A DIFÍCIL CONSTRUÇÃO DA DEMOCRACIA NO BRASIL | DEBATE


Durante cinco dias, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe) discutirá sobre um dos períodos mais sombrios do país: o Golpe Militar de 1964. Com o tema “A difícil construção da democracia no Brasil”, a entidade fará, do dia 28 de março até 1º de abril, roda de conversa, palestras, poesia e debates sobre documentários que relembram a Ditadura Militar no Brasil.

A vice-presidente da Adufepe, Teresa Lopes, convida a todos, em nome da entidade, para assistir aos debates, que serão online, de forma presencial ou híbrido.

Confira a programação completa:
Dia 28: às 18h30, em formato online, os professores Cristovam Vieira, Teresa Lopes e Zélia Porto darão início ao debate. No momento, também ocorrerá uma apresentação poética com Marcelo Mário Melo.

Logo depois, às 19h, um debate online trará o documentário: “Brazil: the troubled land” (1964), com os palestrantes Túlio Velho Barreto (Fundaj); Marcos Costa Lima (UFPE) e a coordenação será feita por Paulo Marcondes (UFPE). O filme está disponível no YouTube: https://bit.ly/3L7DsIz .

Dia 29: às 19h, em formato online, o professor Antônio Montenegro irá debater o documentário “Cabra Marcado Para Morrer”. O professor Audisio Costa coordenará a mesa. O documentário está disponível nas plataformas dos canais Telecine e   https://bit.ly/3JHCVgo  e GloboPlay https://bit.ly/3LcdLGH.

Dia 30: às 19h, uma roda de conversa online discutirá a “Geopolítica mundial: reflexos no Brasil”, o dia contará com os palestrantes: Sérgio Ramos(CAP/UFPE) e Welington Duarte (UFRN) e na coordenação da mesa estará Ricardo Oliveira (UFPE) .

Dia 31: às 19h, no auditório da Adufepe, em formato presencial, o quarto dia contará com as professoras Liana Lewis (UFPE) e a vice-presidenta Teresa Lopes Ypiranga (UFPE), em uma roda de conversa sobre “Fascismo ontem e hoje: as estratégias golpistas”.

Dia 1º de abril: às 16h, em formato híbrido, isto é, tanto no auditório da Adufepe quanto online, o tema de encerramento do debate será “1964 – Às vésperas do golpe e o desmonte da democracia”. A palestrante será a professora Maria do Socorro Ferraz (UFPE) e a coordenação da mesa será de Audisio Costa.

Por fim, o encerramento, previsto para 18h, contará com um jantar e o show de Breno Lira Jazz.

Leia mais detalhes da programação: https://bit.ly/3tywkix

O ESCÂNDALO DA MANDIOCA


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😓🖤 Num dia como hoje, 3 de março, há exatos 40 anos, era assassinado com três tiros, na frente da padaria Panjá, no bairro de Jardim Atlântico, em Olinda, o procurador da República PEDRO JORGE DE MELO E SILVA, 35 anos, responsável pelo inquérito que apurou o desvio de dinheiro da agência do Banco do Brasil, em Floresta, no Sertão pernambucano. O caso ficou conhecido como o Escândalo da Mandioca e teve grande repercussão local e nacional na época. O executor foi o pistoleiro Elias Nunes Nogueira, que ao ser preso confessou o crime, deu detalhes e disse que tinha sido contratado por José Ferreira dos Anjos, o “Major Ferreira”, da Polícia Militar de Pernambuco.

Pedro Jorge de Melo e Silva era alagoano de Maceió. Ainda muito jovem, migrou pro Recife para estudar. Foi seminarista e depois decidiu pela carreira acadêmica, tendo sido o primeiro lugar no vestibular de Direito da UFPE. Aos 29 anos, foi aprovado com destaque num concurso público para uma vaga de procurador da República.

O golpe aos cofres públicos aconteceu no município de Floresta, interior de Pernambuco. Com documentos falsos e agricultores fantasmas, fraudadores se passavam por produtores rurais para conseguirem financiamentos no Banco do Brasil através do Proagro (programa de crédito agrícola federal). Contudo, não realizavam o plantio e, não satisfeitos, alegavam que a seca havia destruído as plantações. Com isso, os criminosos conseguiram duplo efeito: além de se apropriarem do dinheiro do financiamento, beneficiavam-se com os valores recebidos de um seguro agrícola.

O dinheiro desviado era gasto com demonstrações de luxúria, como carros, cavalos de raça, imóveis, fazendas, festas, entre outras extravagâncias. O golpe foi descoberto em 1981, quando um fazendeiro da cidade teve seu pedido de empréstimo negado pelo Banco do Brasil e, sentindo-se injustiçado, indicou a fraude para as autoridades. O desvio alcançou Cr$ 1,5 bilhão (quase R$ 68 milhões em valor atualizado), configurando um dos maiores casos de corrupção daquele período.

O procurador da República Pedro Jorge de Melo e Silva recebeu o inquérito e, mesmo tendo sido ameaçado, denunciou o gerente da agência de Floresta, o deputado estadual Vital Cavalcante Novaes (PDS) e o ex-major PM José Ferreira dos Anjos (Major Ferreira), entre outros. Após denunciar os envolvidos no Escândalo da Mandioca, o procurador começou a sofrer várias ameaças de morte, que infelizmente acabaram se concretizando.

Um coronel da Polícia Militar de Pernambuco solicitou o impedimento de Pedro Jorge ao procurador-geral da República. Alegou que o procurador estaria sendo pouco ético e teria quebrado o sigilo funcional. Contudo, foi de pronto refutado.

Entre os dias 27 de janeiro e 1º de março de 1982, alguns dos envolvidos nas denúncias tentaram dissuadir o procurador por meio de ameaças através de ligações telefônicas. Isso não o intimidou e ele continuou fazendo seu trabalho, ciente dos riscos que corria. Somente em 2 de março de 1982, o então procurador-geral da República afastou Pedro Jorge da condução do inquérito que apurava o “Escândalo da Mandioca”, por precaução.

Segundo os Autos do Processo, foi o próprio Major Ferreira quem contratou seis pistoleiros, dentre eles, Elias Nunes Nogueira, que foi o executor do crime no dia 3 de março de 1982, disferindo contra a vítima seis tiros, dos quais três o atingiram à queima-roupa. Elias receberia 200 mil cruzeiros pelo crime, mas teria recebido apenas 50 mil do combinado.

O caso foi levado ao ar no programa “Globo Repórter” exibido em 20 de maio de 1982 com o título “Os Assassinos do Procurador”, com reportagem de Tonico Ferreira, apresentando revelações do próprio assassino. A fita com a edição do Globo Repórter chegou a ser mostrada no Jurí dos acusados, ainda que com a advertência do juiz de que não deveria ser levada em consideração enquanto prova.

O júri popular durou 6 dias e aconteceu em outubro de 1983, no Tribunal de Justiça de Pernambuco, na área central do Recife. O julgamento foi presidido pelo juiz federal Adaucto José de Melo. Atuaram na acusação o procurador da República Hélio Maldonado e o advogado criminalista Gilberto Marques. Na defesa, os advogados criminalistas Juarez Vieira da Cunha e Mírcio Ferreira.

Seis acusados da morte foram condenados: o major José Ferreira dos Anjos, mandante do assassinato, o pistoleiro Elias Nunes Nogueira, o sargento da PM José Lopes de Almeida, o agente de Polícia Euclides Ferraz Filho, o funcionário do Detran Jorge de Souza Ferraz e o topógrafo Heronides Cavalcanti Ribeiro.

O ex-Major Ferreira, expulso da Polícia Militar (condenado a dez anos de prisão), passou 12 anos foragido, sendo recapturado em 1995 quando, enfim, cumpriu a pena. Ferreira morreu de enfarte em 19 de novembro de 2018. Dos 24 denunciados pelo esquema de desvio de dinheiro em Floresta, 22 seriam condenados a penas de dois a dez anos de prisão, num julgamento que só veio a ocorrer em 24 de fevereiro de 1999, 17 anos depois do crime.

Pedro Jorge foi um exemplo de homem vocacionado à coragem e à justiça. Sua morte precoce e trágica deixou como legado uma mudança no modo como a população brasileira enxergava o Ministério Público, que passou a ser visto como instituição essencial à Justiça, defensora dos direitos e do regime democrático.

As consequências do assassinato de Pedro Jorge aconteceram em diversos campos da sociedade. Pedro Jorge de Melo e Silva dá nome ao prédio sede da Procuradoria Regional da República no Recife e a uma Fundação instituída pela Associação Nacional dos Procuradores da República, sediada em Brasília. Também tem seu nome a praça em Olinda, onde foi assassinado.

Em 27 de março de 2017, foi lançado o documentário “Pedro Jorge: uma vida pela justiça” no cinema São Luiz, no Recife (PE). O documentário é um relato da trajetória pessoal e profissional de Pedro Jorge. Familiares, amigos e colegas de profissão que conviveram com ele ou que tiveram papel decisivo para que os assassinos fossem condenados deixaram seus depoimentos na produção, atualmente disponível no Youtube. A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a Fundação Pedro Jorge lançaram em 18 de novembro de 2021 o Podcast “Morto pela Causa”, com produção da Trovão Mídia. Ao longo de seis episódios narrativos, a série fala do trabalho de Pedro Jorge à frente do Escândalo da Mandioca, as circunstâncias do seu assassinato e os reflexos do crime para o país e o Ministério Público Federal – disponível nas principais plataformas de streaming de aúdio.

A morte de Pedro Jorge serviu para influenciar os movimentos de redemocratização e a Assembleia Nacional Constituinte para formatar, na Constituição Federal de 1988, bem como na Lei Complementar nº 75, de 1993, o Ministério Público Brasileiro como uma entidade com autonomia e independência. Até hoje, Pedro Jorge é lembrado como um exemplo de dedicação e honradez no exercício de seu ofício. Seu brutal martírio evidenciou os perigos de se combater a corrupção, mal sistêmico e que corrói nefastamente a sociedade. 40 anos depois, como faz falta a coragem e a determinação de pessoas como PEDRO JORGE DE MELO E SILVA! 👏👏👏👏👏👏

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#lutoporpedrojorgedemeloesilva

#combateacorrupcao

🧭 Concepção e elaboração do post 📝 José Ricardo 🖋️ professor e historiador.

📖 Créditos do texto:

🖱️ Sites Memória Globo e Memorial da Democracia

💻 Perfil do Ministério Público Federal no Facebook.

📰 Sites dos Jornais Diário de Pernambuco, Jornal do Commércio e Folha de Pernambuco (adaptados)

⏳#muitahistoriapracontar⌛

BREVE HISTÓRIA DA UCRÂNIA


A Ucrânia é o segundo maior país da Europa(o maior é a Rússia). Sua capital é Kiev. O país tem 44.921.000 habitantes (estimativa de 2016) e área de 603.628 km2.

Ucrânia

Encyclopædia Britannica, Inc.

Geografia 

A Ucrânia compartilha fronteiras com a Moldávia, a Romênia, a Hungria, a Eslováquia, a Polônia, a Bielo-Rússia e a Rússia. O mar Negro e o mar de Azov ficam ao sul.

Ucrânia

O rio Dnieper, o maior da Ucrânia, passa por Kiev, a capital do país.

J. Allan Cash Photolibrary

Quase todo o território ucraniano é plano. Os montes Cárpatos ficam no oeste. A península da Crimeia se estende ao sul, adentrando o mar Negro; nela se encontram os montes da Crimeia, que atravessam toda a península. A savana que cobre o centro e o sul do país é chamada de estepe. No norte da Ucrânia estão os pântanos de Pripet, a maior região de charco da Europa. O maior rio ucraniano é o Dnieper.

Os meses de junho e julho são temporadas de muita chuva na Ucrânia.

Flora e fauna 

A maioria das florestas ucranianas fica nos montes Cárpatos, no oeste. Algumas árvores crescem também entre as áreas pantanosas e na Ucrânia central. Entre os animais, há veadoslobosursosraposas, gatos selvagens, castoresdoninhas e texugos.

Ucrânia

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Paisagem de pradaria na Ucrânia.

© Petro Feketa/Fotolia

População 

A maioria da população é formada por ucranianos. Os russos são o segundo maior grupo populacional. Também existem pequenos grupos de moldávios, tártaros e bielo-russos. O principal idioma é o ucraniano. A maioria das pessoas vive em pequenos centros urbanos.

Ucrânia

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Um grupo folclórico vestindo roupas tradicionais se apresenta em uma rua de Kiev, capital da Ucrânia.

© Schamin/Shutterstock.com

Cerca de metade da população ucraniana não segue nenhuma religião. Entre os demais habitantes, a maioria professa o cristianismo ortodoxo oriental. Há um pequeno número de judeus.

Economia 

A indústria e a mineração são importantes para a economia da Ucrânia. As fábricas produzem ferroaço, locomotivas, tratores, produtos químicos e outros bens. As minas fornecem manganêscarvão, minério de ferro, sal, enxofre e outros minerais. A Ucrânia tem ainda reservas de gás natural e petróleo.

Ucrânia

Uma mina de carvão na cidade de Donetsk, na Ucrânia.

Andrew Butko

Creative Commons Attribution ShareAlike 3.0 (Generic)

agricultura também é importante para a economia. Os ucranianos cultivam batatabeterrabatrigocevadamilhocenteio e aveia. Os fazendeiros criam gado, porcos, ovelhas e cabras.

História 

Durante os séculos V e VI, tribos de povos chamados eslavos chegaram ao território que hoje é a Ucrânia. No século IX, invasores vikings, os varegos, se mesclaram aos eslavos e fundaram o poderoso reino de Rus, cuja capital era Kiev. Esse país perdeu poder quando os mongóis o invadiram no século XIII.

Europa

Na Europa ainda é possível encontrar muitos castelos antigos. Este é o Ninho das Andorinhas, que fica no topo de um rochedo na cidade ucraniana de Ialta, à beira do mar Negro, na Europa oriental.

Lonely__—iStock/Getty Images

Poloneses e cossacos

No século XIV, a Lituânia conquistou o território. Depois de 1569, foi a Polônia que governou a maior parte da Ucrânia. Os poloneses transformaram muitos ucranianos em servos, colocando-os para trabalhar na terra, sem direito algum.

Alguns servos fugiram e se juntaram à força militar dos cossacos, que em 1648 liderou um ataque contra o domínio polonês. Os cossacos pediram a ajuda da Rússia para derrotar os poloneses. Eles conseguiram se libertar da Polônia, mas seu novo estado logo se tornou parte do Império Russo.

Controle soviético

No século XVIII, a Rússia lentamente obteve o controle sobre quase toda a Ucrânia. Em 1922, a Ucrânia tornou-se parte da União Soviética. Os soviéticos tomaram posse das fazendas ucranianas, levando à miséria milhares de pessoas. Na década de 1930, entre 5 milhões e 7 milhões de ucranianos morreram de fome.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha invadiu a Ucrânia. Forças alemãs transformaram milhões de ucranianos em escravos e mataram cerca de 600 mil judeus ucranianos. Os soviéticos expulsaram os alemães da Ucrânia em 1944.

Independência

Em 1991, a União Soviética se desmembrou e a Ucrânia ficou independente. Em 2004, muitos ucranianos protestaram contra os resultados da eleição presidencial. Eles achavam que a eleição havia sido fraudada. O protesto, conhecido como Revolução Laranja, levou a uma nova votação. No entanto, a instabilidade política do país continuou. Anos depois da independência, a Ucrânia enfrentou dificuldades econômicas. Embora sua economia tenha melhorado no início do século XXI, a crise econômica mundial que começou em 2008 atingiu duramente o país, já que a demanda mundial por seu aço e outros bens diminuiu rapidamente.

Outro movimento de protesto em massa teve início em novembro de 2013 e resultou na derrubada do governo em fevereiro de 2014. O movimento foi centrado na Maidan (Praça da Independência), em Kiev. Dezenas de pessoas morreram e centenas ficaram feridas durante os protestos. Nas eleições presidenciais de maio de 2014, o multimilionário Petro Poroshenko venceu com mais de 54 por cento dos votos.

UCRÂNIA EM CHAMAS | FILME


DURAÇÃO: 1h33m
*Documentário de Oliver Stone lançado em 2016, mostra o golpe de estado em 2014 na Ucrânia, que promoveu a derrubada violenta de Viktor Yanukovych, presidente eleito democraticamente, através de uma “ação oculta” dos EUA.
A partir do início dos anos 90, os EUA promovem as chamadas “guerras híbridas” e o uso do lawfare para desestabilizar governos que se opõem ao seu imperialismo, substituindo a CIA por ONGs politicas e empresas de mídia, bancando-as financeiramente para divulgar as narrativas convenientes.
Qualquer semelhança com fatos ocorridos em vários países, inclusive no Brasil com a Lava Jato e o golpe de 2016 contra a Dilma, não é mera coincidência.
https://www.youtube.com/watch?v=D4a4ULXed_0

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