100 ANOS DE LUIZ GONZAGA – O REI DO BAIÃO

24 06 2012


CRONOLOGIA DA VIDA DE LUIZ GONZAGA
1912
Dia 13 de dezembro, sexta-feira. Nasce LUIZ GONZAGA DO NASCIMENTO, na Fazenda Caiçara, em Exu, situada junto a Serra do Araripe, Pernambuco. Segundo dos nove filhos do casal Januário José dos Santos, o Mestre Januário, sanfoneiro de 8 baixos afamado na região, e Ana Batista de Jesus, conhecida por Santana.

1920
O filho do Mestre Januário recebe seu primeiro cachê ao tocar substituindo o sanfoneiro em festa tradicional na fazenda: 20$000 (vinte mil réis). Ainda adolescente, torna-se conhecido em boa parte das regiões vizinhas.

1926
Aos treze anos, Luiz Gonzaga compra sua primeira sanfona, na cidade de Ouricuri, graças ao empréstimo concedido pelo coronel Manoel Ayres de Alencar: um 8 Baixos, Koch, marca veado, igual ao do Mestre Januário, ao preço de 120 mil réis. Quando saldou sua dívida, anunciou ao coronel Ayres que não iria mais trabalhar com ele, pois a partir de então, seria sanfoneiro profissional.

1929
Participa de um grupo de escoteiros e conhece Nazarena, por quem se apaixona e com quem namora às escondidas. Rejeitado pelo pai da moça, de família importante, aproveita o dia da feira e vai tirar satisfações da desfeita armado com uma faquinha, após uns goles de cana. Leva uma surra de Santana e foge de casa para o Crato, no Ceará, onde vende sua sanfoninha de 8 baixos.

1930
Luiz Gonzaga aumenta sua idade para sentar praça no Exército, na cidade de Fortaleza. Com o advento da Revolução de 30 segue em missão militar pelo Brasil como soldado Nascimento. Mestre Januário consegue reaver a sanfona vendida no Crato por 80 mil réis, através de um amigo, o Sr. José Lindolfo.

1931
Após o término do tempo legal de serviço militar, o soldado Nascimento escolhe continuar servindo no Exército, instituição que representou o papel de uma grande e importante escola. Nas horas vagas acompanhava, pelos programas de rádio, os sucessos musicais da época.

1933
Por não conhecer a escala musical, é reprovado num concurso para músico numa unidade do exército, em Minas Gerais. Vira tambor-corneteiro e ganha o apelido de “bico de aço”.

1936
Gonzaga aprende a tocar sanfona de 120 baixos em Minas Gerais, com um soldado de polícia chamado Domingos Ambrósio. Para treinar, adquire uma sanfona de 48 baixos e aproveita as folgas da caserna para tocar em festas.

1938
Gonzaga é ludibriado por um caixeiro-viajante, a quem paga 500 mil réis em prestações mensais para adquirir uma sanfona branca, Honner, de 80 baixos. Foge do quartel, em Ouro Fino (MG), para ir buscar a sanfona em São Paulo. Lá chegando, descobre que não vendiam sanfona no endereço que o caixeiro lhe dera. Ao retornar ao hotel onde se hospedara, acaba comprando uma sanfona igualzinha à que tinha ido buscar, pelo valor das prestações que faltavam pagar, 700 mil réis, e que ele havia arrecadado com a venda da sanfona de 48 baixos.

1939
Luiz Gonzaga dá baixa das Forças Armadas, impulsionado por um decreto que proibia para os soldados um engajamento superior a dez anos no Exército. Desembarca no Rio com bilhetes comprados para Recife, de navio, e Exu, de trem. Enquanto aguardava a chegada do navio que o levaria ao Recife, resolve conhecer o Mangue, o bairro boêmio vizinho. E lá, com sua sanfona Honner branca, faz sucesso tocando valsas, tangos, choros, foxtrotes e outros ritmos da época. Através de um músico amigo, o baiano Xavier Pinheiro, casado com uma portuguesa, Gonzaga vai morar no morro de São Carlos, à época tranqüilo reduto português no Rio.

1940
Luiz Gonzaga modifica o seu repertório, pressionado por estudantes cearenses, e consegue tirar nota máxima no programa Calouros em desfile, de Ary Barroso, na Rádio Tupi, executando a música Vira e Mexe, um “xamego” (chorinho) lá do seu pé-de-serra. Pouco tempo depois vai trabalhar com Zé do Norte no programa A hora sertaneja, na Rádio Transmissora. Chega ao Rio seu irmão José Januário Gonzaga, fugindo da seca devastadora e trazendo um pedido de ajuda por parte de Santana. Zé Gonzaga passa a morar com o irmão.

1941
5 de março. Data da primeira participação de Luiz Gonzaga numa gravação da Victor, atuando como sanfoneiro da dupla Genésio Arruda e Januário França, na “cena cômica” A viagem de Genésio. Seu talento chama a atenção de Ernesto Augusto Matos, chefe do setor de vendas da Victor. E no dia 14 de março Luiz Gonzaga grava, assinando pela primeira vez como artista principal, e exclusivo da Victor, quatro músicas que são lançadas em dois 78 rotações. É publicada a primeira reportagem sobre Luiz Gonzaga na revista carioca Vitrine, com o título Luiz Gonzaga, o virtuoso do acordeom. Ainda em 41, Gonzaga grava mais dois 78 rotações. O sucesso havia chegado, e Gonzaga já era chamado como “o maior sanfoneiro do nordeste, e até do Brasil”.

1944
O apelido “Lua”, invenção de Dino 7 Cordas pelo rosto arredondado de Gonzaga, é divulgado pelo radialista Paulo Gracindo na Rádio Nacional.

1945
11 de abril. Luiz Gonzaga grava o 25º disco de sua carreira como sanfoneiro, e o primeiro como cantor, com as músicas Dança Mariquinha, mazurca de sua autoria com letra de Miguel Lima, e Impertinente, polca também de sua autoria, instrumental. Mas a afirmação como intérprete só chega com o 31º disco, lançado em novembro, pelo sucesso estrondoso da mazurca Cortando o pano, uma parceria com Miguel Lima e Jeová Portella. Em 22 de setembro nasce Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, Gonzaguinha, fruto de um relacionamento com a cantora Odaléia Guedes. Desejoso de encontrar o parceiro certo para expressar sua musicalidade sertaneja, Luiz Gonzaga procura o cearense Lauro Maia. Este apresenta-lhe o cunhado, também cearense, advogado e poeta, Humberto Teixeira. Era o mês de agosto. Esse primeiro encontro rendeu a primeira parceria, No meu pé de serra, xote que só seria gravado em novembro do ano seguinte.

1946
No mês de outubro o conjunto Quatro Ases e um Coringa, da Odeon, acompanhado pela sanfona de Luiz Gonzaga, grava a segunda parceria de Gonzaga e Humberto Teixeira, a música Baião, sucesso em todo país. Depois de receber a visita de Santana, Gonzaga volta à sua terra, Exu, após 16 anos ausente. No retorno para o Rio, passa pela primeira vez no Recife, participando de vários programas de rádio e muitas festas. Nesse momento conhece Sivuca, Nelson Ferreira, Capiba e Zédantas, estudante de medicina, músico por vocação, apaixonado pela cultura nordestina.

1947
Luiz Gonzaga grava em março o 78 rpm que se tornaria um clássico da música brasileira: a toada Asa Branca, sua terceira parceria com Humberto Teixeira, inspirado no repertório de tradição oral nordestino. A partir desse ano, Luiz Gonzaga adota o chapéu de couro semelhante ao usado por Lampião, a quem tinha verdadeira admiração, à sua apresentação artística, – embora a Rádio Nacional ainda não o permitisse apresentar-se ‘como cangaceiro’ nos seus programas – assumindo, ao mesmo tempo em que também plasmava, a identidade nordestina no cenário nacional. Num domingo de julho, Gonzaga conhece na Rádio Nacional, a contadora Helena das Neves Cavalcanti, e a contrata para ser sua secretária. Rapidamente o namoro acontece, e Gonzaga pensa em casar.

1948
No dia 16 de junho Luiz Gonzaga e Helena casam-se no Rio de Janeiro, e passam a morar, juntamente com a mãe de Helena, dona Marieta, no bairro de Cachambi.

1949
Aproveitando uma folga entre as gravações, Luiz Gonzaga leva a esposa e sogra para conhecerem o Araripe, e sua terra Exu. Porém, interrompem a viagem quando estavam no Crato, por causa das desavenças e mortes entre os Sampaio e os Alencar. A grande violência que marcava a disputa entre os clãs rivais ameaçava sua família, ligada aos Alencar. Preocupado, Gonzaga aluga uma casa no Crato, para onde leva seus pais e irmãos, enquanto preparava a mudança de sua família para o Rio de Janeiro, o que ocorreu ainda em 49.

1950
Em janeiro, o médico formando Zédantas chega ao Rio, a fim de prestar residência no Hospital dos Servidores, para alegria de Gonzaga, que vai esperá -lo na plataforma da estação de trem. Nesse ano, Luiz Gonzaga lançou, gravando ou cedendo para outros intérpretes, mais de vinte músicas inéditas, a maioria parcerias com Humberto Teixeira e Zédantas que se tornariam clássicos da MPB. Em junho lança a música A dança da moda, parceria com Zédantas que retratava a febre nacional pelo baião.

1951
Luiz Gonzaga já era o consagrado ‘Rei do Baião’, e o advogado Humberto Teixeira o ‘Doutor do Baião’! Em maio Luiz Gonzaga sofre um grave acidente de carro, junto com seus músicos: João André Gomes, apelidado Catamilho, do zabumba, e Zequinha, do triângulo. Humberto Teixeira candidata-se a Deputado Federal, e recebe o apoio do parceiro. Durante todo o ano de 51 Gonzaga foi convidado permanente da série No Mundo do Baião, produzido por Zédantas, parte das atrações do Departamento de Música Brasileira da Rádio Nacional, cuja direção era de Humberto Teixeira. Gonzaga havia aproximado os dois parceiros, mas essa convivência era difícil e durou pouco tempo. Foi No Mundo do Baião que Luiz Gonzaga coroou, com chapéu de couro, Carmélia Alves como Rainha do Baião. Ela interpretava o baião com acompanhamento de orquestra, e levava a música do Rei para as boates e ambientes da elite. Luiz Gonzaga e Helena adotam uma menina: Rosa Maria.

1952
Outubro de 1952, data do 71º disco da carreira de Gonzaga, o último 78 rpm com Humberto Teixeira, músicas já lançadas em anos anteriores. Hervê Cordovil é apresentado à Gonzaga por Carmélia Alves, e tornam-se parceiros.

1953
Catamilho é afastado por Gonzaga do seu conjunto, e Zequinha o acompanha. Gonzaga contrata Jurai Nunes, o Cacau, para tocar zabumba, e Oswaldo Nunes Pereira, o Xaxado para o triângulo. Mais tarde, por causa de sua baixa estatura, Xaxado seria apelidado de Salário Mínimo.

1954
Luiz Gonzaga conhece Neném, mais tarde Dominguinhos, aos 14 anos, na cidade de Garanhuns. Nesse mesmo ano seu primo, o vaqueiro Raimundo Jacó, é assassinado na região do Araripe.

1955
1955 Luiz Gonzaga apresenta o trio formado por Marinês, Abdias e Chiquinho, que ficou conhecido como Patrulha de Choque Luiz Gonzaga.

1956
Marinês é coroada Rainha do Xaxado na Rádio Mayrink Veiga. A cantora japonesa Keiko Ikuta grava as músicas Baião de Dois e Paraíba.

1960
11 de junho: morre Santana, vitimada pela doença de Chagas, no Rio de Janeiro. 05 de novembro: Januário, aos 71 anos, casa-se com Maria Raimunda de Jesus, 32 anos, no Exu. Gonzaga participa, gratuitamente, da campanha de Jânio Quadros à Presidência da República.

1961
Gonzaguinha vai morar com o pai em Cocotá, Rio de Janeiro. Luiz Gonzaga torna-se maçom, e sofre outro acidente de carro que lhe desfigura o lado direito do rosto, ferindo gravemente o seu olho.

1962
11 de março: morre Zédantas, aos 41 anos. Luiz Gonzaga conhece João Silva.

1963
Luiz Gonzaga teve sua sanfona Universal, preta, roubada. Antenógenes Silva, seu amigo e afinador, lhe empresta uma sanfona branca. A partir de então, adota a cor branca para suas sanfonas, e a inscrição “É do povo” em todos os seus instrumentos. Luiz Gonzaga conhece o poeta cearense Patativa do Assaré.

1964
Gonzaga compra terrenos em Exu, onde irá construir o Parque Aza Branca.

1968
Carlos Imperial, apresentador de programas de rádio e televisão, espalha o boato de que The Beatles gravara a toada Asa Branca. Luiz Gonzaga conhece Edelzuíta Rabelo, advogada, numa festa junina em Caruaru.

1971
A Missa do Vaqueiro é celebrada pela primeira vez, em memória de Raimundo Jacó. Desde então passa a ser anualmente celebrada, tornando-se evento tradicional em Pernambuco.

1972
Gonzaga apresenta o espetáculo Luiz Gonzaga volta para curtir, no Teatro Tereza Rachel, no Rio, produzido por Capinam, para uma platéia formada maciçamente por estudantes. Nesse ano, rompe o contrato de 32 anos com a RCA.

1973
Gonzaga é levado para a EMI-Odeon por Fernando Lobo, onde permanece por dois anos. Recebe o título de Cidadão Paulista, e inicia a reforma dos imóveis que havia comprado na entrada da cidade de Exu.

1975
Luiz Gonzaga reencontra Edelzuíta, o grande amor da fase final de sua vida.

1976
Luiz Gonzaga assina novamente contrato com a RCA Victor.

1978
11 de junho: morre o Mestre Januário.

1979
No mês de outubro morre Humberto Teixeira.

1980
Luiz Gonzaga canta para o Papa João Paulo II na capital cearense. Inicia, em parceria com Gonzaguinha, a turnê do show Vida do Viajante, que percorre várias cidades brasileiras, estendendo-se até o ano seguinte, quando é lançado o álbum duplo da gravação do show, ao vivo.

1982
Luiz Gonzaga viaja para Paris, onde se apresenta na casa de espetáculos Bobino, na noite de 16 de maio, a convite da cantora amazonense Nazaré Pereira. A partir desse ano, Luiz Gonzaga passa a assinar como Gonzagão quase todos os seus disco, forma como havia sido chamado por ocasião de sua turnê com Gonzaguinha.

1984
Gonzaga recebe o primeiro disco de Ouro com o LP Danado de Bom, no qual tinha João Silva por principal parceiro, e que receberia um segundo Disco de Ouro em seguida. João Silva seria seu grande parceiro, a partir de então. Morre Jackson do Pandeiro. Gonzaga recebe o Prêmio Shell.

1985
Gonzaga recebe o prêmio Nipper de Ouro, homenagem internacional da RCA a um artista de seu quadro. Luiz Gonzaga recebe dois discos de ouro para o LP Sanfoneiro Macho.

1986
Luiz Gonzaga participa do festival de música brasileira na França, Couleurs Brésil, evento que inaugura o programa dos anos Brasil-França 86-88. O Rei do Baião apresentou-se na Grande Halle de La Villette no show de encerramento, junto com outros artistas brasileiros, para um público aproximado de 15 mil pessoas. O LP Forró de Cabo a Rabo, deu a Luiz Gonzaga dois discos de ouro e um de platina.

1988
Em junho pede o desquite, separa-se de Helena, e assume o relacionamento com Edelzuíta Rabelo. Neste ano também desliga-se definitivamente da RCA.

1989
Luiz Gonzaga grava pela Copacabana Records seus últimos discos. 21 de junho: é internado no Hospital Santa Joana, no Recife. 02 de agosto: morre Luiz Gonzaga, aos 76 anos de idade.

Fonte: Memorial Luiz Gonzaga

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A PRESIDENTE DILMA NÃO PEGOU EM ARMAS

24 06 2012


Um inquérito policial militar do Conselho de Segurança Nacional (CSN) de 1969 detalha as ações de roubo a bancos do Comando de Libertação Nacional (Colina) em Minas Gerais e “enquadra” a então revolucionária Dilma Rousseff como integrante da organização por ter cedido a casa para encontros do grupo e coordenar ações de doutrina ideológica nas escolas. O documento que se tornou público semana passada está sob a guarda do Arquivo Nacional. O inquérito lista o nome dos 16 integrantes da Colina que tinham participação direta nos assaltos e foram presos à época da ditadura, relação da qual Dilma não faz parte. Os demais participantes do Colina em Minas Gerais também são listados no denominado “enquadramento”, e no perfil revolucionário de Dilma traçado pelo CSN ela é descrita como agente de suporte intelectual da organização.

O documento do CSN de monitoramento das ações de roubo a bancos em Minas Gerais confirma as declarações da presidente Dilma Rousseff, que sempre negou ter participado de ações efetivas de grupo armado. “Não tive nenhuma ação armada. Se tivesse, não receberia condenação de dois anos. Cumpri três anos de cadeia, mas fui condenada a dois”, disse em abril de 2010, logo após deixar a Casa Civil para disputar a Presidência, negando em uma entrevista em Porto Alegre que tenha pego em armas.

Os “delitos” de Dilma listados pelo inquérito policial militar são: pertencer à “organização clandestina e revolucionária de cunho marxista-leninista”; fazer parte da célula política da organização na Faculdade de Medicina; integrar o setor estudantil da organização, “encarregada de coordenar as ações nas escolas”; realizar reuniões de “caráter subversivo em seu apartamento”; participar de congresso da organização em Contagem (MG); convidar dois integrantes (Ageu Henriger Lisboa e Marcos Antonio de Azevedo Meyer) para entrar na organização; receber contribuições mensais para a organização; e utilizar “sua residência” para realizar reuniões da organização.

Fonte: D.P.





28 05 2012

MANIA DE HISTÓRIA

Engenho Matapiruma

Distante 18 km, da sede do município. Foi uma das residências do Barão de Suassuna.
A casa-grande também ficou famosa por ter hospedado o Imperador D. Pedro II. Em 1859. do Conjunto arquitetômico; Casa-grande, capela e senzala, só a senzala continua de pé, sendo hoje, ultilizada por trabalhadores do engenho, como moradia. Foi construída entre a casa-grande e a capela. Seu alpendre arqueado em alvenaria, de fustes cilíndricos e capitéis toscos. A casa-grande possuia um estilo colonial altêntico. Hoje avistamos só ruinas dos trechos de uma fundação e raros pedaços de paredes.
Ela datava do ano de 1800. A capela cuja padroeira era Nossa Senhora da Conceição, Foi construida em 1817, também estar em ruínas resta apenas um pedaço da fachada, da parede central e da parede posterior. Possui grande valor histórico e cultural.

Livro: ESCADA, Riqueza de Pernambuco.

SAIBA MAIS.

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O NAZISMO EM PERNAMBUCO

31 07 2011

A ligação com a família Lundgren.
“Não somos nazistas”
Por Suetoni Souto Maior
Descendentes da família Lundgren, que construiu um império econômico, negam ligação com nazismo

Entrevista com o empresário

Primos Lundgren abriram o casarão para contar a história da família e negar relação com o Partido Nazista. Passados 66 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, são quase inevitáveis
as referências à família Lundgren, uma das mais poderosas do Brasil no século
XX, sem que alguém lembre a proximidade dela com os alemães e, em alguns
casos, façam referências a uma suposta ligação do clã com o nazismo. Uma pecha
combatida sem trégua pelos descendentes, mas que ganhou força, recentemente,
com a abertura dos arquivos da Delegacia de Ordem Política e Social (Dops). As
referências, é fácil imaginar o porquê, são odiadas pela família.

“Os Lundgren não são, nunca foram e nunca serão simpáticos ao nazismo”,
garantem dois representantes da terceira geração da família de origem sueca
e dinamarquesa, radicada no Brasil, Nilson Nogueira Lundgren, 74, e Albenita
Lundgren Illi, 73. O objetivo deles é pôr fim a uma acusação que se arrastou ao
longo de praticamente todo o século passado e que ganhou fôlego em referências
feitas através de prontuários e fotos arquivadas pelo Dops.

Os documentos, fruto da espionagem feita pelo temido serviço secreto brasileiro
durante a Era Vargas (1930-1945), trazem relatos sobre reuniões do Partido Nazista em Pernambuco a partir de 1932 e que ocorreram com regularidade até 1938. O roteiro de encontros, segundo o Dops, incluía as instalações da Companhia de Tecidos Paulista e a própria casa grande, pertencentes à família. Uma informação negada veementemente pelos Lundgren.

“Olhei as fotografias. Desafio qualquer um a percorrer todos os cômodos dessa
casa e provar que aqui existe esse piso”, disse de forma enfática Nilson Lundgren,
apontando para reportagem publicada no Diario de Pernambuco, no dia 10 de julho, ilustrada com a foto de uma reunião do Partido Nazista, que teria ocorrido na casa grande, residência oficial da família. Uma informação tratada como errônea pela família.

O envolvimento com o nazismo é contestado pelos Lundgren, que se referem à
relação com os alemães apenas como o trato entre empregadores e empregados.
A informação, inclusive, conta com uma concordância do diretor do Arquivo Público
do estado, Paulo Moura. Ele assegura, no entanto, com base nos arquivos do Dops, que apesar de não haver registros sobre a participação da família nas reuniões, elas corriam, sim, em Paulista.

Os prontuários do Dops, pontua Moura, revelam que a fotografia da reunião do Partido Nazista, publicada pelo Diario, teria sido feita no escritório da Fábrica de
Tecidos Paulista. Uma informação contestada por Nilson Lundgren. “Não conheço,
mas arriscaria dizer que essa foto foi feita no consulado alemão. Não temos esse
piso por aqui”, enfatizou, sem fazer referência à arquitetura germânica também presente no casarão.

Na verdade, a relação dos Lundgren com os alemães é bastante antiga e remonta
à chegada do patriarca da família, Herman Theodor Lundgren, ao Recife, em 1852.
Fluente em quatro idiomas (sueco, inglês e alemão) e já dominando o português,
ele logo tornou-se cônsul dos países nórdicos em Pernambuco. Daí, fundou um
Ship Chandlers (abastecedora de navios) e, com isso, deu início à construção do
império da família no Brasil.

Um sucesso que teve seu maior impulso com a construção de uma fábrica
de pólvora, ainda no século XIX, a primeira da América Latina e que surgiu
da sociedade com um alemão. De terras germânicas vieram o maquinário e o
conhecimento técnico para o projeto. “A Alemanha era a maior potência do mundo.
Tudo o que era maquinário vinha de lá”, lembrou Nilson Lundgren, ao falar da
Pernambuco Powder Factory.

A afinidade com os alemães não acabou por aí. Com a morte de Herman, em
1907, Frederico João Lundgren assumiu os negócios da família e deu início, em
1908, ao plano para criar, a partir de Pernambuco, o maior grupo fabril da América
Latina. E tudo começou com a compra da Companhia de Tecidos Paulista, na
cidade que deu nome à fábrica. O plano, para sair do papel, exigia três coisas:
dinheiro, maquinário e mão de obra altamente especializada.

O dinheiro para financiar o projeto veio do Bank of London and South America. Já
o maquinário e a mão de obra vieram da Alemanha. Eram engenheiros, mecânicos, operadores de caldeira, etc. Eles montaram as máquinas, construíram as fábricas de Paulista, em Pernambuco, e Rio Tinto, na Paraíba. Depois ficaram para manter a operação. Uma imigração incrementada após a derrota da Alemanha na Primeira Guerra, que deixou a economia do país destruída.

O número de alemães trabalhando na fábrica era pequeno dentro do universo
de 30 mil operários das duas unidades fabris. Girava em torno de 100, todos em
funções técnicas. Eles, inclusive, tinham participação ativa na sociedade. Os cargos
de direção ficavam com os ingleses. O presidente da companhia, após a sua
fundação, era inglês. “Era mister Donald Valentine”, lembra Nilson. Havia também
cerca de 100 britânicos na empresa. Apesar da paridade entre alemães e britânicos nas fábricas, por causa do nazismo e da entrada do Brasil na Segunda Guerra, a presença alemã passou a ser vista com desconfiança. E sua imagem ligada aos Lundgren. Inclusive com muita carga negativa. “Ainda hoje somos abordados por pessoas que nos dizem: ‘Ah! Você é Lundgren. Sua família é alemã?’ Aí digo: de alemã eu não tenho nada. A origem da minha família é de suecos e dinamarqueses. Falo alemão porque meu marido é suíço. Só isso”, enfatizou Albenita Lundgren.

Saiba mais

Companhia de Tecidos Paulista

Hierarquia na fábrica

Ingleses cargos de direção

Alemães cargos técnicos

Italianos área comercial

Portugueses área comercial

Brasileiros áreas menos especializadas

Total de empregados

15 mil Paulista (PE)

15 mil Rio Tinto (PB)

Outros números

200 km de ferrovia própria

20 mil hectares para o plantio de 150 milhões de pés de eucaliptos usados para gerar energia nas caldeiras

6 milhões de metros de tecido por mês eram produzidos
na fábrica

CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS.

Fonte: Diário de PE.





A HISTÓRIA DAS COISAS

23 06 2011

CLIQUE NO LINK ABAIXO E VEJA ESTE VÍDEO MUITO INTERESSANTE E ESCLARECEDOR ( EM PORTUGUÊS ).
http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-7568664880564855303&hl=pt-BR&fs=true





HISTÓRIA DO BRASIL EM FILMES PELA INTERNET

17 06 2011


O Instituto Claro, em parceria com a Conspiração Filmes, apoia a série “Histórias do Brasil”, que mostra fatos importantes do país nos últimos cinco séculos a partir de uma mescla de dramaturgia e documentário. Unindo cenas de ficção a entrevistas com alguns dos maiores estudiosos da vida brasileira, o projeto reconta passagens da trajetória dos brasileiros através dos hábitos, costumes e “pequenas histórias” dos cidadãos de cada época retratada.

Clique aqui para ver.





MEMÓRIAS DO AÇUCAR – ESCADA: MATA SUL DE DE PERNAMBUCO

8 02 2011

Engenho Matapiruma

Distante 18 km, da sede do município. Foi uma das residências do Barão de Suassuna.
A casa-grande também ficou famosa por ter hospedado o Imperador D. Pedro II. Em 1859. do Conjunto arquitetômico; Casa-grande, capela e senzala, só a senzala continua de pé, sendo hoje, ultilizada por trabalhadores do engenho, como moradia. Foi construída entre a casa-grande e a capela. Seu alpendre arqueado em alvenaria, de fustes cilíndricos e capitéis toscos. A casa-grande possuia um estilo colonial altêntico. Hoje avistamos só ruinas dos trechos de uma fundação e raros pedaços de paredes.
Ela datava do ano de 1800. A capela cuja padroeira era Nossa Senhora da Conceição, Foi construida em 1817, também estar em ruínas resta apenas um pedaço da fachada, da parede central e da parede posterior. Possui grande valor histórico e cultural.

Livro: ESCADA, Riqueza de Pernambuco.

SAIBA MAIS.