VISÃO DO PARAÍSO: UMA INTERPRETAÇÃO DO BRASIL

paraiso
O texto que disponibilizamos aqui foi escrito no contexto das comemorações dos 500 anos de Brasil, mas pela sua qualidade e abrangência torna-se leitura prazerosa e obrigatória, além de atemporal pela sua análise.
PARAÍSOS CRUZADOS:
DIÁLOGOS DO ENCANTAMENTO E DO DESENCANTAMENTO DO MUNDO
(GILBERTO FREYRE E SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA)

Sandra Pesavento
Doutora em História
Professora Titular de História do Brasil da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Porto Alegre – RS – Brasil

Os quinhentos anos da terra tem propiciado, ad nauseam, comemorações, celebrações, ritos, discussões e enfrentamentos. Para o bem e para o mal, entre a festa e o protesto, resta um espaço para repensar o país e indagar sempre, reatualizando a leitura de velhos textos que “disseram” ou “redescobriram” o Brasil, desvelando a “alma da terra”.
A alma da terra. A expressão nos remete àquele reduto íntimo das sensações e das formas de apreensão e reconhecimento do mundo. Trata-se da identificação de um ethos especial, de uma particularíssima forma de ser partilhada por um grupo que constrói uma comunidade imaginário de sentido. Nós, os brasileiros; eles, os outros.
A alma da terra pressupõe raízes, se não reais, pelo menos afetivas e simbólicas. Ela prende os indivíduos a traços, a marcas, a habitus, a pontos de ancoragem da memória, de identificação do cotidiano e a valores socializados.
Sabemos bem do que se trata, pois, em certa medida, temos a possibilidade de pensar o Brasil, os Brasís e os brasileiros cotidianamente, através de elementos icônicos e emblemáticos da construção do nacional. Eles são, em certa medida, herdados, enraizados em um certo “modo de ser”, transmitidos didaticamente pelo sistema de ensino, publicizados pela mídia, exibidos por imagens, narrativizados pela prosa literária ou pela poesia, exemplarizados em ritos de natureza diversa.
Mais do que isso, os quinhentos anos do Brasil deram margem a comemorações, celebrações e protestos que, para o bem e para o mal, forçam a uma reflexão sobre o pergunta ancestral: quem somos nós?

Leia o texto completo, clicando aqui.

2 responses

16 09 2010
gabriel

eitaaa

6 03 2012
ELSON JOAQUIM LEMOS

Somos o fruto do despreso EUROPEU…somos os injeitados; pobres, leprosos, damas da noite, mendigos, ladrões, oportunistas e somado a tudo isso as vítimas índios e negros…Mas o tempo cuidou de transformar e lapidar essa nação no diamante reluzente de alegria que é,,,Somos Brasileiros forjados na dor, no sofrimento, capazes de suportar o insuportável e mesmo assim caminhar com alegria e dizer ao mundo que não desiste nunca…Nasci em um País cheio de super hérois…a onde as histórias de superação estão em todas as esquinas…A história do retirante que virou presidente é uma super história, mas tenho certeza que não será a última grande história…

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