BIOMÉDICA HELENA NADER | SBPC


‘Precisamos de uma revolução na
educação’, diz 1a mulher a presidir
Academia Brasileira de Ciências
Biomédica Helena Nader afirma que ciência precisa ser uma política de Estado, não de governo
29.mar.2022 às 12h37
Ana Bottallo
SÃO PAULO


O investimento em ciência e educação deve ser contínuo e não depender de ações específicas do governo ou do partido no poder. Cortes na área e a interrupção abrupta de programas de internacionalização são alguns dos pontos que atrapalham o avanço do país, de acordo com a biomédica Helena Nader.
Professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ela foi eleita na manhã desta terça (29) presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) —é a primeira mulher a ocupar o cargo nos 106 anos da instituição.
Como presidente, Nader afirma que quer reconstruir a educação brasileira, desde o ensino pré-escolar até o superior.
A professora Helena Nader, recém-eleita presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), em seu laboratório na Unifesp, em São Paulo – Eduardo Knapp – 22.mar.22/ Folhapress

“Precisamos de uma revolução na educação que começa na pré-escola e vai até a pós-graduação. É preciso recuperar o pensar crítico e incentivar as crianças a pensarem desde uma idade muito jovem”, avalia a cientista.
Além disso, a atual fuga de cérebros de pesquisadores brasileiros, processo em que pessoas altamente qualificadas com pós-graduação buscam oportunidades no exterior, preocupa por também ter matizes internas. “Não é só a fuga para o exterior que me preocupa, mas dentro do próprio país vejo muitos jovens recém-formados que deixam de buscar a pós-graduação, estão perdidos”, diz.
A biomédica conversou com a Folha em seu laboratório no Instituto de Farmacologia e Biologia Molecular da Unifesp, em São Paulo, sobre quais os desafios que espera da presidência da ABC, os obstáculos impostos às mulheres pesquisadoras e quais perspectivas aguarda para a ciência e educação brasileiras em um ano de eleições presidenciais.
A senhora acaba de ser eleita a primeira mulher a presidir a ABC, com 398 votos a favor (de um total de 420 votos, com 22 abstenções). Qual impacto trará para a entidade? Espero trazer impactos para a sociedade como um todo, em especial para as meninas mais novas, para que elas entendam que não há limites para ser quem você quer. Vivemos no Brasil um enorme retrocesso nos direitos das mulheres, o atual presidente [Jair Bolsonaro, do PL] não leva em consideração os nossos direitos, as vitórias que foram conquistadas pelas mulheres, com declarações tanto dele quanto da ministra Damares [Alves, da Cidadania, Mulher e Direitos Humanos] bastante nocivas.
Ser a primeira mulher presidente de uma instituição centenária não significa uma mudança propriamente, mas um reconhecimento para a sociedade de como chegamos lá. Sou mulher, mãe, avó, orientadora, viúva, e vou continuar lutando pelos direitos das mulheres, que inclui tudo, não é só direito à educação.
Qual o seu principal desafio na presidência da ABC? Na academia, o principal desafio é a reconstrução da educação básica. Nós da ABC produzimos conteúdo e publicamos na forma de livros ou materiais para depois embasar políticas públicas. A ciência é a base, mas o principal é a educação. E a ciência na educação serve para gerar espírito crítico nas crianças, fazê-las pensar, questionar.
Precisamos de uma revolução na educação que começa na pré-escola e vai até a pós-graduação. É preciso recuperar o pensar crítico e incentivar as crianças a questionarem desde uma idade muito jovem.
Como enxerga o impacto na educação do atual governo e o que diz sobre a queda do Ministro da Educação, Milton Ribeiro? A educação brasileira caminha a passos largos para trás. O Estado brasileiro é laico. É preciso garantir a laicidade como prevista na Constituição brasileira. Para quem não gosta disso, mude a Constituição, mas por enquanto, precisamos agir de acordo.
Qual o papel das entidades científicas na diversidade? É uma preocupação nossa, e em todas as esferas. O assédio sexual e também o moral,

que é tão grave quanto, estão na nossa mente. Estamos trabalhando com um grupo liderado pela professora Márcia Barbosa [física da UFRGS] que escreveu um código de ética que será incluído no estatuto da ABC. Esse estatuto terá, inclusive, ações de como lidar com a desinformação científica.
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Retrato da professora Helena Nader, recém-eleita presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) em seu laboratório na Unifesp Eduardo Knapp/FolhapressMAIS
Em relação à diversidade, no último ano os novos membros que entraram da ABC já foram mais diversos, a maioria que entrou foram mulheres. Precisamos contar com essas pessoas porque isso é essencial para aumentar o conhecimento e também dos povos tradicionais, os indígenas, quilombolas, todos.
Nos três anos do governo Bolsonaro, quais os impactos que a colaboração científica internacional sofreu no país? Em primeiro lugar o programa Ciência sem Fronteiras foi um projeto audacioso com impactos muito positivos. É claro que teve erros, mas o impacto na internacionalização da ciência brasileira foi muito grande, e várias colaborações permaneceram dessas idas.
O problema é que no Brasil não existe fluxo contínuo, e ele foi abruptamente cortado. Ciência e educação precisam ser política de Estado, e não de governo. Não pode ser construída a educação com cor político-partidária, quando isso ocorre é um desastre.
Agora durante o governo Bolsonaro houve a continuidade de um programa de internacionalização de universidades excelente que é o Print, então não posso

dizer que é tudo ruim. É claro que a pandemia atrapalhou principalmente por conta da mobilidade, mas é um caminho a se seguir.
Como enxerga os cortes de cerca de 92% no orçamento da ciência realizados no ano passado? Não foi por falta de comunicação com
o Ministério da Economia. É muito triste, me revolta até, porque na hora de fazerem discurso a favor da ciência fazem, mas não praticam. Os cortes são violentos e causam efeitos no futuro.
Durante a pandemia da Covid-19, o Fundo Monetário Internacional disse que é preciso investir em ciência, só assim iríamos conseguir sair da pandemia. Pensamos que se o FMI diz isso, alguém vai ouvir, mas nada mudou, infelizmente.
Marcha pela Ciência em SP protesta contra cortes
Pesquisadores protestaram contra cortes na ciência e na educação Jardiel Carvalho/FolhapressMAIS

O que pensa sobre o investimento privado em ciência? Acho que a parceria público-privada é fundamental, e precisamos buscar isso através de leis que já existem no Brasil. Muitas empresas acabam desistindo de investir em ciência no Brasil porque há uma má compreensão da lei.
Por exemplo, a Embrapa é uma das maiores empresas do Brasil, e ela foi criada no período da ditadura. E eu não defendo os ditadores, eu lutei muito contra os militares na época, mas eles tiveram uma sacada que foi enviar os engenheiros agrônomos para fora do país, fazer doutorado, se especializar e voltar para cá e aplicar. Hoje somos o país número um em produção de soja. Isso deveria servir também para outras áreas, como a da saúde. O Brasil está muito atrasado nisso.
Hoje temos um caminho reverso, de pesquisadores que saem e não voltam? A fuga de cérebros para o exterior é patente, mas vou ser sincera, o que me preocupa não é só a fuga para o exterior que me preocupa, mas dentro do próprio país vejo muitos jovens recém-formados que deixam de buscar a pós-graduação, estão perdidos. Os estudantes estão entrando menos na universidade e os que saem estão procurando menos a pós-graduação. Isso é um retrocesso muito grande.
Costumo dar um exemplo que é a construção de uma estrada, se ela for paralisada por falta de verba, ninguém gosta de parar uma obra, você pode até ter dificuldades mais para frente, mas retoma. Educação e ciência não recupera. Aquele aluno que você deixou de formar não forma mais. Por isso que meu objetivo principal e que vou lutar é por reajuste das bolsas de pós-graduação.


RAIO-X
Helena Bonciani Nader, 74
Nascida na cidade de São Paulo, é bacharel em ciências biomédicas pela Unifesp e licenciada em ciências biológicas pela USP. Fez doutorado em ciências biomédicas também na Unifesp, onde é professora desde 1989. Possui pós- doutorado em ciências biológicas pela Universidade do Sul da Califórnia (EUA). Foi pró-reitora de Graduação da Unifesp de 1999 a 2003, de Pós-Graduação e Pesquisa de 2007 a 2008 e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência de 2011 a 2017.

PRÉ-HISTÓRIA


A Pré-História, dividida em três fases, acompanha o surgimento dos primeiros hominídeos, bem como o desenvolvimento humano e sua evolução, ao longo do tempo.

Pré-História é o período que acompanha a evolução da Terra, do homem e todos os seres vivos. O estudo da Pré-História permite-nos acompanhar o desenvolvimento e a evolução dos primeiros hominídeos até o surgimento de ferramentas que possibilitaram o aperfeiçoamento no estilo de vida dos seres humanos.

A Pré-História tem como ponto de partida o surgimento dos primeiros hominídeos e encerra-se quando é desenvolvida a primeira forma de escrita pela humanidade — marco que aconteceu entre 3500 a.C. e 3000 a.C. Esse período é dividido, basicamente, em PaleolíticoMesolítico e Neolítico.null

Um dos grandes marcos da Pré-História é o surgimento do homo sapiens sapiens, a nossa espécie humana, que apareceu há 300 mil anos AP (Antes do Presente — unidade temporal definida pela Arqueologia tendo como base o ano de 1950 d.C.).

Divisão 

A Pré-História é um período de tempo consideravelmente extenso e sua nomenclatura teve origem no século XIX. Nessa última época, os estudiosos das ciências humanas tinham uma visão de que só era possível existir História, enquanto ciência, caso houvesse escrita. E como esse século acompanha o desenvolvimento humano em um momento que não havia escrita, tal momento foi nomeado de Pré-História, isto é, foi considerado um período anterior à existência da História humana.

A Pré-História concentra um período que vai de 3 milhões de anos AP a 6500 anos AP (ou 3500 a.C.). Os períodos da Pré-História são os seguintes:

  • Paleolítico


Neandertal, hominídeo que surgiu na Eurásia e viveu durante o Paleolítico Médio.*

Paleolítico é conhecido também como Idade da Pedra Lascada porque os objetos utilizados pelos grupos humanos desse período, para sua sobrevivência cotidiana, eram produzidos desse material. O Paleolítico é um período que se estendeu de 3 milhões de anos atrás até 10000 a.C., sendo dividido em três fases, que são: Paleolítico InferiorMédio e Superior.

Obviamente, cada um desses períodos possui sua particularidade, e acompanharemos um resumo de cada uma dessas fases:

  • Paleolítico Inferior tem como ponto de partida o momento em que os hominídeos desenvolveram a habilidade de produzir ferramentas para sua sobrevivência. Os primeiros hominídeos a desenvolverem tais habilidades foram o homo habilis e o homoerectus (este conhecido também por ser o primeiro a ficar em postura ereta). Essa fase teve extensão de 3 milhões de anos AP a 250 mil anos AP.
  • Paleolítico Médio, por sua vez, estendeu-se de 250 mil anos AP até 40 mil anos AP,aproximadamente. A grande marca desse período é a presença do homem de neandertal (homo neanderthalensis), hominídeo que viveu na Eurásia ainda no período do Paleolítico Inferior. O Neandertal ficou muito conhecido por ser uma espécie de hominídeo com tamanho inferior a 1,70 m, por ter um corpo mais robusto e uma capacidade maior de reter calor nele. Ele viveu no mesmo período que o homo sapiens, já que este surgiu há 300 mil anos.No Paleolítico Médio, os estudos arqueológicos apontam que o estilo de vida dos hominídeos tornou-se mais sofisticado, pois novos tipos de ferramentas haviam sido desenvolvidos e o uso do fogo havia sido amplamente difundido. Os especialistas apontam que o uso do fogo tornou-se comum no período entre 100 mil e 50 mil anos atrás.
  • Paleolítico Superior é a última fase do período Paleolítico e estendeu-se de 50000 a.C. até 10000 a.C. A quantidade de ferramentas utilizadas pelo ser humano era vasta, e foram encontrados machados, anzóis, agulhas, arpões, dardos etc. Além disso, a variedade de alimentos consumidos pelo homem aumentou e os grupamentos humanos foram tornando-se mais complexos.Essa época também ficou marcada pelo desenvolvimento das primeiras formas de arte dos seres humanos. A arte pré-histórica mais conhecida é a pintura rupestre, aquela realizada nas paredes de cavernas.De uma forma geral, podemos considerar, então, que o Paleolítico foi um período em que o ser humano sobrevivia exclusivamente da coleta e da caça e, portanto, para garantir seu sustento, principalmente no que se relaciona com a caça, era necessário a elaboração de ferramentas (armas) para ajudar na obtenção do alimento.O ser humano, portanto, era nômade, pois, uma vez esgotados os recursos de determinada área, mudava-se para outra, a fim de poder coletar e caçar. As ferramentas produzidas eram feitas de ossos, pedra lascada e também marfim. A temperatura da terra era mais fria e isso forçava o homem a morar em cavernas para proteger-se do frio.Na fase final do Paleolítico, os especialistas apontam que as primeiras experiências religiosas começaram a ser desenvolvidas, e essa sofisticação da vida humana, aliada à possibilidade desse “senso religioso”, levou o homem a desenvolver ritos funerários para enterrar seus mortos.
  • Mesolítico

O Mesolítico é uma fase intermediária e entendida pelos especialistas como uma fase de transição entre Paleolítico e Neolítico. O Mesolítico, conforme apontam os especialistas da área, foi um período reservado apenas às regiões nas quais aconteceram ciclos intensos de glaciação. Sendo assim, aponta-se que a Eurásia foi um local no qual o Mesolítico aconteceu e estendeu-se, aproximadamente, de 13000 a.C. a 9000 a.C.

Os grupos humanos que sobreviviam somente da caça entraram em decadência, uma vez que aqueles que sobreviviam também da coleta começaram a sobressair-se. O fim desse período aconteceu com o desenvolvimento da agricultura.

  • Neolítico

Neolítico ou Idade da Pedra Polida é o último período pré-histórico e estendeu-se de 10000 a.C. até 3000 a.C. Os marcos importantes do Neolítico são o desenvolvimento da agriculturae o desenvolvimento da primeira forma de escrita. Lembrando que essas datas são aproximativas e o desenvolvimento humano nunca foi uniforme, ou seja, existem grupos que só foram desenvolver uma forma escrita, por exemplo, séculos depois da primeira escrita que surgiu.

O desenvolvimento da agricultura permitiu que o estilo de vida da humanidade fosse transformado radicalmente, pois, com ela, o ser humano era capaz de produzir seu próprio alimento e não era mais dependente daquilo que caçava e do que coletava da natureza. O impacto disso foi que o ser humano passou a desmatar florestas para criar seus campos de cultivo e tornou-se sedentário.

A sedentarização do homem proporcionada pelo desenvolvimento da agricultura também possibilitou-lhe domesticar animais que poderiam, principalmente, servir de alimento, caso o cultivo agrícola não fornecesse o sustento necessário. A domesticação dos animais também esteve relacionada com o trabalho agrícola e com a locomoção e transporte de carga.

Com essa sedentarização, os grupos humanos foram reunindo-se em número cada vez maior, e o crescimento desses grupamentos resultou no surgimento das primeiras cidades do mundo. O desenvolvimento das cidades causou também o desenvolvimento da arquitetura, que permitiu a construção de casas mais bem elaboradas e outras construções.

olaria também surgiu durante esse período e, assim, começaram a ser desenvolvidos utensílios de cerâmica. Durante o final do Neolítico, desenvolveu-se a metalurgia, e assim o ser humano tornou-se capaz de produzir ferramentas de metal. Nesse período, na medida em que os grupos de seres humanos cresceram, tornavam-se mais complexos e mais desiguais, já que pessoas que ocupavam cargos de relevância na administração dos recursos foram tornando-se mais influentes e poderosas.

Divisão do trabalho 

Os grupamentos humanos foram sofisticando-se e, como consequência, a divisão do trabalho foi sendo definida. Com isso, a convenção foi de que os homens foram responsabilizados pela caça, e as mulheres, pela coleta e pelo trabalho agrícola, quando esse surgiu no Neolítico.

A respeito dessa divisão, a socióloga alemã Maria Mies afirma que a sobrevivência humana durante o período pré-histórico era, em grande parte, responsabilidade do trabalho feminino. Isso porque estudos realizados na área indicam que a porcentagem de alimentos consumidos por meio da coleta e da agricultura (realizadas pela mulher) era superior à quantidade de alimentos oriundos da caça.|1|

Arte 

Pintura rupestre encontrada em uma caverna localizada em Altamira, Espanha.**


Pintura rupestre encontrada em uma caverna localizada em Altamira, Espanha.**

O estudo da Pré-História também inclui a análise das formas de arte que foram realizadas nesse período. Os especialistas ainda não têm certeza dos motivos pelos quais os homens pré-históricos fizeram tais registros, mas sugerem que eles poderiam ser apenas um registro da “arte pela arte”, bem como poderiam ser um registro que realizasse uma conexão do homem com a natureza em um plano espiritual.

A principal forma de arte desse período são as pinturas rupestres, que eram realizadas nas paredes das cavernas. Essas pinturas remontam a 40 mil anos atrás e representavam grupos de animais ou o ser humano em meio a atividades cotidianas. Eram usados materiais como terra, carvão, sangue, entre outros, nessas pinturas.

No período pré-histórico, também eram realizadas esculturas pequenas. As mais famosas são as estatuetas de Vênus, isto é, pequenas estátuas de mulheres com formas corporais voluptuosas. A mais famosa dessas estatuetas é a Vênus de Willendorf, que foi localizada na Áustria e remonta a 25 mil anos atrás.

Por fim, vale destacar as construçõesmegalíticas, que eram basicamente grandes construções feitas em pedra. Os especialistas não sabem ao certo a razão pela qual esses monumentos eram construídos. O monumento megalítico mais conhecido é o de Stonehenge, localizado na Inglaterra.

Pré-História brasileira

O que é referido aqui no texto como Pré-História brasileira é nomeado pelos especialistas como História pré-cabralina do Brasil, isto é, a história dos povos indígenas que habitavam o Brasil antes da chegada dos portugueses com a expedição de Pedro Álvares Cabral. Até a divisão dos períodos no estudo da Pré-História brasileira é diferente porque aquela divisão tradicional em Paleolítico, Mesolítico e Neolítico não é utilizada no país.


Zuzu, um dos mais importantes fósseis do estudo da Pré-História brasileira que remonta a 10 mil anos atrás.***

A divisão no estudo da história pré-cabralina utiliza as épocas geológicas como marco. Assim, a divisão está em pleistoceno (mais de 12 mil anos atrás) e holoceno (de 12 mil anos atrás até a chegada dos portugueses em 1500).

O grande debate que envolve a história pré-cabralina é o momento em que os primeiros grupos humanos chegaram à América e penetraram o território brasileiro. Grande parte das evidências apontam que o homem chegou à América por volta de 22000 anos atrás. No entanto, pesquisas recentes encontraram sinais de presença humana que remontam a 43000 anos atrás. Isso tem gerado muito debate entre os especialistas.

Outra questão importante, como aponta o geógrafo Aziz Nacib Ab’Sáber|2|, é a inexistência de resquícios de habitação humana no litoral em períodos anteriores a 6000 anos AP. De 6000 AP em diante, os principais registros são os sambaquis, depósitos de materiais orgânicos feitos pelo ser humano. Para isso, os especialistas apontam que, provavelmente, a ausência desses registros está relacionada com o aumento do nível do mar que aconteceu por volta de 13000 AP.

|1| MIES, Maria. Origens sociais da divisão sexual do trabalho. A busca pelas origens sob uma perspectiva feminista. Para acessar, clique aqui.

|2| AB’SABER, Aziz Nacib. Incursões à pré-história da América tropical. In.: MOTA, Carlos Guilherme. Viagem incompleta: a experiência brasileira. São Paulo: Editora Senac, 1999, p. 38.

Fonte: UOL kids

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