MAYSA – UMA BIOGRAFIA

14 01 2009

maysa-matarazzo

Maysa Figueira Monjardim, de tradicional família de classe média alta, era filha de Alcebíades Guaraná Monjardim (Monja), boêmio, que Quando jovem jogou futebol amador, formado em direito tendo exercido cargo de deputado no Espírito Santo. Monja pertencia a uma família tradicional italiana onde seus antepassados seguiram a carreira militar e política. Casou-se com Inah Figueira, bela moça de olhos claros, que havia sido coroada Miss Vitória, Inah, também pertencia a uma tradicional família do Espírito Santo, era mestiça de lusitanos com brasileiros.
Maysa nasceu no Rio de Janeiro, no dia 6 de junho de 1936, às 11:50 horas, na casa de seu avô paterno que era médico e ex-senador e fez o parto. O nome de Maysa é uma mescla dos dois primeiros nomes de uma grande amiga de Dona Inah, Maria Luysa.
Seu pai, o popular Monja, tinha muitos amigo no meio mundo artístico do Rio de Janeiro e São Paulo. Costumava promover noitadas homéricas, em sua casa, regadas a uísque e muita musica, com presenças quase obrigatórias de artistas como Silvio Caldas e Elizeth Cardoso. Monja era um hedonista em um clã que se orgulhava da ascendência histórica e nobre. Maysa admirava a total ausência de convencionalismo com que fora criada.
A fama de Monja era de ser um sujeito amigo do samba e da noite. Seu
sogro não gostou muito do seu cartaz de mulherengo e bom de copo, quando o viu interessado em sua filha Inah, uma jovem de grande beleza.

SAIBA MAIS: http://www.fmu.br/site/graduacao/psicologia/arquivos/biografia_maysa_07.pdf

CRÍTICA DO JORNALISTA ARTHUR CARVALHO SOBRE A MINISSÉRIE DA REDE GLOBO DE TELEVISÃO

Pobre Maysa!
Publicado em 14.01.2009 no JC

Arthur Carvalho
Maysa, minissérie exibida na telinha, foi uma peça de singular mediocridade, representando, no mínimo, uma absurda simplificação, cheia de clichês, da vida de uma grande cantora – e também compositora –, transformando-a em lixo televisivo. Ainda mais porque a tal minissérie, com ou sem hífen, vem assinada pelo próprio filho da infeliz artista, que já havia transformado a biografia de Olga Benário em piada de mau gosto. Nesse filme, Jayminho Monjardim Matarazzo conseguiu ser pior do que a pantaneira novela da falecida Rede Manchete, ao mostrar, entre outros “assuntos relevantes”, a determinada ativista desvirginando o Cavaleiro da Esperança, Luís Carlos Prestes. Isso mesmo: Jayminho considerou importantíssimo o fato de Olga ter sido a primeira experiência sexual do casto tenente e comandante da Coluna…

O que vimos, recentemente, foi a dramática vida de uma mulher extraordinária, pasteurizada sob a assinatura do próprio filho “diretor” de TV. Jayminho poderia tentar se redimir do que fez com a história (trágica) de Olga, ao se dedicar, por fim, à trajetória da mãe, que ele deveria conhecer melhor do que ninguém. Ele não somente permitiu, como se associou ao projeto de transformar Maysa numa minissérie sensaborona com todos os chavões que a Globo pensa ter o direito de impingir a uma platéia que julga completamente analfabeta. Como se não bastassem a inteligência fulgurante, a envolvente simpatia, a erudição à flor da pele, a comovente humildade, as constantes e chocantes demonstrações de falta de ética profissional nas transmissões de futebol, o ufanismo histérico e a cultura enciclopédica de Gavião Bueno, o gênio da raça. Enfim, a pobre mãe de Monjardim terminou – coitada! – “pagando o pato” de ser mostrada como uma adolescente pré-gordinha que se casa com um homem mais velho (André Matarazzo) antes de ser cantora, sob a censura do marido paulista quatrocentão. E o que virá agora? Um retrato polaroide do mundo do rádio e da televisão “engatinhante”, entre 1950 e 1970? É o que prevejo. Vê-se que se Jayminho fosse o filho de Billie Holiday (outro azar da negona?), de quem sou admirador, ele teria transformado até a história – ainda mais sofrida – da magistral intérprete de blues americanos numa espécie de resumo biográfico da existência de Xuxa com a de Rita Pavone (lembram-se dela?)…

Estava no ar, portanto, uma distorção televisiva (mais uma, na verdade) de todas as vidas que se perdem – ou se ganham – entre as antigas fumaças etílico-tabagistas do chamado “show-business”. Só os “boêmios” de hoje conseguiram engolir essa Maysa, calados, “até o amargo fim”.

Existe um filme admirável – The Rouse (1979) – dirigido pelo americano Mark Rydell, com roteiro baseado na vida da difícil Janis Joplin. Ele conquistou o disputado prêmio Globo de Ouro e deveria ter sido visto (ao menos esse filme do competente Rydell) por Jayminho, como dever de casa, antes de derrapar na tele-biografia da criadora de Ouça. A fita que Clint Eastwood realizou sobre Charlie “Bird” Parker também poderia ser citada. O título é Bird, e foi rodada em 1988. Uma boa mostra, também, do que se pode fazer – de honesto – com o material da saga de pessoas como Joplin, Charlie Parker e… Maysa.

Hoje, dia em que escrevo esta matéria, já não verei o quarto capítulo de Maysa, nem sequer para ouvir velhos hits na trilha sonora (a única coisa boa da mini, mal roteirizada e burocraticamente dirigida por Jayminho). Quando o Brasil aprender a tratar gente, na TV, como pessoas de carne, osso e sangue, voltarei a ficar acordado para assistir a “minisséries” de fim de noite. Só espero que a poderosa Rede Globo – que alardeou grandes índices de audiência de Maysa, vista pelo “povão” anestesiado, indiferente(?) – não resolva exibir mais uma novelita cor-de-rosa, em outubro próximo, nos 50 anos da morte prematura de Dolores Duran, em 23 de outubro. Que seria de Amy Winehouse, Cássia Eller, Dalva de Oliveira e Elza Soares, nas mãos sacrossantas da “vênus platinada”?

» Arthur Carvalho, advogado, é da Federação Internacional de Jornalistas

Anúncios

Ações

Information

2 responses

22 10 2009
jucilene

eu nasci em 15 12 77 ouvi falar de maysa quando passou a minisserie, pelo fato que as pessoas que chegavam perto de mim, a primeira coisa que me falavam era da semelhancia que eu tinha com a maysa . tanto com a atriz que fez o papel da maysa, quanto a verdadeira . no começo eu nem me toquei muito mas depois quando passei a reparar realmente percebi que sou muito parecida msm a partir dessa coincidencia virei fa .mas quando escuto alguma musica ou vejo alguma foto dela nao consigo conter o choro bjs a todos .sou de cataguases minas gerias

17 12 2009
gisele

amei vc.. de onde vc saiu? rsrsrsrsrs… acído, mais sincero…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: