HIROCHIMA

30 08 2008


O DESASTRE

Hirochima, 06 de agosto de 1945
Um clarão… um estrondo… 80.000 mortos instantaneamente… fogo… ferros retorcidos… cinzas… ruínas… nada.
Na manhã de 06 de agosto de 1945, mais precisamente às 08:45 h, a bomba de urânio, o “Little Boy” (como foi apelidada a bomba lançada pelo bombardeio americano Enola Gay, B-29) atinge o solo japonês, mais precisamente sobre a cidade de Hiroshima, a sudoeste de Honshu, a principal ilha japonesa, reduzindo a pó tudo no raio de 2 Km. Até mesmo casas num raio de 4Km foram seriamente atingidas. Ela rebentou no ar a 600 metros de altura e liberou uma energia equivalente a 20 quilotons (20 mil toneladas) do explosivo químico TNT, matando 64 mil pessoas instantaneamente.
Há aproximadamente 900 metros do epicentro da explosão, o antigo palácio de exposições da prefeitura de Hiroshima, conhecido hoje como Genbaku Dome (que pode ser traduzido como Cúpula da Bomba Atômica), se destacava na paisagem retorcida por ser a única edificação, ou melhor, ruína que permaneceu em pé.
Já era quase o final da guerra e Hiroshima ainda não havia sido atacada. A cidade continuava com suas atividades normais, seguindo as orientações do governo. O comércio e as escolas continuavam a funcionar normalmente, ao contrário do que acontecia nas outras cidades que também eram alvos militares.
Toda vez que uma aeronave inimiga se aproximava da cidade, sirenes de alerta soavam. E não foi diferente no dia 06 de agosto de 1945. De repente, um estrondo, um clarão, uma onda de calor e todas as edificações junto com a vegetação desapareceram. As pessoas podiam ver como os ferros que se retorciam, como as paredes se esfarelavam, e como o chão embaixo deles ardia. cavalos e bois enlouquecidos pelas queimaduras disparavam em todas as direções.
O centro de Hiroshima transformava-se então num mar de cinzas. Aproximadamente 80.000 (oitenta mil) japoneses morreram instantaneamente. O número de mortos pela bomba ou por doenças causadas por ela, chegou aos 140.000 num total de 350.000 habitantes na época. Ninguém sabia o que estava acontecendo, pois a bomba atômica ainda era uma arma totalmente desconhecida. Afinal era a primeira vez que uma arma desse tipo era utilizada e que acabou sendo chamada de Bomba Especial.
Devido a essas altíssimas temperaturas, muitas pessoas foram literalmente desintegradas, chegando a desaparecer por completo restando apenas suas “sombras” nos locais em que se encontravam. As pessoas viam desprender-se sua pele, o descarnar-se das suas mãos, enquanto seus cabelos pulverizavam-se em milésimos de segundo. De outros, os olhos simplesmente saltavam das órbitas. A nuvem que os cobriu, em 30 segundos avançou por 11 quilômetros, devorando, insaciável, tudo que encontrou pelo caminho, fosse humano ou material. Incinerou tudo a sua passagem. Quando fez-se finalmente silêncio, 140 mil pessoas tinham perecido pelas mais terríveis e diversas formas que se possa imaginar.
No mesmo dia todos se espantaram com o estranho fenômeno da chuva preta, provavelmente causado pela enorme quantidade de cinzas levantada pelo fogo que destruía toda a região. As pessoas que haviam sobrevivido tinham suas roupas derretidas juntamente com a pele devido ao calor intenso provocado pela bomba. Muitas desesperadas e com seus corpos ardentes se atiravam nos rios para aliviar a dor e acabavam morrendo ali mesmo, devido à contaminação da água pela radiação.
Não havia medicamento adequado, nem pessoal treinado para tratar dos sintomas e ferimentos causados por esta arma letal e desconhecida. Não havia muito o que fazer, a não ser esperar por ajuda. A comida era escassa e a água suspeita de contaminação. Como a desinformação era geral, muitas pessoas se deslocavam de outras cidades para tentar socorrer seus familiares, sem saber do risco da radiação.
O calor provocado pela explosão era tão grande que chegou a atingir 7000 (sete mil) centígrados nos primeiros segundos caindo para 3000 ou 4000 centígrados em seu hipocentro (ponto em terra localizado logo abaixo do cogumelo). Para se ter idéia essa temperatura é bem mais elevada do que a temperatura de fusão do ferro que se funde em torno de 1530 graus centígrados.
Até hoje muitos perguntam: por que Hiroshima? Há algumas versões da razão de tal decisão por parte dos americanos. Uma delas diz que foi devido à Hiroshima ser um grande parque de indústrias bélicas e concentração militar que ainda não havia sido atacada, aliado ao fato de estar cercada por montanhas, fator que aumentaria o poder de destruição.
Quem vai a Hiroshima não acredita que é a mesma cidade que foi quase toda destruída décadas atrás. A transformação é impressionante.
Hoje, Hiroshima conta com prédios e infra-estrutura de altíssima tecnologia.
Um dos locais mais visitados na primeira cidade do mundo a sentir o poder de destruição da bomba atômica, é o Museu da Paz. Este museu dedica-se a mostrar aos visitantes de todo o planeta os horrores da bomba e tentar evitar que a história se repita em qualquer outro lugar do mundo.
Em frente ao museu podemos encontrar o Cenotáfio Comemorativo, que é um monumento em forma de um arco onde muitos japoneses prestam suas homenagens aos mortos em 1945. Ao homenagear os mortos, pode-se ter a visão do Genbaku Dome ao fundo do arco.
A rosa de Hiroshima (Vinícius de Moraes)
Pensem nas crianças

Mudas telepáticas

Pensem nas meninas

Cegas inexatas

Pensem nas mulheres

Rotas alteradas

Pensem nas feridas

Como rosas cálidas

Mas oh não se esqueçam

Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroshima

A rosa hereditária

A rosa radioativa

Estúpida e inválida

A rosa com cirrose

A anti-rosa atômica

Sem cor sem perfume

Sem rosa sem nada.




MORTE DE MOZENI ARAÚJO

27 08 2008

MANIFESTO DAS ORGANIZAÇÕES SOLIDÁRIAS AO POVO TRUKÁ
“Morre o homem, mas não morrem os sonhos” (Neguinho Truká)
“A exemplo de Xicão Xukuru, o sangue das lideranças indígenas que escorrem fecundam a terra e faz nascer novas lideranças” (Zé de Santa – Vice-Cacique Xukuru) Uma intensa tristeza se abate sobre todos os povos do Nordeste: foi brutalmente assassinado, no dia 23 de agosto de 2008 mais uma grande liderança indígena Truká: Mozeni Araújo. Este dia é mais um dia de sangue para o povo Truká. Mozeni Araújo foi abatido covardemente na cidade de Cabrobó por um pistoleiro, a crime de mando, em razão da luta histórica de seu povo pela efetivação de seus direitos. O assassinato é mais uma tentativa de fragilizar, fragmentar e desarticular o processo de organização dos povos indígenas. Mozeni exercia um papel primordial de ponderação, como facilitador, nos momentos de resolução de conflitos nas lutas enfrentadas e sua morte é resultado de uma ação premeditada, que busca silenciar a voz Truká. Os Truká, no arquipélago de Assunção na cidade de Cabrobó, vêm se organizando há mais de 70 anos para retomarem seu território e concretizarem o sonho dos seus ancestrais. Esse processo de retomadas se inicia na década de 80 e se acelera na década de 90. A retomada realizada em 1999 é divisor de águas para demarcação e homologação em grande parte do território, e como conseqüência surge uma série de ameaças e violência contra os Truká. Além do embate com posseiros, o Povo representa forte resistência contra grandes projetos desenvolvimentistas, como a transposição do rio São Francisco, onde o território Truká encontra-se invadido pelo Exército brasileiro, e as barragens de Pedra Grande e Riacho Seco, que poderão trazer grandes impactos para a região (“Tudo isso é uma serpente. A cabeça tá nos nossos irmãos Truká e Tumbalalá; aqui, no Povo Anacé, está o rabo que é onde tá o pior veneno” – João, do povo Anacé, no Ceará, referindo-se à transposição). É nesse contexto da resistência heróica às fortes pressões imprimidas contra esta comunidade que se inserem os motivos e interesses que envolvem o assassinato de Mozeni Araújo, assim como foi o brutal assassinato da liderança Truká Dena e de seu filho Jorge, com apenas 17 anos, no dia 30 de junho de 2005, estes assassinados por 4 policiais militares que estavam à paisana.Dena como Mozeni eram lideranças importantes nos períodos das retomadas de terra. Quando não são assassinadas, as lideranças são vítimas de um sistemático processo de criminalização com o forte aval de segmentos do Estado brasileiro, principalmente, no caso do povo Truká, por agentes policiais e pela promotoria local. Os caminhos da criminalização e violência se estendem a outros povos indígenas no Nordeste e no Brasil, destacamos: Xukuru de Pesqueira, os Indígenas da Raposa Serra do Sol, os Guarani em Mato Grosso do Sul, os Cinta Larga em Rondônia e os Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe na Bahia. “Nós que somos lideranças corremos este risco. Vivemos num País sem lei. Aqui se tira a vida de uma pessoa como se matam os passarinhos, principalmente em Pernambuco. É preciso que o mundo possa nos ajudar. Hoje se não bastasse matar nossas lideranças ainda tem o processo de criminalização. Vivo cercado de dois seguranças, sobretudo depois que sofri um atentado e morreram dois jovens que andavam comigo”. (Marquinhos Xukuru ao desabafar e lembrar de seu pai – Xicão Xukuru – que teve sua vida ceifada por pistoleiros). Há quinhentos anos que os povos indígenas são violentados nas terras do Brasil. Escravizados, perseguidos e mortos, tiveram que silenciar por séculos suas identidades indígenas como estratégia de sobrevivência. É visível o nível de vulnerabilidade das lideranças indígenas, constantemente ameaçadas e mortas; a força do modelo político-econômico que violenta seus direitos; a impunidade sobre os crimes contra lideranças; a demora nos processos de demarcação e titulação-posse dos territórios indígenas, como é o caso dos Truká e dos Tumbalalá, aceleram ainda mais acontecimentos dessa natureza, apresentando-se como uma verdadeira estratégia de vulnerabilizar, desgastar e intimidar a luta dos povos indígenas. “Hoje a gente sofre, com essa dor, mas tudo que Mozeni foi para o povo Truká, nós não vamos deixar cair. A história do povo Truká continua. Hoje tão matando o nosso povo, mas não vão conseguir. Como fez o seu avó Acilon Ciriaco, Mozeni deixou seus filhos, deixou seu povo e nós não vamos desistir não.” (Pretinha Truká). MOZENI ARAÚJO era um homem de natureza terna e pacífica. Conhecido pela forma ponderada com que lidava com a intensidade dos conflitos iniciou muito jovem como liderança, construindo-se nas lutas pela retomada de seu território, em seguida, trabalhando como agente de saúde comunitário. Também era agricultor, logo cedo entrou na luta em defesa da terra, da água e do Povo Truká. Foi Vereador e atualmente era militante do PT e candidato a Vereador.. Sua história não permite que os Truká se calem e sua passagem para o Reino dos Encantados nutre em seus herdeiros a força dos maracás. Nós, diante deste crime repugnante, manifestamos nossa indignação e principalmente nossa solidariedade com a família de Mozeni Araújo e com o povo Truká. Exigimos as devidas investigações sobre os crimes cometidos e que os responsáveis respondam pelos seus atos. Exigimos que o Estado Brasileiro supere a violência neocolonizadora e venha garantir em sua integralidade os direitos fundamentais dos povos indígenas determinados nos tratados internacionais e legislação nacional.Neste momento de dor, buscamos lembrar o que aprendemos com o povo Truká: seu grande espírito de luta! NO REINO DE ASSUNÇÃO, REINA TRUKÁ!
ASSINAM ESTE DOCUMENTO:
APOINME, Articulação Popular do São Francisco, Articulação de Mulheres Trabalhadores da Pesca do Estado da Bahia, Articulação do Semi-Árido, MST, Movimento dos Pescadores da Bahia, MAB, MPA, NECTAS-UNEB, CPP, CPT, CIMI, AATR, IRPAA, AGENDHA, CENTRO MACAMBIRA, SINTAGRO, CONSEA – Petrolina, Centro de Cultua Luiz Freire, Plataforma DhESCA Brasil.





CRÔNICA

26 08 2008

A Zona Eleitoral

por Arthur Maciel*
arthurmaciel@limao.com.br

– Povo da minha terra, que me ouve agora, aqui, neste exato momento deste dia de hoje! – grita pleonasticamente ao microfone o candidato a vereador de uma pequena cidade ao introduzir sua fala. É manhã de sábado e povo passa para a feira em meio aos cavalos, porcos e galinhas. Não àqueles que se esgoelam nos palanques, mas entre os animais de verdade, que estão à venda. Se bem que os cavalos, porcos e galinhas que falam ao povo também estão à venda. Pelo menos é o que parece. Eles se autopromovem para um pequeno grupo de gatos pingados, trazidos por eles mesmos de seus redutos, e para os transeuntes que aparentam se interessar muito mais pelos cavalos, porcos e galinhas da feira do que por aqueles que relincham, grunhem e cacarejam do alto do palco armado na praça.
O locutor diz os nomes e os números dos candidatos como quem lista os preços dos produtos do mercado: Zé do Açougue 35222, Pescoço bovino 1.99 o quilo. A carne é de terceira e os políticos, de quinta! Os discursos, se é que assim podem ser chamados, seguem um mesmo roteiro: votem em mim / sou honesto / votem em mim. Um ou outro mais falante foge à regra e faz diferente: promete coisas até ele mesmo duvida que possa realizar! Mas ninguém questiona, só aplaude. Em política, ajoelhou tem que rezar…para que eles não sejam eleitos, suponho.
A opção de um eleitor por um candidato é de uma lógica muito simplória, quase franciscana! Por aqui, fatores econômicos e emocionais é que pesam na hora da decisão. Se o postulante dá dinheiro mas não agrada, ele torra seus bens e não vence a disputa. Do mesmo modo, se ele faz o coração feliz mas deixa o bolso triste, continua passível de derrota. Não importa se é cavalo, se é porco ou se é galinha. Sendo simpático e gastador ele tem vitória quase certa, ainda que depois o sorriso desapareça e a gastança continue, mas com o dinheiro de outros animais: das antas e dos burros que o elegeram!
A democracia, iluminada pela esperança e aquecida pela fé, como dizia o talvez ingênuo Ulysses Guimarães, é consumada com a apuração dos votos. Tarde da noite, segue uma carreata pelas ruas da cidade composta rigorosamente de um carro-de-som, uma caminhonete com o prefeito eleito em cima e o povo que, correndo eufórico na frente, mostra que foi feita a sua vontade. Onde a festa acaba? Para o candidato vitorioso, em um almoço no dia seguinte com as autoridades locais. Para o povo, em uma ressaca daquelas e numa brusca retomada da dura rotina que havia sido deixada de lado com a empolgação da campanha. As pessoas acabam esquecendo das obrigações do dia-a-dia devido ao calor da eleição e depois não lembram de cobrar as promessas da eleição por causa das agitações do dia-a-dia!
A lógica franciscana da campanha eleitoral é a mesma nos quatro anos de mandato dos eleitos. Mas a relação deles com os eleitores vai ficando cada vez menos santa, afinal eles não precisam de votos, pelos menos por enquanto, e então passam pelo que eu chamo de Síndrome da Inculpabilidade: o político começa a transferir para os outros a responsabilidade sobre sua pífia atuação. É aquela velha estória (com “e” mesmo) do Legislativo que sempre depende do Executivo para ter seus projetos executados…e assim eles vão saindo pela tangente, pelo seno e pelo cosseno com a mesma desculpa! É como se as “excelências pouco excelentes” combinassem, além das benevolências recíprocas, as justificativas furadas que vão dar à sociedade.
A cena final e mais marcante deste filme, que o leitor tem a estranha sensação de já ter visto um dia, é que aqueles que corriam eufóricos na dianteira das carreatas depois parecem continuar correndo, mas de medo do tal “sistema democrático” que descasca, usa e então joga fora. A política virou um instrumento de prostituição da cidadania. O Brasil é uma gigantesca ZONA eleitoral no seu mais lamentável sentido.





BUDISMO

24 08 2008

O Budismo prosperou pela primeira vez na China durante a Dinastia Han. Uma forma radical do Hinduísmo em sua origem, o Budismo chegou à China pela Índia, e então se espalhou pelo resto da Ásia e outros lugares. Foi fundado durante os séculos 4 ou 5 a.C. no Nepal por Sidarta Gautama, mais conhecido como Shakyamuni, e reconhecido pelos budistas como o Buda Supremo.
O Budismo acredita na pureza da mente e das ações, e na purificação do carma (a lei da causalidade moral). As boas ações geram uma reação de mesma qualidade e intensidade, nesta vida ou em uma outra encarnação, gerando carma positivo, e a mesma lei age sobre as más ações, gerando carma negativo. Com o carma livre de toda a negatividade, é possível atingir o estado do nirvana – o fim do sofrimento trazido pela existência cíclica.
Algumas divindades budistas:
Sidarta Gautama
É conhecido como o Buda Supremo, sendo a personalidade chave do Budismo. De acordo com antigos textos budistas, o fundador do Budismo era filho de um rei. Ele se tornou monge como forma de superar o sofrimento humano, finalmente alcançando a iluminação e transformando-se no Buda.
Kuan Yin
Mais conhecida como a Deusa da Compaixão, Kuan Yin é venerada por Budistas e Taoístas como um ser iluminado e imortal. Seu nome significa “Observando os Sons do Mundo Humano”. Em sânscrito, ela é Padma-pâni, ou “Nascida do Lótus”.
Kuan Yin é fortemente associada ao vegetarianismo, devido à compaixão por todas as criaturas vivas, e também cultuada como deusa da fertilidade.

Fonte: Discoverybrasil.com




SEMANA DA ANISTIA POLÍTICA EM PERNAMBUCO

22 08 2008

Pelo Direito à História!
No período de 25 a 29/08, o Fórum Permanente da Anistia em Pernambuco e a Associação Pernambucana de Anistiados Político – APAP estarão promovendo encontros e debates sobre “a abertura dos arquivos da ditadura militar e a punição pública dos agentes torturadores”, temas recorrentes que estão relacionados com as questões da Anistia Política de 1979 e o processo de redemocratização do país a partir de 1985.
Além do apoio da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/PE, essas atividades contarão também com o apoio e participação do Movimento Tortura Nunca Mais – MTNM, do Centro Cultural Manoel Lisboa – CCML e do Movimento dos Trabalhadores Cristãos – MTC.
Em todos esses eventos estará presente Criméia Alice de Almeida, principal coordenadora do Movimento Desarquivando o Brasil, sediado em São Paulo (SP), que vem mantendo a firme determinação de lutar pela abertura dos arquivos da ditadura e pela busca dos restos mortais dos desaparecidos políticos.
Criméia é uma dos sobreviventes da Guerrilha do Araguaia, que após conseguir escapar do cerco do exército naquela região foi, posteriormente, presa em São Paulo, junto com a irmã, o cunhado e mais dois sobrinhos. Na época, teve ela a triste experiência de ser barbaramente “seviciada” quando ainda grávida, nas dependências do DOPS/SP, onde o Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra era o comandante das operações do DOI/CODI e o principal responsável pelas torturas infligidas aos presos políticos, que por ali passaram.
Em Novembro de 2006, essa família encaminhou à Justiça Federal em São Paulo, ação cível, solicitando uma Declaração de Responsabilidade em desfavor do Ustra, com o apoio do escritório do jurista e advogado Fábio Konder Comparato, por “seqüestro e tortura” no período de 1972/73. Fábio Comparato é um dos poucos juristas que afirmam, categoricamente, que a Lei da Anistia Política de 1979 não dá nenhuma cobertura e/ou proteção aos agentes torturadores, tal como tem sido alardeado desde o início do processo de redemocratização do país. Todavia, mesmo que seja considerado culpado ao final do processo, ele não será preso e nem pagará qualquer tipo de indenização. Esse é o caráter desse tipo de ação cível.
No momento, a citada ação continua pendente de julgamento definitivo.
– o –
PROGRAMAÇÃO
Dia 25/08
14h – Debate na CFCH/UFPE
Sala de Vídeo – 2º andar
Campus Universitário
18h – Debate na CFCH/UFPE
Sala de Vídeo – 2º andar
Campus Universitário
Dia 26/08
09h – Comemoração 15 anos do monumento
Praça. Pe. Henrique / Memorial Tortura Nunca Mais
Rua da Aurora – Santo Amaro
14h – Aula debate no CAC/ UFPE
Comissão de Direitos Humanos – CDH
Sala no térreo / Próximo à Secretaria
19h – Debate na OAB
Rua do Imperador Pedro II 235 – 2º andar
Santo Antônio
Dia 28/08
16h – Em memória da Anistia Política
Praça Pe. Henrique / Memorial Tortura Nunca Mais
Rua da Aurora – Santo Amaro
Dia 29/08
18h – Debate no MTC
Sede do Movimento dos Trabalhadores Cristãos
Rua Gervásio Pires 404 – Boa Vista
Recife (PE), Agosto de 2008
Assessoria de Comunicação / APAP
Contatos: 9624-0219 (Elvira), 9932-9172 (Campos) e 8629-6885 (Lourdes).





CONFUCIONISMO

13 08 2008

O Confucionismo foi um dos mais importantes aspectos da vida chinesa de 100 a.C. a 1900 d.C., influenciando áreas como a educação e o governo, além de orientar o comportamento social e os deveres do indivíduo em relação à sociedade.
Confúcio nasceu em uma família nobre, mas empobrecida, durante a Dinastia Zhou Oriental. Seu sistema moral é baseado na empatia e na compreensão. É centrado em três conceitos, denominados li ou “ação ideal”, yi ou “honradez”, e ren ou “compaixão humana ou empatia”. De acordo com o Confucionismo, uma vida boa e obediente só poderia surgir em uma sociedade bem disciplinada, que valoriza a cerimônia, o dever, a moralidade e o serviço público.
Confúcio ensinou o valor do poder, e acreditava que a solidez da lealdade familiar, o culto aos ancestrais, o respeito pelos mais velhos e a unidade familiar formavam a base de um bom governo. Em um de seus ditados, conhecido como “Regra de Ouro”, ele declara que “um homem deve praticar o que prega, mas também deve pregar o que pratica”.
Suas opiniões mais tarde se difundiram pela China através de seus discípulos, e muitas pessoas aprenderam com seus sábios ensinamentos.





OLÍMPIADA: ESPAÇO DE LUTA POLÍTICA

10 08 2008

A delegação olímpica norte-americana demonstrou que apoiava o movimento pelos direitos dos negros durante a Olimpíada do México, em outubro de 1968.

Atletas Tommie Smith e John Carlos protestam no pódio da Olimpíada
Os velocistas Tommie Smith e John Carlos –respectivamente primeiro e terceiro lugares na prova dos 200 metros rasos de atletismo– ergueram os punhos fechados durante a execução do hino nacional, símbolo da saudação típica dos radicais Panteras Negras.
O comitê internacional exigiu a expulsão dos dois atletas da delegação americana, que obedeceu à ordem do comitê. A partir de então, todos os atletas norte-americanos premiados participaram das cerimônias de pódio vestindo bonés e meias pretas, em sinal de protesto.
O bloco comunista também representou a luta antiimperialista de 1968 durante a Olimpíada do México. A ginasta tcheca Vera Calavska se tornou o símbolo da Primavera de Praga na Olimpíada. A atleta recebeu quatro medalhas de ouro na competição, a última empatada com uma ginasta russa, para quem deu as costas durante a execução do hino da ex-URSS.

Fonte: Folha Online