CONHECENDO PERNAMBUCO

22 06 2009

O “Projeto Conhecendo Pernambuco”, coordenado pelo Prof. Luís Carlos Lins da Escola Monsenhor João Rodrigues de Carvalho e a Empresa de Viação Norte Sul, através do “Projeto Viagem Solidária”, empreenderam mais uma aula-passeio.

Desta vez o destino foi o Alto do Moura, localizado em Caruaru no agreste Pernambucano.

O Alto do Moura (Caruaru/PE) é considerado o maior Centro de Arte Figurativa das Américas ( segundo a UNESCO) e foi o ambiente de morada e de trabalho do Mestre Vitalino, que se vivo estivesse, estaria completando 100 anos.

Abaixo, algumas imagens ilustrativas da viagem, que foi considerada pelos alunos/as e professores presentes, um verdadeiro sucesso!
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 043
A viagem contou com o apoio muito agradável e competente do Motorista da Empresa Norte Sul, Zé Mário
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 041
Os estudantes do “2º A”, os Professores Luís Carlos, Elionais Alves, Akassi e Dayse Rufino, no ponto de partida da viagem
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 044
Posando para foto com muita ansiedade antes da partida
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 046
Professoras Akassi e e Dayse Rufino, em clima de festa
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 048
Portal de entrada do Alto do Moura em Caruaru, cidade considerada a Capital do Agreste Pernambucano
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 049
Casa onde morou o Mestre Vitalino, totalmente preservada e transformada em Museu
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 050
Busto em homenagem ao Mestre Vitalino, que além de artesão, era um exímio tocador de pífano
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 051
Os alunos/as da Escola Monsenhor fazem registro fotográfico do Museu Mestre Vitalino
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 053
Olaria onde trabalhava o Artista Mestre Vitalino
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 054
O senhor à esquerda de chapéu é o filho mais velho (74 anos) de Vitalino, Amaro Vitalino
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 056
Trabalho artesanal feito em barro (reprodução do trabalho de Vitalino)
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 060
O Alto do Moura é um grande pólo de arte feita em barro e que mobiliza muitas pessoas, herdeiras do Mestre Vitalino
FOTOS - ESCOLA MONSENHOR 057
Área interior do Museu Mestre Vitalino com recepção de Severino Vitalino, filho e herdeiro do Mestre e em plena atividade


Vitalino de barro e luz Caruaru
Com fotos de Helder Ferrer e instalação de um casario, exposição celebra o centenário do ceramista
André Dib
andredib.pe@diariosassociados.com.br – Do Diário de PE

No próximo 10 de julho, Mestre Vitalino completa cem anos de nascimento. Uma das comemorações já começou e

Fotógrafo optou por privilegiar detalhes das peças que pertencem ao Museu do Homem do Nordeste e à coleção particular do senador Jarbas Vasconcelos. Foto: Helder Ferrer/Divulgação
se chama 100 Olhares de Vitalino, exposição fotográfica em cartaz em Caruaru, terra natal do ceramista. Os realizadores montaram uma estrutura que privilegia a imagem fotográfica e vai além ao reproduzir o ambiente das antigas moradias à base de taipa. Todo o barro usado pela exposição foi retirado do Ipojuca, rio onde Vitalino brincava quando criança e, anos depois, retirava a matéria-prima que deu forma à sua arte. A exposição segue até 10 de julho, na antiga Estação Ferroviária de Caruaru, hoje conhecida como Galpão das Artes.

Como o nome sugere, 100 Olhares de Vitalino apresenta uma centena de fotos produzidas por Helder Ferrer, dispostas nas fachadas de um casario cenográfico, como fossem portas e janelas iluminadas por trás (backlight). A força dessas imagens, literalmente sustentadas pelo barro, é amplificada por uma “instalação” formada por lamparinas e cercas de ripa. Tudo contribui para provocar uma experiência sensorial-afetiva incomum, até mesmo para os visitantes acostumados com esse tipo de paisagem. “As pessoas da região se encantam, e beliscam o barro para ver se é de verdade”, diz a idealizadora Lina Rosa, da Aliança Comunicação e Cultura. Desde que foi inaugurada, a exposição promovida pela Prefeitura de Caruaru precisou refazer o acabamento algumas vezes.

Frente aos inúmeros registros existentes do trabalho de Vitalino, Hélder Ferrer optou por retratar não somente os bonecos internacionalmente famosos, mas o universo em que eles foram produzidos: fornos de queima de barro, bandas de pífano e outros artesãos na lida com o barro. Os bonecos fotografados são do acervo do Museu do Homem do Nordeste e da coleção particular do senador Jarbas Vasconcelos. “Em vez de retratar peças inteiras, busquei os detalhes. Levei as peças para o estúdio, onde usei luz ‘dura’ e alguns planos desfocados. Isso gerou sombras de expressão que me surpreenderam”, explica Ferrer.

Rosa ainda explica que, para chegar ao conceito final, foi necessário fazer um levantamento da trajetória pessoal e profissional do mestre. “Queria fazer algo que não fosse baseado somente nas fotos, mas no diálogo com a arte de Vitalino, ou seja, entre o tradicional e o contemporâneo”.

Por isso, além de trazer um texto sobre Vitalino assinado por Joaquim Cardozo, a exposição convidou o músico Ortinho (que também é de Caruaru) para compor uma trilha sonora baseada em sons de pífano e depoimentos de “herdeiros” do artista popular, como Manoel Eudócio, Luis Antonio da Silva, Zé Galego, Elias Francisco e os familiares Maria e Severino Vitalino.

Serviço

100 Olhares de Vitalino
Onde: Galpão das Artes – Antiga Estação
Ferroviária – Rua Frei Caneca, s/n, Centro, Caruaru
Quando: Hoje, 28 e 29/06 e 10/07, das 17h à 0h; nos demais dias, das 18h às 23h. Até 10 de julho
Quanto: Entrada franca

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2 responses

1 07 2009
Sunamita Oliveira

Parabéns pelo excelente trabalho professor!! Nosso estado possui um riqueza cultural incomensurável, que precisa ser melhor aproveitada e divulgada por todos nós!
Só tem uma observação: Gravatá está incluída no roteiro?? Por favor, façam-nos uma visita! Somos um grande pólo de gastronomia e temos um grande pólo moveleiro! Estamos na história!!

Abraços.

5 07 2009
Edson Silva

Caro Luís,
Será possível incluir no seu roteiro do “Conhecendo Pernambuco” para seus/as alunos/as uma visita aos Xukuru do Ororubá em Pesqueira?
Essa visita pode ser em um sábado, inclusive à tarde os/as alunos/as podem assistirem a dança do Toré.
Fico a disposição para maiores informações e articular essa ida.
Abçs.,
Edson Silva

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