RAUL SEIXAS E A CONTRACULTURA

27 06 2008

Ouro de tolo
Raul Seixas escrachou os valores pregados pela ditadura e propôs “sociedade alternativa”
por Luiz Lima
“Imagine que não exista nenhum país/ (…) Nada por que matar ou morrer/ Nenhuma religião também”. Nos célebres versos de “Imagine”, John Lennon anunciava uma sociedade utópica. E ele iria além da canção: em manifesto, concebeu a tal nação fictícia, batizada de Nutopia. “Sem terra, sem fronteiras, sem passaportes, só pessoas. Nutopia não tem leis que não as cósmicas”, declaravam o ex-beatle e sua esposa, Yoko Ono, em 1973.
No ano seguinte, um roqueiro brasileiro apresentava ao público sua versão da “Sociedade Alternativa”: “Faze o que tu queres, pois é tudo da lei”, cantou Raul Seixas.
Não era coincidência. Cada um à sua maneira, Lennon e Raul bebiam da mesma fonte, que seduzia jovens no mundo inteiro em tempos de descrença nos poderes e nas instituições: a contracultura. Dos hippies aos anarquistas, os anos 1970 abrigaram diversas experiências de rejeição a todos os sistemas políticos estabelecidos, e propostas de comunidades alternativas que colocassem o ser humano como centro da vida social.
No Brasil, esses ventos de contestação coincidiram com o período mais grave do regime militar. No momento em que se prendia, torturava e eliminava quem ousasse se opor ao governo e a censura tomava conta dos meios de comunicação, eis que surge no Rio de Janeiro um jovem baiano tocando rock ‘n’ roll legítimo, ironizando os valores vigentes e pregando coisas estranhas como o egoísmo, o amor livre e a liberdade incondicional do ser humano. Quem era aquele sujeito?

Momentos históricos de Raul Seixas no You Tube
Imagens marcantes: fotos do astro, letras de músicas escritas a mão e uma letra censurada
FONTE: Revista de História da Biblioteca Nacional





HISTÓRIA DA NOJEIRA NO SÉCULO XIX

27 06 2008

Cuidado com o tigre!
Bichos mortos nas ruas, dejetos atirados ao mar, doenças se propagando: o insalubre cotidiano da capital pernambucana nos tempos do Império
*por Manuela Arruda dos Santos
As grandes cidades brasileiras não eram exatamente localidades agradáveis no século XIX. Sujo, nojento e enlameado, o cenário urbano se compunha de carniças, bichos mortos, alimentos podres e outras imundícies abandonadas perto das pontes e nas praias.
O Recife, assim como o Rio de Janeiro e Salvador, sofria com sérios problemas provocados pelo inchaço populacional. Numa época em que o sistema de esgotos ainda não existia, o que fazer com os dejetos e águas sujas – ou “águas servidas” –, produzidos diariamente pela população? Nas cercanias da cidade e em locais onde existiam grandes terrenos, era fácil abrir buracos para servir de fossas, mas também se atirava de tudo diretamente nos rios e mangues. No apertado centro, porém, era mais complicado livrar-se dos dejetos.
Nesse tempo, imperava nas cidades um fedor que, hoje, dificilmente podemos conceber. Nas ruas e nos becos estreitos, os maus cheiros se confundiam. Nas praças, vísceras de animais e restos de vegetais estragados compunham um ambiente insalubre. Dentro das casas, cozinhas sem ventilação tornavam o ar viciado, com exalações pútridas de matérias orgânicas em decomposição. Nos quartos, poeira e mofo se misturavam ao cheiro dos penicos.




EXÉRCITO DE LIBERTAÇÃO NACIONAL(MÉXICO)

26 06 2008

*por Hilda Rosales Ayala(México)

El subcomandante Marcos está por el momento enmedio de una estrategia de repliegue, las comunidades zapatistas están tratando de consolidar su organización autónoma, pero son constantemente hostigadospor el ejército y fuerzas paramilitares; La presencia de este movimiento social en los medios nacionales está a la baja porque siempre se le ha tratado de ver como un fenómeno mediático, sin embarg, es mucho más, el subcomandante Marcos ha entablado fuertes debates con intelectuales, periodistas y líderes de izquierda que van más por la vía electoral, como Andrés Manuel López Obrador, reciente candidato a la presidencia por parte del PRD (partido de la revolución democrática). El líderazgo del Subcomandante es innegable entre los sectores indígenas y los movimientos antisistémicos, altermundistas, además de que sigue publicando libros.Me alegra saber que su influencia ha llegado también a Brasil, vale mucho su esfuerzo por tratar de impulsar cambios a favor de las mayorías no sólo de México sino del mundo. Saludos compañero, yo también disfruto de esta conversación.Un beso en la mejilla izquierda.





PRENÚNCIO DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

25 06 2008

Bartolomé de las Casas

Frei Bartolomé de las Casas (Sevilha, 1474Madrid, 17 de julho de 1566) foi um frade dominicano, cronista, teólogo, bispo de Chiapas (México) e grande defensor dos índios, considerado o primeiro sacerdote ordenado na América.
Conhecido em português como Frei Bartolomeu de las Casas, era filho de um comerciante modesto de Tarifa, participou da segunda viagem de Cristóvão Colombo. Havia feito estudos de latim e de humanidades em Salamanca. Partiu para a ilha de Hispaniola ou La Española na expedição de Nicolás de Ovando, em 1502 ou 1503, chegando em 15 de abril. Como a maioria, Bartolomeu estava motivado pelo espírito aventureiro e explorador de riquezas, logo se adaptando ao estilo de vida dos colonizadores. No início, aceitou o ponto de vista convencional quanto à exploração da população indígena. Também participou dos ataques contra as tribos, e os escravizava em suas plantações.
Viajou depois a Roma, onde terminou os estudos e se ordenou sacerdote em 1507. Isabel de Castela, a rainha a quem o papa dera licença para se intitular «A Católica», considerava a evangelização dos índios importante justificativa para a expansão colonial e como tal, insistia para que sacerdotes e frades estivessem entre os primeiros a se fixarem na América.
Em 1510, Bartolomeu de Las Casas retornou à ilha Espanhola, agora como missionário. A 21 de Dezembro de 1511 escutou o célebre Sermão do Advento por Frei António de Montesinos, no qual este defendia a dignidade dos índigenas. O profundo impacto daquela pregação levaram-no a converter-se a tal causa.
Conseguiu um «repartimiento» ou «encomienda» de índios, dedicando-se assim ao trabalho pastoral. Os dominicanos contrários à «encomienda», dados os abusos cometidos contra os índios, não mudaram sua opinião. Frei Bartolomé defendia a instituição. Transferiu-se a Cuba com Pánfilo de Narváez, e ali foi capelão militar e recebeu outra vez um «repartimiento» onde se ocupava em mandar seus índios às minas, tirar ouro, e fazer sementeiras, aproveitando deles como podia. Paulatinamente, porém, foi tomando consciência do problema e tomou partido contrário, dizendo-se chamado para pregar contra o sistema de «encomienda» como injusto. Considerava então que os únicos donos do Novo Mundo eram os índios e que os espanhóis só deviam lá ir para o trabalho de conversão. Renunciou a todas as suas encomendas e iniciou uma campanha de defesa dos índios, mostrando tudo de injusto do sistema. A campanha foi dirigida ao próprio rei de Aragão Fernando II e depois ao Cardeal Cisneros, que o nomeará «protetor dos índios» em 1516.





OS VIKINGS

25 06 2008

A sociedade Viking
Timoneiro viking com elmo cônico.

Os povos Vikings, assim como tinham uma mesma organização política, também compartilhavam uma mesma composição sociocultural.

A língua falada pelos vikings era a mesma, seu alfabeto também era o mesmo: o alfabeto rúnico

As sociedades estavam divididas, de um modo geral, da seguinte maneira: O rei estava no ápice da pirâmide; abaixo dele estavam os jarls, homens ricos e grandes proprietários de terras (os jarls não eram nobres, pois nas sociedades vikings não havia nobres); abaixo dos jarls havia os karls, ou seja, o povo, livres, mas sem posses ou com poucas propriedades, geralmente pequenos comerciantes ou lavradores. Os karls compunham o grosso dos exércitos vikings e tinham participação nas Althings; abaixo dos karls, havia os thralls, escravos. Eles geralmente eram prisioneiros de batalhas, mas podiam ser (dependendo da decisão da Althing da região) escravos por dívidas ou por crimes, seus proprietários tinham direito de vida e morte sobre eles.

A maior parte dos povoados vikings eram fazendas pequenas, com entre cinqüenta e quinhentos habitantes. Nessas fazendas, a vida era comunitária, ou seja, todos deviam se ajudar mutuamente. O trabalho era dividido de acordo com as especialidades de cada um. Uns eram ferreiros, outros pescadores (os povoados sempre se desenvolviam nas proximidades de rios, lagos ou na borda de um fiorde), outros cuidavam dos rebanhos, uns eram artesãos, outros eram soldados profissionais, mas a maioria era agricultora.

As semeaduras ocorriam tão logo a primavera começava, pois os grãos precisavam ser colhidos no final do verão para que pudessem ser armazenados para o outono e inverno. Durante o inverno, as principais fontes de alimentos eram a carne de gado e das caças que eles obtinham. No verão o gado era transportado para as montanhas para pastar longe das plantações.

Nas fazendas, as pessoas moravam geralmente em grandes casarões comunitários. Geralmente esses casarões eram habitados pelas famílias. Por exemplo: três irmãos, com suas respectivas esposas, filhos e netos.

As famílias (fjolskylda) dos vikings eram muito importantes, sendo provedoras de abrigo alimento e proteção. As famílias tinham rivalidades e brigas com outras, sendo julgados nas Things ou com os ordálios, testes para julgamentos divinos. No caso de mortes da família, era normal haver vinganças, devido à importância destas na sociedade. Os membros das famílias trabalhavam juntos, mesmo após casarem, trabalhando desde pequenos nas famílias, aprendendo trabalhos mais difíceis com o tempo, trabalhando com ferro ou no caso de jarls, na política ou na guerra. Os patriarcas detinham muito poder, podendo escolher se seus filhos viveriam ou não após nascerem.

As mulheres após o casamento mudavam para a família do marido e tinham trabalhos como cozinhar, limpar e cuidar dos necessitados. As mulheres eram obedientes, mas podiam pedir divórcio, caso houvesse motivo, já os maridos podiam ter concubinas e matar as mulheres adúlteras, mas tinham de pagar ao pai da noiva para casar. Como as famílias ensinavam os trabalhos aos filhos, muitos trabalhos eram familiares, como os stenfsmiors, que construíam barcos e com a madeira dos barcos velhos, reparavam os outros barcos.
LEIA MAIS http://pt.wikipedia.org/wiki/Vikings





FRASE DA SEMANA

24 06 2008

“O vírus do amor ao livro é incurável, e eu procuro inocular esse vírus no maior número possível de pessoas.”
JOSÉ MINDLIN – Bibliófilo e escritor brasileiro





DIREITO À MEMÓRIA E À VERDADE

22 06 2008

Comunicado
Hoje, temos mais um Marco Histórico em pleno centro da cidade do Recife, ou seja, no canteiro central da avenida Dantas Barreto, em frente ao Edíficio JK.
Trata-se de uma coluna de 3 metros, com placas nos dois lados, registrando que: “Aqui neste local, no dia 1º de 1964, foram mortos dois estudantes secundaristas, Ivan da Rocha Aguiar e Jonas José de Albuquerque Barros, com tiros de fuzil, quando tentavam impedir, pacificamente, o avanço das tropas do Exército que iam depor o então o Governador de Pernambuco – Miguel Arraes”.
Alí, naquele lugar, todos os anos o Fórum Permanente da Anistia em Pernambuco e APAP, realizam Ato Público em memória dos dois estudantes assassinados.

Ivan Aguiar e Jonas José Barros, presentes! Ontem, hoje e sempre!

A diretoria

Preservar a memória é uma forma de se construir a história!
Associação Pernambucana de Anistiados Políticos – APAP
apap.anistiape@bol.com.br
(10 anos resgatando e preservando a memória – 1998 /2008)

NOTA DO BLOG: É VALOROSÍSSIMA A DETERMINAÇÃO DAQUELES QUE FAZEM A ASSOCIAÇÃO PERNAMBUCANA DOS ANISTIADOS POLÍTICOS. A DEMOCRACIA NO BRASIL DEVE MUITO AOS QUE FAZEM ESTE MOVIMENTO E NOSSA HISTORIOGRAFIA LHES SERÁ INDEFINIDAMENTE GRATA!