HOMEM VITRUVIANO | LEONARDO DA VINCI


HOMEM VITRUVIANO 

Postado por Joseane Rosa

Desenho que apresenta o homem em proporções perfeitas

Homem Vitruviano é um desenho de Leonardo da Vinci que apresenta o corpo humano a partir das proporções ideais. Arquitetado por meio dos conceitos expostos na obra “De Architectura” do arquiteto romano Marcus Vitruvius Pollio, a ilustração representa o ideal de beleza e a harmonia nas proporções. Uma das obras mais conhecidas do mundo, o Homem Vitruviano é considerado um Cânone das Proporções. Atualmente está exposta na Gallerie dell’Accademia, em Veneza, na Itália. 

História da obra

A primeira vez que o conceito apareceu foi no livro De Architectura escrita pelo arquiteto romano Marcus Vitruvius Pollio. Cânone das proporções do corpo humano, a obra apresenta regras segundo o raciocínio matemático e tem como base a proporção áurea ou número de ouro. O homem descrito por Vutruvius é considerado o exemplar ideal de ser humano e como suas proporções são perfeitas, ele representa a beleza, a harmonia e o equilíbrio

Vitruvius Pollio expôs sua obra tanto de forma conceitual e textual; detalhando todas as proporções e suas relações; quanto por meio de desenhos. No entanto, a descrição gráfica foi perdida durante a Idade Média, o que despertou interesse de diversos artistas, entre os quais Francesco di Giorgio, Cesare Cesariano, AlBrecht Dürer, Robert Fludd.

A obra voltou a ser estudada no Renascimento e então os artistas criaram novas representações gráficas do Homem Vitruviano. Entre as representações mais famosas está a do artista Leonardo da Vinci. 

As proporções do Homem Vitruviano

A obra De Architectura é um tratado da arquitetura composto por dez livros. Em seu terceiro livro as proporções ideais do corpo humano. 

Segundo a obra, as proporções necessárias para que um homem seja considerado perfeito ou belo é:

Um palmo é o comprimento de quatro dedos

Um pé é o comprimento de quatro palmos

Um côvado é o comprimento de seis palmos

Um passo são quatro côvados

A altura de um homem é quatro côvados

O comprimento dos braços abertos de um homem (envergadura dos braços) é igual à sua altura

A distância entre a linha de cabelo na testa e o fundo do queixo é um décimo da altura de um homem

A distância entre o topo da cabeça e o fundo do queixo é um oitavo da altura de um homem

A distância entre o fundo do pescoço e a linha de cabelo na testa é um sexto da altura de um homem

O comprimento máximo nos ombros é um quarto da altura de um homem

A distância entre a o meio do peito e o topo da cabeça é um quarto da altura de um homem

A distância entre o cotovelo e a ponta da mão é um quarto da altura de um homem

A distância entre o cotovelo e a axila é um oitavo da altura de um homem

O comprimento da mão é um décimo da altura de um homem

A distância entre o fundo do queixo e o nariz é um terço do comprimento do rosto

A distância entre a linha de cabelo na testa e as sobrancelhas é um terço do comprimento do rosto

O comprimento da orelha é um terço do da face

O comprimento do pé é um sexto da altura.

Representação do Homem Vitruviano 

criada por Leonardo da Vinci. (Foto: Wikipedia)

Homem Vitruviano de Da Vinci

Depois que os escritos de Vitruvius Pollio foram redescobertos, percebeu-se que a sua ilustração tinha sido perdida. Alguns artistas intrigados com o conceito começaram a tentar representá-la em seus desenhos. A mais famosa das imagens foi criada por Leonardo da Vinci e atualmente é parte da coleção do museu A Accademia em Veneza, Itália.

O Homem Vitruviano foi desenhado em um dos diários de Da Vinci durante os anos de 1490. Nos escritos aparece um homem que é representado por meio de superposições de imagem e com dimensões de 34 por 24 cm. Feito a lápis e tinta, a figura aparece em quatro posições diferentes e suas proporções são baseadas no número de ouro. 

Em uma das sobreposições, os braços surgem em um ângulo de 90° e na outra aparecem à cima da cabeça. As pernas, por sua vez, encontram-se fechadas em uma transposição; e abertas e reta na outra. A cabeça tem um oitavo da altura total do corpo; e o umbigo aparece imóvel e como centro de equilíbrio da imagem. 

A imagem foi colocada em cima de duas figuras geométricas, o círculo e o quadrado, símbolos que para a filosofia representam a divindade e sua manifestação na matéria. Muitos críticos acreditam que os braços abertos e a posição vertical do corpo aparecem dessa forma para representar a relações com o divino. 

Proporção áurea

A proporção área, número de ouro ou número áureo é uma constante real algébrica irracional encontrada após a divisão de uma reta em dois segmentos de medidas diferentes. A parte mais longa da reta quando dividida pela menor parte deve ter resultado igual a quando se divide a reta completa pela menor parte da divisão. O resultado da divisão tem como valor o número 1,6180339887… ou de forma arredondada 6180. 

A proporção área é frequentemente utilizada por artistas, arquitetos e até músicos que buscam a perfeição nas suas obras. Entre as obras que são representadas a partir do número de ouro estão: 

• O Nascimento de Vênus, de Botticelli;

• O Sacramento da Última Ceia, de Salvador Dalí;

• Mona Lisa e Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci;

• Sinfonia n.º 5, de Ludwig van Beethoven;

• Pirâmides de Gizé;

• Templo Partenon. 

Leonardo da Vinci

Leonardo di Ser Piero da Vinci (1452-1519) foi um cientista, pintor, escultor, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, botânico, poeta e músico italiano. Considerado uma das figuras mais importantes da era do Renascimento e um dos maiores gênios da história da humanidade. 

Era considerado à frente de seu tempo e chegou a idealizar o protótipo do helicóptero, do tanque de guerra e até do uso de energia solar. Nas artes plásticas usava a técnica de óleo sobre tela e retratavam pessoas ou temas religiosos. Criou mais de 30 obras entre as quais Mona Lisa ou La Gioconda (1503-1505), Homem Vitruviano (1498). Outras obras são:

• A adoração dos magos (1481);

• Dama com Arminho (1490);

• Salvator Mundi (1500);

• Autorretrato (1512);

• São João Batista (1513)

Fonte: Brasil Escola

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