LIVRO: FOME E DESNUTRIÇÃO NO BRASIL, DETERMINANTES SOCIAIS | PROF DR FLÁVIO VALENTE


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O CAMPUS DA UFPE


Para quem vive no conturbado ambiente urbano ou frequenta o campus da UFPE fica difícil imaginar que toda aquela área era coberta por engenhos de cana-de-açúcar. Mas era o que ocorria a partir do séc. XVII na chamada Várzea do Capibaribe. O Engenho do Meio era um deles, e tinha esse nome justamente por estar cercado de engenhos. Apresentava-se como um dos grandes produtores de açúcar da Capitania de Pernambuco. O primeiro proprietário foi Álvaro Velho Barreto, que chegou a Pernambuco como sócio de parentes ricos de Viana do Castelo, em Portugal. Afundada em dívidas, a propriedade foi depois confiscada pela Companhia das Índias Ocidentais em 1637 e vendida a Jacob Stachouwer, alto funcionário do governo holandês no Recife. Após a partida de Stachouwer para a Holanda, o engenho ficou sob os cuidados de João Fernandes Vieira (1610-1681), um dos principais líderes nas lutas pela expulsão dos holandeses de Pernambuco. Com a morte de Fernandes Vieira em 1681, as terras passaram para sua mulher, D. Maria César. Possuía estrutura como a maioria dos engenhos de então: casa das moendas, casa das caldeiras, casa de purgar, além da casa grande, senzala e outras edificações de apoio. Atravessou os séculos na sequência evolutiva dos engenhos, com moendas movidas à tração humana e animal até o séc. XIX, passando a ser movido totalmente a vapor. O engenho foi desativado em 1935 quando já havia se transformado em usina. Na década de 1940 a área foi loteada e parte dela foi adquirida pela recém-criada UFPE, que iniciou a construção do campus em 1947. Na fundação da UFPE no terreno do antigo engenho, ainda havia a casa grande (vide fotos de 1953) que, em circunstâncias não muito claras, foi lamentavelmente demolida, sendo erguida no local uma estátua em bronze de João Fernandes Vieira, seu antigo proprietário. Ainda estão lá vestígios do antigo caminho da Várzea, que ligava os engenhos daquela área. Outra importante herança que existe até hoje é o arruado: um grupo de casas onde habitam os descendentes dos antigos trabalhadores do Engenho e Usina do Meio. O arruado localiza-se, provavelmente, sobre os alicerces da antiga senzala do engenho. (Texto de Frederico Toscano)

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