FRANCISCO JULIÃO

1 06 2008

UM DEPOIMENTO PARA A HISTÓRIA : O HOMEM QUE AGITOU OS CANAVIAIS
Francisco Julião revela os planos de Ernesto Che Guevara para chegar ao Brasil – A conversa entre os dois em Cuba – A autocrítica do criador das Ligas Camponesas – A confissão que Miguel Arraes fez a ele na prisão, em 1964 – Um padre católico é o guru de Arraes! – Por que Fidel Castro ficou fascinado por Jânio Quadros – A luta para reunir Miguel Arraes e Leonel Brizola no exílio – Por que Arraes não quer se aproximar de Brizola – A queixa de Julião contra João Goulart – A ascensão e queda das Ligas Camponesas.
Francisco Julião (Bom Jardim, Pernambuco, 16/02/1915) cumpriu uma penitência, por livre e espontânea vontade: durante quinze anos, entre 1940 e 1955, peregrinou pelos canaviais da zona da mata de Pernambuco usando a lei para defender camponeses. Era advogado. Tinha feito uma escolha. Não queria gastar energias defendendo poderosos. A penitência, ele sabia,”não dava dinheiro nem voto. Mas fui”. O resto é história.
Transformado em líder das célebres Ligas Camponesas, Julião ganhou fama de santo entre os sem-terra. Aos olhos de quem o combatia, era o diabo em pessoa. Chamavam-no de agitador, incendiário, comunista, Julião agradece o título de “agitador”. É e sempre foi. “Mas dentro da lei”. Afinal de contas – diz ele – “até remédio você precisa agitar antes de usar”… E só ler a bula. A primeira instrução é: “Agite antes de usar”. Comunista nunca foi. “Minhas divergências com os comunistas permanecem até hoje “. O que pouca gente sabe é que Julião é um dos fundadores do Partído Socialista Brasileiro, ao lado de Otávio Mangabeira.
Quando veio o primeiro de abril de 1964, Francisco Julião estava na Câmara dos Deputados, em Brasília. Era deputado federal. Conseguiu ficar lá até o dia 7 de abril. Neste dia, pegou uma carona no carro de Adaucto Lúcio Cardoso, líder da UDN. Talvez para não assustar o motorista do carro, o líder da UDN escreveu em cima de um jornal e mostrou a Julião: “Está tudo perdido”. Ali, a certeza de que o golpe não tinha volta, se corporificava na forma de três palavras rabiscadas numa folha de jornal.

SAIBA MAIS http://www.geneton.com.br/archives/000209.html

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