O NAZISMO EM PERNAMBUCO EM PODCAST


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HISTÓRIA DA FACULDADE DE MEDICINA DA UFPE | PROF. DR. SILVIO CALDAS NETO


JUDEUS DO RECIFE AJUDAM A FUNDAR NOVA YORK


Como 23 judeus expulsos de Recife ajudaram a fundar Nova York

  • Luis Barrucho – @luisbarrucho
  • Da BBC News Brasil em Londres

A bordo do navio Valk, cerca de 600 judeus deixaram Recife, em Pernambuco, expulsos pelos portugueses. Era o fim da ocupação holandesa no Brasil e também da liberdade de praticar sua religião.

Eles queriam voltar à terra natal — a Holanda, onde o culto do judaísmo era permitido devido ao calvinismo. De lá haviam chegado mais de duas décadas antes, quando os holandeses conquistaram parte do Nordeste brasileiro — de olho na produção e comércio do açúcar.

Mas uma tempestade desviou-os do caminho e o navio foi saqueado por piratas.

O grupo foi resgatado por uma fragata francesa e levado à Jamaica, então colônia espanhola, e acabou preso por causa da Inquisição espanhola.

Mas, graças à intervenção do governo holandês, foram libertados e, por motivos financeiros, parte deles seguiu para um destino mais próximo do que a Europa: a colônia holandesa de Nova Amsterdã, atual Nova York, então um mero entreposto comercial.

Ali formaram a primeira comunidade judaica da América do Norte e contribuíram para o desenvolvimento da cidade. Atualmente, Nova York é a segunda cidade com o maior número de judeus no mundo, atrás apenas de Tel Aviv, em Israel.

Vista de Mauritsstad (Recife) em 1645
Legenda da foto,Vista de Mauritsstad (Recife) em 1645

Mas essa história rocambolesca não começa em 1654, ano em que Portugal derrotou os holandeses e retomou o controle do Nordeste, provocando, por consequência, a expulsão dos judeus, temerosos com a Inquisição.

Cerco holandês a Olinda e ao Recife
Legenda da foto,Cerco holandês a Olinda e ao Recife

Imigração judaica

A imigração judaica ao Brasil remonta à época do descobrimento, com os chamados “cristãos novos”, judeus que foram obrigados a se converter ao cristianismo na Península Ibérica devido à perseguição pela Igreja Católica.

Na então maior colônia portuguesa, alguns deles abdicaram das práticas judaicas. Outros as mantinham às escondidas.

Capa do livro de Daniela Levy
Legenda da foto,Livro de Daniela Levy foi resultado de 10 anos de pesquisas

Mas foi em fevereiro de 1630 com a ocupação holandesa que os judeus dos Países Baixos, alguns dos quais descendentes dos que haviam fugido da Península Ibérica rumo à Holanda, chegaram ao Brasil, diz à BBC News Brasil a historiadora Daniela Levy, autora do livro De Recife para Manhattan: Os judeus na formação de Nova York (Editora Planeta), que demandou 10 anos de pesquisa. Levy investigou inicialmente o tema para sua dissertação de mestrado, na Universidade de São Paulo (USP).

“Os judeus que vieram ao Brasil eram descendentes dos cristãos novos que se mudaram para a Holanda um século depois da conversão forçada pela Inquisição. Naquele país, eles puderam retornar ao judaísmo, recuperando tradições e reorganizando-se enquanto comunidade”, explica Levy.

Olinda, então cidade mais rica do Brasil Colônia, foi saqueada e destruída pelos holandeses, que escolheram Recife como a capital da Nova Holanda. O mapa de Nicolaes Visscher mostra o cerco a Olinda e Recife em 1630
Legenda da foto,Olinda, então cidade mais rica do Brasil Colônia, foi saqueada e destruída pelos holandeses, que escolheram Recife como a capital da Nova Holanda. O mapa de Nicolaes Visscher mostra o cerco a Olinda e Recife em 1630

Muitos desses judeus holandeses integravam a Companhia das Índias Orientais, uma empresa de mercadores fundada em 1602 e cujo objetivo era acabar com o monopólio econômico da Espanha e de Portugal.

No Recife, eles foram abrigados por parentes aqui já estabelecidos, mas constituíram sua própria comunidade, na qual podiam, enfim, professar sua religião em paz, dedicando-se ao comércio, à botânica e à engenharia.

Construíram escolas, sinagogas e cemitério, dando sua contribuição ao enriquecimento da vida cultural da região.

A primeira sinagoga das Américas, Kahal Zur Israel, foi fundada ali, ocupando um dos casarões da “Rua do Bom Jesus”, então chamada de “Rua dos Judeus”, e reinaugurada em 2002 após restauração.

As estimativas sobre o número de judeus no período holandês variam muito, entre 350 e 1.450. O número é expressivo considerando que cerca de 10 mil pessoas viviam na região.

Segundo Levy, a isso não só se deveu ao fato de que a Holanda era calvinista, permitindo a liberdade de de culto, mas também graças a Johan Maurits van Nassau-Siegen, ou Maurício de Nassau, militar que governou a colônia holandesa no Recife de 1637 a 1643.

Fachadas da sinagoga Kahal Zur Israel
Legenda da foto,Kahal Zur Israel foi primeira sinanoga das Américas

“A Holanda era um país protestante e abriu suas portas para outras religiões quando se tornou independente da Espanha. Foi então quando os cristãos novos saíram de Portugal e foram para lá. Existiam alguns calvinistas que tinham animosidades contra os judeus, mas, de forma geral, a política holandesa era de tolerância religiosa”, diz Levy.

“Maurício de Nassau, um grande humanista, defendia a visão de que o bom convívio de grupos de diferentes religiões seria politicamente mais proveitoso, e também do ponto de vista econômico”, acrescenta.

Maurício de Nassau
Legenda da foto,Maurício de Nassau transformou Recife na cidade mais cosmopolita das Américas

Com o intuito de transformar Recife na “capital das Américas”, Nassau investiu em grandes reformas, tornando-a uma cidade cosmopolita. Apesar de benquisto, ele acabou acusado por improbidade administrativa e foi forçado a voltar à Europa em 1644.

Após o fim da administração Nassau, a Holanda passou a exigir a liquidação das dívidas dos senhores de engenho inadimplentes, o que levou à Insurreição Pernambucana e que culminaria, mais tarde, com a expulsão dos holandeses do Brasil, em 1654.

Na prática, mesmo depois de terem sido derrotados, os holandeses receberam dos portugueses 63 toneladas de ouro para devolver o Nordeste ao controle lusitano no século 17.

O pagamento envolvia dinheiro, cessões territoriais na Índia e o controle sobre o comércio do chamado Sal de Setúbal, segundo disse à BBC News Brasil em 2015 Evaldo Cabral de Mello, historiador e integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL).

O montante equivaleria a cerca de 500 milhões de libras esterlinas (R$ 4 bilhões) em valores atualizados, de acordo com Sam Williamson, que fez o cálculo na ocasião a pedido da reportagem. Williamsom é professor de economia da Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos, e cofundador do Measuring Worth, ferramenta interativa que permite comparar o poder de compra do dinheiro ao longo da história.

Os judeus que aqui haviam fincado raízes por aqui se viram sem alternativa. Receberam um ultimato do então governador da região, Francisco Barreto de Menezes: três meses.

Alguns deles fugiram o Sertão. Outros decidiram voltar à Holanda — dando início à epopeia que abre esta reportagem.

Após a intempérie com os piratas e a prisão na Jamaica, 23 deles, entre os quais famílias com crianças nascidas no Brasil, partiram rumo a Nova Amsterdã.

Registros populacionais da Prefeitura de Nova York mostram que eles chegaram em setembro de 1654, mas não foram “bem recebidos”, conta Levy.

A então colônia holandesa era insignificante, quase deserta e governada por um calvinista fanático, Peter Stuyvesant, que impôs várias dificuldades aos recém-chegados.

“Stuyvesant não gostava de judeus. Ele não queria permitir a entrada deles. Mas a comunidade judaica da Holanda interferiu a favor deles e eles foram aceitos”, diz Levy.

“O restante do grupo – que havia ficado preso na Jamaica – acabaria se juntando aos 23 posteriormente”, acrescenta.

A duras penas, os 23 judeus conseguiram sobreviver a partir do comércio, que logo cresceu, atraindo mais judeus para a cidade, que viria a mudar de nome (para Nova York) em 1664.

Depois da guerra de independência americana, seus descendentes alcançaram plena cidadania. Um deles, Benjamin Mendes (1745-1817) fundou a Bolsa de Nova York.

Cemitério antigo judeu em Nova York
Legenda da foto,Cemitério antigo judeu em Nova York
Pilgrim Fathers
Legenda da foto,Monumento homenageia primeiros judeus a chegarem a Nova Amsterdã

Na Grande Maçã, um monumento, chamado Jewish Pilgrim Fathers, rende homenagem aos Henrique, Lucena, Andrade, Costa, Gomes e Ferreira que ajudaram a fundar e desenvolver a cidade.

Recentemente, essa saga deu origem a um novo livro, Arrancados da Terra – Perseguidos pela Inquisição na Península Ibérica, do escritor e jornalista Lira Neto (Editora Companhia das Letras).

Placa em cemitério dos judeus fundadores de Nova York
Legenda da foto,Placa homenageia primeiro cemitério judeu em Nova York

Após a ocupação holandesa, imigrantes judeus começaram a chegar ao Brasil em 1810, oriundos, em sua maioria, do Marrocos. Eles se estabeleceram principalmente em Belém, onde fundaram a segunda mais antiga sinagoga do Brasil, que continua ainda hoje em pleno funcionamento. Ali também construíram o primeiro cemitério israelita do país.

A partir de então, a imigração judaica se intensificou culminando com seu apogeu na primeira metade do século 20, após a 2ª Guerra Mundial. Além do Nordeste, Sul e Sudeste foram os principais destinos. Os imigrantes partiram, na maior parte, da Europa e de alguns países árabes.

Quadro de Victor Meirelles de 1879 retrata Batalhas dos Guararapes
Legenda da foto,Batalhas dos Guararapes levaram ao fim do domínio holandês

Dia Nacional da Imigração Judaica

Nesta quinta-feira, dia 18 de março, comemora-se o Dia Nacional da Imigração Judaica.

A data que celebra a contribuição do povo judeu na formação da cultura brasileira foi criada por um projeto de lei de autoria do então deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), e sancionado em 2009.

Para marcar a ocasião, a Confederação Israelita do Brasil (Conib) vai promover uma “live” reunindo Itagiba e o ex-chanceler Celso Lafer, professor e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Palácio de Friburgo, demolido no século 18
Legenda da foto,Palácio de Friburgo, construído Maurício de Nassau entre 1640 e 1642, foi demolido no século 18

“O Brasil permitiu que imigrantes judeus reconstruíssem suas vidas com acolhimento e liberdade, e nossa comunidade, pequena, mas diligente, retribuiu com muito amor e trabalho. Aqui criamos nossas famílias, criamos empresas, desenvolvemos carreiras profissionais nas mais diversas áreas de atuação e conhecimento”, diz Claudio Lottenberg, presidente da Conib.

“Por isso a comunidade judaica brasileira está tão bem integrada à comunidade maior de brasileiros, com diversidade e dedicação ao país generoso que acolheu nossos pais e avós”, acrescenta.

Atualmente, o Brasil possui a segunda maior comunidade judaica da América Latina, com cerca de 120 mil cidadãos.

O ORGULHO DOS PERNAMBUCANOS


Site lista os maiores motivos de orgulho dos pernambucanos

Site lista os maiores motivos de orgulho dos pernambucanos

Uma multidão toma conta das ruas do Recife no Galo da Madrugada.

Pernambuco é conhecido por suas belas praias, bairros históricos das cidades de Olinda e Recife, além do agitado Carnaval de rua. O estado é também conhecido pela enorme paixão dos pernambucanos por sua história, cultura e, claro, por aquela mania de exaltar feitos ou características do lugar.

A verdade é que o povo daqui tem muito orgulho de ser pernambucano e a maior autoestima em linha reta do mundo.

Toda essa paixão ganhou destaque no site El País, que nesta terça-feira (26), fez questão de listar os maiores casos de amor próprio dos pernambucanos. Confira:

Avenida Caxangá

Avenida Caxangá – Foto: Reprodução

Uma das principais avenidas do Recife, a Caxangá foi lembrada pelo site, pois durante muito tempo, com seu percurso reto de 6,2 quilômetros, ela foi “a maior avenida em linha reta do Brasil”, superada em 1990 pela avenida Teotônio Segurando, localizada em Palmas, no Tocantins, que possui um trecho de 10,2 quilômetros em linha reta. Nada que impeça os recifenses de exaltar a avenida, construída ainda no século XIX.

Galo da Madrugada

Galo da Madrugada

Reconhecido pelo Guinness, em 1995, como o “maior bloco de Carnaval do mundo”, o Galo da Madrugada traz o tradicional, espontâneo e criativo Carnaval de rua do Recife e arrasta mais de dois milhões de foliões para as ruas do centro. Não há como negar, a gente fala com um orgulho danado da nossa festa.

Alto do Moura

Foto: Reprodução

Bairro de Caruaru conhecido por causa do artesão Mestre Vitalino, o Alto do Moura é um importante polo de produção de artesanato, mas pode ser chamado também de “o maior centro de artes figurativas do mundo”, por conta dos bonecos de barro feitos por Vitalino, retratando a cultura e o modo de vida dos nordestinos, principalmente daqueles que vivem no interior de Pernambuco. O trabalho de Mestre Vitalino pode ser encontrado até mesmo no museu do Louvre, em Paris.

Foto: Reprodução

É em Caruaru que está a “maior feira ao ar livre do mundo”, segundo os pernambucanos. Considerada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como patrimônio imaterial do Brasil, na feira de Caruaru tem todo tipo de produto: de roupas à comida.

São João de Caruaru

São João de Caruaru /Foto: Hivor Danierbe/Divulgação

É também em Caruaru que acontece “a maior festa de São João do Brasil” e esse “posto” foi respaldado pelo Guinness World Records. E como se não bastasse ser a maior festa, é lá que estão os maiores pé de moleques, os maiores bolos de milho, as maiores canjicas, e por aí vai.

Instituto Ricardo Brennand

Salão das armas no IRB. Foto: Reprodução/Internet

Inaugurado em 2012, o instituto Ricardo Brennand é um castelo que abriga as coleções de arte do empresário pernambucano Ricardo Brennand. Conhecido por ter “a maior coleção de armas brancas do mundo”, o local foi eleito o melhor museu da América do Sul pelo site turístico TripAdvisor.

O maior consumidor de whisky

Foto: Reprodução

É, segundo o site El País, se você digitar no Google “Recife maior”, automaticamente aparece, em primeiro lugar, “consumidor de whisky”. Em 2009, a publicação inglesa The Whisky Magazine confirmou que a capital pernambucana detinha o maior consumo per capita da bebida em todo o mundo, com média de 16 doses anuais por habitante.

Fonte: Blog NE 10

A história contada por igrejas do período colonial em Recife/PE


As igrejas barrocas do Recife fazem parte do grupo seleto dos melhores exemplos de arquitetura barroca no Brasil, vestígios do glorioso passado da cidade, apesar de nunca ter sido sede do poder real, como Salvador e Rio. Muitas vezes esse valioso acervo, espalhado pelas ruas e pátios do centro, passa despercebido pelo turista que, geralmente, articula a visita entre o Recife Antigo, Instituto Brennand e as praias. 

Mas um roteiro a pé entre as belíssimas igrejas barrocas do Recife é um passeio imperdível que narra um dos mais interessantes períodos da história da capital pernambucana (além de ser rápido e fácil de organizar).

As igrejas barrocas do Recife

O barroco religioso é o marco arquitetônico do centro histórico e conta, ainda hoje, com importantes igrejas e conventos relativamente bem conservados, muitos deles tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Aqui abro parênteses: o centro de Recife foi vítima de um processo de “modernização” sem critérios ocorrido em meados do século 20 que levou à descaracterização e ao abandono do acervo histórico, aliás, já parcialmente destruído durante a guerra com os holandeses.

Esse é um dos principais motivos que impediram a atribuição do título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

As igrejas barrocas do Recife, como o barroco brasileiro em geral, não seguem à risca o estilo português. O barroco pernambucano é o resultado daquela “miscigenação” cultural e artística que já caracterizava a região em meados do século 17. O barroco foi, na prática, o estilo da reconstrução da cidade depois da devastante guerra contra os holandeses.

O roteiro a pé

As igrejas barrocas da cidade são muitas mas para facilitar o passeio eu inclui somente uma parte delas, localizadas a pouca distância umas das outras.

O ponto de largada do itinerário é o histórico bairro de Santo Antônio, exatamente no conjunto arquitetônico formado pela Basílica e do Convento de Nossa Senhora do Carmo, a padroeira da cidade. A igreja, construída entre os séculos 17 e 18, fica na Avenida Dantas Barreto, no Pátio do Carmo, tristemente conhecido como o local onde ficou exposta a cabeça degolada de Zumbi dos Palmares.

Basílica de Nossa Senhora do Carmo

Detalhe da fachada da basílica de Nossa Senhora do Carmo


O convento, ao lado da igreja, além de monumento histórico é um importante marco simbólico da cidade porque ali fez seus votos religiosos o grande Frei Caneca, religioso e líder da Revolução Pernambucana e da Confederação do Equador.

Ao lado, fica a Igreja de Santa Teresa D’Ávila da Ordem Terceira do Carmo, menor e mais recuada em relação à Basílica, quase escondida pelas imponentes palmeiras. Apesar de pequena, a igreja é muito conhecida graças ao conjunto de 68 painéis que ornamentam o teto e as paredes da nave principal. Os painéis, pintados pelo pernambucano João de Deus Sepúlveda, narram a vida de Santa Teresa e são considerados entre os mais importantes do mundo.

Continuando na Avenida Dantas Barreto, direção Avenida dos Guararapes, encontra-se a belíssima Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento de Santo Antônio, um dos templos mais amados pelos recifenses. Em estilo barroco colonial, foi concluída no fim do século 18. Merecem destaque os ornamentos da fachada em arenito dos arrecifes. Em janeiro de 2018, estava em reforma.

Em reforma encontra-se também a maravilhosa Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares na Rua Nova, perto da Matriz de Santo Antônio. Apesar da fachada sem rebusques, o interior é ricamente decorado.

igrejas barrocas do Recife

A belíssima Igreja de Santo Antônio


A próxima parada será em um dos complexos arquitetônicos mais importantes da capital pernambucana (e do Brasil colonial). Sempre em frente pela Av. Dantas Barreto, vire a direita na Rua Siqueira Campos, sem perder os vestígios de um conjunto de antigos edifícios coloniais, até chegar à Rua do Imperador.

Logo no início encontram-se a Capela Dourada da Ordem Terceira do SãoFrancisco, o templo barroco-rococó famoso pelas paredes completamente entalhadas e cobertas de ouro, e a Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco.

Leia mais aqui no blog | A Capela Dourada

capela dourada

A capela dourada


Ao lado, separados da capela por uma grade de ferro, ficam a Igreja e o Convento Franciscano de Santo Antônio. O convento é uma das obras mais antigas do Recife, construída em 1606. A igreja, em estilo rococó, fica ao lado do Convento e foi construída no século XVIII. Imperdível é o precioso conjunto de azulejos portugueses e holandeses da época colonial.

Leia mais no blog | Igreja e Convento de Santo Antônio

Igreja de Santo Antônio

O claustro azulejado da Igreja de Santo Antônio


Quem tiver tempo pode esticar o passeio até a Praça da República, no fim da Rua do Imperador, e conhecer o Palácio da Justiça e os belíssimos Teatro Santa Isabel e o Palácio do Campo das Princesas.

Ou então, voltar pela Rua do Imperador até a Praça 17, onde fica a Igreja do Divino Espírito Santo, construída em meados do século 17 como templo dos calvinistas franceses durante o domínio holandês. Depois da reconquista, a igreja foi doada aos jesuítas. Que também foram expulsos do Brasil.  Depois de muitos anos de abandono, no final do século 18 foi finalmente reaberta ao público.

Bem perto dali, fica a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, uma das minhas preferidas. Durante a minha infância, sempre passava com minha mãe na frente da igreja porque ela adorava umas lojas de tecidos que ficavam nas redondezas. Hoje o centro do Recife não é mais como antigamente. As lojas não existem mais. No entanto, a igreja ainda está lá, bonita como sempre em estilo barroco rococó. Era o templo da Irmandade dos Homens Pretos do Recife.

Estamos quase no fim, faltam somente duas paradas para fechar o itinerário. Passando pela Rua Duque de Caxias e depois pela Rua Direita, chega-se à Igreja de Nossa Senhora do Livramento, no Pátio do Livramento. Mais modesta do que as outras porque as várias reformas mudaram o estilo original. Mas merece um pit-stop porque forma um conjunto gracioso com as casinhas em estilo eclético do Pátio do Livramento, um dos poucos sobreviventes da “urbanização” do centro.

Um pouco mais na frente, passando por umas ruelas estreitas, típicas do centro recifense, você vai chegar à  monumental Catedral de São Pedro dos Clérigos e ao famoso Pátio de São Pedro com suas casinhas coloniais. Imperdível a pintura do forro da nave da igreja, realizada por João de Deus Sepúlveda em meados de 1700.

O itinerário das igrejas barrocas do Recife acaba aqui mas quem tiver tempo pode esticar até o Mercado São José ou até o Forte das Cinco Pontas. Ou ainda, ir até o Recife Antigo visitar a Igreja Madre de Deus.

A pergunta clássica que não pode ficar sem resposta: é perigoso passear a pé no centro? Depende, como em qualquer cidade grande brasileira…infelizmente. Precisa prestar atenção e não dar uma de turista descuidado.

Aí vão alguns truques que ajudam a evitar situações desagradáveis.

  • programar o passeio nas horas de maior movimento, durante o horário comercial;
  • evitar ruas desertas e escuras;
  • não usar joias;
  • não ficar parad@ horas na frente dos monumentos para conseguir bater aquela foto maravilhosa para colocar no Instagram kkkk;
  • contratar exclusivamente guias credenciados pela Prefeitura ou pelo Governo do Estado.

Bom passeio!

Catedral de São Pedro

A verticalidade da Catedral de São Pedro dos Clérigos

Fonte: Turista Imperfeito


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