OTAN – NATO


OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte

Bandeira da OTAN

Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) é uma aliança política e militar formada por países-membros, que tem como objetivo proteger uns aos outros em ataques militares.

Atualmente, os países que fazem parte da OTAN são 30:

  1. Albânia
  2. Alemanha
  3. Bélgica
  4. Bulgária
  5. Canadá
  6. Croácia
  7. Dinamarca
  8. Eslováquia
  9. Eslovênia
  10. Espanha
  11. Estados Unidos
  12. Estônia
  13. França
  14. Grécia
  15. Hungria
  16. Islândia
  17. Itália
  18. Letônia
  19. Lituânia
  20. Luxemburgo
  21. Macedônia do Norte
  22. Montenegro
  23. Noruega
  24. Países Baixos
  25. Polônia
  26. Portugal
  27. Reino Unido
  28. Romênia
  29. Tchéquia
  30. Turquia

A OTAN foi criada em 4 de abril de 1949, durante a Guerra Fria, que teve início em 1947 e terminou em 1989.

Na altura, o objetivo era conter a influência do socialismo da URSS no mundo, por isso era formada pelas principais potências capitalistas e ocidentais.https://a61a57c2e2dc1a899fac2981ef2704ee.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html?n=0

URSS é a sigla da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que existiu entre 1922 e 1991 e era formada por 15 nações, dentre as quais a Rússia.

A OTAN também é conhecida pela sua sigla em inglês NATO (North Atlantic Treaty Organization).Bandeira da OTAN

História da OTAN

Após a derrota do nazimo na Europa, Estados Unidos e União Soviética seguiram por caminhos diferentes.

Os países que foram libertos do nazismo pelos soviéticos, adotaram o regime socialista e passaram à órbita de influência da URSS. Como bem lembrou o ex-ministro britânico Winston Churchill, uma cortina de ferro caía sobre a Europa.

Dessa forma, as relações entre os Estados Unidos e a União Soviética começaram a se deteriorar.

Criação e objetivos da OTAN

Por iniciativa dos americanos, a OTAN foi criada após o fim da Segunda Guerra Mundial. O objetivo era proteger as nações signatárias, na Europa e América do Norte, de ataques exteriores.

O artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte afirma que:

Um ataque armado contra um ou mais países membros será considerado uma agressão contra todos.

Igualmente, esta união tinha como objetivo conter a expansão do socialismo, representada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Os principais pontos do acordo eram:

  • fornecer assistência militar mútua;
  • conservar a liberdade e a segurança de seus membros;
  • unificar e padronizar as estratégias militares e sistemas de armamentos do comando integrado das Forças Armadas do Atlântico Norte.

Além de manter os interesses políticos e militares das potências ocidentais pelo mundo, o tratado garante que nenhum dos signatários assine outro compromisso internacional conflitante com os termos da OTAN.

Quanto à sua composição, destacam-se delegações nacionais dos países membros, compostas por escritórios civis e militares, orientados pelo Presidente do Comitê Militar. A sede da OTAN fica em Bruxelas, na Bélgica.

Os presidentes dos países membros, bem como os seus ministros militares, se reúnem regularmente para tratar de assuntos pertinentes ao bloco.

OTAN e Pacto de Varsóvia

Alguns anos mais tarde, em resposta à OTAN, o bloco soviético cria o Pacto de Varsóvia. O tratado foi assinado na capital polonesa em 14 de maio de 1955.https://a61a57c2e2dc1a899fac2981ef2704ee.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html?n=0

As tensões entre os blocos capitalistas e socialistas, a ameaça de uma choque bélico entre essas duas alianças foi uma constante no período da Guerra Fria.

OTAN hoje

Com o fim da URSS no ano de 1991 e com a consequente dissolução do Pacto de Varsóvia, a OTAN precisou adequar-se ao novo paradigma mundial. Afinal, não existia mais o “inimigo vermelho” para combater.

Assim, com base no Novo Conceito Estratégico (New Strategic Concept, 1991), garantiu a perpetuação e expansão das alianças militares.

Atualmente, os objetivos da OTAN são:

  • preservar a segurança do bloco contra as operações de pirataria, guerras civis e terrorismo;
  • evitar ao máximo a proliferação de armas de destruição em massa.

Com a incorporação dos países do Pacto de Varsóvia, dentre eles a Rússia, a OTAN se torna a principal aliança militar no planeta.

Países integrantes da OTAN

Atualmente, 30 países fazem parte da OTAN. Abaixo, a lista dos países-membros da OTAN, de acordo com os anos de adesão. 

  • 1949: Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França*, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal e Reino Unido
  • 1952: Grécia e Turquia
  • 1955: Alemanha
  • 1982: Espanha
  • 1999: Polônia, Hungria e Tchéquia
  • 2004: Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e Eslovênia
  • 2009: Albânia e Croácia
  • 2017: Montenegro
  • 2020: Macedônia do Norte

*Em 1966, a França abandona o Tratado do Atlântico Norte, retornando três décadas depois, em 1995.

Principais conflitos armados envolvendo a OTAN

Bósnia (1993), Iugoslávia (1999), Afeganistão (2001), Guerra do Iraque (2003), Líbia (2011).

Curiosidades

Após a OTAN, outras instituições militares foram criadas na Europa sem a presença dos EUA, a saber:

  • Organização de Segurança e Cooperação Europeia (OSCE);
  • Organização da Unidade Europeia (OUE);
  • EUROCORPS (exército europeu).

Cerca de 70% de todos os gastos militares do planeta são realizados pelos países membros da OTAN.

BREVE HISTÓRIA DA UCRÂNIA


A Ucrânia é o segundo maior país da Europa(o maior é a Rússia). Sua capital é Kiev. O país tem 44.921.000 habitantes (estimativa de 2016) e área de 603.628 km2.

Ucrânia

Encyclopædia Britannica, Inc.

Geografia 

A Ucrânia compartilha fronteiras com a Moldávia, a Romênia, a Hungria, a Eslováquia, a Polônia, a Bielo-Rússia e a Rússia. O mar Negro e o mar de Azov ficam ao sul.

Ucrânia

O rio Dnieper, o maior da Ucrânia, passa por Kiev, a capital do país.

J. Allan Cash Photolibrary

Quase todo o território ucraniano é plano. Os montes Cárpatos ficam no oeste. A península da Crimeia se estende ao sul, adentrando o mar Negro; nela se encontram os montes da Crimeia, que atravessam toda a península. A savana que cobre o centro e o sul do país é chamada de estepe. No norte da Ucrânia estão os pântanos de Pripet, a maior região de charco da Europa. O maior rio ucraniano é o Dnieper.

Os meses de junho e julho são temporadas de muita chuva na Ucrânia.

Flora e fauna 

A maioria das florestas ucranianas fica nos montes Cárpatos, no oeste. Algumas árvores crescem também entre as áreas pantanosas e na Ucrânia central. Entre os animais, há veadoslobosursosraposas, gatos selvagens, castoresdoninhas e texugos.

Ucrânia

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Paisagem de pradaria na Ucrânia.

© Petro Feketa/Fotolia

População 

A maioria da população é formada por ucranianos. Os russos são o segundo maior grupo populacional. Também existem pequenos grupos de moldávios, tártaros e bielo-russos. O principal idioma é o ucraniano. A maioria das pessoas vive em pequenos centros urbanos.

Ucrânia

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Um grupo folclórico vestindo roupas tradicionais se apresenta em uma rua de Kiev, capital da Ucrânia.

© Schamin/Shutterstock.com

Cerca de metade da população ucraniana não segue nenhuma religião. Entre os demais habitantes, a maioria professa o cristianismo ortodoxo oriental. Há um pequeno número de judeus.

Economia 

A indústria e a mineração são importantes para a economia da Ucrânia. As fábricas produzem ferroaço, locomotivas, tratores, produtos químicos e outros bens. As minas fornecem manganêscarvão, minério de ferro, sal, enxofre e outros minerais. A Ucrânia tem ainda reservas de gás natural e petróleo.

Ucrânia

Uma mina de carvão na cidade de Donetsk, na Ucrânia.

Andrew Butko

Creative Commons Attribution ShareAlike 3.0 (Generic)

agricultura também é importante para a economia. Os ucranianos cultivam batatabeterrabatrigocevadamilhocenteio e aveia. Os fazendeiros criam gado, porcos, ovelhas e cabras.

História 

Durante os séculos V e VI, tribos de povos chamados eslavos chegaram ao território que hoje é a Ucrânia. No século IX, invasores vikings, os varegos, se mesclaram aos eslavos e fundaram o poderoso reino de Rus, cuja capital era Kiev. Esse país perdeu poder quando os mongóis o invadiram no século XIII.

Europa

Na Europa ainda é possível encontrar muitos castelos antigos. Este é o Ninho das Andorinhas, que fica no topo de um rochedo na cidade ucraniana de Ialta, à beira do mar Negro, na Europa oriental.

Lonely__—iStock/Getty Images

Poloneses e cossacos

No século XIV, a Lituânia conquistou o território. Depois de 1569, foi a Polônia que governou a maior parte da Ucrânia. Os poloneses transformaram muitos ucranianos em servos, colocando-os para trabalhar na terra, sem direito algum.

Alguns servos fugiram e se juntaram à força militar dos cossacos, que em 1648 liderou um ataque contra o domínio polonês. Os cossacos pediram a ajuda da Rússia para derrotar os poloneses. Eles conseguiram se libertar da Polônia, mas seu novo estado logo se tornou parte do Império Russo.

Controle soviético

No século XVIII, a Rússia lentamente obteve o controle sobre quase toda a Ucrânia. Em 1922, a Ucrânia tornou-se parte da União Soviética. Os soviéticos tomaram posse das fazendas ucranianas, levando à miséria milhares de pessoas. Na década de 1930, entre 5 milhões e 7 milhões de ucranianos morreram de fome.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha invadiu a Ucrânia. Forças alemãs transformaram milhões de ucranianos em escravos e mataram cerca de 600 mil judeus ucranianos. Os soviéticos expulsaram os alemães da Ucrânia em 1944.

Independência

Em 1991, a União Soviética se desmembrou e a Ucrânia ficou independente. Em 2004, muitos ucranianos protestaram contra os resultados da eleição presidencial. Eles achavam que a eleição havia sido fraudada. O protesto, conhecido como Revolução Laranja, levou a uma nova votação. No entanto, a instabilidade política do país continuou. Anos depois da independência, a Ucrânia enfrentou dificuldades econômicas. Embora sua economia tenha melhorado no início do século XXI, a crise econômica mundial que começou em 2008 atingiu duramente o país, já que a demanda mundial por seu aço e outros bens diminuiu rapidamente.

Outro movimento de protesto em massa teve início em novembro de 2013 e resultou na derrubada do governo em fevereiro de 2014. O movimento foi centrado na Maidan (Praça da Independência), em Kiev. Dezenas de pessoas morreram e centenas ficaram feridas durante os protestos. Nas eleições presidenciais de maio de 2014, o multimilionário Petro Poroshenko venceu com mais de 54 por cento dos votos.

CIPS, O SISTEMA DE PAGAMENTOS CHINÊS


Cips, a alternativa chinesa ao sistema de pagamentos Swift

EUA não querem dar margem a questionar domínio do dólar.

Marcos De Oliveira

Uma das sanções contra a Rússia avaliada pelos EUA é desconectar os bancos russos do sistema de pagamento Swift. Em teoria, o arcaico método de transferência de dinheiro internacional não sofre controle de nenhum governo. Mas só na teoria. Os Estados Unidos já bloquearam transferências em dólar e impuseram o banimento do Irã. A medida ainda não foi tomada contra a Rússia por, ao menos, 2 motivos: poderia ser um tiro no pé da Europa, especialmente Alemanha; e há dúvidas quanto ao efeito sobre as transações russas.

A punição também ajudaria a estreitar as relações entre Putin e a China. Apesar de anos de esforços para que o comércio bilateral se dê em rublos e renminbi, somente uma pequena parcela das transações entre os 2 países se dá à margem do dólar.

A China, porém, tem, desde 8 de outubro de 2015, um sistema de pagamento próprio para transações na moeda chinesa. O Cips (Cross-Border Interbank Payment System, também conhecido como China Interbank Payments System) é ainda um pequeno ator perto do Swift – lidou com 2,2 milhões de transações no ano passado, com um valor total de 45,3 trilhões de iuans (US$ 7,1 trilhões); o irmão famoso bateu, em novembro de 2021, um recorde de 50,3 milhões de mensagens trocadas em um único dia e processa cerca de US$ 6 trilhões diariamente, 40% delas em dólar. Mas o Cips vem crescendo, impulsionado pela Iniciativa Cinturão e Rota (CRI, na sigla em inglês).

O volume de tráfego de pagamentos pelo Cips em 2020 aumentou cerca de 20%, enquanto o valor total das transações aumentou mais de 30%. Até agora, são 53 participantes diretos e 1.137 participantes indiretos (876 na Ásia, 153 na Europa, 42 na África, 26 na América do Norte, 23 na Oceania e 17 na América do Sul). Para facilitar os acordos entre a Rússia e a China, vários bancos russos começaram a se conectar ao sistema chinês.

Ver o dólar perder espaço é tudo que os EUA não desejam.

Fonte: Monitor Mercantil

UCRÂNIA EM CHAMAS | FILME


DURAÇÃO: 1h33m
*Documentário de Oliver Stone lançado em 2016, mostra o golpe de estado em 2014 na Ucrânia, que promoveu a derrubada violenta de Viktor Yanukovych, presidente eleito democraticamente, através de uma “ação oculta” dos EUA.
A partir do início dos anos 90, os EUA promovem as chamadas “guerras híbridas” e o uso do lawfare para desestabilizar governos que se opõem ao seu imperialismo, substituindo a CIA por ONGs politicas e empresas de mídia, bancando-as financeiramente para divulgar as narrativas convenientes.
Qualquer semelhança com fatos ocorridos em vários países, inclusive no Brasil com a Lava Jato e o golpe de 2016 contra a Dilma, não é mera coincidência.
https://www.youtube.com/watch?v=D4a4ULXed_0

CLARICE LISPECTOR – 100 ANOS | ESCRITORA SUELANY RIBEIRO


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