PROJETO CONHECENDO PERNAMBUCO – E.M.J.R.C.

29 09 2008





CONHECENDO PERNAMBUCO

25 09 2008

Palácio do Campo das Princesas
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Palácio do Campo das Princesas é a sede administrativa do estado de Pernambuco. Idealizado desde 1786 pelo governador José César de Meneses, foi construído em 1841 pelo engenheiro Morais Âncora, a mando do governador Francisco do Rego Barros, no local onde ficava o Erário Régio.
Localiza-se no bairro de Santo Antônio (Ilha de Antônio Vaz), na Praça da República, próximo ao Teatro de Santa Isabel e ao Palácio da Justiça.
À sua frente está plantado um baobá secular, que possivelmente serviu de inspiração a Saint Exupéry, quando de sua passagem pelo Recife, antes de escrever O pequeno príncipe.

História
Nas suas cercanias jaziam, a oeste, os escombros do que outrora foi o Palácio de Friburgo, sede do governo nassoviano durante as invasões holandesas.
Sua construção é datada de meados do século XIX, quando, em 1841, o então governador Francisco do Rego Barros, futuro Conde da Boa Vista, mandou o engenheiro Firmino Herculano de Morais Âncora construir o Palácio Provincial que a República transformaria em Palácio do Estado.

Em 1859 sofreu uma reforma para hospedar o imperador Dom Pedro II, a imperatriz Dona Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias e suas filhas, ocasião em que recebeu o nome de Campo das Princesas, inicialmente dado ao jardim onde as princesas brincavam, depois estendendo-se a denominação ao Palácio.
No ano de em 1920, o prédio foi amplamente reformado, ocasião em que se construiu mais um pavimento, a fim de abranger todo o corpo do edifício, dando-lhe mais amplitude. Tais obras foram concluídas somente em 1922, durante o governo interino de Severino Pinheiro, devido à morte do governador José Rufino Bezerra Cavalcanti.
Entre 1926 e 1930, no governo de Estácio Coimbra o palácio foi remodelado, decorado e mobiliado.
No ano de 1967, o palácio chegou a servir de sede para o governo da República, na época do presidente Arthur da Costa e Silva e do governador Nilo de Sousa Coelho.





CONHEÇA FRANS POST

25 09 2008


Pouco se sabe sobre a vida de Frans Post. A principal fonte de informação é a obra “Groote Schouburgh der Konstschildeus em Schilderessen” (1719) de Arnold Houbraker. Esta, por sua vez, foi baseada em diversas biografias, registros de corporações e igrejas, e também anedotas e episódios de pintores neerlandeses da época em que viviam nos Países Baixos em fins do século XVII, com quem teve contato pessoal. O que apareceu nos léxicos de artistas de Immerzeel a Thieme-Becker sobre Post é repetição das magras informações de Houbraker. A contribuição de Thime-Becker foi ter juntado alguns dados novos e trazido uma lista mais extensa de quadros.
Frans Post, o terceiro filho do casal Jan Janszoon Post e Francyntie Peters, nasceu em 1612 em Leyden, nos Países Baixos. Seu pai e mãe eram provenientes de Leyden. Casaram-se em 1604 e mudaram-se para Haarlem onde Jan Jansz pintava vitrais. O primogênito do casal foi Peter, nascido em 1608. O segundo é Anthoni, de 1610 e a última Johanna, que nascera pouco antes do pai falecer, em novembro de 1614. Sua mãe casou-se novamente em 1620 com Harman van Warden, que foi mau marido e abandonou o lar pouco depois. Que escolas o jovem Frans freqüentou e com quem aprendeu a pintar não se sabe. Segundo Houbraken, dedicou-se à profissão do pai até a partida para o Brasil, informação esta que parece não encontrar apoio nos fatos.
O mais velho dos irmãos, Pieter, trabalhou com o célebre arquiteto do renascimento paladiano, van Campen, apontado como o construtor de Mauritshuis, em cuja decoração interior Pieter também colaborou. Van Campen era amigo do influente secretário do príncipe Frederico Henrique e também seu conselheiro em assuntos de arte.
O constante estado de guerra em que se encontrava Pernambuco, o desespero que reinava entre os habitantes das capitais e ainda a elevada soma de dívidas foram fatores que levaram a reforma do sistema de governo neerlandês na cidade do Recife. Após os entendimentos de Frederico Henrique de Orange e os Estados Gerais, foi indicado para ocupar o cargo de Governador, que ia ser criado, o Conde João Maurício de Nassau Siegen quem achava-se em estreita relação de parentesco com a Casa de Orange.
Quando nomeado Governador do Brasil, terá sido por indicação de Pieter que o Conde (para quem Pieter já trabalhara na contrução do Palácio de João Maurício) engajou seu irmão Frans, convite este que seria para o jovem pintor de 24 anos, artista ainda obscuro, o augúrio de uma carreira prestigiada pela proteção oficial dos Oranges, numa época em que a prosperidade dos Estados Gerais transformou a corte dos Stadhouters em centro de proteção às artes e de grande atividade construtora. Os dois Posts passaram a ser protegidos de Mecenas e da casa reinante, da qual receberam encargos.

Rio São Francisco – Frans Post
Enquanto esteve no Brasil, Frans acompanhou o Governador em suas campanhas e teve residência no Palácio das Torres. Parece que ao longo do percurso, tornou-se amigo intimo de Nassau.
Das suas atividades no Brasil, o mais importante depoimento é, contudo, o livro famoso para o qual Frans desenhou numerosas vistas de portos e fortificações, do Maranhão à Bahia. Embora datados de 1645, ou seja, depois do seu regresso à Europa, mostram tal segurança e exatidão topográfica que deixam bem claro terem sido copiados de telas ou esboços feitos d’après nature.
Durante a sua estadia no Brasil só existem seis quadros. São as vistas de Itamaracá, de Porto Calvo, do Forte dos Reis Magos, do rio São Francisco e da ilha de Antônio Vaz, pintados do natural. Um sétimo e mencionado em catálogos de leilões do século XVIII, correspondendo à prancha do Palácio das Torres. Seria estranho que durante sete anos não tivesse Post produzido mais.
Em julho de 1644 estava de volta a Haarlem, fixando-se em Smeetstraat. Casou-se no dia 27 de março de 1650, na Igreja de Sandvoort, com Jannetye Bogaret, também de Haarlem, residente em Koninckstraat, filha do professor Salomon Bogaert. Faleceu Jannetye a 7 de agosto de 1664, deixando-lhe três filhos: Anthoni, Jan e Rachel. Post morreu em 18 de fevereiro de 1680 e foi enterrado no Groote-Kerk de Haa.





A CONTRA-PROPAGANDA NA HISTÓRIA POLÍTICA

21 09 2008

Contra-propaganda eleitoral já fez muitas vítimas no Estado de PE

Na eleição de 2002 a apreensão, por parte da Polícia, de cerca de 500 mil cartazes de contra-propaganda eleitoral envolvendo o prefeito do Recife, João Paulo, e o ex-governador Miguel Arraes, material que estava na sede da empresa Stampa Outdoor Ltda, gerou um grande bate-boca entre os políticos. Mas, esta não é a primeira vez que ocorre episódio dessa natureza em Pernambuco. A divulgação de panfletos anônimos é uma prática antiga e já vitimou muita gente.
Na eleição de 2000, a cidade de Olinda (onde, aliás, fica a sede da Stampa) foi inundada por panfletos contra a então candidata à prefeita Luciana Santos, do PCdoB. Duas dessas peças anônimas também vinculavam Luciana ao ex-governador Arraes e dizia, entre outras coisas, que ela não merecia votos, por ser comunista, “um partido cuja forma de governar é mantendo o povo sob a dominação da força das armas” e que “na América do Sul está associado às guerrilhas armadas da Colômbia”.
No material de propaganda contra Luciana Santos, não faltou nem o clássico do anti-comunismo de antigamente, expresso na frase “vitimando crianças inocentes”.
Outro político que também sofreu na pele com material de propaganda fraudulenta foi o ex-governador do Estado, Jarbas Vasconcelos, que durante uma campanha foi acusado de “bater no próprio pai”. Já em 1986, foi Jarbas quem flagrou e fez com que a Polícia Federal prendesse um grupo de 27 pessoas que estavam colando nas ruas do Recife cartazes vermelhos com a foice e o martelo e o slogan do então candidato ao governo pela Oposição, Miguel Arraes -“Ele está voltando”.
Além de contra-propaganda anônima, os cartazes contra Arraes em 1986 eram ilegais porque a campanha já estava encerrada e estava proibida a divulgação de qualquer peça eleitoral.
Mas, a mais sórdida e cruel contra-propaganda eleitoral já difundida em Pernambuco aconteceu durante a campanha eleitoral de 1982, quando o hoje falecido senador Marcos Freire era candidato a governador pela Oposição (PMDB) e tinha boas chances de vencer. Dias antes da eleição, foram jogados no Estado milhares de exemplares de um panfleto anônimo que reproduzia uma foto de Freire acrescida de um desenho representando um par de chifres.
O grotesco panfleto contra o senador era uma alusão ao seqüestro (até hoje nunca esclarecido) da esposa dele, Carolina Freire, e do então deputado federal Fernando Lyra, ocorrido em Brasília, em 1980, quando os dois foram levados e, sob a mira de metralhadoras, foram fotografados parcialmente despidos.
A princípio, as famílias pediram reservas à Polícia e o seqüestro permaneceu em sigilo por um ano. Depois, quando Freire declarou-se candidato a governador, passou a sofrer chantagens e tornou público o episódio.
As notícias sobre o seqüestro serviriam, assim, de prato cheio para os futuros autores dos panfletos que, bem como os responsáveis pelo primeiro crime, nunca foram identificados.
As eleições de 1982 aconteceram ainda no Brasil da ditadura militar e Marcos Freire tinha a convicção de que seria vitorioso: “Ninguém impedirá a vitória da Oposição com manobras que evidenciam a torpeza de quem está desesperado”. Mas, o senador acabou derrotado.
Veja, a seguir, como a imprensa brasileira divulgou o seqüestro e a nota divulgada pelo então presidente do PMDB, Jarbas Vasconcelos, que classificou o episódio como “uma estúpida agressão” e condenou “a vilania dos nossos adversários”.




1968 EM QUESTÃO

10 09 2008

Seminário

1968 EM QUESTÃO

Propõe-se um ciclo de palestras e debates realizado em um dia, encerrando-se com um momento de confraternização e festa.

No local do Seminário e em outros espaços, ocorrerão eventos paralelos envolvendo instituições que apresentem as mais diversas faces do ano de 1968, por meio de filmes, exposição de material gráfico-visual (cartazes, documentos, jornais), feira de livros. Estas atividades se darão pelo período de uma semana.

Os palestrantes deverão apresentar textos escritos e os debates serão gravados em áudio, para permitir o acesso on-line e a edição de uma peça gráfica.

PROGRAMAÇÃO

Sábado, 13 de setembro de 2008

9h00 – Sessão de Abertura

9h30 – Palestras: 1968 em foco

. A conjuntura internacional (Fred Katz)
. A conjuntura nacional (Francisco de Oliveira)

11h30 – Debate

12h30 – Almoço

14h30 – Palestras: 1968 em foco

. A conjuntura estadual (Tânia Bacelar)
. Os movimentos sociais (Abdias Vilar de Carvalho)
. O legado de 1968 e os desafios atuais (Marcelo Mário de Melo)

16h30 – Debate

– o –

Promoção

Centro de Estudos e Pesquisas Josué de Castro – CJC
Rua São Gonçalo 118 – Boa Vista / Recife – PE / Fone (81) 3423-2800
cjc@josuedecastro.org.br

Apoio / Divulgação

Associação Pernambucana de Anistiados Políticos – APAP
apap.anistiape@bol.com.br
Recife – Pernambuco – Brasil





O PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

7 09 2008

Para compreender o verdadeiro significado histórico da independência do Brasil, levaremos em consideração duas importantes questões:Em primeiro lugar, entender que o 07 de setembro de 1822 não foi um ato isolado do príncipe D. Pedro, e sim um acontecimento que integra o processo de crise do Antigo Sistema Colonial, iniciada com as revoltas de emancipação no final do século XVIII. Ainda é muito comum a memória do estudante associar a independência do Brasil ao quadro de Pedro Américo, “O Grito do Ipiranga”, que personifica o acontecimento na figura de D. Pedro.Em segundo lugar, perceber que a independência do Brasil, restringiu-se à esfera política, não alterando em nada a realidade sócio-econômica, que se manteve com as mesmas características do período colonial.Valorizando essas duas questões, faremos uma breve avaliação histórica do processo de independência do Brasil.Desde as últimas décadas do século XVIII assinala-se na América Latina a crise do Antigo Sistema Colonial. No Brasil, essa crise foi marcada pelas rebeliões de emancipação, destacando-se a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana. Foram os primeiros movimentos sociais da história do Brasil a questionar o pacto colonial e assumir um caráter republicano. Era apenas o início do processo de independência política do Brasil, que se estende até 1822 com o “sete de setembro”. Esta situação de crise do antigo sistema colonial, era na verdade, parte integrante da decadência do Antigo Regime europeu, debilitado pela Revolução Industrial na Inglaterra e principalmente pela difusão do liberalismo econômico e dos princípios iluministas, que juntos formarão a base ideológica para a Independência dos Estados Unidos (1776) e para a Revolução Francesa (1789). Trata-se de um dos mais importantes movimentos de transição na História, assinalado pela passagem da idade moderna para a contemporânea, representada pela transição do capitalismo comercial para o industrial.





CENTENÁRIO DE JOSUÉ DE CASTRO

6 09 2008

“Mais grave ainda que a fome aguda e total, devido às suas repercussões sociais e econômicas, é o fenômeno da fome crônica ou parcial, que corrói silenciosamente inúmeras populações do mundo”.

ACESSE: WWW.JOSUEDECASTRO.COM.BR E CONHEÇA O PENSAMENTO DE UM DOS BRASILEIROS MAIS IMPORTANTES DO SÉCULO XX.