ARTIGO

30 11 2008

Em nome de Deus
José Murilo de Carvalho

Foi muito diferente o papel exercido pela  religião e pelas igrejas nos movimentos abolicionistas dos  Estados Unidos e do Brasil.

O mais forte componente dos abolicionismos britânico e norte-americano foi justamente a convicção religiosa. Os quakers foram pioneiros na luta contra a escravidão na Grã-Bretanha. Esse grupo religioso puritano, conhecido como Sociedade dos Amigos, engajou-se na luta desde o final do século XVII. Apesar de não haver condenação da escravidão na Bíblia, eles decidiram que sua prática era incompatível com o princípio da igualdade de todos os homens perante Deus. Aliados a outros religiosos, organizaram-se em sociedades abolicionistas, mobilizaram a opinião pública e pressionaram o Parlamento para aprovar medidas contra a escravidão. Em 1807, esses militantes conseguiram sua primeira grande vitória quando o Parlamento decretou o fim do tráfico de escravos.

A atuação dos quakers estendeu-se aos Estados Unidos, onde a luta foi muito mais dura, pois lá a escravidão estava dentro do país. Mesmo assim, na década de 1830 já funcionavam  várias sociedades abolicionistas, todas movidas por valores  puritanos e organizadas por quakers, metodistas e batistas.  A mais importante foi a American Anti-Slavery Society, criada em 1833. 
No Brasil, nem o pensamento abolicionista se baseou na religião, nem a Igreja Católica se empenhou na causa. Pelo contrário, padres e ordens religiosas eram coniventes e cúmplices da escravidão. A Bíblia, argumentava-se, não proibia a escravidão e, afinal, o que importava era a liberdade da alma livre do pecado, e não a liberdade civil. Além disso, padres eram empregados do Estado, cujos interesses tinham dificuldade em contrariar. Nosso abolicionismo baseou-se antes em razões políticas e humanistas.

Esse contraste ajuda a entender por que, nos Estados Unidos, a abolição foi seguida de forte ação a favor dos ex-escravos, sobretudo nos campos da educação, dos direitos políticos e do acesso à propriedade da terra. Entre nós, nada foi feito, nem pelo  Estado, nem pela Igreja, nem pelos particulares.

José Murilo de Carvalho é professor titular da UFRJ e autor de Dom Pedro II: Ser ou não ser (São Paulo: Companhia das Letras, 2007).

FONTE: http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=1683

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COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DE DOM HÉLDER CÂMARA

27 11 2008





IGARASSU – PERNAMBUCO/BRASIL

27 11 2008



Histórico

O local onde hoje fica o município de Igarassu era habitado por índios Caetés que levavam uma vida tranqüila até1535, quando o donatário Duarte Coelho desembarcou no local para tomar posse de sua capitania (doada pela Coroa Portuguesa) e iniciou uma série de combates com os índios.

Por ordem de Duarte Coelho, ali foi instalado um marco de pedra, para servir de ponto divisório entre as capitanias de Pernambuco e de Itamaracá, dando início ao processo de colonização no Brasil. Em 1537, foi fundada a Vila de Iguarassú, e hoje o município é considerado o primeiro núcleo de povoamento do país.

O Distrito foi criado em 1550, sob a denominação de Iguarassú. Pela lei estadual nº 130, de 28/06/1895, o Distrito foi elevado à condição de Cidade, sob a mesma denominação de Iguarassú. Pelo decreto-lei estadual nº 235, de 09/12/1938, o município de Iguarassú mudou o nome para Igarassu, sem o “u” depois do “g”.

De origem indígena, nome Iguarassú significa “canoa grande”. Quem nasce em Igarassu é chamado igarassuano ou igarassuense ou iguarassoura.

Dados gerais

Localização: Litoral Norte, Microrregião Itamaracá e Mesorregião Metropolitana do Recife, distante 28 km do Capital.
Área: 302,9 km²
Clima: do tipo Tropical Chuvoso com verão seco
Precipitação pluviométrica média anual: 2.226,4 milímetros
População: 86.519 habitantes
Eleitorado: 58.283 eleitores (TRE 2006)
Data de comemoração da emancipação política: 27 de setembro
Padroeiros: Santos Cosme e Damião
Dia de feira: sábado
Prefeito: Severino de Souza (Ninho)

Base econômica: Agroindústria, voltada para os setores de açúcar e álcool.

SAIBA MAIS: http://www.pe-az.com.br/municipios/igarassu.htm





MEMÓRIAS REVELADAS

24 11 2008

Ditadura escancarada
Coleção de documentos sobre o regime militar será disponibilizada na internet
Agência FAPESP

O Arquivo Público do Estado de São Paulo deu início no dia 7 de novembro a sua participação no projeto Memórias Reveladas – Centro de Referência das Lutas Políticas, 1964-1985, uma iniciativa da Casa Civil da Presidência da República, com a coordenação do Arquivo Nacional.

Segundo o Arquivo Público de São Paulo, o projeto pretende catalogar acervos e colocar à disposição do público, pela internet, os registros documentais sobre as lutas políticas no Brasil durante a ditadura militar.

O Centro de Referência das Lutas Políticas conta com mais de 13 mil páginas de documentos. Em 2005, a Casa Civil determinou que as instituições federais transferissem toda a documentação sobre a ditadura militar para o Arquivo Nacional.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), por exemplo, teve recolhidos todos os arquivos do Conselho de Segurança Nacional (CSN), da Comissão Geral de Investigações (CGI) e do Serviço Nacional de Informações (SNI). Com esse grande volume de documentos, o Arquivo Nacional aumentou em mais de dez vezes o seu acervo sobre a ditadura militar.

A participação paulista na primeira fase do projeto terá duração de oito meses. Dentre as atividades previstas está a microfilmagem de 2 mil pastas com dossiês. Para isso, será adquirida uma microfilmadora com a qual o Arquivo Público também irá atender aos pedidos de microfilmagem dos centros de pesquisa de São Paulo. O projeto prevê ainda a digitação de 420 mil fichas temáticas do Arquivo Geral do Deops. Nessa fase, apenas essas fichas poderão ser consultadas pelo público.

O Estado de São Paulo mantém registros do Deops abertos para consulta pública desde o início da década de 1990, mediante a assinatura de um termo de responsabilidade pelo pesquisador.

Desde então, os arquivos do Deops são os mais procurados no Arquivo Público do Estado, principalmente por pesquisadores e por pessoas investigadas durante a ditadura militar. Trata-se do maior acervo do gênero no país, com 150 mil prontuários, 1,1 milhão de fichas e 9 mil pastas com dossiês, 1,5 mil pastas de Ordem Política e 2,5 mil pastas de Ordem Social.

Documentos secretos

Este ano foi firmado um acordo de cooperação técnica entre 25 instituições e o Arquivo Nacional para a implantação de uma política pública de integração em rede de acervos e instituições.

De acordo com o projeto, será criado o banco de dados Memórias Reveladas, alimentado on-line pelas instituições parceiras com informações dos acervos do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops), referentes ao período de 1964-1985. Também fará parte desse banco de dados a documentação do Arquivo Nacional sobre a ditadura militar.

O banco de dados estará disponível na internet para a livre consulta e permitirá recuperar e identificar informações sobre a repressão no Brasil. Apenas os documentos sigilosos não serão disponibilizados na internet. A classificação de documentos como “ultra-secretos” era comum no passado, com sigilo de 10, 15 ou até 30 anos, renováveis pelo mesmo período. Os documentos cujo prazo de sigilo já tenha expirado e aqueles que não possuem qualquer classificação poderão ser livremente consultados.

Também está prevista no projeto uma linha de financiamento para organização e tratamento de acervos de diversos fundos documentais sob a guarda de arquivos públicos estaduais e centros de documentação em universidades.





HISTÓRIA HOJE: O QUE PARTE DA IMPRENSA DO BRASIL NÃO MOSTRA SOBRE A VENEZUELA

22 11 2008

DEZ ANOS DE HUGO CHAVEZ
DA CARTA CAPITAL

Os planos sociais, conhecidos como Misiones, desenvolvem-se em amplos setores populares e em, no mínimo, um terço da classe média. Tais planos constituem-se de medidas sociais e emergenciais, dentre as quais se podem destacar três de curto e médio prazo e uma de longo prazo.

Os principais planos de curto e médio prazos são: o programa de Saúde Bairro Adentro, no qual médicos, cubanos em sua maioria, prestam consultas diárias e permanecem em estado de prontidão durante as 24 horas do dia nas regiões mais pobres do país – 18,3 milhões de habitantes são atendidos.

O programa Mercal, composto de feiras populares, visa a garantia da segurança alimentar nas quais mais de vinte produtos da cesta básica podem ser compradas a preços subsidiados pelo governo, criou em todo território nacional mais de 16 mil estabelecimentos, beneficiando aproximadamente 16 milhões de venezuelanos e, também, com distribuição gratuita de alimentação pronta a setores populares que vivem em condições de quase indigência.
Leia mais http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=9&i=2793





CONVITE

21 11 2008

Cinema Documento Cartaz

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CAMPANHA CONTRA O TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL

15 11 2008


Mais de 1,8 mil pessoas já assinaram o abaixo-assinado eletrônico e outras milhares firmaram o documento em papel pedindo a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001, que prevê o confisco da terra onde for constatada a exploração de trabalho escravo.

Assine você também! 

Acesse:http://www.reporterbrasil.com.br/abaixo-assinado.php