DESASTRES QUE ABALARAM A HUMANIDADE

31 07 2008

Natureza irada

Por José Sérgio Osse

Revista Aventuras na História – 07/2008
Nos primeiro semestre deste ano, o Ceará sofreu 46 terremotos. Em Minas Gerais, uma criança morreu no fim de 2007, quando um tremor abalou todas as 76 casas do distrito de Caraíbas. Em abril, um terremoto de 5,2 graus na escala Richter sacudiu São Paulo e outros quatro estados – e seu epicentro era na mesma área onde, em 15 32, um ma remoto aterrou a entrada do por to paulista de São Vicente. Todos os anos, ciclones fazem estragos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Apesar de tudo isso, nosso país é café pequeno perto das maiores catástrofes naturais que abalam o planeta. “O Brasil não tem falhas geológicas importantes, não tem vulcões e está relativamente longe das zonas de atrito das placas tectônicas”, afirma o americano David Crossley, professor de Geologia da Universidade de Saint Louis. O mesmo não vale para várias outras regiões que, de tempos em tempos, sofrem com catástrofes grandiosas, que deixam um longo rastro de mortes. Saiba quais foram os maiores desses desastres ao longo da História.




O PIONEIRISMO DE PERNAMBUCO

24 07 2008

– O introdutor do uso de éter no Brasil foi o médico pernambucano Daniel Oliveira Barros de Almeida, que também organizou o primeiro fichário de anestesia no continente americano.
– O primeiro cardeal do Brasil foi o pernambucano Cardeal Arcoverde.
– O autor do primeiro compêndio brasileiro de teoria e prática do processo civil comparado com o comercial foi o pernambucano Francisco de Paula Baptista.
– Um dos primeiros engenheiros calculistas da estrada Rio-Niterói foi o pernambucano Joaquim Cardozo, que, aliás, também calculou Brasília.
– O criador e mais importante autor do moderno teatro brasileiro foi o recifense Nelson Rodrigues.
– A mais antiga igreja do Brasil, a dos Santos Cosme e Damião, está no município pernambucano de Igarassu.
– O poeta recifense Solano Trindade, fundador do Teatro Popular Brasileiro, é considerado o criador da poesia verdadeiramente negra do Brasil.
– Os primeiros estudos sobre a Costa brasileira foram realizados pelo pernambucano Manuel Antônio Vital de Oliveira, hidrógrafo-padrão da Marinha do Brasil.
– A primeira comédia escrita por um brasileiro (representada em teatro, em 1780) é de autoria do pernambucano Luís Alves Pinto.
– Diretor da Biblioteca Nacional entre 1900 e 1924, o pernambucano Manuel Cícero Peregrino da Silva foi pioneiro no Brasil em planejamento de documentação bibliográfica e na formação de bibliotecários.
– O pioneiro da comunicação visual no Brasil foi o pernambucano Aloísio Magalhães.
– Quem estabeleceu os primeiros contatos amigáveis com os índios Xavantes foi o sertanista Francisco Meireles, pernambucano.
– O introdutor, no Brasil, dos métodos da chamada Escola Nova (1900) foi o pernambucano Antônio Carneiro Leão.
– O autor de “História Sincera da República”, marco da historiografia marxista no Brasil, é o pernambucano Leôncio Basbaum.
– A primeira Assembléia Legislativa da América do Sul foi criada em Pernambuco (Domínio Holandês).
– Autor do livro “Casa Grande & Senzala”, o escritor pernambucano Gilberto Freyre é considerado o pai da sociologia brasileira.
– O criador do primeiro mural de arte abstrata da América Latina foi o pintor pernambucano Cícero Dias.
Fonte: Pernambuco de A/Z





LAMPIÃO

22 07 2008

70 anos de um mito
Difícil encontrar, na história universal, fora-da-lei de tamanha exposição na mídia e de vida pública tão notória quanto Lampião, que desde 1922 assumiu a dimensão de mito
Por Frederico Pernambucano de Mello

Ele não tinha menos de 1,80m de altura, ombros largos curvados para a frente, quadris estreitos, pernas finas, ossos longos e delgados, a musculatura rígida, mas não volumosa, descarnada em tendões pela ação intensa em meio físico hostil, pela alimentação irregular e por um cotidiano de sobressaltos que ocupou, desde a passagem da adolescência, uma vida de apenas 40 anos. A pele, nas porções expostas ao sol, mostrava-se cor de chocolate, e os cabelos, negros, lisos, levemente ondulados, chegavam-lhe a roçar os ombros, untados por brilhantina da melhor qualidade, a que fazia juntar respingos generosos de um dos bons perfumes que a França nos mandava à época: o Fleurs d’Amour. Não é só. No convívio com os coronéis sertanejos de maior destaque – em regra, seus protetores – aburguesa-se ao ponto de não mais dispensar o uísque White Horse, o brandy Macieira e o licor de menta.

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MORTE DO HERÓI

22 07 2008

Sem Martin Luther King, movimento negro Americano ficou menos pacifista
Depois de hesitar muito, o maior líder negro americano, Martin Luther King, abraçara a luta contra a Guerra do Vietnã. A causa da dúvida era o medo de que os negros americanos fossem acusados de antipatrióticos. Sobre o conflito, King dissera: “Precisamos deixar claro que não toleraremos mais, não votaremos mais em homens que continuam a considerar as mortes de vietnamitas e americanos como a melhor maneira de promover a liberdade e a autodeterminação no Sudeste Asiático”.
A luta dele contra o racismo começara havia mais de 15 anos. Já nos anos 50 o pastor batista estava engajado em movimentos pelos direitos dos negros. Em sua trajetória, elaborou discursos belíssimos e conseguiu que fosse aprovada a Lei dos Direitos Civis (em 1963), que transformava a legislação segregacionista americana em algo inconstitucional, e, em 1965, que os negros tivessem direito ao voto. Ao mesmo tempo, recebia ameaças de morte, era perseguido pelo FBI e sofria de depressão.
Em 1965, King já tentara se engajar na luta pelo fim da Guerra do Vietnã, mas foi atacado por amigos e oposição, que não queriam que ele se metesse nessa briga. Mas, em 1968, King combinou a luta contra o racismo com o ativismo contra a guerra e as desigualdades sociais. O pastor tinha ido para Memphis, no Tennessee, em 4 de abril, para apoiar uma greve de lixeiros.
Desiludido com o sonho de um país mais justo e com direitos iguais, começou a escrever o discurso “Por que a América deve ir para o inferno”.




POLÍTICA E RELIGIÃO

20 07 2008

Os políticos de-votos de Frei Damião
Falecido em 1997, Frei Damião de Bozzano era um religioso carismático, um missionário tido como santo pelos sertanejos nordestinos – só comparado ao lendário Padre Cícero Romão, o santo do Juazeiro do Norte.
Por essas razões, o frade capuchinho sempre despertou a cobiça de políticos que o agraciavam com medalhas, títulos e honrarias ou que simplesmente posavam ao seu lado e, depois, faziam de tudo isso material de propaganda eleitoral.
São inúmeros os exemplos de candidatos a vereador, prefeito, governador, deputado etc. que fizeram de Frei Damião um cabo eleitoral. E, na maioria das vezes, o frade sequer era informado sobre o uso de sua foto em cartazes, panfletos e outras peças.
O caso mais acintoso de uso da popularidade de Frei Damião na cata de votos foi o do ex-presidente Fernando Collor, que fez toda campanha presidencial no Nordeste alardeando sua “amizade” com o frade.





HISTÓRIA DAS ELEIÇÕES NO BRASIL

15 07 2008

As primeiras eleições
As eleições para governanças locais foram realizadas até a Independência. A primeira de que se tem notícia aconteceu em 1532, para eleger o Conselho Municipal da Vila de São Vicente-SP. As pressões populares e o crescimento econômico do país, contudo, passaram a exigir a efetiva participação de representantes brasileiros nas decisões da corte. Assim, em 1821, foram realizadas eleições gerais para escolher os deputados que iriam representar o Brasil nas Cortes de Lisboa. Essas eleições duraram vários meses, devido a suas inúmeras formalidades, e algumas províncias sequer chegaram a eleger seus deputados.
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JOÃO PERNAMBUCO

10 07 2008

João Pernambuco
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

João Teixeira Guimarães ou João Pernambuco (Jatobá, 2 de novembro de 1883Rio de Janeiro, 16 de outubro de 1947) foi um músico compositor e violonista brasileiro.
Filho de índia caeté e de português, com o falecimento do pai em 1891 a mãe casou-se novamente, transferindo-se com a família para o Recife. Começou a tocar viola na infância, por influência dos cantadores e violeiros locais.
Aprendeu a tocar violão com cantadores sertanejos como Bem-te-vi, Mandapolão, Manuel Cabeceira, o cego Sinfrônio, Fabião das Queimadas e Cirino Guajurema.
Em 1902 mudou-se para o Rio de Janeiro, passando a residir com sua irmã empregando-se numa fundição. Seis anos depois passou a trabalhar como servente na prefeitura do Rio, mudando-se para uma pensão no centro da cidade. No Rio travou contato com violonistas populares, ao mesmo tempo em que trabalhava como ferreiro, em jornadas de até dezesseis horas diárias. Para os seus amigos e admiradores, em número sempre crescente, contava e cantava coisas de sua terra, daí o apelido de João Pernambuco.
Já em 1908 era considerado um dos bambas do Choro, ao lado de nomes como Quincas Laranjeiras, Ernani Figueiredo, Zé Cavaquinho e Satyro Bilhar.
Compunha músicas de inspiração nordestina, baseadas em cantigas folclóricas. É o caso do hino Luar do Sertão, composto em 1911, seu maior sucesso, não creditado pelo parceiro letrista Catulo da Paixão Cearense, que ficou como o único autor. Pixinguinha certificou em sua entrevista no Museu da Imagem e do Som que ele ouviu João Pernambuco tocá-la antes de Catulo colocar a letra. João e Catulo apresentavam-se juntos em reuniões da classe alta carioca.
Paralelamente ao Choro, desenvolvia seu trabalho nas canções regionais através de composições suas e de violeiros e cantadores nordestinos. João Pernambuco também cantava e cantava bem. Nas cordas, além do violão que manejava com maestria e no qual desenvolveu uma técnica peculiar, era hábil na viola. Compôs mais de cem músicas entre choros, valsas, jongos, maxixes, emboladas, toadas, cocos, prelúdios e estudos.