HISTÓRIA DAS GRANDES GUERRAS

17 05 2008


PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

O assassinato do príncipe herdeiro da Áustria-Hungria em Sarajevo, por um fanático membro de sociedade secreta, foi o motivo imediato da Primeira Grande Guerra Mundial. O governo de Viena pediu explicações à Sérvia que, como nação de raça eslava, era protegida pela Rússia. As explicações da Sérvia não satisfizeram em Viena e a Áustria-Hungria declarou guerra ao pequeno país eslavo. Diante dessa ameaça, a Rússia acreditou seu dever declarar a guerra à Áustria, por urna questão de prestígio. A Alemanha, por sua vez, que sonhava com a guerra, interveio na disputa e declarou guerra à Rússia, que era aliada da França. A aliança franco-russa funcionou como era de se esperar e a 4 de agosto de 1914 a França e a Alemanha declaram-se guerra mutuamente, com diferença de horas. A Inglaterra, se bem que tenha demorado sua decisão, uma vez que a Alemanha havia invadido a Bélgica, cuja neutralidade estava garantida por tratado pela Inglaterra, e violado uma das estipulações desse tratado, declarou guerra à Alemanha. A Europa pegava fogo, literalmente. O crime de Serajevo, capital da Bósnia, foi posto pela chancelaria austríaca sob a responsabilidade da Sérvia, que era acusada da autoria intelectual e mais ainda, do crime. Embora os comissários austro-húngaros declarassem não ser a Sérvia responsável pela tragédia, o governo de Viena, que desejava a guerra, deflagrou-a em 2 de agosto de 1914, quando as tropas alemãs penetraram em território francês. O ‘ano de 1915 foi o do torpedeamento do grande navio de passageiros “Lusitânia” que, aproveitado habilmente pela propaganda aliada, carreou fortes antipatias para os chamados Impérios Centrais. Em 1916, a grande Batalha da Jutlândia que ocorreu a 31 de maio, revelou à Inglaterra a força considerável da Alemanha no mar. Contudo, essa formidável armada germânica saiu daquela jornada ferida de morte. Na primavera os alemães atacaram a praça forte de Verdun e seu campo fortificado com o chamado Exército do Kromprinz, de 600 mil homens. A defesa foi heróica, sob o comando do então General Petain. Foi nesse ano de 1916 que começou a guerra aérea. No mar foi a guerra de corso, dos cruzadores alemães que haviam sido surpreendidos no Pacífico pela declaração de guerra. Mandaram inúmeros navios de comércio e causaram danos imensos. Entretanto, o ano de 1917 corria quando ocorreu a Batalha das Malvinas, onde a esquadra britânica do almirante Sturdee destruiu os cruzadores alemães, afundando quatro deles: salvou-se apenas o “Emdem”. Os acontecimentos se seguiam sem grandes mudanças quando se deu a queda da Rússia, exausta; a 15 de março de 1917 o Czar abdica diante de urna poderosa revolução, movida pelos desastres militares e pela fome e toda sorte de privações. A Rússia fica sozinha em campo, sem nenhum auxílio. É proclamada a república com Kerensky na presidência. Nesse mesmo ano assinalam-se os primeiros movimentos de protesto em Berlim. Kerensky apela aos aliados no sentido de uma Conferência Internacional pela paz. Sua investida nesse rumo não é ouvida e a guerra prossegue juntamente com a revolução. Os soldados russos ainda fazem esforços inauditos, mas tudo começa a faltar-lhes, armas e munições bélicas e de boca Kerensky é derrubado’ a 7 de novembro de 1917 e Lênin, que assume o poder, assina a paz em separado de 8rest-Litowski, paz duríssima, pois os alemães impõem aos vencidos condições da maior severidade. Para efeitos psicológicos, os franceses armam e desencadeiam uma ofensiva na Champanha, que fracassa. Os Impérios Centrais entretanto, decretam o bloqueio da Inglaterra e das costas marítimas da França, continuando na sua campanha submarina e torpedeando sem mesmo dar qualquer aviso prévio. Essa violência leva os norte-americanos à guerra do lado dos Aliados. A 6 de abril de 1917 declaram guerra à Alemanha. Os alemães, querendo acabar espetacularmente a guerra, tentam uma derradeira batalha naval com todas as suas forças, mas a marinhagem se revolta e se nega à aventura. Era o dia 7 de novembro. Diante disso, o Kaiser refugia-se na Holanda com o príncipe herdeiro. A 11 de novembro de 19f8 os alemães solicitam um armistício, que lhes é concedido. A Primeira Grande Guerra durara exatamente 4 anos e 3 meses. Seu trágico balanço pode assim ser configurado: mais de 8 milhões de mortos em combate; de 20 a 25 milhões sucumbiram às conseqüências e dezenas de milhões continuaram a sofrer durante largo tempo. Os feridos somaram a quantia fabulosa de 21 milhões, dos campos de batalha.

O Brasil na Guerra Mundial, I – Durante os primeiros anos o Brasil manteve completa neutralidade. Contudo, posto a pique por submarinos alemães o navio Paraná, quando navegava na costa ocidental da França, romperam-se as relações diplomáticas do nosso país com o Império Alemão. Ao afundamento do Paraná seguiram-se os do Tijuca em 20-5-1917, nas imediações de Brest, do Lapa e do Macau, o que determinou o Decreto 3.361, de 26-10-1917, que reconhecia e proclamava o estado de guerra iniciado pela Alemanha contra o Brasil. Nesse meio tempo mais dois navios brasileiros eram afundados, o Acari e o Guaíba, apressando-se o Governo de Venceslau Brás a organizar uma divisão naval para patrulhar o Atlântico. Seguiu-se, em fins de novembro de 1917, a formação da Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG), segundo planejamento do Ministro da Marinha, Almirante Alexandrino Faria de Alencar e sob o comando do Contra-Almirante Pedro Max de Frontin. A divisão era integrada pelos cruzadores Rio Grande do Sul e Bahia, o cruzador-auxiliar Belmonte, os contra-torpedeiros Piauí, Rio Grande do Norte, . Paraíba e Santa Catarina, e o rebocador Laurindo Pitta. Encontrando-se a divisão em Dacar, grassou a gripe espanhola entre a tripulação, vitimando 158 marinheiros. Essa força foi dissolvida em 25 de junho de 1919.

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