HISTÓRIA DA INQUISIÇÃO

31 05 2008

Em uma época em que o poder religioso confundia-se com o poder real, o Papa Gregório IX, em 20 de abril de 1233 editou duas bulas que marcam o início da Inquisição, instituição da Igreja Católica Romana que perseguiu, torturou e matou vários de seus inimigos, ou quem ela entendesse como inimigo, acusando-os de hereges, por vários séculos. A bula “Licet ad capiendos”, a qual verdadeiramente marca o início da Inquisição, era dirigida aos dominicanos, inquisidores, e era do seguinte teor: “Onde quer que os ocorra pregar estais facultados, se os pecadores persistem em defender a heresia apesar das advertências, a privar-los para sempre de seus benefícios espirituais e proceder contra eles e todos os outros, sem apelação, solicitando em caso necessário a ajuda das autoridades seculares e vencendo sua oposição, se isto for necessário, por meio de censuras eclesiásticas inapeláveis”
No mesmo ano, foi nomeado inquisidor da região de “Loira”, Roberto el Bougre, que com saques e execuções em massa, logo após dois anos foi promovido a responsável pela inquisição em toda a França. Em 1252, o Papa Inocêncio IV editou a bula “Ad extirpanda”, a qual instucionalizou o Tribunal da Inquisição e autorizava o uso da tortura. O poder secular era obrigado a contribuir com a atividade do tribunal da igreja.
Tribunal da Inquisição, Goya
Nos processos da inquisição a denúncia era prova de culpabilidade, cabendo ao acusado a prova de sua inocência. O acusado era mantido incomunicável; ninguém, a não ser os agentes da Inquisição, tinha permissão de falar com ele; nenhum parente podia visitá-lo. Geralmente ficava acorrentado. O acusado era o responsável pelo custeio de sua prisão. O julgamento era secreto e particular, e o acusado tinha de jurar nunca revelar qualquer fato a respeito dele no caso de ser solto. Nenhuma testemunha era apresentada contra ele, nenhuma lhe era nomeada; os inquisidores afirmavam que tal procedimento era necessário para proteger seus informantes. A tortura só era aplicada depois que uma maioria do tribunal a votava sob pretexto de que o crime tornara-se provável, embora não certo, pelas provas. Muitas vezes a tortura era decretada e adiada na esperança de que o medo levasse à confissão. A confissão podia dar direito a uma penalidade mais leve e se fosse condenado à morte apesar de confesso, o sentenciado podia “beneficiar-se” com a absolvição de um padre para salvá-lo do inferno. A tortura também podia ser aplicada para que o acusado indicasse nomes de companheiros de heresia. As testemunhas que se contradiziam podiam ser torturadas para descobrir qual delas estava dizendo a verdade. Não havia limites de idade para a tortura, meninas de 13 anos e mulheres de 80 anos eram sujeitas à tortura. As penas impostas pela inquisição iam desde simples censuras (leves ou humilhantes), passando pela reclusão carcerária (temporária ou perpétua) e trabalhos forçados nas galeras, até a excomunhão do preso para que fosse entregue às autoridades seculares e levado à fogueira. Castigos esses normalmente acompanhados de flagelação do condenado e confiscação de seus bens em favor da igreja. Podia haver privação de herança até da terceira geração de descendentes do condenado. Obrigação de participar de cruzadas tembém foi pena durante o século XIII. Na prisão perpétua, considerada um gesto de misericórdia, o condenado sobrevivia a pão e água e ficava incomunicável. Nem o processo nem a pena suspendiam-se com a morte, pois a inquisição mandava “queimar os restos mortais do hereje e levar as cinzas ao vento”, confiscando as propriedades dos herdeiros. Havia também, muito comum na inquisição portuquesa e na espanhola, a execução em efígie, onde era queimada a imagem do condenado, quando este fugia e não era encontrado. Livros também eram levados à fogueira.

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CULTURA: CONHEÇA O PERNAMBUQUÊS

31 05 2008

A
Ababacado – Bobo, tolo, idiotaAbestado – Bobo, tolo, idiota.Abilolado – Bobo, indivíduo ingênuoAbiscoitado – Bobo, ingênuoAbisuntado – Enganado, lesado.Abufanar – Provocar; irritar; perturbarAbusar – Perturbar, passar dos limitesAcabrunhado – Triste, desanimadoAcertar na veia – Fazer a coisa com exatidão; dar o tiro certo. Acochado – Destemido, valenteAcunhar – Perseguir, chegar juntoAfanar – RoubarAfolozado – FolgadoAí dento – O mesmo que “vai te lascar”, “Vai te foder”Alcoviteira – Pessoa que faz intermediação ou apóia namoro proibidoAloprado – OusadoAlpercata – Sandália de couro cruAluado – Meio louco





SÓ NO CHILE?!

30 05 2008

Juiz pede prisão de quase 100 por ligação com ditadura
Publicada em 26/05/2008 às 22h55mReuters

SANTIAGO – Quase 100 ex-militares e agentes chilenos receberam ordem de prisão na segunda-feira, como resultado da investigação sobre abusos cometidos durante a ditadura de Augusto Pinochet, segundo fontes judiciais.
O processo é relativo à “Operação Colombo”, que ocorreu no início da ditadura (1973-90) e levou à morte de 119 adversários do regime.
Alguns dos detidos trabalharam para a célebre Dina (agência de inteligência), que mantinha centros de tortura por onde passaram centenas de pessoas, sendo que muitas foram mortas.
– É uma excelente notícia, porque a Operação Colombo também era um processo em que a imunidade do general Pinochet (morto em 2006) foi suspensa, e devido ao número de vítimas é um caso emblemático – disse Sergio Laurenti, diretor-executivo da Anistia Internacional no Chile.

SAIBA MAIS http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/05/26/juiz_pede_prisao_de_quase_100_por_ligacao_com_ditadura-546521127.asp





MAIO DE 1968

30 05 2008

1968, o ano que ajudou a desenhar a face do mundo

A imagem mais difundida do movimento de maio de 1968 – que, tendo seu epicentro nas universidades francesas, espalhou-se pelo mundo como um vagalhão – é a do levante estudantil e juvenil.
A imagem tem força – aquele movimento ganhou visibilidade quando, no dia 3 de maio de 1968, os estudantes parisienses saíram às ruas para protestar contra a decisão da reitoria da Sorbonne de fechar a célebre universidade parisiense, reagindo à um movimento à luta estudantil que crescia desde o final de 1967. Foi a primeira vez que, em 700 anos, a universidade fora fechada e seu recindo ocupado pela polícia, e a decisão foi um choque para a opinião esclarecida dos franceses.
O movimento de 1968 não surgiu, contudo, como um raio em céu azul, como se diz. E não foi somente estudantil e juvenil. As lutas sociais cresciam na Europa, nos Estados Unidos e em várias partes do mundo, particularmente na América Latina. Elas envolviam os trabalhadores, os estudantes, os negros, as mulheres, a população dos países colonizados da África e da Ásia na luta contra o imperialismo e pela independência, o protesto contra as ditaduras militares que proliferavam na América Latina.
No Brasil, aquele foi o ano do maior e mais persistente protesto de massa contra a ditadura militar, apenas superado por aquele que ocorreria dez anos mais tarde e que colocaria em xeque no regime dos generais.
A ano de 1968 ficou na história, assim, como o símbolo do maior protesto anticapitalista ocorrido na segunda metade do século XX e por isso é uma data memorável.
O conjunto de artigos e imagens cuja publicação o portal Vermelho inicia hoje é uma homenagem àqueles lutadores e àquelas lutas que, há 40 anos, ajudaram a mudar o comportamento e a forma de viver, ajudando a desenhar a face que o mundo tem hoje.

ACESSE www.vermelho.org.br





AS RELAÇÕES POLÍTICAS DA REDE GLOBO

25 05 2008





DOM HÉLDER

25 05 2008

A RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA

Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 24 abril de 1977. Essa é a primeira vez que a imprensa brasileira publica uma entrevista com Dom Hélder, desde que em fins de 1970 o governo militar do Brasil proibiu qualquer veículo de comunicação social de veicular notícia sobre o arcebispo de Olinda e Recife.
Na entrevista, concedida a Divane Carvalho, Dom Hélder fala da sua militância política, do confronto Igreja-Estado no Brasil, de suas viagens ao exterior, do papel da Igreja, de suas relações com a imprensa brasileira e das acusações que os militares lhes têm feito de ser “comunista”.
Sobre críticas que sofreu por ter denunciado, no exterior, a prática de tortura a presos políticos brasileiros (veja referência 366), Dom Hélder afirma: (…) “quando combato as injustiças, se essas injustiças são cometidas no Brasil, não estou combatendo o Brasil: estou combatendo as injustiças das quais as primeiras vítimas são muitas vezes os brasileiros. (…) Será que a gente (o Brasil) quer provar que não é possível caminhar democraticamente?”.
“VOTO A DOM HÉLDER PROVOCA TUMULTOS”.
Diário de Pernambuco, Recife 29 abril de 1977. Notícia diz que uma proposta, feita pelo deputado Marcus Cunha, do partido de oposição, Movimento Democrático Brasileiro-MDB, para que a Assembléia Legislativa de Pernambuco concedesse voto de congratulações pela passagem do 25º aniversário de bispado de Dom Hélder, acabou gerando confusão no plenário: o deputado Wandenkolk Waderley, do partido do governo, Aliança Renovadora Nacional-Arena, tentou esmurrar Marcus Cunha, após este fazer discurso enaltecendo Dom Hélder. A proposta foi derrotada no plenário.
“RECIFE NEGA HOMENAGEM A DOM HÉLDER”
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 29 abril de 1977. Notícia diz que a Assembléia Legislativa de Pernambuco derrotou a proposta de voto de congratulações a Dom Hélder. (veja referência 471).
“DEPUTADOS TROCAM INSULTOS POR CAUSA DE DOM HÉLDER”
Diário da Noite, Recife, 29 abril de 1977 (veja referência 471).
“CÂMARA REJEITA LOUVOR A HÉLDER”
Diário da Noite, Recife, 04 de maio de 1977. Notícia diz que a Câmara de Vereadores do Recife rejeitou a proposta de voto de congratulações pela passagem do 25º aniversário do bispado de Dom Hélder, de autoria do vereador José Carlos de Vasconcelos, do partido de oposição, Movimento Democrático Brasileiro-MDB.
A notícia diz que o voto de desempate que derrotou a proposição foi dado pelo vereador Luis Gonzaga Vasconcelos, também MDB.

FONTE: PERNAMBUCO DE A/Z




CONHEÇA: JOSUÉ DE CASTRO

25 05 2008

Denunciei a fome como flagelo fabricado pelos homens, contra outros homens”.

Acesse: http://www.josuedecastro.com.br/port/index.html