponham de matériais para pesquisa gostaria de recebe-los.

Obrigado.

FErnando Dantas.





BREVE HISTÓRIA DA CLASSE OPERÁRIA EM ALUSÃO AO 1º DE MAIO

25 04 2009

Este artigo é em homenagem àqueles/as que fazem a produção, que fizeram e podem fazer revolução e que acima de tudo, são protagonistas da História.
Proletariado
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

classe
Proletariado (do latim proles, “filho, descendência, progênie”) é um conceito usado por anarquistas, comunistas e marxistas para definir a classe antagônica à classe capitalista. O proletário consiste daquele que não tem nada além da força de trabalho, vendendo-a para sobreviver. O proletário se diferencia do simples trabalhador, pois este pode vender os produtos de seu trabalho (ou vender o seu próprio trabalho enquanto serviço), enquanto o proletário só vende sua capacidade de trabalhar, e, com isso, os produtos de seu trabalho e o seu próprio trabalho não lhe pertencem, mas àqueles que compram sua força de trabalho e lhe pagam um salário. Ao vender sua força de trabalho, o proletário aliena-se de seus próprios atos e submete-os à vontade do comprador, que o domina autoritariamente. O comprador (o capitalista) comanda o trabalho do proletário e se apropria de seus produtos para vendê-los no mercado. A palavra proletariado define o conjunto dos proletários considerados enquanto formando uma classe social.

Na Roma Antiga, o rei Sérvio Túlio usou o termo proletarii para descrever os cidadãos de classe mais baixa, que não tinham propriedades e cuja única utilidade para o Estado era gerar proles (filhos) para engrossar as fileiras dos exércitos do império. O termo proletário foi utilizado num sentido depreciativo, até que, no século XIX, socialistas, anarquistas e comunistas utilizaram-no para identificar a classe operária do capitalismo.

História

Historicamente, o proletariado surge com o capitalismo (na Europa, entre os séculos XIV e XIX), quando todas as relações sociais entre os indivíduos passaram a ser mediatizadas pelo mercado, que substituiu os laços comunitários que caracterizavam as sociedades anteriores. Com isso, todos os bens passaram a ser mercadorias, ou seja, o acesso à eles passou a ser permitido apenas a quem tivesse o dinheiro para comprá-los. Isso só foi possível mediante a chamada acumulação primitiva do capital, que se caracteriza por expulsões de camponeses de suas terras e pela destruição dos laços não-mercantis do artesanato urbano (por exemplo, as corporações de ofício), formando uma massa de indivíduos destituídos de meios de produção e que nada tinham para oferecer ao mercado senão sua força de trabalho. Essa separação dos homens dos seus meios de produção é também chamada de proletarização e foi na maioria das vezes imposta pelo Estado. Além disso, os artesãos urbanos não podiam concorrer no mercado com os capitalistas, cujos capitais rapidamente se acumulavam mediante o uso de força de trabalho e pela extração da mais-valia que esta proporciona, e esses artesãos falidos contribuiram para aumentar ainda mais a massa de proletários disponíveis para a indústria capitalista nascente. A formação, manutenção e o controle (através do aparato repressivo do Estado) de uma massa de indivíduos destituídos de tudo e tendo somente a sua força de trabalho para vender (qualificada ou não) é a condição sine qua non da acumulação do capital em qualquer lugar do mundo, até os tempos presentes, pois a força de trabalho é a única mercadoria que produz mais-valia.

A idéia de proletariado como uma classe antagônica à dos capitalistas surgiu no século XIX, quando operários conseguiram pela primeira vez organizar greves de dimensões consideráveis e questionar a situação em que viviam de maneira que, para muitos, suas exigências eram irreconciliáveis com a sociedade capitalista. Os proletários desenvolveram idéias comunistas, socialistas e anarquistas que depois ficaram conhecidas através de autores como Karl Marx, Mikail Bakunin e Piotr Kropotkin. Do fim do século XIX até meados do século XX, mediante a pressão constante das lutas radicais dos operários, os Estados de diversos países resolveram conceder direitos trabalhistas e regular os sindicatos, que passaram a ser instituições de negociação entre o Estado, os empresários e os operários. Em 1917, na Rússia, também mediante a pressão de lutas radicais dos operários, os bolcheviques tomaram o poder do Estado usando o nome do proletariado, que, no entanto, foi massacrado por eles e submetido a um regime de trabalho militarista [2] que não tem absolutamente nada a ver com as reivindicações dos proletários, os quais, em suas lutas, sempre se opuseram à intensificação do trabalho, à ditadura dos chefes e à própria escravidão assalariada.

Atualmente, nos países capitalistas avançados, o proletariado tem padrão de vida muito superior em relação às suas condições do início da Revolução Industrial, quando jornadas de mais de doze horas e a intensa utilização de mão-de-obra infantil eram a regra. Apesar de que as condições de trabalho nesses países vem regredindo nos últimos anos com a introdução de reformas neoliberais, o trabalho infantil e jornadas cada vez maiores são práticas comuns na flexibilização do trabalho, chegando até o extremo do uso de mão-de-obra escrava. Os trabalhadores imigrantes, em especial, têm sido submetidos a condições de trabalho degradantes na Europa. E temos a migração das fábricas para países sem leis trabalhistas.

SOBRE A CLASSE OPERÁRIA NO BRASIL. CLIQUE AQUI.

1º DE MAIO

COMO FAZÍAMOS SEM EMPREGO?

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SITE MUNDIAL DA UNESCO

24 04 2009

Biblioteca Digital Mundial
mapa
A Unesco lançou oficialmente, nesta terça-feira, o site da Biblioteca Digital Mundial , em que é possível navegar pelo excepcional acervo de livros, manuscritos e documentos visuais e sonoros procedentes de bibliotecas e arquivos do mundo todo. Reproduções das mais antigas grafias e fotografias estão entre os vários documentos raros apresentados em sete idiomas (árabe, chinês espanhol, francês, inglês, português e russo). O lançamento aconteceu na sede parisiense da Unesco, na presença de seu diretor-geral Koichiro Matsuura, e de James H. Billington, diretor da Biblioteca do Congresso Nacional dos Estados Unidos, idealizador do projeto.

Veja alguns exemplos do que pode ser encontrado na Biblioteca Digital Mundial:

Crônica de Terras Estrangeiras (1623)

Trata-se de um mapa do mundo em chinês produzido pelo missionário italiano Matteo Ricci, em 1574. O mapa, que seguia os princípios ocidentais da cartografia, então desconhecidos na China, passou por várias revisões entre 1574 e 1603. Os sacerdotes compatriotas de Ricci, Diego de Pantoja e Sabatino de Ursis, foram instruídos, por ordem imperial, para compor um livro explicando o mapa. Acervo: Biblioteca do Congresso Nacional dos Estados Unidos.

O Códice Huexotzinco (1531)

Coleção de oito páginas de documentos em linguagem pictográfica de parte do testemunho em um processo jurídico contra representantes do governo colonial no México, dez anos após a conquista espanhola em 1521. Acervo: Biblioteca do Congresso Nacional dos Estados Unidos.

Evangelho de Miroslav (1180)
Manuscrito do evangelho de Miroslav é uma obra litúrgica considerado o mais importante e o mais belo dos livros manuscritos Sérvios. Acervo: Biblioteca Nacional da Sérvia.

Cópia do Mapa do Novo Mundo (1562)

Desenhado pelo cosmógrafo Diego Gutierrez a mando do rei da Espanha. Acervo: Biblioteca do Congresso Nacional dos Estados Unidos.

Imperatriz Thereza Christina Maria , mulher do último imperador do Brasil, D. Pedro II. A foto faz parte do acervo de mais de 21 mil fotografias reunidas pelo Imperador D. Pedro II. Acervo: Biblioteca Nacional.

Pragmática (1584) é o primeiro documento impresso da América do Sul sobre a mudança do calendário juliano para o gregoriano, Lima, Peru. Acervo: Biblioteca John Carter Brown (Estados Unidos).

Evangelho de São Mateus (1840)

Tradução Aléute (referente ao povo nativo das ilhas Aléutas – próximas ao Alasca) feita pelo missionário russo Ioann Veniamiov. Acervo: Biblioteca Nacional da Rússia.

Ilustrações da China (1874)

Conjunto de 200 fotografias e cartas descritivas feitas pelo geógrafo escocês John Thomson durante a primeira incursão fotográfica feita sobre a China e seu povo. Acervo: Biblioteca da Universidade de Yale (Estados Unidos)

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR.





DIVULGAÇÃO

22 04 2009

evento1simposio

Visite o site do evento. Clique aqui.





HISTÓRIA DA LÍNGUA ÍNDIGENA

19 04 2009

lingua-indigena1
Quantas línguas indígenas se falam no Brasil?
por Sylvia Estrella
ENVIADO POR EDSON HELY SILVA
História das línguas indígenas

O tupi era a língua indígena mais falada no tempo do descobrimento do Brasil, em 1500. Teve sua gramática estudada pelos padres jesuítas, que a registraram. Era também chamada de língua Brasílica. O padre José de Anchieta publicou uma gramática, em 1595, intitulada Arte de Gramática da Língua mais usada na Costa do Brasil. Em 1618, publicou-se o primeiro Catecismo na Língua Brasílica. Um manuscrito de 1621 contém o dicionário dos jesuítas, Vocabulário na Língua Brasílica. O tupi é considerado extinto hoje e deu origem a dois dialetos, considerados línguas independentes: a língua geral paulista e o nheengatú (língua geral amazônica). Esta última ainda é falada até hoje na Amazônia.

Nos primeiros tempos da colonização portuguesa no Brasil, a língua dos índios Tupinambá (tronco Tupi) era falada sobre uma enorme extensão ao longo da costa. Já no século 16, ela passou a ser aprendida pelos portugueses, que, de início, eram minoria diante da população indígena. Aos poucos, o uso dessa língua, chamada de Brasílica, intensificou-se e generalizou-se de tal forma que passou a ser falada por quase toda a população da colônia.

Em 1758, o Marquês de Pombal proibiu o uso da língua geral para favorecer o português. Nesta época, todos os habitantes da colônia falavam a língua geral, ou tupi, que deixou fortes influências no português falado no Brasil. No vocabulário popular brasileiro ainda hoje existem muitos nomes de coisas, lugares, animais, alimentos que vêm do tupi, o que leva muita gente a pensar que “a língua dos índios é (apenas) o tupi”, como explica o professor e pesquisador de tupi da Universidade de São Paulo, Eduardo Navarro.

A língua geral amazônica ou Nheengatú desenvolveu-se no Maranhão e no Pará, a partir do Tupinambá, nos séculos 17 e 18. Até o século 19, ela foi veículo da catequese e da ação social e política portuguesa e brasileira.

Apesar de suas muitas transformações, o Nheengatú continua sendo falado nos dias de hoje, especialmente na bacia do rio Negro (rios Uaupés e Içana). Além de ser a língua materna da população cabocla, mantém o caráter de língua de comunicação entre índios e não-índios, ou entre índios de diferentes línguas. Constitui, ainda, um instrumento de afirmação étnica dos povos que perderam suas línguas, como os Baré e os Arapaço.

Língua original do Brasil

O Padre José de Anchieta foi o principal compilador do tupi
A língua tupi é aglutinante (uma frase é dita em uma palavra), não possui artigos, como o Latim e não flexiona em gênero e nem em número. Um bom exemplo do tupi é: Paranapiacaba = parana+epiaca+caba, mar+ver+lugar+onde. Ou, lugar de onde se vê o mar, a vila fica a 40km de São Paulo, bem na Serra do Mar e de lá se avista a Baixada Santista.

Por causa da obra do padre Anchieta, no final do século 16, com sua Arte de Gramática da Língua Mais Usada na Costa do Brasil e do jesuíta Luís Figueira, com a A Arte da Língua Brasílica, “o tupi é a língua indígena mais bem-documentada e preservada que temos”, diz o professor Eduardo Navarro, pesquisador da matéria na Universidade de São Paulo.

Ele afirma que o tupi é importante para se entender a cultura brasileira. “O brasileiro já nasce falando tupi, mesmo sem saber. O português falado em Portugal diferencia-se do nosso principalmente por causa das expressões em tupi que incorporamos. Essa incorporação é tão profunda que nem nos damos conta dela. Mas é isso o que faz a nossa identidade nacional. Depois do português, o tupi é a segunda língua a nomear lugares no País”.

A lista de nomes é extensa e continua aumentando. Há milhares de expressões, como:

* Ficar com nhenhenhém – que quer dizer falando sem parar, pois nhe’eng é falar em tupi.
* Chorar as pitangas – pitanga é vermelho em tupi; então, a expressão significa chorar lágrimas de sangue.
* Cair um toró – tororó é jorro d’água em tupi, daí a música popular “Eu fui no Itororó, beber água e não achei”.
* Ir para a cucuia – significa entrar em decadência, pois cucuia é decadência em tupi.
* Velha coroca é velha resmungona – kuruk é resmungar em tupi.
* Socar – soc é bater com mão fechada.
* Peteca – vem de petec que é bater com a mão aberta.
* Cutucar – espetar é cutuc.
* Sapecar – é chamuscar é sapec, daí sapecar e sapeca.
* Catapora – marca de fogo, tatá em tupi é fogo.

O significado de grande parte dos nomes de lugares só se sabe com o tupi. Como nomes de bairros da cidade de São Paulo.

* Pari é canal em que os índios pescavam,
* Mooca é casa de parentes,
* Ibirapuera é árvore antiga,
* Jabaquara é toca dos índios fugidos,
* Mococa é casa de bocós – bocó é tupi.

Na fauna e flora brasileiras, o tupi aparece massivamente: tatu, tamanduá, jacaré. Até nas artes ele é encontrado – como o famoso quadro de Tarsila do Amaral, o Abaporu, que quer dizer antropófago (canibal) em tupi.

Segundo o professor Navarro, o tupi foi a língua mais falada do Brasil até o século 18 e foi a segunda língua oficial do Brasil junto com o português até o século 18. Só deixou de ser falado porque o Marquês de Pombal, em 1758, proibiu o ensino do tupi. O tupi antigo era conhecido até o século 16 como língua brasílica. No século 17, ele passou a ser chamado de língua geral, pois incorporou termos do português e das línguas africanas. Mas continuava sendo uma língua indígena, assim como é até hoje o guarani no Paraguai, falado por 95% da população. A dissolução do tupi foi rápida porque a perseguição foi muito violenta. Mesmo assim, até o século 19 ainda havia muitos falantes do tupi. Hoje, a língua geral só é falada no Amazonas, no alto Rio Negro – chama-se nhengatú e tem milhares de falantes entre os caboclos, índios e as populações ribeirinhas.

O professor Navarro conta que o nheengatú foi preservado na Amazônia porque lá a presença do Estado era mais fraca. “Na Amazônia, o português só se tornou língua dominante no final do século 19. Isso porque, em 1877, houve uma seca terrível no Nordeste, o que ocasionou a saída de 500 mil nordestinos da região, que foram para a Amazônia levando o português”.

Apesar do tupi ser uma língua morta, é também uma língua clássica, pois foi fundamental para a formação de uma civilização, assim como o foram o latim, o sânscrito e o grego, que é uma língua clássica ainda falada. O tupi foi fundamental também para a unidade política do Brasil. Havia outras línguas indígenas que não tinham relação com o tupi, como a dos índios Guaianazes e Goitacazes. Mas eram línguas regionais. O tupi evoluiu para outras línguas além da geral. No Xingu, há línguas que vêm do tupi antigo e são faladas até hoje.

O curso de tupi da Universidade de São Paulo (USP) foi fundado em 1935, pelo professor Plínio Airosa e é o único dessa língua em todo o Brasil. Tem duração de um ano e a procura é muito grande – em cada semestre há cerca de 200 alunos.

MAIS DE MIL LÍNGUAS ERAM FALADAS NO BRASIL (CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS)





COMO O BRASIL FOI (RE) INVENTADO

18 04 2009

Apesar de estarmos no mês de abril, não vou cair na tentação de escrever sobre nossa conquista pelos portugueses. Achei essa pérola de matéria, que com certeza deixará muita gente curiosa: que é como o Brasil foi (re)inventado com a chegada da família real portuguesa em nossas paragens.
Tenho discutido bastante sobre como a “Era Napoleônica” influenciou toda a América (Espanhola e Portuguesa em destaque) e este artigo é um verdadeiro achado sobre o assunto. Deleitem-se!
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Rascunho de Brasil: como era o país em 1808
Até 1808, os brasileiros comiam com as mãos e viviam numa terra sem universidades, imprensa ou médicos. Com a chegada da corte ao Rio de Janeiro, a colônia começou a ficar com cara de país
por Reinaldo José Lopes
Naquela manhã quente, seu Barroso levantou cedinho. Próspero comerciante carioca, ele tinha de ir até o Valongo, na zona portuária, examinar mercadorias recém-chegadas. Mandou um escravo enrolar as esteiras onde havia dormido, enquanto outro colocava uma tábua em cima de dois cavaletes e trazia as gamelas com o almoço. Entre um bocejo e outro, Barroso mergulhava os dedos na papa de farinha e feijão-preto. Terminou de comer limpou as mãos na roupa de algodão e, antes de ir para a rua, deu uma chinelada na ratazana que tentava invadir sua casa.
O comerciante precisou aplicar um golpe de bengala para atravessar a esquina – um bando de urubus estava distraí do demais para lhe dar passagem, banqueteando-se com um cachorro morto na véspera. Numa rua estreita, Barroso passou por seu barbeiro, o mulato Sebastião, e se deteve um instante. Suas hemorróidas estavam de matar. Seria o caso de pedir ao velho homem uma rápida aplicação de sanguessugas? Talvez uma outra hora. Mais alguns minutos e Barroso finalmente chegou ao Valongo, onde trocou uma bela quantidade de carne-seca e couro curtido por alguns negros trazidos da África.
Embora a cena descrita acima seja fictícia, ela traça um retrato fiel do que era o Brasil no começo do século 19. O pedaço mais lucrativo do império português também era um local tosco, desprovido de saneamento básico, educação superior, hospitais e até de moeda circulante (nosso Barroso não era um adepto do escambo à toa). A fuga do príncipe regente dom João e de todo o aparato estatal português para cá, entre o fim de 1807 e o começo de 1808, deu os primeiros passos para acabar com esse marasmo (o que colocaria a colônia, sem querer, no caminho da independência). E tudo graças a um certo Napoleão Bonaparte, que tinha decidido acabar com o sossego de Portugal e ocupar o pequeno país ibérico.
Deus-nos-acuda
Portugal tinha virado alvo de Napoleão por causa da sólida aliança do país com a Inglaterra. Enquanto expandia seus domínios pela Europa, o imperador da França enfrentava uma guerra prolongada com os britânicos e queria expulsá-los dos portos da Europa. Como Portugal era um dos poucos países ainda abertos à Marinha inglesa, Napoleão pressionava dom João a abandonar seus velhos aliados.
O indeciso príncipe regente adotou por meses sua tática favorita: enrolar. Mas a pressão britânica foi mais forte que a francesa, em especial porque a Inglaterra ameaçava ocupar o Brasil caso o monarca não concordasse com o plano de fugir para a colônia. Quando dom João finalmente aprovou a retirada estratégica, a situação logo virou um deus-nos-acuda. Os cerca de 40 navios carregavam um amontoado de cerca de 11500 pessoas. A frota, escoltada pelos britânicos, deixou Lisboa em 29 de novembro de 1807, quando o Exército francês já estava entrando na capital.
A comitiva aportou em Salvador em 22 de janeiro de 1808. Antes de rumar para o Rio de Janeiro, dom João ficou pouco mais de um mês na Bahia. Foi apenas o tempo estritamente necessário para se recuperar da travessia e emitir a famosa ordem de abertura dos portos brasileiros às “nações amigas” – leia-se Inglaterra –, acabando com o monopólio naval português por aqui. Era a primeira prestação devida aos britânicos por seu papel de cães de guarda do império lusitano. E a primeira mudança de peso a afetar uma colônia que estava, sob muitos aspectos, parada no tempo.
Tigres e bandoleiros
Os que estudam a situação brasileira em 1808 são quase unânimes: chamar a América portuguesa de “Brasil” seria quase força de expressão. A unidade estava longe de ser clara. “Os habitantes do Brasil se auto-identificavam como portugueses, sentimento que convivia com identidades particularistas, como ‘ser das minas’ ou ‘ser bahiense’”, diz Ana Rosa Cloclet da Silva, doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Estima-se que o Brasil da época tivesse 3 milhões de habitantes – incluindo 1 milhão de escravos e 800 mil índios.
Cerca de 60 mil pessoas viviam no Rio de Janeiro, contra 46 mil em Salvador e 20 mil em São Paulo. Embora os paulistas já tivessem parado de falar tupi – que, durante séculos, chegou a ser mais usado que o português em São Paulo –, eles ainda tinham muito de índio, dormindo em redes, vestindo imensos ponchos que hoje nos lembrariam os gaúchos e usando, para cortar a carne no almoço, a mesma faca que manejavam em duelos.
Os paulistas com jeitão de bandoleiros eram só uma faceta da vida urbana caótica que dom João encontraria no Brasil. As ruas das principais cidades só poderiam ser definidas como uma zorra total. Estreitas e mal iluminadas, eram lotadas de vendedores ambulantes cuja gritaria não deixava ninguém em paz, bichos (principalmente porcos e galinhas) e lixo. Sem falar nos urubus, que se esbaldavam com tanta fartura.
No entanto, em termos de, digamos, saneamento básico, nada superava o sistema dos “tigres”, os escravos que desempenhavam o papel de carregadores de esgoto e lixo em cidades como o Rio, Recife e Salvador. Eles colocavam barris cheios de dejetos nas costas e os levavam para o mar. Com o passar do tempo, as substâncias que caíam em seus ombros deixavam listras brancas na pele negra – daí o apelido felino. As praias mais glamurosas do Rio moderno provavelmente eram um fedor completo no começo do século 19.
Os “tigres” eram só mais um lembrete de que, no dia 8 de março, dom João e sua corte tinham desembarcado no maior mercado de escravos das Américas, o Rio de Janeiro, cidade onde um terço da população de 60 mil pessoas correspondia aos cativos.
No olho da rua
O primeiro problema que o príncipe precisou resolver na chegada foi onde enfiar 11500 membros sem-teto da elite portuguesa. Simples: dom João mandava pintar as iniciais P.R. (oficialmente “Príncipe Regente”, mas interpretadas como “Ponha-se na rua”) nas casas desejadas para sua nobre trupe. Os donos originais tinham que deixá-las livres para os novos moradores e, supostamente, deveriam ter sido recompensados com uma espécie de aluguel, mas isso acabou acontecendo com freqüência bem inferior à necessária.
Dom João trouxe para o centro do Rio um novo tipo de música: a dos explosivos, pondo abaixo morros e rochedos que, segundo os urbanistas portugueses, atrapalhavam a circulação do ar e das águas e tornavam a cidade propensa a enchentes. Na base da pólvora, a região foi ficando mais plana e ampla. Era preciso expandir a cidade: em 1808, o Rio tinha apenas 46 ruas e um punhado de becos e travessas. Segundo cálculos do viajante inglês John Luccock, cada residência carioca espremia, em média, 15 pessoas.
Apesar do “Ponha-se na rua”, a elite carioca se mostrou mais que disposta a sustentar a corte nem um pouco austera de dom João. O maior exemplo disso veio com a fundação do Banco do Brasil, que iniciou um lucrativo sistema de toma-lá-dá-cá entre o rei e seus súditos brasileiros. O banco seria sustentado inicialmente pelos investimentos dos cariocas, que podiam comprar ações da instituição. Quem fosse generoso podia ser recompensado com títulos de nobreza e, melhor ainda, com dividendos bem superiores ao rendimento real do banco. Isso porque, como conta o jornalista Laurentino Gomes em seu livro 1808, o Banco do Brasil se pôs a emitir papel-moeda sem lastro correspondente em ouro – receita ideal para que a instituição quebrasse, o que aconteceu anos após a Independência.
A colônia não tinha autonomia completa nem para julgar seus próprios crimes. “Antes de 1808, o Judiciário do Brasil era composto essencialmente pelos Tribunais da Relação, com sedes no Rio de Janeiro, na Bahia e no Maranhão, mas a última instância ficava em Lisboa”, conta Márcio Antônio Ribeiro, consultor histórico do projeto Bicentenário do Judiciário Independente no Brasil, organizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Uma das medidas tomadas pelo príncipe regente foi criar a Casa de Suplicação no Rio, transformando a nova capital na última instância de todos os casos julgados em seus domínios. A Casa de Suplicação, após uma série de metamorfoses institucionais, daria origem ao atual STF.
Quase medieval
A verdade é que criar um banco e um tribunal ou abrir os portos era até a parte fácil do trabalho de dom João. Difícil mesmo seria cumprir o objetivo declarado de tornar o país “digno” da corte recém-chegada. O primeiro baque deve ter sido a diferença brutal de vestuário entre os fugitivos e os nativos. De um lado estavam as perucas empoadas, os sapatos de salto alto e os casacões bordados que Portugal copiara da corte francesa. De outro, os chinelos de dedo, calças leves e jaquetas de chita dos homens do Rio de Janeiro. Já as cariocas usavam rosários, camisas simples, saias curtas e mais chinelos.
Não demorou para que os brasileiros se pusessem a imitar o estilo da corte – até escravos libertos adotaram cartolas, bengalas e casacas. Mas estava na cara que esse tipo de vestuário não funcionaria direito num país tropical. Um diplomata da Prússia relatou o desastre de uma recepção de gala: “Às 8 horas, ombros e costas das damas, que trajavam vestidos decotados da moda, já tinham sido tão picados por mosquitos que, de tão vermelhos, assemelhavam-se a soldados após apanharem de chicote”.
Em vários aspectos do cotidiano, até mesmo os brasileiros mais ricos levavam uma vida quase medieval em 1808 (com a exceção do costume de tomar banhos regulares, impensável para os portugueses). Quem vivia por aqui em geral não sabia o que era usar talheres à mesa. Enquanto os homens utilizavam facas de cabo prateado para cortar carne – num almoço formal, cada convidado tinha de trazer a sua de casa –, mulheres e crianças mergulhavam as mãos na papa de comida.
O menu não era muito variado, incluindo em geral carne-seca, toucinho, feijão-preto, farinha de milho e, para beber, água. Vez por outra, as famílias comiam à mesa, embora o mais comum fosse fazer as refeições no chão, sentados em esteiras, com o prato no colo, enquanto ratazanas passavam correndo pelo aposento – se você queria saber se duas pessoas sentadas lado a lado eram íntimas, era só prestar atenção se uma delas enfiava a mão no prato da outra e pegava um pedaço do rango.

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Brasil: milagre do crescimento com a família real portuguesa

CURIOSIDADES DA HISTÓRIA

Dos réis ao real: as moedas no Brasil

A história do dinheiro no Brasil é cheia de reviravoltas
A gente sempre quis ter. Comida, roupas, terras – e coisas que pertenciam a outras pessoas. Há 10 mil anos, como não existia dinheiro, a solução era darmos algo que tínhamos de bastante valor em troca do que queríamos. De lá para cá, muita coisa foi usada para fazer essas negociações: bois (provavelmente a primeira forma de moeda), conchas (muito usadas na China e na Austrália), sal (que os gregos trocavam por escravos), sementes de cacau (adotadas pelos maias e pelos incas) e até tulipas (dadas na Holanda como dote de casamento).
No Brasil, já usamos açúcar, tabaco e até notas estrangeiras (no século 17, o florim holandês foi fabricado em Recife), além de um sem-número das nossas próprias moedas, que perdiam valor rapidamente. Com base no novo livro Linha do Tempo – Uma Viagem pela História da Humanidade, de autoria da editora de História Cláudia de Castro Lima, conheça os melhores momentos dos cinco séculos do dinheiro em nosso país.

Trocas malucas
Até concha já foi usada por aqui
1500 – Tostão
Ao chegar ao Brasil, os portugueses encontram cerca de 3 milhões de índios vivendo em economia de subsistência. Já os colonizadores usam moedas de cobre e ouro, que têm diversos nomes de acordo com a origem: tostão, português, cruzado, vintém e são-vicente.
Século 16 – Jimbo e réis
A pequena concha era usada como moeda no Congo e em Angola. Chegando ao Brasil, os escravos a encontram no litoral da Bahia e mantêm a tradição. Desde o descobrimento, porém, a moeda mais usada é o real português, mais conhecido em seu plural “réis”, que valeu até 1942.
1614 – Açúcar
Por ordem do governador do Rio de Janeiro, Constantino Menelau, o açúcar é aceito como moeda oficial no Brasil. De acordo com a lei, comerciantes eram obrigados a aceitar o produto para pagar compras.
1695 – Cara e coroa
A Casa da Moeda do Brasil, inaugurada na Bahia um ano antes, cunha suas primeiras moedas de ouro. Em 1727, surgem as primeiras moedas brasileiras com a figura do governante de um lado e as armas do reino do outro, conforme a tradição européia. Os termos “cara” e “coroa” vêm daí.
1942 – Cruzeiro
Na primeira troca de moeda do Brasil, os réis são substituídos pelo cruzeiro durante o governo de Getúlio Vargas. Mil réis passam a valer 1 cruzeiro; é o primeiro corte de três zeros da história monetária do país. É aí que surge também o centavo.
1967 – Cruzeiro novo
O cruzeiro novo é criado para substituir o cruzeiro, que levou outro corte de três zeros. Mais uma vez, isso ocorre por causa da desvalorização da moeda. Para adaptar as antigas cédulas que estavam em circulação, o governo manda carimbá-las.
1970 – Cruzeiro
A moeda troca de nome e volta a se chamar cruzeiro. Dessa vez, porém, só muda o nome, mas não o valor. Ou seja, 1 cruzeiro novo vale 1 cruzeiro.
1986 – Cruzado
Por causa da inflação, que alcança 200% ao ano, o governo de José Sarney lança o cruzado. Mil cruzeiros passam a valer 1 cruzado em fevereiro deste ano. No fim do ano, os preços seriam congelados, assim como os salários dos brasileiros.
1989 – Cruzado novo
Por causa de inflação de 1000% ao ano, ocorre uma nova troca de moeda. O cruzado perde três zeros e vira cruzado novo. A mudança é decorrência de um plano econômico chamado Plano Verão, elaborado pelo então ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega.
1990 – Cruzeiro
O cruzado novo volta a se chamar cruzeiro, durante o governo de Fernando Collor de Mello. O mesmo plano econômico decreta o bloqueio das cadernetas de poupança e das contas correntes de todos os cidadãos brasileiros por 18 meses.
1993 – Cruzeiro real
No governo de Itamar Franco, com Fernando Henrique Cardoso como ministro da Fazenda, o cruzeiro sofre outro corte de três zeros e vira cruzeiro real. No fim do ano, o ministro cria um indexador único, a unidade real de valor (URV).
1994 – Real
Após uma inflação de 3700% em 11 meses de existência do cruzeiro real, entra em vigor a Unidade Real de Valor (URV). Em julho, a URV, equivalendo a 2750 cruzeiros reais, passa a valer 1 real.





CIA – A INTELIGÊNCIA DOS EUA

18 04 2009

Quem dá as cartas no EUA: o Presidente da República ou a CIA?
Não se espantem com esta indagação! Uma companhia de inteligência como esta, a CIA, pode tornar-se tão poderosa que por dentro do Estado pode se constituir num Estado Paralelo, conspirando por fora – em outros países – e tramando por dentro do seu próprio país a serviço de forças e interesses inconfessáveis.
Para conhecermos um pouco – superficialmente – dessa organização espiã e também criminosa, publicamos a matéria abaixo que teve como fonte a “Revista Aventuras na História”, e disponibilizamos ao leitor/ra, o link de acesso à página original com o artigo completo.
Boa leitura!
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O surgimento da CIA: Nas garras da águia

Criada no início da Guerra Fria, a CIA se especializou em sabotar e derrubar governos. Conheça sete casos em que a agência mudou os rumos da história – nem sempre do jeito que ela tinha planejado
por Tiago Cordeiro
Quando a Segunda Guerra acabou, em 1945, os americanos tinham mostrado ao mundo o alcance de seu poderio militar, selando o destino da Alemanha nazista na Europa e tirando o Japão de combate no Pacífico. Por trás desse sucesso, entretanto, se escondia uma perigosa fraqueza. Enquanto os soldados dos Estados Unidos haviam vencido no campo de batalha, os espiões americanos tinham colecionado fracassos, mostrando-se muito inferiores aos agentes britânicos, russos e alemães. Para um país que pretendia conter a crescente influência da União Soviética, era preciso investir num recurso decisivo: informação.
Foi pensando nisso que o presidente americano Harry Truman criou a Agência Central de Inteligência, a CIA (sigla para Central Intelligence Agency), em 1947. Tudo o que ele queria era saber o que acontecia nos países do bloco socialista. A missão incluía, é claro, infiltrar agentes na União Soviética. Mas os diretores da agência logo perceberam que isso era quase impossível – há alguns anos, Richard Helms, diretor da CIA entre 1966 e 1973, chegou a declarar que, naquela época, colocar e manter um espião em Moscou era tão difícil quanto mandar um homem para Marte.
Incapaz de vigiar de perto os rivais da Guerra Fria, os diretores da CIA ampliaram o ramo de atuação da agência. Em vez de se concentrar apenas em investigações, ela passou a intervir diretamente na política de diversos países, sempre procurando destruir qualquer possibilidade de aproximação com Moscou. A primeira intervenção bem-sucedida foi o financiamento do partido Democrata Cristão nas eleições italianas de 1948, para bloquear a ascensão da esquerda na Itália. Em pouco tempo, a CIA estaria apoiando grupos rebeldes e desestabilizando governos por todos os cantos do mundo.
“A agência deveria ser a cura para uma fraqueza crônica: a capacidade de guardar segredo e usar disfarces nunca foi nosso forte”, afirma o jornalista americano Tim Weiner em Legacy of Ashes (“Legado de cinzas”, inédito no Brasil), livro que conta a trajetória da CIA lançado recentemente nos Estados Unidos. “Quando a compreensão falhou, os presidentes do país ordenaram que a CIA mudasse o curso da história à força, por meio de operações clandestinas.” E assim foi. A seguir, você vai conhecer melhor sete momentos em que a agência foi capaz de mudar o mundo. E perceber que as mudanças nem sempre aconteceram do jeito que o governo americano desejava.
A arte de criar inimigos
O alvo da primeira intervenção militar da CIA foi o primeiro-ministro do Irã, Mohammed Mossadegh. Depois de assumir o poder, em 1951, ele propôs a nacionalização das companhias petrolíferas. A proposta irritou profundamente os ocidentais que lucravam com o petróleo iraniano. Nos Estados Unidos, Dwight Eisenhower assumiu a presidência em 1953 e encomendou à CIA a Operação Ajax, cujo objetivo era a deposição de Mossadegh. A ação ficou a cargo de Kim Roosevelt, chefe da divisão da agência no Oriente Médio e neto do ex-presidente Franklin Roosevelt. Com 1 milhão de dólares, ele iniciou uma campanha contra o premiê.
Contratadas pelos americanos, multidões de pessoas, em especial jovens religiosos, foram às ruas pedir a queda de Mossadegh – a agência fornecia a elas dinheiro e infra-estrutura (como carros e escritórios). Ao mesmo tempo, outros grupos, compostos por pessoas humildes, foram contratados pela CIA para fazer manifestações que vinculassem a imagem do premiê a Moscou – com palavras de ordem como “Eu amo Mossadegh e o comunismo”. A um preço de 150 mil dólares, os jornais passaram a criticar o primeiro-ministro. O problema é que o líder dos golpistas, o general Fazlollah Zahedi, não reuniu o apoio necessário.
No dia do golpe, 7 de julho, tudo saiu errado: os dissidentes foram presos e Mossadegh se manteve no poder. Mas Kim Roosevelt não desistiu. Em 19 de agosto, ele e um grupo de religiosos, liderados pelos aiatolás Ahmed Kashani e Ruhollah Khomeini, levaram centenas de pessoas armadas às ruas. O ataque à guarda de Mossadegh custou 200 vidas. Dessa vez o premiê não resistiu. Em seu lugar, assumiu Zahedi. “Gerações de iranianos cresceram sabendo que o governo americano tinha interferido em sua soberania. No médio prazo, essa ação foi péssima para a imagem dos Estados Unidos no Oriente Médio”, afirma Tim Weiner em seu livro.
O golpe mais duro contra os americanos veio em 1979. Foi quando o aiatolá Khomeini liderou a revolução que transformou o Irã em uma república islâmica. No mesmo ano, Khomeini deteve 52 americanos na embaixada dos Estados Unidos em Teerã. Eles só foram libertados após 444 dias – durante os quais a CIA participou de diversas ações de resgate malsucedidas. Meio século após a intervenção planejada pela agência, o Irã é uma enorme pedra no sapato da política externa americana.

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Kissinger, o arquiteto da Guerra Fria

Guerra Fria: o mundo por um fio





OPINIÃO DO LEITOR

18 04 2009

Reiteramos a gratuidade de nosso trabalho. Ele é movido a incentivos e comentários elogiosos ou não, da parte de nossos visitantes e, vez por outra, publicamos alguns desses pontos de vista.
Abaixo, a opinião de Josy, que não conhecemos pessoalmente, mas fazemos questão de agradecer-lhe à generosidade!

JOSY said 1 day ago:
Descobri, por acaso, esta importante fonte de pesquisa.
Já coloquei nos meus favoritos.
Parabéns pela iniciativa e principalmente pelos textos apresentados.
Textos ricos de informações.

Voltarei, com certeza, buscando aumentar meus conhecimentos.

PARABÉNS MAIS UMA VEZ





TIRADENTES: O HERÓI DESPEDAÇADO

16 04 2009

Interessante este texto do historiador Laurentino Gomes, que demonstra como as punições contra os adversários políticos da Coroa Portuguesa no Brasil Colonial eram desumanas e chocantes.
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História do Brasil
Suplício judiciário: A vingança de Portugal

Uma forma radical de punição na época do Brasil Colônia incluía tortura com ferro em brasa, trituração dos ossos, decapitação e esquartejamento
por Laurentino Gomes
Os estudantes de História costumam ficar chocados com a forma implacável com que Portugal punia os culpados de crimes políticos na época do Brasil Colônia. Depois de enforcado, Tiradentes, o herói da Inconfidência Mineira (1789), teve seu corpo esquartejado. Troncos e membros foram espalhados ao longo da estrada que ligava Minais Gerais ao Rio de Janeiro. Sua cabeça, espetada no alto de um posto em Vila Rica, atual Ouro Preto, foi misteriosamente roubada. Até hoje não se sabe seu paradeiro. Na Revolta dos Alfaiates, ocorrida em Salvador em 1798, 47 suspeitos foram presos, e três deles acabaram decapitados e esquartejados. Pedaços de seus corpos foram colocados na ponta de estacas pelas ruas da capital, onde ficaram até se decompor totalmente. Na Revolução Pernambucana de 1817, a sentença contra os revoltosos determinava que, “depois de mortos, terão cortadas as mãos, e decepadas as cabeças e se pregarão em postes (…) e os restos de seus cadáveres serão ligados às caudas de cavalos e arrastados até o cemitério”.

Para ler o artigo completo, clique aqui.

IMAGEM DE MÁRTIR, PERFIL DE HERÓI (CLIQUE AQUI)





DIA DO ÍNDIO

15 04 2009

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Por Edson Hely

O Dia do Índio

O 19 de abril foi escolhido como Dia do Índio em assembléia realizada na cidade de Patzcuaro (México), em 1940. Não é data de batalha, nem data que celebre a resistência indígena propriamente dita, mas sim a data em que pela primeira vez delegados indígenas se reuniram em assembléia no 1º Congresso Indigenista Interamericano que se realizava naquela cidade. Todos os países da América foram convidados a participar dessa celebração. Esse dia seria dedicado ao estudo dos problemas dos índios pelas diversas instituições de ensino, no sentido de facilitar aos governos a adoção de normas necessárias à orientação de suas políticas indigenistas. Pelo Decreto-lei nº 5.540, de 02 de junho de 1943, o Brasil adotou a recomendação do Congresso, sendo o Dia do Índio celebrado pela primeira vez no país em 1944.

No Brasil o dia 19 de abril, escolhido como DIA DO ÍNDIO, correspodeu a data de aniversário do então Presidente Getúlio Vargas.

Muita coincidência o populismo getulista!





RETOMADA DOS POVOS INDÍGENAS

14 04 2009

Após séculos de opressão, os povos indígenas recuperam, aos poucos, os seus direitos. Além da terra, eles lutam por respeito e manutenção de costumes e tradições. Os índios buscam um espaço igualitário na sociedade brasileira, mas não querem deixar de lado o espírito de coletividade que os une.
JC ONLINE
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A PRESIDENTE DILMA NÃO PEGOU EM ARMAS

24 06 2012


Um inquérito policial militar do Conselho de Segurança Nacional (CSN) de 1969 detalha as ações de roubo a bancos do Comando de Libertação Nacional (Colina) em Minas Gerais e “enquadra” a então revolucionária Dilma Rousseff como integrante da organização por ter cedido a casa para encontros do grupo e coordenar ações de doutrina ideológica nas escolas. O documento que se tornou público semana passada está sob a guarda do Arquivo Nacional. O inquérito lista o nome dos 16 integrantes da Colina que tinham participação direta nos assaltos e foram presos à época da ditadura, relação da qual Dilma não faz parte. Os demais participantes do Colina em Minas Gerais também são listados no denominado “enquadramento”, e no perfil revolucionário de Dilma traçado pelo CSN ela é descrita como agente de suporte intelectual da organização.

O documento do CSN de monitoramento das ações de roubo a bancos em Minas Gerais confirma as declarações da presidente Dilma Rousseff, que sempre negou ter participado de ações efetivas de grupo armado. “Não tive nenhuma ação armada. Se tivesse, não receberia condenação de dois anos. Cumpri três anos de cadeia, mas fui condenada a dois”, disse em abril de 2010, logo após deixar a Casa Civil para disputar a Presidência, negando em uma entrevista em Porto Alegre que tenha pego em armas.

Os “delitos” de Dilma listados pelo inquérito policial militar são: pertencer à “organização clandestina e revolucionária de cunho marxista-leninista”; fazer parte da célula política da organização na Faculdade de Medicina; integrar o setor estudantil da organização, “encarregada de coordenar as ações nas escolas”; realizar reuniões de “caráter subversivo em seu apartamento”; participar de congresso da organização em Contagem (MG); convidar dois integrantes (Ageu Henriger Lisboa e Marcos Antonio de Azevedo Meyer) para entrar na organização; receber contribuições mensais para a organização; e utilizar “sua residência” para realizar reuniões da organização.

Fonte: D.P.





28 05 2012

Postado originalmente em MANIA DE HISTÓRIA:

Engenho Matapiruma

Distante 18 km, da sede do município. Foi uma das residências do Barão de Suassuna.
A casa-grande também ficou famosa por ter hospedado o Imperador D. Pedro II. Em 1859. do Conjunto arquitetômico; Casa-grande, capela e senzala, só a senzala continua de pé, sendo hoje, ultilizada por trabalhadores do engenho, como moradia. Foi construída entre a casa-grande e a capela. Seu alpendre arqueado em alvenaria, de fustes cilíndricos e capitéis toscos. A casa-grande possuia um estilo colonial altêntico. Hoje avistamos só ruinas dos trechos de uma fundação e raros pedaços de paredes.
Ela datava do ano de 1800. A capela cuja padroeira era Nossa Senhora da Conceição, Foi construida em 1817, também estar em ruínas resta apenas um pedaço da fachada, da parede central e da parede posterior. Possui grande valor histórico e cultural.

Livro: ESCADA, Riqueza de Pernambuco.

SAIBA MAIS.

Ver original





MEMÓRIAS DO AÇUCAR – ESCADA: MATA SUL DE DE PERNAMBUCO

8 02 2011

Engenho Matapiruma

Distante 18 km, da sede do município. Foi uma das residências do Barão de Suassuna.
A casa-grande também ficou famosa por ter hospedado o Imperador D. Pedro II. Em 1859. do Conjunto arquitetômico; Casa-grande, capela e senzala, só a senzala continua de pé, sendo hoje, ultilizada por trabalhadores do engenho, como moradia. Foi construída entre a casa-grande e a capela. Seu alpendre arqueado em alvenaria, de fustes cilíndricos e capitéis toscos. A casa-grande possuia um estilo colonial altêntico. Hoje avistamos só ruinas dos trechos de uma fundação e raros pedaços de paredes.
Ela datava do ano de 1800. A capela cuja padroeira era Nossa Senhora da Conceição, Foi construida em 1817, também estar em ruínas resta apenas um pedaço da fachada, da parede central e da parede posterior. Possui grande valor histórico e cultural.

Livro: ESCADA, Riqueza de Pernambuco.

SAIBA MAIS.








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