MOACIR ASSUNÇÃO: | UM DOS GRANDES ESPECIALISTAS EM CANGAÇO DO BRASIL


O ALMIRANTE NEGRO


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🖤⚰️ Num dia como hoje, 8 de dezembro, há 52 anos, no Hospital Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro morria JOÃO CÂNDIDO FELISBERTO, líder da Revolta da Chibata de 1910, aquele que entrou para a História como o ALMEIRANTE NEGRO, o homem que conseguiu acabar com o horrendo castigo das chibatadas na Marinha Brasileira, usado principalmente contra marinheiros de baixa patente, em sua maioria negros e pobres.

João Cândido Felisberto nasceu em Encruzilhada no Rio Grande do Sul, em 24 de junho de 1880. Filho de ex-escravos, aos 14 anos entrou para a Marinha, instituição que na época era composta por 50% de negros, 30% de mulatos, 10% de caboclos e 10% de brancos. A maioria dos marinheiros, assim, era composta por homens pobres, geralmente filhos de escravos, que recebiam salários irrisórios e eram constantemente humilhados. Os castigos físicos haviam sido abolidos no Exército em 1890, mas na Marinha persistia a aplicação de chibatadas, que recaíam principalmente sobre os marujos, pois ocupavam a base da hierarquia militar.

A gota d´água para a Revolta da Chibata foi a punição de 250 chibatadas imposta ao cabo Marcelino Rodrigues, condenado por ferir um marinheiro a bordo do Minas Gerais, embarcação que foi capturada pelos revoltados. No dia 22 de novembro de 1910, o grupo liderado pelo cabo João Cândido tomou o controle do navio, matou o comandante e mais três resistentes ao movimento, causando pânico geral na cidade do Rio de Janeiro. Como o levante havia sido planejado, outros navios aderiram ao movimento: o Bahia, o São Paulo e o Deodoro.

Os marinheiros viraram os canhões dos navios em direção ao Rio de Janeiro e forçaram o presidente Hermes da Fonseca a negociar com os rebeldes. Entre as reivindicações dos rebelados estavam o fim dos castigos físicos contra os marinheiros, melhor alimentação e a adoção da lei de ajustes de horários, aprovada pelo Congresso. A revolta terminou no dia 26 de novembro, com o anúncio de uma trégua: foi prometido o fim dos castigos físicos e também a anistia dos rebeldes.

Porém, depois que os marinheiros entregaram as armas, eles foram traídos pelo governante, que expulsou os revoltosos das Forças Armadas. A traição resultou em outro levante, em dezembro, na Ilha das Cobras. Contudo, esta última não teve grande apoio, e os revoltosos foram massacrados. Dois anos depois, os marinheiros presos que sobreviveram às torturas foram absolvidos. Após as rebeliões, finalmente, o governo deu fim às punições físicas em alto mar e aprovou melhorias na condição de trabalho dos marinheiros.

João Cândido conseguiu anistia anos depois. Apesar de seu feito heróico, morreu anônimo e pobre, como carregador de peixes no Rio aos 89 anos. Ele viveu seus últimos anos num casebre na Baixada Fluminense, numa rua sem saneamento básico, nem luz elétrica. Seu enterro, em plena ditadura militar, ocorreu sob forte temporal e cercado de policiais à paisana. A conhecida música “O Mestre-sala dos mares”, de João Bosco e Aldir Blanc, foi composta em sua homenagem. 👏 🎼🎧🎼 👏

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#SaudadesdoAlmeiranteNegro

🧭 Concepção e elaboração do post 📝José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

Créditos do texto 📺 Canal History Channel do Brasil.

👉 Para saber mais sobre João Cândido, o Almeirante Negro:

💻 Assista 🎬 https://youtu.be/DiGtwgWXrf4

💻 Acesse 🖱️ https://jrscommuitahistoriapracontar.blogspot.com/2021/06/hoje-na-historia-240621-141-anos-de.html

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