PRENÚNCIO DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

25 06 2008

Bartolomé de las Casas

Frei Bartolomé de las Casas (Sevilha, 1474Madrid, 17 de julho de 1566) foi um frade dominicano, cronista, teólogo, bispo de Chiapas (México) e grande defensor dos índios, considerado o primeiro sacerdote ordenado na América.
Conhecido em português como Frei Bartolomeu de las Casas, era filho de um comerciante modesto de Tarifa, participou da segunda viagem de Cristóvão Colombo. Havia feito estudos de latim e de humanidades em Salamanca. Partiu para a ilha de Hispaniola ou La Española na expedição de Nicolás de Ovando, em 1502 ou 1503, chegando em 15 de abril. Como a maioria, Bartolomeu estava motivado pelo espírito aventureiro e explorador de riquezas, logo se adaptando ao estilo de vida dos colonizadores. No início, aceitou o ponto de vista convencional quanto à exploração da população indígena. Também participou dos ataques contra as tribos, e os escravizava em suas plantações.
Viajou depois a Roma, onde terminou os estudos e se ordenou sacerdote em 1507. Isabel de Castela, a rainha a quem o papa dera licença para se intitular «A Católica», considerava a evangelização dos índios importante justificativa para a expansão colonial e como tal, insistia para que sacerdotes e frades estivessem entre os primeiros a se fixarem na América.
Em 1510, Bartolomeu de Las Casas retornou à ilha Espanhola, agora como missionário. A 21 de Dezembro de 1511 escutou o célebre Sermão do Advento por Frei António de Montesinos, no qual este defendia a dignidade dos índigenas. O profundo impacto daquela pregação levaram-no a converter-se a tal causa.
Conseguiu um «repartimiento» ou «encomienda» de índios, dedicando-se assim ao trabalho pastoral. Os dominicanos contrários à «encomienda», dados os abusos cometidos contra os índios, não mudaram sua opinião. Frei Bartolomé defendia a instituição. Transferiu-se a Cuba com Pánfilo de Narváez, e ali foi capelão militar e recebeu outra vez um «repartimiento» onde se ocupava em mandar seus índios às minas, tirar ouro, e fazer sementeiras, aproveitando deles como podia. Paulatinamente, porém, foi tomando consciência do problema e tomou partido contrário, dizendo-se chamado para pregar contra o sistema de «encomienda» como injusto. Considerava então que os únicos donos do Novo Mundo eram os índios e que os espanhóis só deviam lá ir para o trabalho de conversão. Renunciou a todas as suas encomendas e iniciou uma campanha de defesa dos índios, mostrando tudo de injusto do sistema. A campanha foi dirigida ao próprio rei de Aragão Fernando II e depois ao Cardeal Cisneros, que o nomeará «protetor dos índios» em 1516.

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