Para entender melhor a política brasileira

30 10 2007

O PMDB e o fisiologismo político


Escrito por Dejalma Cremonese

A máxima política que diz “se hay gobierno soy contra” pode ser facilmente invertida na ótica peemedebista para “se hay gobierno soy a favor”, tal a vocação governista (fisiológica) e adesista do partido.

Provindo do antigo MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido de oposição durante a ditadura militar (1964-1985), o PMDB é, nos nossos dias, o maior partido brasileiro. Possui 93 deputados federais – a maior bancada no Congresso Nacional, administra o maior número de estados, no total de 7 governadores (SC, PR, MS, RJ, ES, TO, AM) e 5 vice-governadores. É a primeira força no Senado Federal com 20 senadores. Possui 170 deputados estaduais, administra 4 prefeituras de capitais, além de 1.071 prefeituras por todo o Brasil (em torno de 20%), mais de 900 vice-prefeituras, 8.308 vereadores eleitos e conta com um milhão e oitocentos mil filiados, aproximadamente.

No espectro político, o PMDB se situa no campo ideológico de centro, ou seja, procura manter o status quo (situação vigente), fazendo “reformas” para deixar as coisas como estão. Muitas são as facetas do partido: quando falamos do PMDB do Simon ou do Rigotto (Sul), do Quércia, Garotinho e Cabral (Sudeste), ou do Sarney, Temer e Calheiros (Norte e Nordeste), estamos falando de diferentes peemedebês. No entanto, as decisões tendem a ser unânimes quando estão em jogo os interesses do partido. Um exemplo de fisiologismo explícito foi o caso do voto dos senadores peemedebistas contra a MP que criava a Secretaria de Longo Prazo (SALOPRAZ). O que se pleiteava, no caso, era um maior espaço no governo Lula.

O fisiologismo não é uma particularidade apenas do PMDB; no entanto, é o partido em que mais transparece essa característica por buscar, de qualquer forma, a manutenção do poder, independente de quem esteja no poder. Assim, segundo o Dicionário Houaiss, entende-se o termo “fisiologismo” como a conduta ou prática de certos representantes e servidores públicos que visa à satisfação de interesses ou vantagens pessoais ou partidários, em detrimento do bem comum. Ou seja, o fisiologismo está muito próximo do clientelismo político que é um tipo de relação de poder em que as ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses individuais.

Fisiologista ou não, o certo é que nenhum partido que chegue ao poder hoje, no Brasil, pode prescindir da participação do PMDB. Aliás, o partido está ali para isso mesmo. A vocação governista do PMDB vem de longa data. Desde a abertura democrática em 1985, com Sarney, bem como na expressiva vitória do partido em 1987, elegendo 21 governadores em todo o Brasil. O PMDB esteve no poder com Itamar Franco (que começou sua carreira política no antigo MDB, embora tivesse passado pelo PL e ingressado, mais tarde, no PRN, para ser vice de Collor de Mello em 1989), assumiu a presidência após o impeachment de Collor. Em seguida, o PMDB apoiou incondicionalmente o governo de FHC (nos dois mandatos) e, agora, ocupa um espaço privilegiado no governo Lula, tendo a administração de 4 ministérios: Nelson Jobim (RS), no Ministério da Defesa, Reinhold Stephanes (PR), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Hélio Costa (MG), no Ministério das Comunicações, José Gomes Temporão (RJ), no Ministério da Saúde e, até bem pouco tempo atrás, o ministério de Minas e Energia era ocupado por Silas Rondeau Cavalcanti (que pediu demissão por ter seu nome envolvido na “Operação Navalha”). O PMDB luta por ter novamente este ministério.

Seguindo nesta mesma lógica, é bem provável que, em 2010, o PMDB nem venha a lançar candidato à presidência da República, ficará na cômoda posição de apoiar o novo presidente eleito. Claro, para isso, pleiteará os cargos que achar necessários para continuar onde sempre esteve, no poder.

Dejalma Cremonese é cientista político.
Web Site: www.capitalsocialsul.com.br
e-mail: dcremo@hotmail.com.br
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O custo é alto e o benefício?

30 10 2007

Deputados gastam R$ 1,19 milhão em viagens desde janeiro

Em viagens internacionais, parlamentares gastaram em média R$ 5,9 mil.
Diárias vão de R$ 300 para viagens nacionais até US$ 350 para viagens internacionais.

Maria Angélica Oliveira Do G1


Desde o início do ano, a Câmara dos Deputados gastou R$ 1,19 milhão em ao menos 272 viagens feitas por parlamentares em missão oficial, segundo informações da assessoria de imprensa da Câmara e dados disponíveis no site da instituição.

Viagens em missão oficial na Câmara
- Desde o início do ano

Gasto de R$ 1,19 milhão com viagens.

- No que é gasto

Passagens aéreas e diárias.

- O que mais pesa

Viagens internacionais, que consumiram 87% do total.

- Gasto médio

Em média, cada viagem internacional custou R$ 5,9 mil por deputado; nas nacionais, a média é de R$ 1,5 mil.

- Quem mais viajou

O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que esteve em 15 missões oficiais.

- Viagem com mais diárias

Para um encontro de parlamentares em Bali, na Indonésia. Seis deputados viajaram. Cada um recebeu dez diárias de US$ 350.

- Diárias

As nacionais são de R$ 300. Internacionais custam US$ 320 para a América do Sul e US$ 350 para outros destinos.

O levantamento efetuado pelo G1 alcança gastos até o dia 25 de outubro com passagens aéreas e diárias. O valor gasto com viagens neste ano representa 14% do que a Câmara gasta por mês para pagar os salários dos 513 deputados. Cada um recebe R$ 16,5 mil.

A maioria das despesas é de viagens internacionais. No total, a Câmara gastou R$ 1,04 milhão em ao menos 175 missões no exterior para países vizinhos, como Uruguai, Chile e Argentina, e para locais mais distantes, como Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Espanha, Suíça, China e Quênia, por exemplo. Em média, cada viagem para fora do país custou R$ 5,9 mil por deputado.

As viagens nacionais consumiram R$ 154,5 mil, o que resulta numa média de R$ 1,5 mil por deputado em cada uma das 97 missões oficiais dentro do Brasil.

Parlamentares reembolsaram à Câmara R$ 10.180 referentes a passagens aéreas que, segundo a assessoria, não ocorreram.

A assessoria da Presidência da Câmara informou que, de janeiro a julho deste ano, houve redução de 27,3% (redução de R$ 268 mil) nas despesas com passagens aéreas de deputados e “eventualmente servidores” em missão oficial, na comparação com o mesmo período do ano passado, e diminuição de 21,6% (R$ 168 mil) nos gastos com diárias.

Quem mais viajou

Ao todo, ao menos 133 deputados (25,9% do total) viajaram pela Câmara desde o início do ano. O deputado Dr. Rosinha (PT-PR) é o que mais viajou: ao todo, foram 15 missões oficiais desde o início do ano.

Ele foi oito vezes para o Uruguai, onde participou de encontros preparativos e reuniões do Parlamento do Mercosul, do qual é vice-presidente, quatro para a Argentina, e uma vez cada para Bolívia, Chile e El Salvador.

Moreira Mariz/Agência Senado
Moreira Mariz/Agência Senado
Primeira sessão do Parlamento do Mercosul, em Montevidéu (Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)

Dr. Rosinha defende o número de viagens e os gastos feitos pela Câmara com deputados em missão oficial. Ele argumenta que os acordos internacionais “decidem mais sobre a vida do brasileiro do que próprias decisões do Congresso Nacional”.

“Os parlamentares têm que viajar sim porque um acordo mal feito, um acordo mal assinado, repercute aqui dentro do nosso país”, afirma.

O deputado afirma que as despesas tendem a aumentar “por exigência da política internacional”, inclusive as dele, já que no ano que vem assumirá o cargo de presidente do Parlamento do Mercosul.

“E talvez seja a alegria da imprensa brasileira porque aí vou estar mais ausente, talvez seja a alegria para mostrar que a gente viaja muito”, ironizou.

Criado neste ano, o Parlamento do Mercosul não tem poder deliberativo. “Nós fazemos debates e sugestões”, conta Dr. Rosinha, anunciando o tema que domina as discussões: a integração das pessoas no Mercosul.

“Na questão educacional, de saúde, do ir e vir, o controle epidemiológico da aftosa, a Rodada de Doha, as Ilhas Malvinas”, explica.

‘Viagem sacrificada’

A viagem com maior número de diárias foi para a 116ª Assembléia da União Interparlamentar (UIP) em Nusa Dua, em Bali, na Indonésia. Seis deputados integraram a comitiva. A Câmara pagou dez diárias de US$ 350 a cada um. Geralmente, o valor máximo pago é de cinco diárias.

No encontro, as discussões foram desde aquecimento global e créditos de carbono a políticas de controle do vírus HIV.

“Deliberamos quais os pontos que vamos pressionar juntos aos governos, gestionar junto aos países, ou através da modificação das leis fazer com que novas regras sejam estabelecidas”, argumenta a deputada Maria Helena (PSB-RR), que explica a falta de medidas imediatas.

“Tudo que se faz em termos de atuação no parlamento é uma coisa muito demorada. Você nunca consegue uma solução imediata porque depende da vontade política dos governos, dos países. Você não pode decidir, faz apenas gestões e gestões”, afirma.

A deputada não vê problemas em uma viagem para um dos pontos turísticos mais famosos do mundo. “Quem define os locais das reuniões é a cúpula, o comitê executivo. (…) Uma vez, teve uma reunião dessa UIP que foi na Nova Zelândia. Eu não fui porque é muito longe. Para nós, é ruim quando é longe, leva três dias para ir. Você recebe passagem em categoria econômica, é uma viagem muito sacrificada”, explica.


Efeitos práticos

Maria Helena, que também viajou neste ano para o Fórum Social Mundial, no Quênia, em uma comitiva com outros sete deputados, afirma que as viagens surtem efeitos práticos, como a que fez para a estação Comandante Ferraz, na Antártica, em 2005.

“Promovemos audiências públicas, conseguimos recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia para recuperação da estação, conseguimos recursos para continuar a pesquisa de monitoramento do clima”, enumera.

Em junho, três parlamentares seguiram o mesmo roteiro de visita à estação na Antártica: João Almeida (PSDB-BA), Zezéu Ribeiro (PT-BA) e Nilson Pinto (PSDB-PA). Cada um recebeu uma diária de US$ 320, segundo informações do site da Câmara.

Diárias

As diárias cobrem as despesas do deputado com hotel, alimentação e traslado e são tabeladas. Para viagens nacionais, a diária é de R$ 300. Em viagens internacionais, os valores são de US$ 320 para a América do Sul e de US$ 350 para América do Norte, Europa e outras localidades.

Para Dr. Rosinha, o valor que recebe para suas viagens a Montevidéu é “mais do que suficiente”.

“Falo em termos pessoais, porque me considero uma pessoa modesta, não preciso freqüentar apartamento luxuoso nem freqüentar restaurantes luxuosos”, afirma, ressaltando que, para outros países, “dá a despesa exata”.

É o caso do deputado Ademir Camilo (PDT-MG), que participou do Fórum Mundial Alternativo da Água, em Bruxelas, na Bélgica, em março.

“Para uma viagem internacional, isso é quase que irrisório (…) o recurso é suficiente, não tem nada de excessivo. Ele é a conta de você estar em outro país, acomodar bem e comer razoavelmente”, opina.

Camilo, que fez a primeira viagem oficial neste ano, em seu segundo mandato, afirma que os gastos da Câmara com viagens são “razoáveis”.

“O conhecimento é a fonte do desenvolvimento. O gasto com conhecimento em um determinado momento pode parecer alto, mas lá na frente a gente vai colher bons frutos”, respondeu.

Questionado sobre o evento, o deputado afirma que o fórum permitiu ter contato com outras delegações e “sensibilizar as pessoas para a preocupação com água potável de qualidade”.

Relatórios

Pelo site da Câmara, é possível consultar as viagens feitas por parlamentares, a quantidade de diárias recebidas e se a instituição pagou a passagem. Em geral, os deputados disponibilizam relatórios sobre a viagem, o que é obrigatório. No entanto, segundo a assessoria da Casa, não há penalidade para o parlamentar que não divulgar o que fez na viagem.

O deputado Paes Landim (PTB-PI) se define como uma pessoa que “comparece a tudo” e diz que sempre presta contas. “Toda vez que viajo, faço um discurso na Câmara, faço um relato de público”, afirma.

Neste ano, ele esteve em duas reuniões sobre combate à desertificação, uma na Argentina e outra na Espanha. Também participou de uma reunião do Comitê Executivo da Confederação Parlamentar das Américas (Copa) nos Estados Unidos e da Reunião sub-regional do Cone Sul do Parlamento Latinoamericano, realizada na Argentina.

Questionado, o deputado disse ser “difícil” avaliar os gastos da Câmara com viagens. “Acredito que os colegas que recebem essas missões no exterior são responsáveis para efetivamente contribuírem para o aperfeiçoamento daqueles temas, daqueles objetivos”, disse.





Nepotismo Nunca Mais !

30 10 2007

Nesta quarta-feira, às 14h, membros do Fórum Permanente Pela Ética na Política em parceria com CUT/PE, estarão defronte a Assembléia Legislativa, exatamente no semáforo, distribuindo com os motoristas parados no sinal, em torno de 1000 adesivos com a inscrição ” NEPOTISMO NUNCA MAIS!”. O objetivo do grupo é formar mais opinião contra essa prática vergonhosa, ainda presente no poder legislativo estadual.





Polêmica

30 10 2007

Jornal questiona a Copa de 2014 no Brasil

ImageClique aqui para ouvir(1’46” / 415 Kb) – O jornal inglês Financial Times publicou nesta segunda-feira (29) uma matéria questionando a capacidade do Brasil para realizar a Copa do Mundo de futebol em 2014. De acordo com o jornal, nenhuma cidade do país possui estádio à altura para os jogos. A falta de segurança e de infra-estrutura aeroportuária, além da corrupção, também são pontos questionados. Segundo o Financial Times, algumas obras dos Jogos Pan-americanos realizado no Rio de Janeiro este ano, revelaram um superfaturamento de até dez vezes o valor da construção.

Para o jornalista esportivo Juca Kfouri, se a África do Sul está fazendo uma Copa do Mundo, o Brasil também tem condições. Para ele, o Brasil pode apenas reformar os estádios e “fazer uma Copa do tamanho do país”, ao invés de querer “mostrar para o mundo um Brasil que não existe”. Porém, Kfouri considera que os atuais dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol não são confiáveis, sobretudo se estiverem associados às empreiteiras para construir estádios no Brasil.

“Eu só não acho que o Brasil deva fazer uma Copa do Mundo comandada por este pessoal, porque não há razão nenhuma para confiar nesta gente. Basta dizer que o presidente do comitê organizador da Copa do Mundo é aquele mesmo cidadão que saiu indiciado de uma CPI do Senado Federal sete anos atrás e até hoje responde na Justiça por aquilo”.

Para o jornalista, grandes eventos esportivos podem ser benéficos ao país se forem seriamente organizados. Ele cita que, para o Pan de 2007, estavam previstos como herança a despoluição da Baia de Guanabara e da lagoa Rodrigo de Freitas, a construção de uma linha de metrô e melhorias na segurança pública. Mas, como o Pan foi mal administrado, nada disso foi cumprido.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vinicius Mansu





Podridão no senado

30 10 2007

Jefferson Péres: “Não tenho esqueletos no armário”


Em discurso prestigiado por um grande número de parlamentares, o senador Jefferson Péres (PDT-AM) se defendeu há pouco, na tribuna do Senado, das acusações de que teria participado de fraudes durante a sua passagem pela diretoria da Siderúrgica da Amazônia (Sederama) na década de 70.

A empresa, na época, foi acusada de não repassar ao governo os recursos do Imposto de Renda retido na fonte de seus funcionários. Como conseqüência todos os diretores foram arrolados no inquérito. O senador ressaltou, no entanto, que apenas três de seus colegas, na época, foram formalmente acusados.

“Estou sendo vítima de uma campanha difamatória”, afirmou. “Não posso ser chantageado porque não tenho nenhum esqueleto no armário”, acrescentou.

Quanto a quem seria o autor do DVD, enviado para alguns parlamentares com denúncias contra ele, o senador disse que tem alguns suspeitos, mas evitou citar nomes. “Eu imagino alguns, mas não vou apontá-los, primeiro porque não tenho provas e segundo porque não cruzo minha espada com facão de bandidos”, disse.

Jefferson Péres também disse que recebeu uma carta do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reconhecendo a integridade de sua biografia. “O Renan me enviou uma carta hoje em que diz: que Jefferson Peres é exemplo de lisura e honradez”.

Péres é o relator do processo que investiga a participação de Renan numa sociedade secreta que comprou veículos de comunicação em Alagoas.

O senador também rebateu as acusações de que sua mulher seria funcionária de seu gabinete. “Ela não é e nunca foi funcionária do Senado. Nem do meu nem de qualquer outro gabinete”. Em seguida, se defendeu das acusações de que teria pedido ao Senado passagens aéreas para viagens particulares. “Nunca pedi passagens para nenhum presidente do Senado. O Jader [Barbalho, ex-presidente do Senado] e o Renan estão ai, pode pedir para saber”.

No final de sua defesa, o parlamentar pediu ao presidente interino da Casa, Tião Viana (PT-AC), que o Senado apure a autoria do vídeo que levanta suspeitas em relação à sua conduta. Em resposta, o petista disse que todas as providências serão tomadas nesse sentido.

Depois de se defender, Jefferson Péres foi aplaudido pelos demais senadores presentes à sessão. Logo após o pronunciamento do pedetista, o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), informou que as gravações do DVD serão submetidas a uma perícia. (Erich Decat)





Conservadores p… da vida

28 10 2007


Chávez “vence” na Argentina e provoca clima de velório entre os missionários neoliberais



Se aceitarmos a premissa de que Cristina Fernández de Kirchner se tornará a primeira presidente eleita da Argentina neste domingo essencialmente por causa da bem sucedida política econômica do marido, então ela deve a vitória à decisão de Nestor Kirchner de dar uma banana aos banqueiros e às receitas do Fundo Monetário Internacional e procurar um caminho próprio.

De forma elegante e educada, é o que dizem os economistas Mark Weisbrot e Luis Sandoval, do Centro de Pesquisa Política e Econômica de Washington, que felizmente divergem das opiniões marteladas, diuturnamente, pelos papagaios cansados da mídia corporativa brasileira.

Os dois acabam de divulgar um estudo sobre a economia de nosso vizinho: “A atual expansão econômica da Argentina dura mais de cinco anos e meio e foi muito além da expectativa da maioria dos economistas e da mídia especializada. Apesar do “default” recorde de U$ 100 bilhões em dezembro de 2001 e de um colapso financeiro, a economia começou a crescer três meses depois e continua crescendo desde então. O PIB da Argentina durante este período cresceu mais de 50%, fazendo da Argentina a economia de maior crescimento no Hemisfério Ocidental no período. No processo, mais de 11 milhões de pessoas, em um país de 39 milhões, superaram a linha da pobreza. Além disso, a recuperação foi obtida sem qualquer ajuda das instituições financeiras internacionais que haviam, lideradas pelo Fundo Monetário Internacional, emprestado dezenas de bilhões de dólares antes do colapso; e com o uso de políticas macroeconômicas não-ortodoxas.”

Nem tudo é um mar de rosas, dizem os economistas: a inflação e a falta de energia são problemas graves diante de Cristina Kirchner. Gravíssimos. Ela já disse que a parceria com Hugo Chávez continuará. A integração energética, que é um dos pilares da política externa do venezuelano, serve à Argentina como saída de médio prazo para enfrentar a crise que pode interromper o ciclo de crescimento.

Os economistas atribuem a recuperação da Argentina às decisões políticas que levaram o país a romper com as receitas ortodoxas do FMI e a não sucumbir às pressões na renegociação da dívida, que resultou num desconto recorde de 65,6% do valor total. “Se o governo não tivesse adotado a linha dura com os credores acabaria com um peso insustentável da dívida, que poderia ter matado a recuperação”, diz o relatório.

Os autores dizem que é impossível tirar lições da crise argentina que se apliquem automaticamente a outros países, mas afirmam que a política bem sucedida de Nestor Kirchner coloca em debate as verdades absolutas dos neoliberais – como a independência do Banco Central, o corte de impostos ou de programas sociais.

Atribuem ao imposto sobre exportações um papel decisivo para ajustar as contas do governo, além do bolsa-família argentino, que garantiu uma renda de 150 pesos mensais ao chefe de família desempregado com filho menor de 18 anos. Em 2003, segundo o estudo, o programa atingiu 20 por cento dos domicílios, com 97,6% dos beneficiários abaixo da linha de pobreza.

“Tudo isso representa um rompimento com a política econômica tradicionalmente receitada à América Latina, mas também com o modelo de atuação de um banco central. Embora reconhecendo que passos devem ser tomados para controlar a inflação e evitar uma espiral de preços e salários, o governo aceitou conviver com inflação de dois dígitos, por algum tempo, para garantir um crescimento econômico rápido que teve um enorme impacto na pobreza, no emprego e na distribuição de renda”, diz o relatório.

O desemprego caiu de 21,5% na primeira metade de 2002 para 9,6% no primeiro semestre de 2007. A taxa de pobreza caiu de 41,4% dos domicílios para 16,3% no mesmo período. E o aumento real de salários foi de 40,1%. Fiquem de olho no clima de velório nos estúdios da Globo nesta segunda-feira. Anotem quantas vezes eles vão falar em “populismo” e dizer que o colapso da Argentina é apenas uma questão de tempo. Não chamem o Procon, por que a gente vai ficar sem ter de quem falar mal.





28 10 2007

O PT é o maior inimigo do PT


Soltaram um balão de ensaio. É assim que os políticos testam a água. O balão da vez é o terceiro mandato de Lula. Além de fortalecer a oposição e o partido da mídia, a idéia é um golpe nas instituições cambaleantes do Brasil. Não adianta argumentar que outros fizeram o mesmo.

Aliás, devem servir de exemplos negativos: Sarney distribuiu concessões de rádio e TV para ficar no poder mais um ano; intermediários compraram votos em nome de FHC para aprovar a reeleição. Tá na hora de acabar com o casuísmo na política brasileira. Quanto custaria um terceiro mandato de Lula?

Lula deveria desautorizar seus aliados e lançar um candidato jovem, como o ministro da Saúde Temporão. É dinâmico, um bom administrador e sanitarista. O maior problema social do Brasil, hoje em dia, não é a fome. É a falta de saneamento básico, responsável por 40% das internações hospitalares.

Do site Vi o Mundo





Politicoisas

28 10 2007

A polícia matando e o Tuma tomando!

Arthur Maciel

No Rio de Janeiro parece que a polícia incorporou mesmo a filosofia do Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite. Só este ano morreram 961 pessoas em confronto!Na verdade eu acho que eles estão se inspirando em outro filme: Licença para matar!!!

O DEM poderá pedir de volta no TSE o mandato de quem deixou o partido recentemente, como é o caso do senador Romeu Tuma (SP). Conclusão: O Tuma tomou…

No pódio do GP Brasil de Fórmula 1 o governador José Serra se confundiu e quase entregou o prêmio do Felipe Massa para o Fernando Alonso. E por que será que o Lula não compareceu ao evento?Deve ter ficado com medo das VAIAS!

E sabe como estão chamando a Cristina Kirchner, atual primeira-dama e candidata à presidência da Argentina?Cretina Kirchner!!!A política do outro lado da fronteira não é muito diferente da nossa…

arthurmaciel@estadao.com.br





Boa Notícia

28 10 2007





Mídia golpista faz ilações!

28 10 2007

Da Época

O Brasil deve temer?

ÉPOCA fala sobre como o crescente poderio militar de Hugo Chávez ameaça a liderança brasileira na América Latina. Para o ano que vem, o orçamento das Forças Armadas deve ser o maior desde o fim da ditadura militar. Mesmo que reafirme as relações pacíficas com a Venezuela, essa movimentação demonstra que o país quer manter sua hegemonia regional.





Odeia a mídia? Torne-se a mídia!

28 10 2007

Da Isto É
Intimidades na internet

Celebridades fazem revelações em blogs e dão “furo” na imprensa

RODRIGO CARDOSO

CONFISSÕES Doença na família, celulite e festa de casamento com muletas. Boni, Luana Piovani e Daiane dos Santos abrem o coração online

O cantor americano Jello Biafra (exvocalista da banda Dead Kennedys) é um ativista anticapitalista que foi pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos, em 2000. É dele uma frase que virou lema de movimentos de mídia independente: “Odeia a mídia? Torne-se a mídia!” Com 100 milhões de adeptos no mundo, segundo o sistema de buscas americano Technorati, os blogs são uma das ferramentas preferidas de quem pensa como Jello. No Brasil, as celebridades têm transformado seus diários online em confessionários. Em muitos deles, o bordão “não falo sobre a vida particular” não existe. Elas revelam detalhes íntimos na internet e chegam a “dar furos” na imprensa.

“No blog fico mais relaxada em falar intimidades, porque não sinto uma invasão de privacidade”, conta a ginasta Daiane dos Santos, que detalhou online sua recuperação após uma cirurgia no pé esquerdo. A atriz Luana Piovani, que há 12 anos passou a contar suas tropelias online, já deu alguns “furos” em seu diário virtual. Entre trabalhos futuros e namoros assumidos, o de maior destaque foi a revelação de que Caetano Veloso se inspirou nela para escrever a canção Um sonho, o que foi desmentido e depois admitido pelo cantor.

“O blog é mais um elemento na manutenção da celebridade”, diz a professora Ivana Bents, da escola de comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Assim como acontece com colunistas que criaram blogs para repercutir conteúdo com seus leitores, Bents acredita que os artistas terão de fazer o mesmo para se comunicar diretamente com seu público. “Blog é uma expressão sem ruído e interferências”, diz José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que por anos deu as cartas na programação da Rede Globo e, hoje, se comunica também via blog.

MATERNIDADE Fernanda Lima revelou a gravidez de gêmeos no blog

Filho de Boni, Diogo Boni criou no mês passado um portal que comporta blogs de 187 personalidades. “A Carolina Dieckmann já deu cinco ‘furos’ na imprensa pelo blog. A Cléo Pires, quatro”, diz Diogo. Além de postar uma foto do filho recém- nascido – jóia que todo paparazzo tentou garimpar –, Carolina desmentiu online que estaria internada antes de dar à luz, notícia que causou um mal súbito em sua avó. “O blog não é meu divã”, pondera a atriz Fernanda Lima. Ela, porém, confirmou online que estava grávida de gêmeos. “Quis esclarecer rapidamente no momento que vi a imprensa falando.” Diariamente, de acordo com a Technorati, 1,8 milhão de mensagens são postadas em blogs no mundo todo e 175 mil diários online – ou novas mídias, como diria Jello Biafra – são abertos.





Escravidão Moderna

28 10 2007

Grupo móvel retoma atividades e liberta mais trabalhadores em MT e PA

Imageclique aqui para ouvir(1´19´´ / 313 Kb) – O recomeço das atividades do grupo móvel de fiscalização do trabalho escravo, na última semana, confirma que esta prática no Brasil está longe de ser erradicada. No retorno das atividades, o grupo resgatou 43 trabalhadores, submetidos a condições degradantes nos estados do Mato Grosso e no Pará. No Pará, a fiscalização libertou 23 trabalhadores na fazenda Serra Dourada, no município de Novo Repartimento, encontrados em alojamentos inadequados e sem água potável.

O relatório da operação já foi encaminhado à Polícia Federal, Ministério Público e Ministério do Trabalho para que cada órgão, realize as providências que lhe competem. Marcelo Campos, assessor da secretaria de inspeção do trabalho em Brasília (DF), que coordenou esta ação no Pará, aponta que o proprietário aguardará pelos tramites processuais, que podem durar até um ano. Estima-se que o empregador, Seleone Carlos de Moura, tenha que pagar mais de R$ 30 mil somente em dívidas trabalhistas.

O grupo móvel retomou suas atividades depois de suspender estas ações por 20 dias. Isso aconteceu em decorrência de problemas causados por uma comissão externa de senadores, que considerou abusiva uma ação de fiscalização realizada no Pará no início do mês.

De Brasília, da Radioagência NP, Gisele Barbieri





28 10 2007

A fragilidade dos direitos humanos no Brasil


Escrito por Roberto Malvezzi – Correio da Cidadania

É visível a olho nu a fragilização dos direitos humanos no Brasil atual. O aumento do trabalho escravo e degradante nos canaviais, a investida do senado contra o Grupo Móvel, as declarações de autoridades do Rio a respeito do combate ao crime, o filme “Tropa de Elite”, o apoio ostensivo de veículos da mídia à violência policial, as declarações do presidente da República no Brasil – “não se trata bandidos com flores” – e na Espanha – “a situação dos canavieiros não é pior que a situação dos trabalhadores da mineração na Inglaterra, mas foi assim que a Europa chegou até aqui”- têm gerado um caldo de fatalidade diante da violação dos direitos e alimentado a velha lei do talião: “olho por olho, dente por dente”.

A pior das teses vem do governador do Rio, defendendo o aborto como forma de diminuir a violência. A tese não é nova, vem dos Estados Unidos, uma teoria segundo a qual a violência teria diminuído desde quando as mulheres pobres reivindicaram – e conseguiram – o direito ao aborto. Há um livro sobre o assunto. Portanto, se é de matar o pobre quando ele for adulto, que se mate ainda na barriga da mãe.

Para piorar, o incentivo do PAC ao crescimento de qualquer forma excitou o apetite do capital, que avança sobre as florestas, as águas, sem qualquer respeito pelos direitos das comunidades tradicionais, como quilombolas e índios, salvo raríssimas exceções.

A defesa dos direitos humanos não é a defesa do crime e da impunidade, como alega grande parte da direita, com claros laivos fascistas. É apenas a exigência que o criminoso seja punido dentro dos parâmetros legais. Também não é apenas uma questão tática em função de mudanças estruturais, como já vi da boca de gente da esquerda. A defesa dos direitos humanos é a última trincheira do ser humano, de sua dimensão irredutível e inviolável. Se perdermos essa dimensão, diante de qualquer ideologia, de qualquer forma de Estado, de qualquer religião, de qualquer política, abrimos as portas para toda aberração de seres humanos contra outros seres humanos.

Hoje há uma crítica de que a carta dos direitos humanos não é suficiente para entender a relação do todo, do ser humano com a natureza. Portanto, que ela já não ocuparia uma agenda central. É verdade, precisamos repensar “os direitos da natureza”, embora para muitos isso seja uma aberração. Mas, como diz Lovelock, se Gaia é um ser vivo, ela tem direito ao seu metabolismo, portanto, nem tudo está à disposição do ser humano na face da Terra. Entretanto, a exigência contemporânea de pensar o ser humano também na sua relação com o ambiente em nada nega a defesa dos direitos humanos, porque eles dizem respeito diretamente à relação entre Estado e cidadão. A carta magna dos direitos nasceu em 1948, exatamente diante do inominável realizado pelos nazistas para o povo judeu.

Hoje, no Brasil, já não temos ícones dos direitos como D. Paulo Evaristo Arns, D. Hélder Câmara, Reverendo James Wright ou Henri Söbel, para citarmos alguns. Alguns deles ainda estão entre nós, mas já não ocupam cargos de autoridade. Mas temos redes articuladas que fazem esse papel, não só no campo dos Direitos Civis, mas também dos Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (DHESCAs).

É hora de prestarmos atenção ao “mundo cão” para o qual nos estão empurrando e reagirmos abertamente contra aqueles que estão fazendo essas concessões, para salvar um crescimento sem rumo e sem qualidade, ou para instaurar uma paz policialesca e repressiva, mesmo que seja a custo da violação dos direitos humanos e dos direitos das comunidades.

Roberto Malvezzi, o Gogó, é coordenador da CPT.








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