Fenômeno regional

16 11 2007

Desigualdade ainda ameaça AL apesar de queda na pobreza

Márcia Carmo
De Buenos Aires

Região ainda tem pouco menos de 200 milhões de pobres e indigentes
Um estudo da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), divulgado em Santiago, no Chile, elogiou a redução da pobreza na América Latina, que atingiu o menor número em 17 anos, mas criticou a concentração de renda, que persiste na região.
O estudo afirma que a América Latina ainda apresenta “múltiplas brechas sociais que separam os grupos mais vulneráveis dos que têm melhores condições de vida”, o que, segundo o documento, “ameaça a coesão social”.

Apesar da ponto negativo, o “Panorama Social da América Latina 2007” mostra que, pela primeira vez desde 1990, o número de pobres na região ficou abaixo de 200 milhões – 194 milhões eram pobres em 2006.

No ano passado, segundo o estudo, 15 milhões de pessoas (equivalente à população do Chile) saíram da pobreza e dez milhões deixaram de ser indigentes na América Latina.

O documento destaca também o progresso em alguns países como o Brasil onde, entre 2001 e 2006, seis milhões de pessoas deixaram de ser indigentes. “Os programas públicos, especialmente o Bolsa Família, tiveram influência decisiva nesse desempenho”, diz o documento da Cepal.

Pobreza em queda

A expectativa, segundo o organismo das Nações Unidas, é de que a pobreza e a indigência voltem a cair em 2007, registrando, no fim deste ano, 35,1% de pobres (190 milhões de pessoas) e 12,7% de indigentes (69 milhões de pessoas).

No ano passado, 36,5% da população da região viviam em situação de pobreza (3,3 pontos percentuais a menos que em 2005) e a indigência atingia 13,4% (2 pontos percentuais a menos que no ano anterior).

Com isso, os pobres eram 194 milhões e 71 milhões eram indigentes.

“Se se compara 2006 com 1990, existem 20 milhões de indigentes a menos na região”, afirma o documento da Cepal.

Metas

O estudo mostra ainda que Brasil, Chile, Equador e México já atingiram as metas estabelecidas para redução da pobreza, entre 1990 e 2015.

“Cabe concluir que a região como um todo se encontra bem encaminhada no seu compromisso de diminuir a pobreza extrema”, afirma o documento.

O estudo destaca que o “dinamismo do mercado de trabalho” contribuiu para o melhor resultado no Brasil e em outros países da região, como Chile.

O estudo da Cepal destaca ainda que a presença das crianças, do ensino primário, nas escolas “é quase universal” (97%) na região.

Também aumentou, nos últimos anos, a freqüência escolar entre jovens. “A maior presença na escola beneficiou, principalmente, os filhos dos pais com pouco estudo”, destaca.

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